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No último domingo, 7 de abril, lembramos a marca de 6 meses desde o ataque do Hamas contra Israel e, subsequentemente, o início da guerra em Gaza. Desde então, temos acompanhado em todo o mundo o aumento do antissemitismo. No Brasil, um dos aspectos que mais chamam atenção são os episódios de hostilidades contra alunos judeus em escolas.
Neste episódio, nossa ideia é tentar entender o que leva crianças e adolescentes a praticarem atos antissemitas e compreender a influência da guerra nesse cenário.
Nossa convidada é Ilana Katz, psicanalista, doutora em educação pela Faculdade de Educação da USP, pesquisadora no Instituto de Psicologia da USP, participante da Rede Nacional de Pesquisadores em saúde mental de criança e adolescente e participante do JJpD-SP.
Desde o 7 de outubro, a memória do Holocausto tem sido evocada para falar sobre aspectos do trauma que eventos como esses deixam na História Judaica, sobretudo quando não há espaço para legitimação das dores de suas vítimas.
De que forma sobreviventes de eventos traumáticos podem elaborar sua experiência, mesmo diante do negacionismo? E como ser empáticos com vítimas de atrocidades, como a guerra em curso entre Israel e o grupo terrorista Hamas?
Nossa convidada hoje é a Flávia Steuer, que é psicanalista, membro do Departamento de Psicanálise do Sedes Sapientiae, membro filiado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e Co-Autora de capítulo Falas e Ecos do Trauma do livro Testemunho e Experiência Traumática Trauma em Tempos de Catástrofe, pela Editora Escuta", e também coordena as Rodas de Conversa e Acolhimento do IBI.
Em meio à crise diplomática entre o governo brasileiro e o governo israelense desde a fatídica declaração do presidente Lula comparando as ações militares do exército de Israel em Gaza com o Holocausto, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiram fazer uma visita a Israel e se encontrar com autoridades do país. Mas qual é o motivo dessa visita? E quais as implicações políticas dessa viagem?
Para conversar com a gente sobre esse assunto, convidamos o Henry Galsky, que é jornalista, editor do portal Israel de Fato e vive em Israel.
Gravado na Federação Israelita do Estado de São Paulo
Tsecha Szpigel tinha só 14 anos quando foi empurrada de um trem. Ela se viu sozinha no mundo, mas foi isso que salvou a vida daquela jovem judia polonesa. Mais conhecida como Tsé, ela sobreviveu ao Holocausto, chegou ao Brasil. Aqui, ela construiu uma vida e uma grande família.
No dia 7 de outubro de 2023, Israel foi vítima de um dos maiores ataques terroristas da história, com uma invasão por terra do grupo terrorista Hamas, que entrou no território israelense e atacou cidades, kibutzim e matou mais de 1.200 pessoas. Um dos locais atacados pelo grupo terrorista foi a festa Nova, um festival de música eletrônica que acontecia próximo à Faixa de Gaza, na região Sul de Israel.
Conversamos com Rafael Zimerman, brasileiro que mora em Israel e é um dos sobreviventes da festa que foi atacada pelo Hamas no dia fatídico 7 de outubro.
Existe uma passagem do livro Mulheres de Cinzas, de Mia Couto, que ilustra a situação de mulheres em meio a uma guerra. Seu eu-lírico diz que "A diferença entre a Guerra e a Paz é a seguinte: na Guerra, os pobres são os primeiros a serem mortos; na Paz os pobres são os primeiros a morrer. Para nós, mulheres, há ainda uma outra diferença: na Guerra, passamos a ser violadas por quem não conhecemos".
Muito se falou sobre a guerra entre Israel e Hamas, desde o 7 de outubro. Mas pouco se ouviu das mulheres, israelenses ou palestinas, sobre as dores que só quem é mulher vivencia nesse que é um dos piores contextos.
Nossa convidada é Adriana Carranca, escritora e jornalista, especializada na cobertura de conflitos, crises humanitárias e direitos humanos, com olhar especial sobre a condição das mulheres.
A guerra entre Israel e Hamas acontece nos campos de batalha, mas também nas redes sociais. Há muita mobilização de setores pró-Israel e pró Palestina. Mas, o uso da internet nesta guerra vai muito além disso.
Enquanto o Hamas usa as redes sociais como ferramenta de terrorismo psicológico, há soldados do Exército de Israel divulgam imagens sádicas, fazendo supostas piadas ao destruírem casas e prédios na Faixa de Gaza.
Para falar sobre a relevância das redes sociais nesta guerra, nosso convidado é David Nemer, professor nos Departamentos de Estudos de Mídia e Antropologia na Universidade da Virgínia, e pesquisador associado do Berkman Klein Center for Internet and Society na Universidade de Harvard e autor de Tecnologia do Oprimido.
Tem semanas em que a gente é completamente atropelado pelo noticiário. Essa é uma delas. A gente mudou todo o cronograma pra conversar aqui sobre as recentes falas de Lula: na Etiópia, o presidente do Brasil comparou a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.
Nesse episódio, nossa ideia é falar sobre as consequências deste caso para a geopolítica brasileira e traduzir gestos que parecem simples, mas, na diplomacia, são muito relevantes.
Nossa convidada é Karina Calandrin, assessora acadêmica do IBI, doutora em Relações Internacionais e pesquisadora de pós-doutorado do Instituto de Relações Internacionais da USP.
Quando um judeu diz que é religioso, automaticamente, muito pensam em um homem vestido de preto, com um chapéu, uma barba branca longa, que reza em uma sinagoga onde homens e mulheres rezam separados. Ele, provavelmente, é um religioso. Mas é o único?
Hoje, dia 7 de fevereiro, dia em que esse episódio vai ao ar, é celebrado o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas no Brasil. A data, criada em 2008, chama a atenção para a luta dos povos originários do Brasil.
O que conecta os povos indígenas ao povo judeu, para além de uma história de apagamento e extermínio? E por que é importante que as pautas dos povos originários sejam abraçadas também pelos não-indígenas, para manter vivas essas populações e sua cultura?
Hoje nossa convidada é a Shirley Krenak, ativista e escritora formada em Comunicação Social, pertencente ao povo Krenak e atualmente coordena o Instituto Shirley Krenak, que desenvolve diversas atividades nas áreas ambiental, educacional, social e cultural.
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