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Se você é usuário do Twitter talvez já tenha visto na sua linha do tempo alguma publicação do Mapa do Ódio, um projeto que faz o mapeamento e uma análise sociológica de grupos de ódio na região metropolitana do Rio de Janeiro. A criadora do Mapa do Ódio é a Natália, que prefere não divulgar o sobrenome por questões de segurança. Toda vez que ela faz um fio, chega um monte de ataques e ameaças, que vão de estupro à morte. Nessa entrevista a Carlos Alberto Jr., Natália fala sobre as pesquisas relacionadas à “Machosfera”, que inclui os tais dos Incels, os celibatários involuntários, e as conexões entre grupos neofacistas, neonazistas, integralistas e bolsonaristas.
Links
Machosfera: https://unrollthread.com/t/1350080346579202050/
Símbolos neonazistas: https://twitter.com/MapaDoOdio/status/1375100538266738703
Neonazistas e a questão da raça: https://unrollthread.com/t/1388132254506004500/
Mute no Ódio sobre Skinhead: https://unrollthread.com/t/1398354907351166984/
Integralistas: https://unrollthread.com/t/1413209356821270533/
Tradicionalistas: https://unrollthread.com/t/1423693633044234252/
KKK Niterói: https://twitter.com/MapaDoOdio/status/1428794723779727363
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Você, claro, já percebeu que nos últimos anos muita gente perdeu o pudor em defender ditadura, tortura, negar a ciência. Essas pessoas sempre existiram, mas a ascensão do bolsonarismo deu uma espécie de aval pra que esse tipo de manifestação fosse, digamos, naturalizado. E isso não é por acaso. Esse comportamento tem método, tem cartilha, manual e financiamentos milionários. No Brasil e no exterior. Só que nem sempre a gente consegue identificar esses movimentos com clareza, ou na velocidade necessária pra impedir que eles se propaguem. As redes sociais e os famosos grupos de WhatsApp estão aí pra provar. Nesse episódio do Roteirices, Carlos Alberto Jr. entrevista Letícia Oliveira, que nos últimos anos tem se dedicado a estudar o Tradicionalismo e a mapear a ação de grupos neofascistas no país: quem são essas pessoas, a quais grupos pertencem, como eles se relacionam entre si e quem são seus ideólogos, de Steve Bannon a Olavo de Carvalho, passando pelo russo Alexander Dugin, todos com grande influência e atuação no Brasil. Não é coincidência que nos próximos dias 3 e 4 de setembro acontecerá em Brasília a segunda edição da versão brasileira da Cpac, ou Conferência de Ação Política Conservadora. Como o próprio nome sugere, é o evento da direita conservadora mais importante dos Estados Unidos.
Fio sobre grupos neofascistas/neonazistas no Brasil: https://twitter.com/bicicreta/status/1420884473210707971
Texto do El Coyote sobre o PDT: http://elcoyote.org/a-infiltracao-neofascista-no-pdt/
Guerra pela eternidade: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-12-12/benjamin-teitelbaum-destruicao-e-a-agenda-do-tradicionalismo-a-ideologia-por-tras-de-bolsonaro-e-trump.html
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Segundo dados do IBGE, 91,8% dos brasileiros se declararam católicos em 1970. Em 2010, esse percentual havia caído para 64,4%. No ano que vem, 2022, as estimativas são de que os católicos representem menos da metade da população brasileira, e serão superados pelos evangélicos em 2032. Ainda segundo o IBGE, cerca de 14 mil igrejas evangélicas são abertas por ano no Brasil. 2020, portanto já é considerada a década dos evangélicos, e quem não entender o cristianismo evangélico não terá condições de pensar o Brasil atual. Nessa entrevista a Carlos Alberto Jr., o historiador e antropólogo digital Juliano Spyer, autor do livro “Povo de Deus”, fala sobre o fenômeno do crescimento evangélico no país e suas consequências para a sociedade brasileira.
Link para textos e entrevistas de Juliano Spyer: https://mail.google.com/mail/u/0/#search/spyer/FMfcgzGkZZvBqbBtLpvbTTrmclBkLmhR
Link para documentários sobre o fenômeno dos evangélicos no Brasil: https://spyer.medium.com/v%C3%ADdeos-para-entender-o-fenômeno-dos-evangélicos-no-brasil-abd9a81fdf05
Texto sobre o papel das mulheres da Igreja Universal nas eleições: https://mail.google.com/mail/u/0/#search/spyer/FMfcgzGkZZvBqbBtLpvbTTrmclBkLmhR
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É muito provável que você já tenha pedido alguma refeição por meio de aplicativos como o iFood. Mas você sabe como esses serviços funcionam, como os algoritmos que recebem os pedidos e os distribuem entre os entregadores são programados? Há uma boa chance de que a sua resposta seja não. Na prática, os entregadores vêm sendo submetidos a um sistema que beira o escravismo, que inclui jornadas de trabalho abusivas, punições e bloqueios nos aplicativos. Até a folga semanal não remunerada precisa ser negociada. Para falar sobre o assunto, Carlos Alberto Jr. entrevista José Abrahão Castillero, graduando de sociologia que tem se dedicado a estudar o assunto.
