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Provavelmente você já escutou a expressão "o problema é o guarda da esquina”. Essa frase é atribuída ao Pedro Aleixo, que foi vice-presidente do ditador Arthur da Costa e Silva, e teria sido dita por ele numa tentativa de amenizar suas supostas resistências ao ato institucional número 5, o famoso AI-5, que deu início ao período mais brutal da ditadura brasileira.
O problema, para Pedro Aleixo, não era a decisão do ditador, mas o que faria o guarda da esquina, legitimado por uma decisão que basicamente suspendia os direitos individuais de todos os brasileiros. Pois foi mais ou menos isso o que aconteceu há algumas semanas, quando assistimos, entre estarrecidos e paralisados, à tortura e ao assassinato de Genivaldo de Jesus Santos por agentes da polícia rodoviária federal.
Parado por dirigir sua moto sem capacete, Genivaldo foi agredido, algemado, colocado na traseira de um carro da polícia, e asfixiado com gás. As imagens feitas por telefones celulares de dezenas de pessoas que acompanharam a cena mostraram as duas pernas de Genivaldo se batendo para o lado de fora da viatura, enquanto um dos policiais segurava a porta para impedir que ela se abrisse. Pois bem, esses agentes da polícia rodoviária federal são os guardas da esquina.
Mas não os guardas criados pela imaginação do Pedro Aleixo. Esses são os guardas da esquina na ponta de uma cadeia de comando, legitimados por um discurso de ódio, pela incitação à violência e por uma espécie de gozo pela morte, tão presentes e constantes nos discursos oficiais dos militares que governam o país há quase quatro anos. Mas não é só isso. Dizer que Genivaldo foi asfixiado com gás é pouco.
É impossível não associar aquela imagem que correu o mundo às câmaras de gás em que os nazistas executaram judeus, ciganos, homossexuais e quem mais eles consideravam inferiores. E não bastasse isso, dias depois da execução de Genivaldo, o presidente da República, além de declarar apoio aos policiais, exibe-se em público pilotando uma moto sem capacete, a mesma infração que levou ao extermínio de Genivaldo. Para falar sobre o que tudo isso representa hoje no Brasil, Carlos Alberto Jr. entrevista o historiador Michel Gherman e Adilson Paes de Souza, tenente-coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo e pesquisador da violência policial.
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Nos últimos dez anos, mais de 100 mil famílias que vivem na região da Amazônia Legal tiveram suas vidas afetadas por algum tipo de conflito, seja relacionado ao garimpo ilegal, grilagem de terra, agronegócio e ou genocídio indígena. São cerca de 580 municípios afetados, com mais de sete mil ocorrências de conflitos, mais de duas mil vítimas e mais de 300 assassinatos. Esses números que eu acabei de citar fazem parte do Mapa dos Conflitos, uma plataforma criada a partir de um parceria entre a Agência Pública e a Comissão Pastoral da Terra. Quem vai falar sobre esse projeto é o Thiago Domenici, diretor e editor da Agência Pública, em entrevista a Carlos Alberto Jr.
Link para o MAPA DOS CONFLITOS: https://mapadosconflitos.apublica.org/index.php
Link para o fio escrito pelo Thiago Domenici no Twitter: https://twitter.com/thiago_domenici/status/1519364917832396800?s=20&t=sMaKV_pre7TbjCVdmNSwKA
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Essa é versão em podcast do quinto e último Spaces no Twitter sobre os bastidores da série "Em busca de Anselmo", disponível no canal a cabo HBO e na plataforma HBO Max. A série documental de cinco episódios conta a história de José Anselmo Santos, o ex-marinheiro que se tornou agente infiltrado da ditadura. Se você ainda não assistiu aos episódios e nem escutou os Spaces anteriores, eu sugiro que você pare agora, e faça isso antes de continuar aqui. Para esse último bate-papo, convidamos a Ñasaindy Barrett de Araújo, filha da Soledad e do José Maria. Também participam da conversa mediada pelo jornalista e escritor Ferdinando Casagrande com o produtor Camilo Cavalcanti, o montador Fernando Bittencourt e comigo, Carlos Alberto Jr., diretor e roteirista da série, a Maria José Willunsen, que foi amiga e sócia do Edgard de Aquino Duarte.
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Essa é versão em podcast do quarto Spaces no Twitter sobre os bastidores da série "Em busca de Anselmo", disponível no canal a cabo HBO e na plataforma HBO Max. A série documental de cinco episódios conta a história de José Anselmo Santos, o ex-marinheiro que se tornou agente infiltrado da ditadura. Se você ainda não assistiu aos episódios e nem escutou os Spaces anteriores, eu sugiro que você pare agora, e faça isso antes de continuar a ouvir. Mas se você já assistiu aos quatro primeiros episódios, acompanhe a entrevista do jornalista e escritor Ferdinando Casagrande com o montador Fernando Bittecourt, o produtor Camilo Cavalcanti e comigo, Carlos Alberto Jr., diretor e roteirista da série.
