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Revista de Imprensa episodes

  • Jovens americanos contra armas de fogo nos Estados Unidos
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por duas questões: manifestação de jovens americanos contra armas de fogo nos Estados Unidos e quebra do défice público em França.
    LE MONDE, titula, défice público: França abaixo dos 3% pela primeira vez em 10 anos. Em 2017, o défice público francês atinge os 2,6% do produto interno bruto, um ganho positivo em relação aos 2,9% inicialmente previstos pelo INSEE, Instituto nacional de estatísticas. A França consegue assim ficar abaixo do patamar dos 3%  exigido pelos tratados europeus, sabendo que a taxa tinha sido alarmante em 2016, à volta dos 3,4% nota LE MONDE.
    LE FIGARO, destaca,  por seu lado, homenagem a um herói francês, o tenente coronel Arnaud Beltrame que sacrificou a sua vida para salvar a de uma refém do ataque terrorista de Trèbes desta semana em território francês. No seu editorial o rosto do heroísmo, LE FIGARO, sublinha que Arnaud Beltrame, quis ir até ao fim da sua missão, não se preocupando com a sua vida, que ofereceu a outrém, pelo seu país, para cada um de nós”.
    Também LA CROIX, trata o assunto, titulando uma homenagem nacional. Para o chefe de estado, o tenente coronel Beltrame tombou como herói em Trèbes, num ataque terrorista perto de Carcassone, no sul da França, que fez 4 mortos e 15 feridos.
    A nível internacional, LIBÉRATION, titula, armas nos Estados Unidos, geração Parkland. Centenas de milhares de pessoas manifestaram em 800 cidades americanas no sábado reclamando um controlo acentuado das armas de fogo.
    Um mês depois da matança de Flórida, a mobilização iniciada por alunos de liceus  adquiriu  uma dimensão inédita. Só em Washington foram cerca de 800 mil. Uma  nova geração de activistas que pretende pesar politicamente nas próximas eleições intercalares. Porque os adultos não foram capazes de fazer algo do género, tivemos que agir, afirma um desses jovens, citado por LIBÉRATION.
    Por seu lado, L’HUMANITE, titula milhões de americanos dizem STOP às armas de fogo. De Washington a  Los Angeles, jovens estão na linha da frente duma sublevação histórica. A extraordinária mobilização de sábado por adolescentes e jovens induz uma viragem histórica nos Estados Unidos na luta contra porte e venda livres de armas de fogo, sublinha L’HUMANITÉ.
    Mudando de assunto LE MONDE, dá igualmente relevo a Catalunha, dirigentes independentistas fora do jogo. O ex-presidente catalão, Carlos Puigdemont foi preso na Alemanha e aguarda uma provável expulsão para Madrid. O Supremo Tribunal espanhol prendeu 5 outros responsáveis independentistas entre os quais o candidato a presidente da região. Cerca de 55 mil pessoas manifestaram ontem em Barcelona tendo havido confrontos com a polícia que fizeram uma centena de feridos ligeiros, nota LE MONDE.
    Em relação à Africa, o mesmo vespertino, destaca a juventude oromo que desafia o poder etíope. Começou hoje uma greve de três dias na região de Oromia  a mais vasta da Etiópia, enquanto numerosos jovens oromo, a maior comunidade do país fazia o mesmo na cidade de Adama, a 90 quilómetros da capital Adisabeba, no quadro de manifestações que sacodem a região muçulmana há mais de dois anos, sublinha LE MONDE.
    Enfim, LA CROIX, destaca o Egitpo e a eleição presidencial num país asfixiado pela repressão. Muitas pessoas receiam que o regime autoritário aumente a repressão durante esta eleição presidencial que decorre de hoje a quarta feira no Egipto, nota LA CROIX.
    5 min
  • Manifestações contra as reformas de Macron em foco
    Em destaque hoje nos jornais franceses estiveram nomeadamente as manifestações de ontem pelo país fora contra as reformas do Presidente Macron assim como a linha de defesa do antigo Presidente Sarkozy formalmente acusado de financiamento oculto da sua campanha eleitoral de 2007 com dinheiro pertencente à Líbia. Também mencionadas são as presidenciais dentro de alguns dias no Egipto ou ainda as medidas de prevenção contra epidemias na Guiné-Conacri, quatro anos depois da crise provocada pelo vírus Ebola na zona da África do Oeste.
    5 min
  • Sindicatos em marcha contra Macron
    "Novo teste social para Macron" é a manchete do popular aujourd'hui en France. Em editorial, Stéphane Albouy, usa termos do teatro para descrever este movimento social;"os sindicatos em marcha contra Macron: segundo acto, primeira cena". Os actores são os mesmos, ou quase os mesmos, e tudo recomeça. À esquerda os sindicatos, nomeadamente a SNCF, que prometem um bloqueio inédito. À direita um governo aparentemente sereno que garante aplicar as reformas previstas.
