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Na tradição judaica, o tempo é muitas vezes referido como espaço sagrado, assim como o livro seria o verdadeiro templo do povo judeu. Para Spinoza, o tempo é meramente um acidente do movimento, um modo de pensar. Já Heschel considerava o tempo o coração da existência. Para Freud, o inconsciente humano é alheio à cronologia, num estado de atemporalidade ou de tempos múltiplos.
Há visões muito diversas sobre a forma como o judaísmo encara o conceito de tempo, mas de que forma essas relações moldam a identidade judaica, hoje?
Para conversar sobre o tema, convidamos Gabri Kucuruza, que é artista, bacharel em Ciências Sociais e cursa mestrado em História, Política e Bens Culturais pela FGV CPDOC. Integra o Grupo de Pesquisa “Diálogos da Diáspora: Racismo e Antissemitismo” do Labô e o IBI no Campus, e a coletivo judaico Kehilá Judies ao Sul.
No próximo dia 27, lembramos os 79 anos da libertação de Auschwitz, o mais conhecido campo de concentração nazista. Lá, morreram um milhão de pessoas nos fornos crematórios e câmaras de gás, além das vítimas da fome, das doenças e da violência.
Às vésperas dessa data, o “E eu com isso?”, podcast do Instituto Brasil-Israel, fala sobre as comparações com o Holocausto.
Nosso convidado é Michel Erlich, historiador e coordenador do departamento de História. Museu do Holocausto de Curitiba.
Desde o começo da guerra entre Israel e o grupo terrorista o Hamas, os casos de antissemitismo explodiram no Brasil. De janeiro a outubro, observou-se um aumento de 133% nas denúncias de atos e ameaças contra judeu em comparação com o mesmo período de 2022. Foram 467 denúncias registradas ante as 44 em outubro de 2022, um aumento de 961%. Os dados são da CONIB (Confederação Israelita Brasileira) e da FISESP (Federação Israelita do Estado de São Paulo). Muitos desses casos de antissemitsmo vem da normalização de uma narrativa contra israelenses e judeus em setores da esquerda, que enxergam Israel como um Estado colonial que precisa ser combatido.
Muito desse antissemtismo da esquerda é justificado como “antisionsimo”, seria um ódio ao Estado de Israel e não aos judeus, mas será que é mesmo?
Para conversar com a gente sobre o tema, nós convidamos Daniel Feldman, professor da Universidade Federal de São Paulo e membro do Coletivo Judias e Judeus pela Democracia – SP.
O 7 de outubro de 2023 foi um dia extremamente traumático para os israelenses. O choque inicial impediu que, de forma imediata, as nuances do crime cometido pelo Hamas fossem compreendidas na totalidade. Aos poucos, as mais cruéis violações foram sendo abordadas, até que começássemos a falar dos crimes sexuais.
Apesar dos relatos estarrecedores, a repercussão desse assunto pelo mundo é relativamente pequena. Por que?
Nossa convidada é Anelise Fróes, cientista social, pós-doutoranda no LABÔ - Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da PUC-SP. Coordenadora do Projeto "Estudos da Diáspora - Racismo e Antissemitismo".
Leia um resumo da reportagem do New York Times.
A gente ouve muito falar que os Estados Unidos são um país alinhado com Israel. Do ponto de vista do governo, até segue sendo - apesar da pressão do presidente Joe Biden para que Netanyahu acabe com a guerra. Mas, dentro da sociedade, tudo mudou de figura. O antissemitismo cresceu e as gerações mais jovens estão cada vez mais hostis a Israel e ao judeus.
Nossa convidada hoje é uma conhecida do nosso público: Ana Clara Buchmann, também conhecida como Malka, que foi apresentadora aqui do podcast durante um bom tempo. Ela mora nos Estados Unidos, em Boston, e tem vivenciado essa mudança na sociedade norte-americana desde o dia 7 de outubro.
