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Revista de Imprensa episodes

  • Nova batalha da via férrea em França
    As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas pelo braço de ferro entre a companhia ferroviária francesa e o governo do presidente Emmanuel Macron.
    LE MONDE, titula SNCF: recurso aos decretos. O governo vai vai recorrer a decretos para reformar em profundidade a empresa nacional dos caminhos de ferro antes do Verão. Esta decisão deixa pouca latitude à concertação.O Primeiro ministreo, Edouard Phillippe, está pronto para atacar o estatuto dos maquinistas, arriscando a provocar um conflito social de grande dimensão.
    Desde a sua chegada ao Eliseu, em maio de 2017, Emmanuel Macron, multiplica reformas sem hesitar a abri-las em várias frentes. O presidente, que caiu nas sondagens, tira proveito da ausência da oposição, à direita, como à esquerda, para avançar, nota LE MONDE.
    A nova batalha da via férrea, relança LIBÉRATION, Edouard Philippe, anuncia hoje a reforma da companhia nacional dos caminhos de ferro, de modo brutal e poderá recorrer a decretos executivos correndo o risco de um conflito grave. Mas entre os sindicatos ainda está por definir uma linha de acção.
    Para já assinaram um comunicado conjunto contra o recurso a decretos ordenando mutações na SNCF, sem que haja por enquanto uma união das centrais sindicais, nota LIBÉRATION.
    SNCF: o governo lança a batalha da via férrea, titula LE FIGARO. Desde 1995, quando Alain Juppé era primeiro-ministro de Jacques Chirac que sabemos que a reforma é explosiva.
    Empresa pública de 160 mil empregados, a SNCF é igulamente um símbolo aos olhos de muitos franceses. Os seus empregados sabem que dispõem de um meio de pressão extraordinário e que podem bloquear a França. Para já, a central comunista, CGT,  marcou  a primeira manifestação para 22 de março, num dia de greve em toda a função  pública, nota LE FIGARO.
    Mudando de assunto, no internacional, LA CROIX, titula, depois de OXFAM, humanitários testemunham. ONG’s interrogam-se sobre o seu papel e poder, depois que um responsável da OXFAM reconheceu ter pago prostitutas no Haiti.
    Esta revelação sobre o evento, ocorrido em 2010, altura do sismo no Haiti, desencadeou uma polémica sobre o trabalho dos humanitários. T
    "Temos um dever de exemplaridade", afirma Alexandre Giraud, director geral de Solidariedades internacionais, enquanto o Comité internacional da Cruz vermelha, afirma que o seu código de conduta proíbe explicitamente a compra de serviços sexuais em todas as circunstâncias, acrescenta LA CROIX.
    L’HUMANITÉ, titula sobre a revolta de adolescentes contra as armas nos Estados Unidos. Foi pisada a luz vermelha em Parkland, na Flórida, no rol de horror de matanças que sacode regulamarmente o país do mercado livre de armas de fogo?
    Basta!, nunca mais mais, gritam adolescentes do liceu Jarjory Stoneman Douglas, lugar do assassínio de 17 dos seus camaradas, por um antigo aluno do estabecimento de ensino. Face a uma opinião chocada, Donald Trump, reagiu endereçando o seu profundo pesar às famílias, mas sem fazer referência à arma de fogo, quando o assassino disparou com uma espingarda de assalto semi-automática, observa L’HUMANITÉ.
    Por seu lado, LE MONDE, destaca a China: Xi Jinping, presidente ilimitado. Mal foi reeleito à frente do partido em 2017, o chefe de estado mudou a regra que o impedia de concorrer para um próximo mandato.
    A supressão do limite de dois mandatos não é comparável ao sistema do mandato vitalício sob Mao Tsé Tung, reage o politólogo chinês Hu Xingdou, alegando que a História ensina que tal só pode levar ao desastre, pelo que não acredita que Xi Jinping vá até lá.
    É ainda o mesmo vespertino, que em relação à Africa, escreve que o antigo homem das finanças de Kadafi, Bechir Saleh, peça mestra do apoio financeiro líbio à campanha de Sarkozy, foi baleado em Joanesburgo, tendo ficado gravemente ferido.
    Enfim, os Jogos Olímpicos, que terminaram, foram um momento de desanuviamento entre as duas Coreias, nota LE MONDE.
