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No final da década de 1990, uma pequena cidade da grande São Paulo viveu um escândalo que abalou a politica nacional. Todos os vereadores da câmara municipal foram subitamente afastados de seus mandatos. Menos um.
No primeiro episódio de Escafandro, partimos dessa história para mostrar um pouco de como são os homens públicos mais próximos da população: os vereadores.
E de como as câmaras municipais replicam a política de outras esferas, criando heróis e vilões que mudam de lado com o tempo, ou apenas conforme o ponto de vista de quem observa.
Confira no Episódio 11 de Escafandro. Assine no seu aplicativo de podcast predileto e ouça de graça
– Entrevistados do episódio:
Arthur de Almeida
Ex-vereador de Embu das Artes pelo PSDB.
Geraldo Cruz
Ex-vereador, ex-deputado e ex-prefeito pelo PT.
Rosana Almeida
Ex-vereadora e secretária de turismo de Embu das Artes.
Márcio Amêndola de Oliveira
Historiador e jornalista.
– Mergulhe mais fundo
Entrevista de Geraldo Cruz no Jô Soares.
– Ficha técnica:
Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
Gravamos 17 horas de rotina de uma casa coletiva. São dez adultos, seis crianças e seis gatos morando juntos e dividindo os espaços comuns de um casarão em São Paulo. Contas e tarefas domésticas também são compartilhadas, num esquema orgânico em que há apenas uma regra: cada dia um dos adultos prepara o jantar para todo mundo.
Mergulhe nessa história escutando o Episódio 12 de Escafandro. Assine no seu aplicativo de podcast predileto e ouça de graça.
Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora: Paulo Gama (música tema), À Deriva (demais músicas)
Mixagem: Vitor Coroa
A morte do norte-americano George Floyd, assassinado pela polícia de Minneapolis no dia 25 de maio de 2020, causou protestos de proporções globais. Atos contra a violência policial e contra o racismo. Em algumas cidades, os protestos foram tão intensos que deram início a processos de desmantelamento de departamentos de polícia.
Mas o que ocorre nos EUA é pouco em comparação com a realidade das polícias brasileiras. Enquanto por lá policiais mataram 1.099 pessoas no ano de 2019, por aqui foram 5.804. Quando se fala em racismo, os números daqui também são piores.
Ainda em 2019, nos Estados Unidos, 24% das pessoas mortas pela polícia eram negras. Por aqui, essa porcentagem sobe para 75%.
É um genocídio em curso.
Num intervalo de poucas semanas em relação à morte de George Floyd, tivemos por aqui dois assassinatos semelhantes. Dois adolescentes. João Pedro Matos e Guilherme Silva Guedes. Em nenhum dos casos houve manifestações tão massivas quanto as provocadas pela morte de George Floyd.
Para entender por que isso acontece, mergulhamos fundo na estrutura das nossas polícias militares.
– Entrevistados do episódio:
– Coronel José Vicente da Silva Filho
Coronel reformado da Polícia Militar, secretário nacional de segurança pública durante o governo FHC.
– Coronel Adilson Paes de Souza
Tenente coronel da reserva da Policia Militar do Estado de São Paulo. Bacharel em direito, mestre em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Autor do livro O Guardião da Cidade.
– Fausto Salvadori
Jornalista, especialista em justiça, segurança e direitos humanos, cofundador da Ponte Jornalismo.
– Cecília Olliveira
Jornalista, pós graduada em Criminalidade e Segurança Pública e em Administração Pública com ênfase em Gestão Sociais. Foi consultora da Anistia Internacional, onde desenvolveu a plataforma de dados sobre violência armada Fogo Cruzado.
– Dina Alves
Advogada e coordenadora do Departamento de Justiça e Segurança Pública do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), cofundadora do coletivo autônomo de mulheres pretas, Adelinas.
– Ficha técnica:
Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
Em 2011, um arqueólogo parte por conta própria para o interior da Amazônia. O objetivo é redescobrir um sítio arqueológico abandonado, no sudoeste de Rondônia. Um antigo cemitério, com sepultamentos que remontam há mais de quatro mil anos.
Ele descobre o local do sítio: o Sambaqui de Monte Castelo. Mas, por meio de mensagens gravadas nas árvores pelos índios Tuparis, descobre também que, ao contrário do que se imaginava, aquele lugar não está desocupado.
Dessa constatação, nasce uma parceria entre arqueólogos brancos e pesquisadores indígenas, que começou a vigorar no começo de 2020.