    "Sarkozy e o espectro de um caso de Estado": o antigo Presidente foi formalmente acusado, na quarta-feira 21 de Março, por corrupção passiva, financiamento ilegal de campanha eleitoral e participação em desvio de fundos líbios.
    E num dia de greve descrita pelo esquerdista libération como "a primeira pedra de calçada na amargura" assinalam-se também os cinquenta anos "da primeira chama 68".
    Serge July, o co-fundador do libération e participante do movimento de 22 de Março de 1968 na universidade de Nanterre, lembra as premissas de uma revolta improvisada, que se ampliou para explodir em Maio : "A rua fazia o que bem que apetecia" um artigo com um título alusivo a uma canção do musico francês Jacques Dutronc "Mai 68: émoi, émois et moi".
    5 min
  • “Sarkozy apanhado por Kadhafi”
    O tema percorre a imprensa francesa, mas o Libération resume: “Sarkozy apanhado por Kadhafi”. Em causa, o inquérito sobre o alegado financiamento líbio da campanha eleitoral de 2007 de Nicolas Sarkozy. Outro assunto dominante é a greve, esta quinta-feira, em França. Facebook, lei contra assédio sexual e “Mektoub my love” são outros destaques.
    6 min
  • Reforma de zona euro é uma necessidade
    A complexa reforma da zona euro devido à divergências de forma. As mudanças climáticas e a sua influência como acelerador das migrações. O escândalo Cambridge Analytica que coloca Facebook em maus lençóis. A importância da batalha de Ghouta para o desfecho do conflito sírio. O antigo presidente francês Nicolas Sarkozy, sob custódia policial no âmbito do inquérito sobre o financiamento da sua campanha para a eleição presidencial de 2017 . Londres e Bruxelas definem o roteiro para a transição após o Brexit.Quinta semana de greve geral na ilha francesa de Mayotte. Eis os focos de actualidade nos jornais desta terça-feira.
    4 min
  • Rússia: vitória de Vladimir Putin na presidencial e divergências na oposição
    Numa altura em que o executivo francês se prepara para reforçar a lei contra o racismo anónimos relatam as suas histórias perante o racismo no quotidiano. As reformas de Emmanuel Macron provocam um clima de tensão com os sindicatos . Vladimir Putin é eleito para um terceiro mandato presidencial na Rússia. Na Síria, o exército  recorre  a violações de mulheres As posições fortemente conservadoras de alguns membros da membros do governo alemão poderiam pôr em causao funcionamento da coligação com os sociais-democratas.Eis os focos, nos jornais desta segunda-feira.
    5 min
  • "Guerra Fria" entre a Rússia e os Ocidentais
    Os jornais desta sexta-feira dão sobretudo destaque às tensões entre a Rússia e os aliados ocidentais. No diário popular «Le Parisien», o destaque vai para a «Guerra Fria que ainda não acabou», uma referência ao caso do envenenamento do antigo espião Sergei Skripal e da sua filha Yulia.
    O jornal publica um editorial exclusivo assinado por Boris Johnson, ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, que afirma entre outras coisas que este acidente «foi mais uma manifestação do comportamento perigoso de Putin», assegurando que «o Estado russo procedeu a uma tentativa de assassínio numa cidade britânica».
    O vespertino "Le Monde" também dá destaque ao tema da "Guerra Fria" com o título: "Contra Putin, Frente Unida com um Perfume de Guerra Fria".
    Nos jornais desta sexta-feira os assuntos franco-franceses estão também em destaque, com a greve no sector ferroviário, o caso do cantor Bertrand Cantat, e o apuramento do Marselha na Liga Europa.
    5 min
  • 8 de março: Dia internacional da Mulher
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas, na sua maioria, por um único tema: Dia internacional da Mulher, mas mesmo assim, ainda houve espaço para o nuclear americano ou mortes por contaminação alimentar na África do sul.
    LE FIGARO, titula, volência feita à mulher: a onda de choque. 5 meses após o escândalo Weinstein e o lançamento do  movimento #MeToo, este dia dos direitos das mulheres tem um sentido particular. Para lá da indignação, concretamente ainda há muito por fazer para que haja um verdadeiro recuo deste flagelo, nota LE FIGARO.
    Mulheres-homens, um novo contrato, replica, LA CROIX. São mulheres a propor pistas para refundar as relações entre os sexos. Isabelle Filliozat, psicoterapeuta, afirma que temos que ajudar as crianças a valorizar as diferenças entre meninas e rapazes em vez de as apagar.