    5 min
  • Presidente francês acelera reformas
    Em destaque nas edições desta sexta-feira, temos os católicos que pedem a alternância democrática na RDC, os franceses começam a produzir a sua própria electricidade doméstica, a bitcoin é mais do que uma moeda , o início sábado do quinquagésima quinta feira da agricultura em Paris e o estado do sector em França, a reforma dos Caminhos de Ferro franceses por decreto. Eis alguns dos focos de actualidade, nos jornais de sexta-feira.
    4 min
  • Mundo rural francês contra política de Macron
    As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por assuntos franceses, como o mundo rural, mas também por questões internacionais, como a batalha das armas nos Estados Unidos.
    O que o mundo rural recrimina a Macron, titula, LE MONDE. O presidente da República, tem estado, desde o começo do seu mandato, a esquivar-se a certas investidas vindas de territórios rurais. Certas medidas são contestadas com o aumento dos preços do gasóleo diesel, a limitação de velocidade a 80 km, o fecho de pequenas linhas de comboio ou de escolas.
    O chefe de Estado é criticado também pela oposição de ser o representante  das grandes cidades e da modernidade em detrimento de zonas que sofrem. Conscientes desta imagem, o presidente e o seu governo fizeram vários anúncios a favor do mundo rural, nota LE MONDE.
    Camargue, torna-se floresta  selvagem, replica LA CROIX.  Há anos, que as antigas salinas mudam de rosto a favor de um vasto programa de restauração. A água doce está de volta, o ecossistema é reconstituído e as paisagens mudam. Camargue, primeira zona húmida francesa poderia tornar-se num exemplo para outros territórios ameaçados por agruras climáticas, observa, LA CROIX.
    L’HUMANITÉ, titula, por seu lado, presidentes de câmaras de Nièvre, tentam salvar o serviço de urgência do hospital da cidade de Clamecy. Pedem-nos para criar centros de saúde e atrair médicos para a nossa região, enquanto o Estado  quer redefinir o perímetro, afirma um dos eleitos que com os habitantes locais rejeitam a nova machadada desferida ao sector da saúde, nota L’HUMANITÉ.
    Na actualidade internacional, LIBÉRATION, faz o seu principal título, com os Estados Unidos, citando Christine, 15 anos, que conseguiu escapar-se à chacina do liceu na Flórida: “Sr Trump, basta de rezas, queremos actos”. A menina sobrevivente da matança do liceu Parkland, conta uma hora e meia de pesadelo, escondida numa sala de aulas e implora os políticos a agirem.
    “Temos poder. Sou ainda muito jovem para votar, mas posso exprimir-me publicamente e participar em manifestações. Posso contar a nossa história e convencer aqueles que têm direito de votar a afastar os políticos ao serviço da poderosa associação que defende o uso de armas nos Estados Unidos”, sublinha Christine, ao jornal LIBÉRATION.
    Por seu lado, LE FIGARO, titula, Ocidente impotente face à tragédia síria. Paris reclama uma trégua quando os ataques das forças governamentais na região rebelde sitiada de Ghouta, já fizeram mais de 300 mortos.
    No seu editorial, a  caminho de Damasco, LE FIGARO, escreve que o regime continua a sua implacável progressão rumo à reconquista. Assad, reconquista a preço de um mar de sangue e ruínas, sublinha LE FIGARO.
    Em relação à África, LE MONDE destaca o presidente do Mali, que pensa que a guerra contra o terrorismo progride no Sahel.  “Não negociaremos com jiadistas”,  afirma, em entrevista ao vespertino LE MONDE, o presidente maliano, considerando que a guerra contra o terrorismo marca pontos no Sahel”. E acrescenta: “Sem um mandato mais ofensivo que reclamamos, a missão da ONU restringe-se ao social”.
    Enfim, uma nota futebolística com L’ÉQUIPE, titulando, Marselha, que joga esta noite frente ao Braga de Portugal, tem de apresentar trabalho, nesta prova da Liga Europa.
    4 min
  • Nova lei de imigração preparada em França
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões de política interna, nomedamente, lei de imigração e dificuldades da líder da extrema direita.
    Imigração: a lei que divide o campo Macron, titula LE FIGARO. A lei de asilo e imigração apresentada hoje no conselho de ministros é um texto que vem, há meses, alimentando debates e suscita vivas preocupações no seio da maioria. Asilo e fronteira, afirma LE FIGARO no seu editorial , é o grande desafio político do nosso século.
