Se você entrou na adolescência ali no começo da década de 80, certamente conhece as palavras Atari, Nintendo, PacMan, Enduro. Esses eram os nomes dos fabricantes de videogames e de alguns jogos bem populares naquela época. Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia, que permitiu a criação de jogos em rede, em que milhares de pessoas no mundo inteiro podem jogar e conversar simultaneamente via internet, se revelou um terreno fértil para a propagação de fake news, ideias fascistas, discursos de ódio e a atuação de milícias digitais. Uma das vítimas dessas milícias é o advogado e pesquisador desse universo gamer, o Anderson, que por razões de segurança e pela atuação que tem nas redes sociais e nesse mundo de jogos virtuais, não divulga o sobrenome e se identifica como o Gamer Antifa. Na semana passada ele foi alvo de um ataque massivo nas redes sociais porque questionou um vídeo contendo fake news publicado no Twitter pelo Gaulês, um gamer que é provavelmente o mais seguido no Brasil e um dos principais do mundo. Algumas transmissões dele chegam a atrair mais de 500 mil pessoas. Por conta de um tuíte em que questionava essa fake news, o Gamer Antifa começou a sofrer ataques de ódio nas redes, inclusive com pessoas sugerindo que ele se matasse. Nesse movimento, o Gamer Antifa foi denunciado, e teve a conta suspensa pelo Twitter, o que traz a questão da necessidade de regulamentação das redes sociais.