    Os pequenitos são muito sensíveis ao espírito de justiça e o país já está maduro para ir mais longe com a política de licença e subsídios alargada à maternidade e paternidade. Há que garantir às mulheres autonomia económica, reforça Michaëlle Jean, secretária-geral da Organização internacional da Francofonia, sublinha LA CROIX.
    Mulheres, neste dia, sacodem a árvore do mundo, titula, L’HUMANITÉ. Da revolta anti-Trump ao #MeToo, o ano em que as mulheres disseram NÃO em todo o Planeta. Judith Butler, filósofa, defende uma maneira de pensar em aliança, a deputada comunista Marie-George Buffet, aposta numa lei contra a precariedade profissional das mulheres e 8 de março: as mulheres decretam greve geral na Espanha, acrescenta L’HUMANITÉ.
    LIBÉRATION, titula, Contra as desigualdades salariais. Apesar de existir uma lei, há uma disparidade de salários entre os homens e as mulheres de 25% continua a existir em França. Para evidenciar esta injustiça, LIBÉRATION, decidiu aplicar esta diferença de tratamento, neste dia 8 de março, vendendo um exemplar do jornal a 2 euros e 50 aos homens, e outro mais barato, a 2 euros às mulheres. O dinheiro será revertido ao Laboratório de igualdade, que luta há anos pela igualdade mulher/homem, sublinha LIBÉRATION.
    LE MONDE, é o único jornal, que não puxou a data para principal título, mas mesmo assim publica uma coluna sobre direitos da mulher, 50 medidas a favor da igualdade. o vespertino, preferiu, fazer o principal título com Macron o lançamento das privatizações. Aeroportos de Paris será o primeiro grupo a ser privatizado neste seu mandato.
    A participação do estado é valorizada em 8 mil 800 milhões de euros. O Estado reflecte igualmente sobre a abertura do capital da Françesa dos jogos, onde detém 72% das acções, mas vai manter o monopólio.  Em contrapartida o ministério das finanças Bercy, garante que está fora de questão ceder os 15% do Estado no grupo automóvel Renault-Nissan, apesar de boatos dos mercados, nota LE MONDE.
    Em relação à actualidade internacional, LE MONDE, dá relevo aos Estados Unidos, explicando como Trump rearma a dissuasão nuclear. A postura do presidente americano é diferente daquela de Obama, mas não modifica a doutrina do país.
    Donald Trump, tranquilizou os seus aliados ao nomear dois especialistas aguardados há um ano: Lisa Gordon-Hagerty, ex-membro do conselho de segurança nacional de Bill Clinton e de George Bush, foi nomeada  directora da NNSA, administração de segurança nuclear nacional; e o seu adjunto, nomeado, responsável do armamento, Charles Verdoon, especialista de fusão nuclear no Laboratório de Livermore, na Califórnia.
    Washington, inscreve-se assim numa grande continuidade reafirmando que a bomba atómica só pode ser encarada em circunstâncias extremas de legítima defesa, para proteger os interesses vitais. Está posto de lado ser o Presidente americano o primeiro a apertar o botão da arma absoluta, nota LE MONDE.
    Enfim, é o mesmo vespertino que sobre o continente africano, se refere à epidemia histórica de listeriose na África do sul. Uma contaminação de salsicha importada de Polónia, que já matou 180 pessoas nos últimos 12 meses. E na Nigéria, está alastrada a febre Lassa, doença próxima do Ébola, estando infectadas 353 pessoas, acrescenta LE MONDE.
    5 min
  • França e segredos de genocídio ruandês
    Entre os destaques nas edições desta quinta-feira estão o braço de ferro entre Londres e Moscovo, em redor do agente duplo Skripal envenenado em Salisbury na Inglaterra, os segredos da França perante o genocídio ruandês, as reformas e a gestão de Emmanuel Macron que provocam tensão dupla em França e o adeus ao génio científico de Stephen Hawking.
    5 min
  • Caminhos de ferro franceses vão mudar de estatuto
    A  privatização da Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro Franceses (SNCF) era hoje tema central na imprensa francesa, e teve mesmo honras  de manchete. Mas o despedimento do chefe da Diplomacia norte - americana, Rex Tillerson, por twwt presidencial, era outro dos temas mais comentados.
    A imprensa francesa debruçava-se ainda sobre o novo governo de Angela Merckel, na Alemanha, a morte do Físico britânico Stephen Hawking, e a situação embaraçosa da Primeira - ministra britânica, Teresa May, frente a Moscovo.
    5 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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