Links
Breque da Barra: https://passapalavra.info/2021/07/139041/?unapproved=763772&moderation-hash=e90d149af43cfec3b783604c7963790d#comment-763772
Resenha do filme “Você não estava aqui”: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Cinema/Trabalhar-em-areia-movedica/59/46614
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Você conhece a história das polícias militares, como elas foram constituídas como forças de segurança, e se modificando ao longo dos séculos até se tornarem o que são hoje? Não é apenas isso, claro, mas elas têm sido usadas, desde o seu início, para reprimir e conter movimentos populares, além de atender aos interesses das elites. Outro elemento de extrema gravidade merece reflexão: a influência do bolsonarismo nas polícias e suas consequências. Para falar sobre isso e traçar um breve histórico sobre as polícias militares, Carlos Alberto Jr. Entrevista Adilson Paes de Souza, coronel aposentado da Polícia Militar do Estado de São Paulo e também um acadêmico que nos últimos anos tem se dedicado ao estudo da violência policial.
“O policial que mata”: https://anchor.fm/carlos-alberto-jr/episodes/99--O-policial-que-mata--com-Adilson-Paes-de-Souza-enumoe
“A violência policial e o fenômeno do bolsonarismo": https://anchor.fm/carlos-alberto-jr/episodes/68---A-violncia-policial-e-o-fenmeno-do-bolsonarismo--com-Adilson-Paes-de-Souza-efm9sp
“O guardião da cidade": https://anchor.fm/carlos-alberto-jr/episodes/32---O-Guardio-da-Cidade---reflexes-sobre-violncia-policial--com-Adilson-Paes-de-Souza-e9geua
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Desde 2006, uma série de terapias alternativas para o tratamento de doenças passou a ser oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Política Nacional de Saúde. Entre elas, homeopatia, fitoterapia e reiki. O tema é polêmico e motivo de debates por causa da falta de eficácia comprovada desses tratamentos e medicamentos na cura de doenças. E nesse ano de pandemia, a tentativa de incluir remédios como cloroquina, ivermectina e ozônio, também sem eficácia comprovada contra a covid-19, no tal do tratamento precoce, tumultuou ainda mais as discussões. Para falar sobre o uso de terapias alternativas pelo SUS, Carlos Alberto Jr. entrevista o professor de Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Rodrigo Toniol.
Link para a entrevista com Rodrigo Toniol no YouTube: https://youtu.be/2OWeKMmZ6g8
Link para o fio do Rodrigo Toniol no Twitter: https://twitter.com/rodrigotoniol/status/1397329733361315844?s=20
Link para a página do Núcleo de Estudos em Espiritualidade e Saúde: www.nues.com.br
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Em 1983, no final da ditadura militar brasileira, o general Newton Cruz manda o jornalista Honório Dantas, da Rádio Planalto, calar a boca, o empurra e depois o arrasta exigindo que ela peça desculpas diante das câmeras.
Link para o vídeo: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/jornalista-que-foi-agredido-ao-vivo-durante-ditadura-militar.phtml
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Nesse episódio do Roteirices, Carlos Alberto Jr. entrevista a jornalista Tatiana Merlino, organizadora do livro "Infância Roubada - crianças atingidas pela ditadura militar no Brasil". A obra reúne 44 depoimentos de filhas e filhos de militantes de esquerda que foram presos juntos com os pais. O livro é resultado do trabalho da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva". Tatiana também conta a história do tio dela, o jornalista Luiz Eduardo Merlino, asssassinado por agentes da ditadura, e a luta da família dela pela punição aos responsáveis.
Link para a entrevista com Tatiana Merlino no YouTube: https://youtu.be/lqWKECWwYMk
Link para a página da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva": http://comissaodaverdade.al.sp.gov.br
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Você conhece a origem dos panelaços, e como eles têm sido usados ao longo da história em vários países como forma de protesto? Nessa entrevista a Carlos Alberto Jr., o historiador Fernando Cauduro Pureza conta um pouco sobre essa espécie de "Revolta das Panelas", e como esse tipo de manifestação serve a diversos interesses, nem sempre ligados aos anseios da classe trabalhadora.
Link para o fio de Fernando Cauduro Pureza no Twitter: https://twitter.com/louverture1984/status/1400280220532457475?s=20
Link para a tese "Isso não vai mudar o preço do feijão": https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/140414/000991224.pdf?sequence=1&isAllowed=y
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