A orquestra Xiquitsi, um projecto da associação Kulungwana que visa a integração e formação dos jovens moçambicanos através da música, comemorou este ano os seus 10 anos de existência e re-encenou a ópera "Orfeu nos Infernos". No papel principal esteve a soprano portuguesa Marina Pacheco que diz ter ficado impressionada pelos jovens e pelo público de Maputo.
Decorre, esta tarde, no Centro Cultural Português em Bissau um encontro com o escritor guineense Waldir Araújo sobre a sua mais recente obra “O Jardim da Celeste”. Um livro que troca as armas por flores em nome da paz e estabilidade da Guiné-Bissau.
Magdalena Bialoborska Chambel publicou o livro "Dêxa Puíta Sócó(m)pé. Música em São Tomé e Príncipe: do colonialismo à independência", mostrando a "incrível riqueza" da música são-tomense.
O filme “As Mãos Invisíveis” conta algumas das histórias de portugueses que, a partir de Paris, ajudaram desertores e refractários da guerra colonial. O documentário parte de uma casa que foi um dos locais de acolhimento e de resistência à ditadura de Salazar e ao colonialismo. O realizador Hugo dos Santos quis tirar da clandestinidade a memória dessa resistência invisível e falou com a RFI sobre o filme que acaba de passar num festival de documentário português.
O cantor angolano, que lançou recentemente um música com o ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, quer continuar a ganhar visibilidade nos países de língua portuguesa. A sua cultural local angolana tchokwé é um trunfo.
A fadista portuguesa Maura Airez lançou, no passado dia 30 de Junho, o seu novo single "Ai, meu amor", um folclore progressivo que junta o tradicional e o contemporâneo num tema muito singular. Este novo trabalho conta já com mais de 118 mil visualizações no Youtube.
“Antígona na Amazónia”, do encenador suíço Milo Rau, inscreve-se na procura contínua de um teatro da resistência. A peça faz um paralelo entre a tragédia grega e a tragédia universal da destruição da Amazónia, a partir do massacre de 17 de Abril de 1996 de activistas do MST. Esta Antígona é “o não contra o sistema” e contra a violência, explica o músico Pablo Casella que esteve à conversa com a RFI, juntamente com o actor Frederico Araújo. A peça está no Festival de Avignon de 16 a 24 de Julho.
O espectáculo "Baal" é um manifesto para a desconstrução do patriarcado que recorre à dança, acrobacia e teatro. Em palco, cinco bailarinos e várias mulheres dançam, saltam, falam ou cantam movidos por frases que denunciam a violência de um modelo de dominação em que as mulheres permanecem caladas. Até que um ímpeto colectivo as leva a quebrar o silêncio e a dançar em nome da liberdade para todas e todos. "Baal" está no Festival Off Avignon até 16 de Julho. A RFI falou com dois dos intérpretes.
A peça “Na Medida do Impossível”, de Tiago Rodrigues, leva ao Festival de Avignon, até 22 de Julho, histórias de guerra, violência e catástrofes contadas por trabalhadores em ajuda humanitária. Em palco, quatro actores, um baterista e uma tenda relatam um mundo que parece impossível aos olhos de quem assiste. A RFI falou com a actriz Beatriz Brás e o músico Gabriel Ferrandini.
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