    Lei da imigração e ao mesmo tempo expulso, repllica LIBÉRATION. Se o projecto apresentado hoje fornece algumas protecções, reforça sobretudo o arsenal para afastar os ilegais e  aqueles que pedem asilo. Uma acção contrária às promessas de Macron, nota LIBÉRATION.
    Lei Collomb: a máquina de expulsar imigrantes, relança L’HUMANITÉ. O texto do ministro do interior apresentado no conselho de ministros apostando numa imigração controlada e um direito de asilo efectivo, é na verdade um grande perigo para o governo que tenta defender o sólido e equilibrado, articulando tradição de acolhimento e severidade justa.
    Tudo não passa de elementos de linguagem que não resistem ao rol de críticas e de alertas ao projecto, sublinha L’HUMANITÉ.
    Pensar a imigração, é o título do jornal LA CROIX. 8 páginas de reflexões e de debates, e um editorial, encontrar uma resposta comum. Entre uma linha humanitária, de um lado, e uma abordagem mais securitária, doutro, há que encontrar um compromisso, nota o editorial do LA CROIX.
    Ainda sobre a França, mas mudando de assunto, LE MONDE, titula, Frente nacional: Marine Le Pen atacada pelo seu clã. A menos de 3 semanas do congresso do seu partido, a responsável da Frente nacional  é alvo de críticas da sua família e de antigos apoiantes.
    Marion Maréchal Le Pen, sua sobrinha, é recebida amanhã com pompa e circunstância nos Estados Unidos por círculos próximos de Trump, que rejeitaram, em janeiro de 2017, Marine Le Pen. E nas suas Memórias, cujo primeiro volume está anunciado para breve, o pai Jean Marie Le Pen, afirma, ter pena dela, que o expulsou do partido que ele fundou.
    Enfim, o antigo número 2 da Frente nacional, Florian Philippot, que acaba de criar o seu movimento Patriotas, critica severamente a sua antiga chefe, nota LE MONDE.
    No internacional, LE MONDe, que dá relevo à Síria: tragédia em Ghouta. Com uma macabra regularidade, o regime sírio e seu aliado russo, pilham esse bairro de Damasco ainda nas mãos da oposição. Desde domingo, pelos menos 250 civis, entre eles 60 crianças, foram mortos.
    É a mesma política de destruição de Alepo. Assad quer quebrar a espinha da resistência, afirma o médico Abu Ahed, em Ghouta, citado por LE MONDE.
    Por seu lado, LE FIGARO, destaca, sobre a África, o presidente da Libéria, George Weah, veio procurar ajuda da França. George Weah, não ignora os problemas que tem de enfrentar, com a Libéria simplesmente arruínada e com uma juventude abandonada.
    Na sua primeira visita oficial fora de África, o presidente liberiano, espera obter em Paris os meios necessários ao relançamento da Libéria. E a escolha de Paris não é um acaso, pois, foi aqui uma estrela da grande equipa de futebol, parisiense, PSG, acrescenta LE FIGARO.
    Enfim, L’ÉQUIPE, que destaca proezas de franceses nos Jogos olímpicos da Coreia do sul, e no futebol, Messi, sempre ele, desta vez, marcando o golo de empate frente ao Chelsea, tirando o Barça de apuros.
    5 min
  • Alemanha: Angela Merkel frente aos sociais-democratas
    Na Alemanha a formção de um futuro governo depende do voto dos militantes sociais-democratas, do qual um sector substancial não é favorável à uma aliança com os conservadores liderados por Angela Merkel. Suspeito de estar envolvido em esquemas de corrupção o Primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu continua não obstante a beneficiar de um apoio popular. Em França, o novo líder do maior partido da direita, Laurent Wauquiez ataca em privado um seu antigo companheiro de partido, agora na maioria governamental, e desencadeia uma celeuma. O primeiro sindicato estudantil de França,L'UNEF, uma máquina de predação sexual. Perante um mundo que muda, o Ocidente não tem uma visão estratégica. Estes são alguns dos focos,nas edições de terça-feira.
    5 min
  • França:polémico projecto de lei sobre imigração
    Em destaque nas edições desta segunda-feira ,os migrantes e o novo projecto de lei sobre a imigração em França, a alegada ingerência russa na eleição presidencial americana de 2016,o debate sobre o marxismo num mundo de neoconsevadorismo e a Etiópia em estado de emergência após a demissão do seu Primeiro-ministro.
