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Tidas como equivalentes, manteiga e margarina têm cada qual a sua história. Com altos e baixos. Segredos. E personagens que redefinem tudo. Neste episódio, a gente mostra como a história da manteiga é, em alguma medida, uma história de autonomia feminina. E como a margarina surge como doppelgänger da manteiga, num momento em que tudo estava se transformando no mundo. Mostra quais foram as consequências dessa nova forma de processar ingredientes, como as milhares de mortes causadas pelas gorduras trans. E, diante de mais uma promessa tecnológica – a manteiga de CO2 – discute o futuro da nossa alimentação.
A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga, Instituto Clima e Sociedade e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos.
Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue a Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
A pecuária regenerativa tem aparecido com frequência nas discussões que relacionam sistemas alimentares e clima. O termo é novo, mas assim como holístico, agroecológico, orgânico, permacultura e pastoreio racional, adota técnicas historicamente utilizadas por comunidades tradicionais. Nesse caso, a aplicação é feita na criação de gado, com foco no manejo de animais e do solo. Este é o segundo episódio de uma série em que nos debruçamos sobre a pecuária e as mudanças climáticas. Afinal, criar gado pode ser uma atividade sustentável do ponto de vista socioambiental?
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A pecuária responde por mais de 70% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil. O país enfrenta ondas de calor extremo e 2024 foi o ano mais quente da história. Se precisamos reduzir as emissões, por que não discutir a redução do rebanho e do consumo de carne? Este é o primeiro de dois episódios sobre as relações entre carne bovina e o caos climático no Brasil. Mostramos que o caminho traçado para esses animais ao longo de cinco séculos e diferentes ciclos econômicos coloca o país hoje em uma encruzilhada. Os bois e as vacas estavam na certidão de nascimento do Brasil. Será que eles estarão também na certidão de óbito?
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Cresce o tal do turismo de experiências. Pessoas entram em seus carros e viajam atrás de comidas, bebidas, paisagens e uma suposta autenticidade. Um hábito antigo da sociedade poderia ser inofensivo, mas já foi motor de colonização e segue deixando seus rastros por onde passa. Neste episódio, fomos até a chamada "Toscana brasileira" para falar sobre como a comida pode ser transformada em elemento de segregação e diferenciação social.
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O dendê da Bahia foi desbancado pelo óleo de palma do Pará. O açaí do Pará viajou para divertir o gringo. O chef paulista vende peixe da Amazônia e carne do Nordeste a preço de ouro. Este episódio explora a teoria sobre gentrificação urbana para se perguntar: será que estamos diante da gentrificação alimentar? Nossa equipe tenta entender como inovação, gourmetização e apropriação formam um cenário que exclui as pessoas mais pobres – e aquelas que sempre valorizaram, de fato, um alimento ou uma cultura. Afinal, será que existe alguma maneira de escapar a esse fenômeno?
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Podem fartos cardumes de sardinha invadir os rios da maior floresta tropical do mundo? O mercado financeiro mostrou que sim. Pequenos investidores, conhecidos como sardinhas, aplicam suas economias em fundos de investimento do agronegócio, o Fiagro, para financiar atividades de produção de soja, milho e carne. Neste episódio, você vai conhecer o impacto do dinheiro da Bolsa de Valores nos territórios às margens do rio dos Peixes, em Mato Grosso, e do rio Tanaru, em Rondônia.
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Antes dos europeus, a Baía de Guanabara tinha baleias, tubarões, golfinhos e tantos peixes que dava para pegar com a mão. A colonização foi tirando das águas tudo o que podia, e jogando nelas o que não podia: esgoto, metais pesados, petróleo… A despoluição é uma promessa feita por governadores do Rio de Janeiro pelo menos desde os anos 1980. Renovada a cada ciclo eleitoral, ela nunca é cumprida. Como séculos de poluição impactaram a vida naquelas águas? Neste episódio, embarcamos numa expedição com um biólogo que tenta responder essa pergunta.
A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. Este episódio é fruto de um edital do Instituto Serrapilheira pra fomentar a cooperação entre jornalistas e cientistas. A temporada tem o apoio da Fundação Heinrich Boll. ACT Promoção da Saúde, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Instituto Clima e Sociedade são apoiadores regulares dos nossos projetos.
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No dia 2 de novembro de 2017, centenas de pessoas entraram em uma fazenda em Correntina e quebraram tudo – tratores, torres de transmissão e galpões. Um levante que ficará marcado na história por mostrar que o povo não se aquieta quando aquilo que lhe é mais precioso é retirado. Neste episódio, nossa equipe vai até o oeste da Bahia para conhecer os modos tradicionais de uso da água e as demais resistências frente ao ressecamento dos rios pelo agronegócio.
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Em Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais, a população se mobiliza contra a privatização da “água da santa”. Por trás de um nome desconhecido, uma das maiores corporações de saneamento do mundo, e uma teia de conflito de interesses envolvendo a venda forçada dos serviços de água e esgoto. Organizações da sociedade se mobilizam para mostrar os riscos dessa ofensiva e para explicar que há outros caminhos para entregar água na torneira, sem passar por megaobras e dependência de grandes empresas.
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Um rio de água salgada e contaminada. Um rio com tubarões. Uma população que vive no meio das águas, mas não tem água para tomar. No Amapá, o arquipélago famoso por causa da pororoca vê o mar avançar sobre o Amazonas, doenças se espalharem, as plantas morrerem, o açaí mudar de gosto. Casas desbarrancam. E a pororoca desaparece. Será um prenúncio do que vai acontecer à medida que o nível do mar suba? Em outros lugares do mundo, incluindo a foz do rio São Francisco, a salinização causa perdas e alertas. Esse episódio da temporada especial sobre água conversa com os moradores do Bailique, que não têm culpa nenhuma na crise climática, mas, vivendo na beira do Atlântico, viram o problema chegar primeiro.
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