Eliane Cantanhêde responde

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Eliane Cantanhêde responde episodes

  • "Discussão para solução para a alta dos alimentos está na reta final"

    O vice-presidente Geraldo Alckmin se reúne hoje com empresários do setor de alimentos para discutir a inflação dos produtos alimentícios. O governo federal estuda medidas para tentar conter os aumentos - tema que afeta a popularidade do presidente Lula. Dois encontros vão ser coordenados pelo vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Depois da reunião técnica, Lula deve chamar sua equipe para tentar definir que medidas podem ser adotadas no tema. "Discussão para uma solução para a alta dos alimentos está na reta final. O ministro Carlos Fávaro (Agricultura) afirma que não vai haver taxação, controle de preços ou cota de importa. Disso, sobra a possibilidade de redução da carga tributária para a importação de alimentos - a qual os produtores brasileiros não gostam, porque cria competição interna; o tema está sendo calibrado com o próprio setor. Outra possibilidade na mesa é de aumento de crédito para produção de algumas variedades", diz Cantanhêde.

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    26 min
  • "Para diplomacia brasileira, efeito das taxas é o afastamento dos EUA da Europa"

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltou a sua defesa por um cessar-fogo na guerra da Ucrânia e afirmou mais uma vez que deseja retomar o controle do Canal do Panamá e anexar a Groenlândia em seu longo discurso durante uma sessão conjunta do Congresso americano. Trump também citou o Brasil como um dos países que “cobram muito” dos Estados Unidos e prometeu novas tarifas. "Foi uma fala longuíssima e virou um palanque. Para a diplomacia brasileira, o efeito é o afastamento dos EUA da Europa; Brasil imagina que o próximo alvo das sanções norte-americanas é este continente. Nossa diplomacia considera que Trump está errando ao abrir muitas frentes ao mesmo tempo. A previsão do Itamaraty é que haja impactos para todos os países atingidos, mas, também, para os EUA, já que aumentar tarifas aumenta o custo da indústria local - o que encarece produtos, aumenta inflação e juros. Isso custa para a aprovação do republicano", avalia Cantanhêde.

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    22 min
  • "Trump pega o que sobrou da Ucrânia para tirar proveito"

    O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, optou por pausar toda a ajuda militar à Ucrânia - dias depois de um bate-boca entre ele e o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski na Casa Branca. Um funcionário da Casa Branca afirmou à Associated Press que a ação deve continuar até que Zelenski esteja disposto a negociar um acordo de paz com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo o funcionário, trata-se de uma “revisão” para entender se a ajuda a Kiev estava “contribuindo para que a solução seja encontrada”. "Trump conseguiu rachar o apoio à Ucrânia, rachou a capacidade de o País resistir aos ataques da Rússia. Ele está pegando o que sobrou da Ucrânia para tirar proveito, explorar os minérios estratégicos do país e retirar os valores de um país que precisa se reconstruir. A Ucrânia está totalmente descoberta e a Europa não tem capacidade de contrabalançar. Trump decretou o fim da guerra a favor do invasor - a Rússia, que descumpriu leis internacionais consagradas - e pode tornar a Ucrânia um protetorado", diz Eliane.

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    20 min
  • "Enquanto a esquerda não tem sucessores, a direita tem excesso de possibilidades"

    A possível candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência fez surgir na direita uma lista de nomes interessados em assumir seu cargo no Palácio dos Bandeirantes. Aliados que antes miravam a vice ou o Senado agora recalculam a rota e tentam se viabilizar como candidatos – de preferência, com a bênção do governador.
    Políticos da direita avaliam que, sem Tarcísio na disputa, há um vácuo de liderança em São Paulo e qualquer do nome do campo pode se tornar competitivo. Por isso, a corrida para ocupar espaço e ganhar força já começou. "Enquanto a esquerda e o PT não tem nomes e a candidatura do presidente Lula está periclitante, a direita tem o oposto: excesso de nomes. Isso vem no embalo da vitória da direita nas eleições municipais de 2024, dos partidos do Centrão que se beneficiaram muito das emendas parlamentares e se aproveitaram muito da conquista de apoio em massa do ex-presidente Jair Bolsonaro; o governador paulista foi apadrinhado por ele na política e agora se coloca como seu sucessor. Mas quem tem tantos nomes é porque não tem nenhum; não tem nenhum, ainda, que esteja despontando como favorito para uma eventual substituição de Tarcisio de Freitas no governo de São Paulo", diz Eliane.

