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Por muito tempo, a América do Sul foi uma terra de gigantes. Andaram por aqui tatus do tamanho de fuscas, tigres-dente-de-sabre, mastodontes e as nossas favoritas: as preguiças gigantes, pesando até quatro toneladas. Então, há cerca 10 mil anos, essas espécies da megafauna desapareceram. No Oxigênio #50, buscamos os responsáveis pela extinção das preguiças gigantes e dos outros grandões.
Será que as preguiças gigantes foram caçadas pelos homens, que chegaram no continente justamente nesse período? Será que morreram por conta das intensas variações climáticas que ocorreram no final do Pleistoceno e começo do Holoceno? Ou será que foram extintas por conta de uma combinação das duas coisas: a ação humana e o clima?
A equipe do Oxigênio conversou com três especialistas para tentar entender esse crime: Mathias Pires, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Bernardo Araújo, doutorando em Ecologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Alex Hubbe, professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A apresentação do programa foi de Sarah Azoubel Lima e Bruno Moraes, com colaboração de Maria Letícia Bonatelli e Beatriz Guimarães e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca.
Depois de ouvir o #50, mande para a gente seus comentários e sugestões. Estamos no Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected].
ERRATA: diferentemente do que foi dito no programa, rinocerontes-brancos têm chifres de queratina, não de marfim.
O Giro de Notícias #49 falou de dois assuntos muito importantes: o estudo que revelou uma super colônia de pinguins na Antártida e a criação de quatro unidades de conservação marinha no Brasil.
A colônia que foi encontrada conta com 1,5 milhão de pinguins-de-adélia e está localizada na ponta mais ao norte da península Antártida, em um arquipélago chamado Danger. Alguns estudos e observações anteriores já haviam notado a existência de pinguins na região, mas os estudos que indicavam uma população maior só foram possíveis com o uso de imagens de satélites e drones. O achado gerou comoção porque os pinguins-de-adélia podem ser considerados uma espécie indicadora dos efeitos das mudanças climáticas.
Já a notícia sobre as unidades de conservação marinha diz respeito ao decreto assinado em 19 de março que definiu as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e os Monumentos Naturais (Mona) dos arquipélagos São Pedro e São Paulo, no litoral de Pernambuco, e de Trindade e Martim Vaz, no litoral do Espírito Santo. Com isso, o Brasil passará de 1,5% para 25% de áreas marinhas protegidas.
A apresentação do programa foi de Maria Letícia Bonatelli, Leonardo Fernandes e Sophia La Banca de Oliveira, com a colaboração de Beatriz Guimarães, Bruno Moraes e Sarah Lima. Trabalhos técnicos de Octávio Augusto.
O Oxigênio é parte da campanha “O Podcast é Delas 2018“, que incentiva a participação de mulheres em podcasts. Acompanhe a hashtag #OPodcastEDelas2018 nas mídias sociais.
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No último programa, nós falamos sobre a autoridade da ciência; neste, mudamos um pouco o enfoque para falar sobre a autoridade médica. Será que a relação entre médicos e pacientes é equilibrada ou será que existe uma visão do médico como autoridade inquestionável? Quem é que toma as decisões dentro do consultório quando o assunto é você e o seu corpo? Como podemos construir uma relação mais horizontal, em que médicos e pacientes se comuniquem e cheguem juntos às decisões? Essas e outras questões foram tratadas ao longo do “Oxigênio #48 – E aí, doutor?”.
Para discutir o tema, fizemos entrevistas com os professores Gustavo Tenório Cunha, do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, e Reinaldo Ayer de Oliveira, do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica, Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da USP. Além disso, contamos com o depoimento da Sophia La Banca de Oliveira, colaboradora do Oxigênio, que falou de sua experiência com o processo transexualizador, e com a participação do Fernando Calderan, que é psiquiatra do Núcleo Trans Unifesp e comentou esse mesmo assunto a partir do ponto de vista médico.
