Neste episódio falamos sobre a otimização do Google Business para negócios..
Episódio de 7/08/2026
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[FRED]
Há negócios que estão abertos todos os dias…
Mas, no mundo digital, não dão sinais de vida.
Ora bem, o meu tema é sobre o Google Business Profile ou Perfil de Empresa no Google. É uma ferramenta gratuita que ajuda as empresas, empreendedores, a aparecerem na Pesquisa Google e no Google Maps. A grande vantagem é a visibilidade local, nomeadamente quando alguém procura por serviços perto.
Para quem conhece, a maioria pensa que é uma tarefa administrativa: colocava-se o nome da empresa, a morada, o telefone, o horário, algumas fotografias e a categoria do negócio.
Depois, fechava-se a página e seguimos a nossa vidinha.
Uma espécie de Páginas Amarelas digital.
O Google essencialmente queria, (atenção ao verbo) queria…confirmar apenas três coisas:
a empresa existe, está neste local e presta este serviço.
Só que a forma como pesquisamos mudou como todos sabemos.
Hoje, uma pessoa já não procura apenas “dentista em Lisboa” ou “restaurante perto de mim”., ou “Diogo Abrantes da Silva Guru”
Faz perguntas mais específicas.
“Que dentista está aberto agora?”
“Que restaurante tem opções vegetarianas e aceita reservas?”
“Quem consegue reparar o carro ainda hoje?”
E quando a pergunta é fluída, mais complexa, o Google precisa de mais informação para responder. Não basta saber que o negócio existe.
Precisa de perceber se está atualizado, se é relevante e se merece confiança.
Analisa elementos como os horários, as fotografias, os serviços apresentados e as avaliações dos clientes. Também regista as interações que acontecem no perfil . chamadas, cliques, reservas ou pedidos de direções - embora o Google não confirme publicamente que cada uma destas ações seja, por si só, um fator direto de classificação.Cada Perfil de Empresa tem uma categoria principal e o que pouca gente sabe é que pode incluir até nove categorias adicionais. Mas isto não é uma coleção de cromos: não vale a pena preencher as dez só porque há espaço. A categoria principal deve representar a atividade central, e as restantes devem ser usadas apenas quando descrevem realmente outras áreas relevantes do negócio.
A morada também depende do tipo de empresa.
Se os clientes são recebidos num espaço físico - uma loja, um restaurante ou uma clínica - deve existir uma morada real e visível.
Se a empresa trabalha nas instalações dos clientes, pode ocultar publicamente essa morada e indicar apenas as zonas onde presta o serviço. A morada pode continuar a ser necessária para o Google verificar que o negócio existe; simplesmente não aparece aos clientes.
Tudo isto ajuda o Google a avaliar três critérios essenciais:
relevância, distância e notoriedade.
Mas atenção: os fundamentos continuam a contar muito e por isso DIogo, tens algo importante a partilhar
Segundo o relatório Local Search Ranking Factors 2026, a categoria principal continua a ser o fator número um, logo de seguida a proximidade ao utilizador e seguido das palavras-chave no título do negócio.
O mesmo relatório mostra que sinais de atividade - como avaliações, publicações, fotografias e outras interações - estão a ganhar peso.
E há um dado delicioso: estar aberto no momento em que a pessoa pesquisa já
Quando vários concorrentes apresentam informação correta e oferecem o mesmo serviço na mesma zona, a questão passa a ser outra:
- Qual destes negócios transmite mais confiança a quem está a pesquisar?
Ou, de forma ainda mais simples:
- Qual deles parece realmente aberto, ativo e preparado para receber um cliente?
É aqui que muitas empresas cometem um erro curioso.
Passam horas a discutir inteligência artificial, anúncios, TikTok e automações…
mas deixam o horário errado, os serviços incompletos e as avaliações sem resposta.
Querem ser recomendadas pela inteligência artificial, mas não lhe dão informação suficiente para as recomendar.
Porque a inteligência artificial não faz magia.
Trabalha com os dados que encontra.
No caso do Google Maps e da pesquisa local, isso inclui horários, serviços, avaliações, publicações e fotografias recentes. Não porque uma fotografia, sozinha, faça subir um negócio no ranking, mas porque o conjunto transmite atividade, atualidade e confiança.
E isto torna-se mais importante à medida que a pesquisa fica mais conversacional.
O utilizador pode deixar de receber apenas uma lista de empresas.
Pode receber uma resposta direta, com duas ou três recomendações.
E, nesse momento, já não basta estar indexado.
É preciso ser escolhido.
Para isso, o Google precisa de conseguir responder a perguntas muito concretas:
Está aberto agora?
Presta este serviço?
Os clientes continuam satisfeitos?
A informação é recente e credível?
E caros ouvintes, vc’s já sabem… quando o Google tem dúvidas, é mais fácil recomendar outro negócio.
Há também uma diferença entre reputação acumulada e reputação atual.
Uma empresa pode ter cem avaliações. Mas, se a última foi publicada há dois anos, transmite um sinal diferente de outra que recebe avaliações recentes e responde aos clientes.
Por isso, a principal mensagem é simples:
Presença digital não é preencher campos.
É manter sinais de vida.
Uma publicação útil por semana.
Informação revista sempre que alguma coisa muda.
Novas avaliações e respostas regulares.
Se for possível, fotografias reais que representem o negócio atual.
Não é necessário publicar por publicar, nem transformar o perfil num diário da empresa.
O objetivo é ajudar o Google e os clientes a perceberem três coisas:
O negócio existe.
Está ativo.
E continua a merecer confiança.
Sobre o Podcast Marketing por Idiotas
O podcast Marketing por Idiotas é um podcast sobre marketing em Portugal. Neste podcast semanal falamos sobre notícias, irritações e inquietações sobre marketing digital e analógico.
O podcast é apresentado pelos comentadores com lugar cativo o freelancer de marketing digital para ONGs Diogo Abrantes da Silva, o formador e consultor Frederico Carvalho e o CEO da pkina.com e funis.pt Miguel Rão Vieira.