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A estatística é uma ciência que serve para coletar, analisar e interpretar dados. Ela é usada em diversas áreas, como no setor financeiro, nos estudos climáticos, na medicina, entre outros. Usamos a estatística para analisar fenômenos do passado, mas ela também serve para prevermos a probabilidade de eventos futuros. Afinal, quem nunca quis saber se aquela viagem à praia no final de semana não seria prejudicada com a chegada de uma frente fria?
Para contar pra gente como são realizados os estudos estatísticos e onde eles são aplicados, conversaram conosco Jefferson Mariano, analista socioeconômico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Julio Stern, professor do departamento de matemática aplicada da Universidade de São Paulo. A entrevista é conduzida por Marina Gomes e Paula Pereira.
Conversamos com Jefferson Mariano sobre o uso da estatística no dia a dia e ele citou exemplos de situações onde a estatística é usada de forma tão usual que às vezes mal percebemos. Como exemplo ele citou o uso do cálculo que determina se é mais vantajoso abastecer um carro flex com álcool ou gasolina e também mencionou os índices dos jogos de futebol. “As pessoas não percebem que, hoje, no futebol, há uma enxurrada de utilização de indicadores e médias que as pessoas utilizam. E muitas vezes as pessoas fazem essas contas ou começam a perceber que intuitivamente a matemática, em específico, a estatística, está presente em todos esses eventos”, contou Jefferson Mariano.
As informações finais obtidas com uso da estatística são úteis, porém, fazer um levantamento estatístico tem seus desafios. O professor Júlio Stern apontou alguns dos desafios mais comuns: “Quando a gente vai trabalhar com um estudo a gente sempre quer ter o banco de dados organizado, limpinho e sem erros. E isso nunca acontece. O dado que a gente tem é sempre incompleto, geralmente desorganizado, invariavelmente corrompido, invariavelmente afetado de erro, invariavelmente afetado de outros efeitos que a gente não controla e muitas vezes, não na quantidade que a gente quer. O nosso banco de dados ou é pequeno demais ou é grande demais”.
Nesta entrevista, nossos convidados falaram sobre vários aspectos da estatística. Discutimos sobre o que são as margens de erro num cálculo estatístico; sobre o que acontece quando nem todos os dados podem ser obtidos e mesmo o que pode significar, para um estudo, quando algumas pessoas não passam informações verdadeiras em um levantamento. Falamos também sobre formas de coleta de dados e descobrimos como jogar dados ou girar uma roleta, pode às vezes servir como procedimento científico para adquirir conhecimento. Se quiser saber a resposta dos nossos entrevistados, confira a entrevista na íntegra!
Oxigênio na SNCT 2017
Esta entrevista fez parte do projeto “Matemática no Ar”, que integrou a programação da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2017). Foi uma realização do programa de rádio e podcast Oxigênio por meio do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp em parceria com a Rádio Unicamp. O projeto ainda contou com a colaboração do PHALA (Grupo de Pesquisa em Educação, Linguagem e Práticas Culturais), da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Governo Federal.
O Oxigênio #43 inaugura o formato giro de notícias da nova fase do programa. Para quem não está sabendo, o Oxigênio tem agora dois formatos que vão ao ar quinzenalmente: um programa temático, com entrevistas e comentários sobre um mesmo assunto, e um giro de notícias, em que são discutidos os tópicos mais recentes e empolgantes sobre ciência, tecnologia e cultura.
No programa #43, começamos falando sobre terapias gênicas que estão revolucionando o tratamento de doenças (https://goo.gl/cizAGg) e, ao mesmo tempo, os riscos e desafios éticos envolvidos na manipulação genética humana. Depois, conversamos sobre uma pesquisa que comparou a ossatura de mulheres pré-históricas com a de remadoras profissionais da atualidade (https://goo.gl/oPZmD3). Em seguida, partimos para uma questão polêmica sobre a cobrança de matrícula em universidades públicas no Brasil e as possíveis consequências dessa taxação (https://goo.gl/UEhv9p). Por fim, falamos sobre a importância do Vestibular Indígena que será implementado na Unicamp.
Participaram do Oxigênio #43 a Beatriz Guimarães, a Sarah Lima, a Simone Pallone e o Valério Paiva. A discussão está muito interessante e, se fosse você, corria logo para saber mais sobre esse giro. E claro, depois de ouvir, mande suas sugestões e comentários. Nós estamos no Twitter (@oxigenio_news), Instagram (@oxigeniopodcast) e Facebook (/oxigenionoticias). Se preferir, mande um e-mail para [email protected]!