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Em 2014 o jornalista Rubens Valente publicou o livro “Operação banqueiro", em que ele narra os bastidores de uma investigação da polícia federal sobre desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. As apurações levaram à prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas, um dos investigados pela polícia federal, mas que foi colocado em liberdade por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que atendeu ao pedido de habeas corpus feito pelo advogado do banqueiro. O que seria uma grande reportagem do Rubens Valente, acabou por se tornar um tormento. Incomodado com as referências no livro, Gilmar Mendes processou o jornalista. Rubens foi inocentado em primeira instância, mas o ministro do STF recorreu e a decisão foi revertida e mantida nos tribunais superiores. Com isso, o Rubens foi condenado a pagar multa que hoje ultrapassa os R$ 300 mil. Nessa entrevista a Carlos Alberto Jr., Rubens conta os detalhes dessa história.
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Não é surpresa para ninguém que a alta cúpula militar brasileira está muito preocupada com as próximas eleições. São declarações diárias, num revezamento entre os comandantes das três forças, colocando em dúvida o processo eleitoral, criando suspeitas sobre a segurança das urnas e mobilizando radicais da base de apoio do governo militar que hoje controla o país. Entre as ações, digamos assim, mais curiosas dos militares para atacar a democracia brasileira, por meio do seu porta-voz mais famoso e barulhento, o presidente da República Jair Bolsonaro, estão a exigência de contagem manual de todos os votos, e a contratação de uma auditoria privada para validar o resultado das eleições. Mas, afinal, o que querem os militares com essa confusão toda? Alterar o resultado das urnas, ou garantir que o resultado as urnas seja o que eles querem? Essa informação não está disponível, mas pode-se com segurança que, se há uma coisa que não é atribuição dos militares, é questionar o processo eleitoral. E isso nos leva a uma reportagem muito interessante que foi publicada no último dia 6 de maio no portal Brasil de Fato. Nela, o repórter Paulo Motoryn mostra como um general brasileiro que costuma questionar as eleições, fechou uma parceria com a empresa de tecnologia israelense Cysource, em que trabalha um outro militar que já foi chefe da área de tecnologia da informação do Palácio do Planalto. Não bastasse isso, um dos fundadores dessa empresa Cysource é um ex-funcionário de outra empresa israelense, a NSO, por coincidência, a fabricante do software espião pegasus, que o governo brasileiro está muito interessado em adquirir. Quem conta essa história a Carlos Alberto Jr. é Paulo Motoryn.
Paulo Motoryn no twitter: @opaulomm
O general que questiona eleições contratou empresa israelense de ex-chefe de TI de Bolsonaro: https://www.brasildefato.com.br/2022/05/06/general-que-questiona-eleicoes-contratou-empresa-israelense-de-ex-chefe-de-ti-de-bolsonaro
Site Come Ananás: Empresa contratada pelo Exército foi fundada por ex-NSO Group, do spyware Pegasus: https://comeananas.news/empresa-contratada-pelo-exercito-foi-fundada-por-ex-nso-group-do-spyware-pegasus/
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Essa é versão em podcast do terceiro Spaces no Twitter sobre os bastidores da série "Em busca de Anselmo", em exibição na HBO. A série documental de cinco episódios conta a história de José Anselmo Santos, o ex-marinheiro que se tornou agente infiltrado da ditadura. Se você ainda não assistiu aos episódios e nem escutou os dois Spaces anteriores, é recomendável que você pare agora e faça isso antes de continuar a ouvir. Mas se você já assistiu aos três primeiros episódios, acompanhe a entrevista do jornalista e escritor Ferdinando Casagrande com o produtor Camilo Cavalcanti e com o diretor e roteirista Carlos Alberto Jr.
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No que você pensa quando escuta a palavra lobby? E quando a palavra lobby vem junto da palavra mineração? E quando as palavras lobby e mineração estão juntas da palavra militares, e, ainda por cima, na mesma frase? Pois foi por causa da proximidade entre essas palavras que Carlos Alberto Jr. entrevistou o jornalista Caio de Freitas Paes sobre reportagens que ele escreveu para a Agência Pública, sobre o lobby de um militar da reserva junto ao governo federal, que é comandado basicamente por militares, para favorecer mineradoras canadenses na Amazônia.
“Como o lobby de um militar da reserva favoreceu mineradoras canadenses na Amazônia": https://apublica.org/2022/02/como-o-lobby-de-um-militar-da-reserva-favoreceu-mineradoras-canadenses-na-amazonia/
“Petrobras ignora suspeitas e vende refinaria a grupo por trás de Belo Sun”: https://apublica.org/2022/02/petrobras-ignora-suspeitas-e-vende-refinaria-a-banco-canadense-que-opera-a-mineradora-belo-sun/
Link para o portfolio de Caio de Freitas Paes: https://campsite.bio/cfpaes
Perfil Caio de Freitas Paes no Twitter: https://twitter.com/cfpaes?s=20&t=4MGwODDeQ4Ix5GqmvU4ZNw
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