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Um incômodo nas pernas que aparece durante o repouso, provoca uma necessidade de movimentá-las e melhora ao caminhar pode prejudicar o descanso. Conhecido como síndrome das pernas inquietas, o problema também afeta pessoas idosas com demência, mas as dificuldades para comunicar o que sentem podem atrapalhar sua identificação.
Perder urina involuntariamente ao tossir, levantar peso ou praticar uma atividade física pode fazer parte da rotina de mulheres com incontinência urinária. O escape também pode ocorrer acompanhado de uma vontade repentina e difícil de controlar de ir ao banheiro. Mais frequente entre as mulheres, o problema pode afetar a qualidade de vida.
Restos de plantas, como palha de cana e bagaço, podem ser utilizados na produção do etanol de segunda geração. Esse processo permite aproveitar resíduos agrícolas como matéria-prima para a fabricação de combustível.
Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da que analisou maneiras de melhorar o aproveitamento dos açúcares encontrados nos resíduos vegetais.
Na produção do etanol de segunda geração, leveduras transformam os açúcares presentes nas plantas em álcool. Entretanto, nem todos esses açúcares são aproveitados com a mesma eficiência, o que pode reduzir o rendimento do processo.
A pesquisa modificou proteínas responsáveis pelo transporte dos açúcares para o interior das células. O objetivo foi desenvolver transportadores capazes de reconhecer melhor a xilose, um açúcar encontrado em grande quantidade nos resíduos vegetais, e diminuir a preferência pela glicose.
Os resultados mostraram que os novos transportadores apresentaram maior reconhecimento da xilose e menor preferência pela glicose. Segundo o estudo, essa característica pode contribuir para ampliar o aproveitamento da matéria-prima disponível e melhorar a eficiência da produção de etanol de segunda geração.
A pesquisa é parte do doutorado Desenvolvimento racional e caracterização funcional de novos transportadores de açúcar de Trichoderma reesei com insensibilidade para glicose, de Iasmin Cartaxo Taveira, orientada pelo professor Roberto do Nascimento Silva, no Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da FMRP, concluído em 2025.
A saúde na vida adulta pode começar a ser definida ainda durante a gravidez. Quando o bebê não recebe nutrientes e oxigênio suficientes e cresce abaixo do esperado, dentro do útero, ocorre uma condição chamada restrição de crescimento intrauterino.
Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta os resultados de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que investigou se essa condição pode aumentar o risco de hipertensão arterial décadas depois do nascimento. Os pesquisadores avaliaram quase 1.600 pessoas nascidas em Ribeirão Preto no fim da década de 1970. Os participantes tinham entre 38 e 39 anos quando foram analisados.
Os resultados mostraram que as pessoas que nasceram com restrição de crescimento intrauterino apresentaram pressão arterial um pouco mais elevada e maior frequência de hipertensão em comparação com aquelas que tiveram crescimento adequado durante a gestação.
A associação não significa que o desenvolvimento da hipertensão seja inevitável. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, acompanhamento médico regular e cuidados como evitar o cigarro continuam sendo importantes para a prevenção da doença. Conhecer o risco pode contribuir para que o acompanhamento da saúde comece mais cedo.
O estudo reforça ainda a importância do pré-natal e dos cuidados durante a gravidez, que podem trazer benefícios não apenas para o nascimento, mas também para a saúde da criança ao longo da vida.
A pesquisa é parte do doutorado Restrição de crescimento intrauterino e risco de hipertensão arterial na vida adulta: um estudo de coorte de nascimento da cidade de Ribeirão Preto, de Paulo Cesar Lopes, orientado pelo professor Eduardo Barbosa Coelho no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da FMRP, concluído em 2025.
A placenta desempenha funções essenciais durante a gestação. Além de transportar oxigênio e nutrientes, o órgão atua como uma barreira natural contra infecções e ajuda a controlar a resposta do organismo materno, mantendo o equilíbrio necessário ao desenvolvimento do bebê.
Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta os resultados de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que investigou como a placenta reage à presença do coronavírus. Os pesquisadores analisaram 71 placentas de mulheres que deram à luz durante a pandemia de covid-19, incluindo mães que não tiveram a doença e outras que foram infectadas. Em parte dos casos, o vírus também foi identificado na placenta.
As análises mostraram que as placentas nas quais o coronavírus estava presente apresentavam uma resposta inflamatória mais intensa. Também foram encontradas alterações capazes de prejudicar a circulação sanguínea no órgão e uma redução na quantidade de algumas proteínas envolvidas na manutenção do equilíbrio entre a mãe e o bebê.
Apesar dessas alterações, a transmissão do coronavírus da gestante para o bebê permaneceu rara. Segundo os pesquisadores, a própria resposta da placenta pode criar um ambiente menos favorável à multiplicação do vírus, dificultando que ele atravesse o órgão e alcance o feto.
Os resultados contribuem para ampliar a compreensão sobre os mecanismos utilizados pela placenta para proteger o bebê durante infecções. Esse conhecimento também pode auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias de acompanhamento e cuidado durante a gestação.
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) frequentemente necessitam do acompanhamento de diferentes profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. Organizar esses atendimentos de maneira integrada é um dos desafios enfrentados pelos serviços de saúde, especialmente diante da necessidade de garantir continuidade do cuidado e, ao mesmo tempo, administrar os custos envolvidos.
Neste episódio do Curioso por Ciência, Isabelle Rodrigues apresenta os resultados de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que analisou como uma cooperativa médica do interior de São Paulo reorganizou o atendimento terapêutico oferecido a beneficiários com TEA. Em vez de encaminhar os pacientes para diferentes clínicas, a cooperativa passou a concentrar os serviços em um centro próprio, reunindo profissionais de diferentes áreas.
O estudo mostrou que a mudança esteve associada à redução dos custos com os atendimentos e das ações judiciais relacionadas aos tratamentos, além de favorecer maior integração entre os profissionais. Segundo os gestores ouvidos na pesquisa, o modelo também permitiu organizar melhor os serviços e ampliar o controle sobre a qualidade do atendimento.
Embora os resultados sejam referentes ao estudo de caso de uma única cooperativa médica, a pesquisa indica que a integração dos serviços pode contribuir para tornar o atendimento às pessoas com autismo mais eficiente. Ao reunir diferentes profissionais e facilitar o compartilhamento de informações sobre os pacientes, o modelo favorece o acompanhamento das necessidades individuais e o planejamento dos tratamentos.
O episódio apresenta a dissertação de mestrado Análise da estrutura vertical no atendimento terapêutico de beneficiários portadores de TEA à luz da teoria dos custos de transação – estudo de caso de uma cooperativa médica, de Helena Villela Rosa, orientada pelo professor Carlos Alberto Gabrielli Barreto Campello, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Organizações de Saúde da FMRP e defendida em 2025.
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