Nesse episódio, partimos desse encontro inusitado para falar sobre o encontro dessas duas civilizações.
Quais são as diferenças fundamentais entre elas? O que o mundo branco, numa crise tão profunda, pode aprender com o modo de viver dos índios? E o que seria desse modo de viver hoje se os brancos não tivessem chegado aqui mais de quinhentos anos atrás?
– Entrevistados do episódio:
Eduardo Goes Neves
Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
Francisco Pugliese
Pesquisador Colaborador do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília. Pós-doutorado em Geologia pelo IG/UnB. Doutor e Mestre em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Bacharel em História pela Universidade de São Paulo.
Ailton Krenak
Ambientalista e escritor, autor do livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”. É um dos maiores nomes da luta indígena no Brasil. Pertence à etnia do povo Krenak.
Marcos de Almeida Matos
Possui graduação em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2006) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (2018). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Acre.
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
Você sabia que a Netflix provavelmente começou por causa de uma multa por um DVD atrasado? Sabia que a plataforma é responsável pela maior fatia de tráfego de internet?
Sabia que ela monitora tudo o que todo mundo faz lá dentro? E que usa isso pra planejar em que tipo de produção investir?
Sabia que House of Cards e Stranger Things só são do jeito que são porque um sistema de inteligência artificial previu que aqueles ingredientes juntos fariam sucesso?
Quer saber mais? Quer saber qual é o impacto da Netflix na forma com a gente produz e consome filmes e séries?
Pois é só dar o play.
– Entrevistados do episódio:
Pedro Strazza
Jornalista, editor do portal B9, um dos apresentadores do podcast Cinemático.
Isabel Wittmann
Crítica de cinema, antropóloga, pesquisadora e apresentadora do podcast Feito por Elas.
Maurício Cardoso
Historiador, professor do departamento de História da USP, tem pesquisas sobre produção audiovisual brasileira, indústria cultural e história pública.
– Mergulhe mais fundo
– Como o algoritmo da Netflix funciona (revista Wired, em inglês)
– As origens de House of Cards (New York Times, em inglês)
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
No terceiro episódio sobre os impactos e lições do coronavírus, falamos de como a pandemia já afetou, e ainda vai afetar, a nós humanos. Primeiro, do ponto de vista mais pessoal e particular. Depois, de forma ampla e global.
Para isso contamos com nada menos do que dez convidados.
Um psicanalista, um historiador, dois escritores, uma jornalista, uma professora uma futurista, um arqueólogo, uma faxineira diarista e o Tomé, que tem sete anos, e quer ser cientista, ou astronauta, ou cantor, ou surfista, ou diretor de cinema, ou cozinheiro.
– Entrevistados do episódio:
Psicólogo, psicanalista, professor titular da Universidade de São Paulo.
Graduado em História pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
Escritora e ilustradora de livros infantis.
Jornalista, âncora da Rádio Band News FM, co-fundadora da Rádio Guarda-Chuva e criadora do podcast Põe na Estante.
Jornalista, pesquisadora, professora e futuróloga.
Historiador, professor e cofundador do Movimento Passe Livre
Faxineira Diarista
Escritor e agitador cultura.
Professora aposentada e exilada da ditadura militar.
Estudante.
– Mergulhe mais fundo
Coroa de Espinhos (Por Christian Dunker, para o portal Arte! Brasileiros)
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
No segundo episódio da série sobre as possíveis lições trazidas pela pandemia de coronavírus, o assunto é: política. Para isso, partimos de dois grandes temas.
Primeiro, a política nacional. O que está por trás da estratéa negacionista de Jair Bolsonaro? Há uma estratégia aí? Quais devem ser os impactos dessa postura na imagem do governo? Por que a base bolsonarista segue fiel ao presidente?
Em seguida, passamos para a política mundial. Como o isolamento da população e a propagação da Covid-19 têm impactado governos ao redor do mundo? O que muda nas relações entre os países? Será que o mundo pós-pandemia vai ser um mundo mais humanista, mais SUS e renda universal? Ou vai ser um mundo mais autoritário, com estados cada vez mais policialescos vigiando de perto seus cidadãos?
– Entrevistados do episódio:
Malu Gaspar
Repórter da revista Piauí e comentarista do podcast Foro de Teresina.
Miguel Lago
Cientista político, um dos criadores da Nossas, diretor do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde.
Conrado Hübner Mendes
Professor de direito constitucional da Faculdade de Direito da USP e colunista da Folha de S.Paulo.