São semanas e semanas falando de guerra, detalhando a destruição e a barbárie que um conflito como este, entre Israel e Hamas, gera. O que a gente tem se perguntado agora é: é possível olhar para frente e projetar o futuro? E será que este futuro seria melhor?
Nosso convidado hoje é Marcos Gorinstein, brasileiro que mora em Israel e apresenta o podcast “Do lado esquerdo do muro”, ao lado do João Miragaya. Marcos, bem-vindo e parabéns pelo trabalho no podcast, especialmente neste período de guerra.
Pensamos nesse episódio muito antes de saber que aconteceria o que estamos vendo em Israel. Mas também achamos importante manter a programação, até como forma de trazer alento com um tema leve para você, ouvinte do nosso podcast, sobretudo por se tratar de um episódio no meio de chanucá, a festa da luzes.
Hoje vamos falar sobre a PJ Library, projeto que há 18 anos promove o estímulo à leitura para crianças judias do mundo todo. São milhares de livros distribuídos de forma gratuita mensalmente, em 38 países e em 7 línguas diferentes. Aliás, hoje a programação vai ser um pouco diferente e você, ouvinte, vai poder escutar uma dessas histórias no final desse episódio. A indicação foi da Maya, que é uma das crianças beneficiadas pelo projeto, e recomenda fortemente que você convide outras crianças para escutar essa leitura junto com a gente. Dito isso, a nossa convidada hoje é a Karin Zingerevitz, diretora da PJ Library na América Latina, Portugal e Espanha.
Há dois meses, membros do grupo terrorista Hamas invadiam o território israelense disposto a matar todos que estivessem na frente deles. As formas de matar e humilhar os israelenses foram as mais cruéis: atiraram em bebês, queimaram casas com pessoas dentro e cometeram crimes sexuais contra mulheres. Parte dos crimes foi filmada pelos terroristas.
Cerca de 1.200 pessoas foram assassinadas naquele dia. Dois meses depois, muitos ainda tentam negar a relevância do ocorrido em 7 de outubro. Em uma tentativa - talvez desesperada - de comprovar o mundo a gravidade do ataque, Israel convocou jornalistas pelo mundo para assistir às cenas daquele massacre. Hoje, a gente tem a oportunidade de conversar com um desses jornalistas que viu um pouco do que foi efetivamente o 7 de outubro e a gente também discute como tem sido a cobertura dessa guerra na imprensa brasileira. Nosso convidado é o jornalista Pedro Doria, editor do Canal Meio.
Texto Daniela Kresch: leia.
Vídeo Canal Meio: assista.
Um termo que a gente tem ouvido muito desde o dia 7 de outubro é “crimes de guerra”. Pra alguns, pode fazer pouco sentido, mas até pra guerras tem leis específicas. Hoje, é sobre esse assunto que a gente vai falar aqui.
Talvez, algumas respostas gerem um desconforto - mas tem questões que precisam ser esclarecidas e assuntos que precisam ser solucionados. Por exemplo: desde quando um grupo terrorista tem qualquer interesse em estar dentro das leis?
Nosso convidado hoje é João Paulo Charleaux, jornalista com passagem por grandes veículos brasileiros, além de ter coordenado a comunicação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. No momento, tem publicado uma série de sete artigos na Folha de S. Paulo explicando o direito a guerra.
Desde que começou a guerra entre Israel e Hamas, com o ataque terrorista do dia 7 de outubro, judeus e judias das diásporas ao redor do mundo têm sido afetados de diferentes formas. Além do horror da guerra, o crescente temor pelo antissemitismo é um dos fatores que impactam principalmente a saúde mental das pessoas.
Em tempos de redes sociais, em que a guerra pode ser acompanhada quase que em tempo real, como se poupar e cuidar minimamente da saúde mental? Para conversar sobre o tema com a gente, convidamos a Karina Iguelka, psicanalista, diretora do projeto Marcha da Vida e diretora do IBI.
Apresentação: Amanda Hatzyrah e João Torquato
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