O objetivo do programa foi tentar entender a causa do distanciamento entre médicos e pacientes e os caminhos para melhorar essa relação que tanto faz parte do nosso cotidiano. Falamos da ética, da humanização na medicina e da necessidade de dar voz e autonomia às pessoas para que possam participar das decisões que envolvem seu corpo e seu tratamento médico.
A apresentação do programa foi de Beatriz Guimarães e Sarah Lima, com colaboração de Bruno Moraes, Sophia La Banca de Oliveira, Leonardo Fernandes e Maria Letícia Bonatelli, e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca.
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O que é ciência, e como ela se diferencia de outras formas de conhecimento humano? Como a ciência se estabeleceu como autoridade no estudo e nas explicações sobre como funciona a natureza? Qual o histórico da relação entre essa autoridade da ciência e a sociedade? Ela é aceita por todos? Com ou sem ressalvas? E como o conhecimento científico se firma em meio à pseudociência, anticiência e desinformação na era da internet? Essas são algumas das questões que fizeram parte de nosso programa temático #47.
Para tratar dessas questões, contamos com a colaboração de quatro especialistas: Lea Velho, professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp; Marcos Barbosa de Oliveira, professor associado da USP no Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação; Maira Monteiro Fróes, Professora no Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia da UFRJ; e Reinaldo José Lopes, jornalista de ciência e blogueiro da Folha de São Paulo.
A apresentação do programa foi feita por Maria Letícia Bonatelli e Bruno Moraes, com colaboração de Beatriz Guimarães e Sophia La Banca de Oliveira, e trabalhos técnicos de Octávio Augusto Fonseca.
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O Oxigênio #46 traz um Giro de Notícias com os seguintes assuntos: acionistas da Apple pedem que a empresa tome atitudes para reduzir e controlar o uso de tecnologias por crianças; esclarecimentos sobre a relação entre os primatas e a transmissão da febre amarela; as publicações de acesso aberto no Brasil e a popularização dos preprints nas ciências biológicas. O programa conta, também, com relatos sobre a expedição marítima 369-Australia Cretaceous Climate and Tectonics, trazidos pela colaboradora do Oxigênio Cristiane Delfina, que participou dessa viagem.
O aumento dos casos de febre amarela e a má informação da população quanto ao modo de transmissão dessa doença tem feito crescer os episódios de ataques a macacos. Na capital paulistana, por exemplo, 105 animais foram encontrados mortos entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Os ataques, além de não impedirem a propagação do vírus, ameaçam comunidades locais de primatas e, ainda, prejudicam o trabalho dos laboratórios que analisam a febre amarela, visto que todos os animais encontrados mortos precisam passar por exames.
No final de 2017, um documentário lançado pela Netflix colocou os bugios na lista dos 72 animais mais perigosos da América Latina, com a justificativa de que eles são transmissores da febre amarela. O equívoco provocou manifestações na comunidade científica, originando um abaixo-assinado para que a produtora tire o filme do ar.
Outra pauta foi a carta aberta enviada à Apple, em janeiro deste ano, por dois de seus grandes acionistas, pedindo que a empresa crie mecanismos para ajudar pais e mães a controlarem o acesso e o uso de smartphones e tablets por suas crianças. Segundo a carta, o uso dos aparelhos estaria gerando “consequências negativas involuntárias”, tais como ansiedade, depressão, desatenção e falta de sociabilidade.
Por fim, o programa abordou a notícia de que o Brasil é o país com mais publicação científica em acesso aberto, conforme relatório da empresa norte-americana Science-Metrix. Também entrou em debate a recente popularização dos repositórios de preprints – manuscritos publicados antes da avaliação por pares – na área das ciências biológicas, além da adoção dessa modalidade pelo SciELO, prevista para junho deste ano.
A apresentação do Oxigênio #46 foi de Maria Letícia Bonatelli, Bruno Moraes, Cristiane Delfina e Beatriz Guimarães.
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