Christian Dunker
Psicólogo, psicanalista, professor titular da Universidade de São Paulo.
– Mergulhe mais fundo
Uma esfinge na Presidência (revista Piauí)
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
A pandemia de coronavírus tem feito o mundo mudar com rapidez inédita. Diante disso, nos próximo episódios, Escafandro vai mergulhar nessas mudanças para tentar descobrir que lições poderemos tirar delas. Será que o mundo pós-pandemia pode ser um mundo melhor?
No primeiro episódio, o assunto é economia. Será que seremos capazes de aprender algo com essa que talvez seja a maior crise da história do capitalismo?
– Entrevistados do episódio:
Marcelo Manzano
Economista com mestrado, doutorado e pós doutorado pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, nas áreas de desenvolvimento econômico, economia social e economia do trabalho. Foi consultor do PNUD e da OIT e é coordenador e professor do programa de pós-graduação da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).
Leandro Ferreira
Presidente da Rede Brasileira de Renda Básica.
– Mergulhe mais fundo
Possibilidades econômicas para nossos netos
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
Por conta da pandemia do novo coronavírus, boa parte da população mundial vive hoje uma experiência inédita: a do isolamento. Um isolamento que pode acontecer de duas formas: solitária ou em família.
Diante disso, trazemos o ponto de vista de dois navegadores que são profundos conhecedores de experiências desse tipo.
Heloisa Schurmann, que há mais de trinta anos navega pelo mundo com a família, conta das vantagens e dos desafios do isolamento compartilhado.
E Amyr Klink, primeiro homem a atravessar o Atlântico Sul sozinho num barco a remo, conta sobre as dores e belezas de se isolar em solidão completa.
Eles também falam dos desafios do momento atual, das diferenças de viver isolado num barco e em terra firme, e dão dicas de como sobreviver ao confinamento com a mente em ordem.
Ouça de graça no seu aplicativo de podcasts predileto!
– Entrevistados do episódio:
Amyr Klink
Escritor e navegador, primeiro homem a atravessar o Atlântico Sul num barco a remo em solitário. Autor de “Cem dias entre céu e mar” e “Paratii – entre dois pólos”.
Heloisa Schurmann
Escritora e navegadora, deu três voltas ao mundo de veleiro em companhia da família. Autora de “O pequeno segredo” e “10 anos no mar”.
– Ficha técnica:
Concepção, produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
As mudanças trazidas pela inteligência artificial devem, em poucos anos, causar uma revolução na saúde. Hoje já estão em fase de testes algoritmos que vão auxiliar os médicos em tarefas diversas.
Eles poderão, por exemplo, cruzar milhares de dados sobre um paciente para prever as chances de cura em casos diversos. Para criar diagnósticos. E para auxiliar na aplicação de tratamentos e prescrição de drogas.
Eles poderão acessar bancos de dados em tempo real, e ter atualização instantânea sobre cada nova doença ou nova terapia. Eles poderão preencher prontuários automaticamente enquanto o médico se dedica ao atendimento do paciente. E poderão fazer com que clínicos gerais tenham a opinião dos maiores especialistas em cada área.
Há também pontos controversos nessa tecnologia. Porque os algoritmos são alimentados por dados. Então vale perguntar: quem coleta esses dados? O que impediria, por exemplo, que planos de saúde reajustassem suas mensalidades de acordo com os riscos que cada paciente tem de adoecer?
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– Entrevistados do episódio:
Alexandre Chiavegatto Filho
Economista, professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP na área de estatísticas de saúde, diretor do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps) da FSP/USP.
Flávio Cesar de Sá
Médico infectologista, doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (1996), pós-doutor na área de Bioética Clínica na Universidade Cornell, em Nova York. É professor da Unicamp na Faculdade de Ciências Médicas, onde coordena a Área de Ética e Saúde.
– Mergulhe mais fundo
Quantas doenças existem? (Washington Post)
https://www.washingtonpost.com/news/fact-checker/wp/2016/11/17/are-there-really-10000-diseases-and-500-cures/
Inteligência artificial no mercado financeiro – The Economist (em inglês).
https://www.economist.com/finance-and-economics/2019/11/21/how-machine-learning-is-revolutionising-market-intelligence
– Ficha técnica:
Produção, apresentação e edição: Tomás Chiaverini
Trilha sonora original: Paulo Gama
Mixagem: Vitor Coroa
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