    6 min
  • Hostilidade de sindicatos à política de reformas de Macron
    As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por questões sociais em França, mas ainda há espaço para a corrida ao nuclear da Rússia e dos Estados Unidos ou as reformas que o novo presidente sul-africano, Ramaphosa, vai ser obrigado a fazer.
    LE MONDE, titula, sobre um estudo que revela riscos de cancro devido ao açúcar em certas bebidas e alimentos. Os alimentos ditos ultratransformados favorecem o cancro, segundo esse estudo feito junto de mais de 100 mil pessoas e publicado na imprensa científica.
    Uma relação estatística foi estabelecida entre certas doenças e o consumo de certos  alimentos e bebidas com muito açúcar e chocolate. O risco de cancro que tem de ser confirmado vem juntar-se a outros riscos como obesidade, hipertensão e taxas de lípidos anormais, nota LE MONDE.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, atenção, vamos arrancar, sobre a reforma na companhia nacional dos caminhos de ferro. Encerramento de certas vias férreas, fim do estatuto dos maquinistas, abertura à concorrência, pistas explosivas do relatório Spinetta poderão modificar profundamente a sociedade ferroviária, sublinha LIBÉRATION.
    Companhia nacional dos caminhos de ferro: a caminho do fim do estatuto dos maquinistas? Pergunta em título LE FIGARO. Para modernizar a via férrea francesa o relatório Spinetta sobre o futuro do ferroviário entregue ao governo, preconiza medidas que já desencadearam a hostilidade de sindicatos, observa LE FIGARO.
    L’HUMANITÉ, por sua vez, titula sobre MARX,  nova largada, abrindo as suas páginas a um debate sobre luta de classes dominação, discriminações, desigualdades e revolução. Temas aliás de um fórum assinalando os 200 anos do nascimento de Karl Marx, promovido pelo L’HUMANITÉ.
    Na actualidade, internacional, LA CROIX, faz o seu principal título com, novos riscos sobre dissuasão nuclear. No momento em que começa a conferência sobre a segurança em Munique, LA CROIX analisa as novas doutrinas nucleares americana e russa.
    Os Estados Unidos anunciaram há 15 dias uma nova postura nuclear que visa dotar o país de novas armas de fraca potência, para responder ao rearmamento da Rússia.
    A doutrina da Rússia foi reforçada desde 1991, e desde 2000, aposta no emprego de armas nucleares em conflitos regionais convencionais. Putin, chegou mesmo a dizer em 2015, que estava disposto a colocar as forças nucleares russas em estado de alerta durante a anexação da Crimeia, caso houvesse uma escalada da crise, nota LA CROIX.
    Em relação à África, LE MONDE, destaca a África do sul: os desafios de Cyril Ramaphosa. O novo presidente sul-africano vai ter de recuperar, sem demorar, a economia e decidir sobre purgas no seio dos partidários de Jacob Zuma, antigo presidente, forçado a demitir-se.
    LIBÉRATION, dá relevo à Etiópia, três anos de crise étnico-política e a demissão surpresa do primeiro-ministro,  Hailemariam Desalegn.
    Enfim, uma nota futebolística, com L’ÉQUIPE a destacar a vitória do Marselha por  3/0 frente ao Braga de Portugal, com os marselheses  bem posicionados para os oitavos-de-final da Liga Europa.
    4 min
  • França reforma exame de admissão à Universidade
    O alojamento em França e em particular nas grandes cidades é um problema, os sem-abrigo ressentem-no. Emmanuel Macron e o seu ministro da Educação,Jean-Michel Blanquer encetam a reforma do Bac, examede admissão à Universidade em França. Será que a França vai restabelecer o serviço militar obrigatório? A éfemera passagem de Martin Schulz pela liderança do SPD alemão e um partido moribundo.O Gana de Nana Akufo-Addo emancipa-se da tutela dos financiamentos ocidentais,entre outros do FMI. Na Grã-Bretanha,o ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson torna-se o guardião do Brexit.
    5 min
  • Iraque: difícil reconstrução
    Em França os partidos prepararam-se para as eleições europeias.O Iraque perante a reconstrução. No Brasil o carnaval do Rio de Janeiro ataca o conservadorismo do Presidente da câmara e evangélico da IURD. Na África do Sul, Cyril Ramaphosa reivndica a herança política de Nelson Mandela para melhor afastar o Presidente Jacob Zuma. Angela Merkel continua enfrentar dificuldades antes do início da nova legisltura alemã. Estes são alguns dos destaques nos jornais desta terça-feira.
    4 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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