A modelagem matemática é uma forma de descrever e compreender matematicamente um fenômeno, seja ele do campo da economia, biologia, engenharia, física, agricultura, entre outros. Utilizando equações, é possível, por exemplo, fazer projeções do impacto das mudanças climáticas sobre as culturas agrícolas ou entender o surgimento de novas espécies animais na natureza.
Esses foram alguns dos pontos abordados na entrevista realizada pelas jornalistas Joice Santos e Beatriz Guimarães com as pesquisadoras Priscila Coltri, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, e Flávia Marquitti, pós-doutoranda do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Unicamp. Priscila é engenheira agrônoma, mestre em Agronomia e doutora em Engenharia Agrícola. Já Flávia é graduada em Ciências Biológicas e em Matemática Aplicada, além de ser mestre e doutora em Ecologia. Ouça na íntegra clicando no player acima.
Os modelos matemáticos são desenvolvidos levando em consideração as diferentes variáveis envolvidas no fenômeno que se quer descrever. Priscila explica que, para antever se uma plantação sofrerá com determinada praga, pode-se reunir em equações os dados históricos daquela região, aspectos de nutrição das plantas, técnicas e tecnologias utilizadas naquela cultura, entre outros elementos que contribuem para um entendimento integrado do sistema. “Na área agrícola, ir ao campo é muito caro e as áreas normalmente são imensas. Se a gente conseguir modelar isso e estimar isso antecipadamente, evitando idas ao campo, vale muito mais a pena”, acrescenta.
Quanto aos modelos matemáticos aplicados à agrometeorologia, Priscila conta que é possível fazer projeções sobre o comportamento de diferentes culturas agrícolas em prazos mais alargados, chegando a 100 anos. Nesses casos, o ideal é que o índice de acerto chegue, no mínimo, a 75%. No Cepagri, um dos principais usos da modelagem matemática se dá como apoio ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), instrumento adotado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde 1996 com o objetivo de evitar perdas em produções agrícolas ocasionadas por fenômenos climáticos adversos.
Na área da ecologia e dos estudos de espécies animais, a modelagem matemática torna-se importante pela possibilidade de simplificação de cenários complexos. “Se você for realmente olhar para cada detalhe de cada espécie, às vezes fica complicado trabalhar com tantas variáveis ao mesmo tempo. Então, quando você formaliza um modelo matemático aplicado à biologia, você pode simplificar e pegar os principais pontos daquelas espécies para entender o essencial daquele sistema”, descreve Flávia. Ela tem usado a modelagem para observar como diferentes espécies interagem entre si, além de investigar o surgimento de novas espécies na natureza e as variáveis envolvidas nesse processo.
Flávia destaca, também, que muitos pesquisadores do campo da biologia sentem-se intimidados frente aos números e equações e acabam não levando a modelagem matemática para seus estudos, apesar de compreenderem os benefícios trazidos por essa união de conhecimentos. “Mas isso está melhorando. Tenho boas perspectivas para o futuro porque, no fim das contas, a modelagem matemática é uma ferramenta que só vem para ajudar as diversas áreas”, completa.
Ainda foram abordados na entrevista assuntos como o uso e desenvolvimento de softwares para a modelagem matemática; as principais tendências e perspectivas futuras do uso da modelagem matemática nas áreas de agrometeorologia e ecologia; e os desafios e soluções referentes ao armazenamento e ao compartilhamento de dados de pesquisa.
Oxigênio na SNCT 2017
Esta entrevista fez parte do projeto “Matemática no Ar”, que integrou a programação da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2017). Foi uma realização do programa de rádio e podcast Oxigênio por meio do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp em parceria com a Rádio Unicamp. O projeto ainda contou com a colaboração do PHALA (Grupo de Pesquisa em Educação, Linguagem e Práticas Culturais), da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Governo Federal.
O Oxigênio #42 marca o início de uma nova fase do programa. Nós continuamos a falar sobre ciência, tecnologia e cultura, mas agora nosso episódios são quinzenais e alternam entre dois formatos: um programa temático (como o #42), com entrevistas e comentários em torno de um mesmo assunto, e um giro de notícias, em que a equipe se reúne no estúdio para compartilhar novidades, polêmicas e dicas sobre o universo da ciência.
Em nosso episódio #42, escolhemos falar sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, e sua relação com a ficção científica, o ensino de ciências e o humor. Afinal, quem conhece essa história sabe que 42 é a grande resposta da vida, do universo e tudo mais.
Contamos com entrevistas de Naiara Santos, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) na área de Letras; João Eduardo Ramos, doutor em Ensino de Ciências na modalidade Física e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Rui Carlos Sá, que é físico e cientista da Universidade da Califórnia.
Depois de ouvir, não esqueça de nos contar o que achou do programa por meio de nossas páginas no Twitter e Facebook! Ou, se preferir, mande um e-mail para [email protected].
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