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    20 min
  • Eliane sobre encontro de Lula com Tarcisio: "Presidente teve um bom momento"

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira, 27, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está “fazendo história” nas parcerias com o governo dele. Adversários políticos, os dois dividiram o palanque em evento em Santos que lançou edital para a construção do túnel que ligará a cidade a Guarujá. A obra custará R$ 6 bilhões, valor que será dividido pelos dois governos. "Essa foi uma semana pesada para o presidente, por causa do resultado da pesquisa Genial/Quaest, de popularidade; ninguém esperava que o tombo fosse tão grande. Nesse encontro de ontem, Lula teve um bom momento. Estava alegre e foi muito adequado; Tarcísio também estava leve", avalia Eliane.

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    21 min
  • "Oposição vai usar dados da Petrobras para ratificar que governo Lula é intervencionista"

    A Petrobras fechou o quarto trimestre de 2024 com um prejuízo líquido de R$ 17 bilhões, revertendo o lucro de R$ 31 bilhões reportado no mesmo período de 2023. De acordo com a estatal, que divulgou o seu resultado financeiro na noite desta quarta-feira, 26, o resultado foi impactado pela desvalorização cambial e maiores provisões nas despesas operacionais. Desconsiderando os eventos exclusivos, a empresa teria registrado lucro de R$ 17,7 bilhões. No ano completo, o lucro líquido realizado alcançou R$ 36,6 bilhões, uma redução de 70% em relação a 2023. "É claro que vai ter um monte de explicação técnica para este tombo, mas para o cidadão comum isso não diz nada - muito menos para a oposição do presidente Lula. Vão usar esses dados para ratificar a percepção de que governos do PT e do presidente são intervencionistas nas estatais e bancos públicos. Do ponto de vista econômico, o Mercado também faz esta acusação de que o governo tem uma visão antiquada sobre o assunto", comenta Eliane.

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    20 min
  • "Nisia não entendeu a importância da Política e falou muito para dentro do governo"

    Pressionado pela queda de popularidade, o presidente Lula demitiu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, deflagrando a reforma no primeiro escalão do governo. Para comandar a Saúde, que tem um orçamento de quase R$ 240 bilhões, Lula escolheu o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). A ideia é ter um perfil mais político no ministério. "A ministra foi tropeçando, a começar pela Comunicação. Não se aproximou dos jornalistas ou do mundo político; não entendeu a importância da Política, e falou muito para dentro do governo. Quando começou a sofrer pressões ,houve uma onda de defesa de si - na mídia, na esquerda, em boa parte do Congresso e de especialistas -, mas começaram os problemas de sua gestão. Vacinas no lixo, a disparada da Dengue e os programas que a burocracia interna deixou claudicando. O método de Lula é ruim, porque Nísia ficou sendo fritada por meses", comenta Cantanhêde.

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    22 min
  • "Lula está disposto a qualquer coisa e tomando medidas de caráter popular"

    O presidente Lula anunciou o início dos pagamentos do programa Pé-de-Meia e confirmou a gratuidade dos 41 medicamentos do Farmácia Popular, durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, ontem. As falas ocorrem em meio à queda na popularidade do petista, que atingiu o pior índice dos seus três mandatos na Presidência. A aprovação do governo Lula chegou a 24%, segundo o último levantamento do Datafolha. Lula destacou que os pagamentos do programa Pé-de-Meia começam a ser feitos hoje. "Ao olhar o formato do programa, fiquei assustada, porque não era um pronunciamento de um presidente da República, mas, sim, de candidato em campanha eleitoral. Noventa por cento dos personagens que apareceram eram jovens e negros - o público que as pesquisas indicam que Lula deveria tentar atrair. O presidente - que despencou nas pesquisas de popularidade - está disposto a qualquer coisa e tomando várias medidas de caráter popular", indica Eliane.

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    21 min
  • Eliane comenta a entrevista do ministro Gilmar Mendes ao Estadão

    Decano do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes afirma, em entrevista exclusiva ao repórter que o relatório da Polícia Federal, que embasou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, aponta uma coordenação intensa e “proximidade, inclusive, de execução”. "Ninguém pode questionar o que o ministro disse - que a anistia é altamente improvável, pois não pode ser usada para atos terroristas; e também que Bolsonaro fala em perseguição política - porque foi eleito, disputou reeleição e perdeu em uma ambiente absolutamente democrático. Do ponto de vista de conteúdo, Gilmar Mendes fala de forma apropriada sobre a situação jurídica desta investigação. A questão é que tem aquela velha história - ultrapassada mesmo - de que juíz só fala nos autos, e aí como o ministro do Supremo que vai julgar fala antes?", diz Eliane.

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    23 min
  • "Para Governo, Nisia não estava pronta para o desafio da Saúde"

    As pressões para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dê início à reforma no primeiro escalão do governo, removendo Nísia Trindade do Ministério da Saúde, aumentam a cada dia. O mais cotado para substituí-la é o ministro Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais, e seria uma escolha do próprio Lula. Porém, Arthur Chioro, que esteve à frente da pasta dos governos Dilma Rousseff, corre por fora — indicação que seria defendida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. "Nísia é uma ótima técnica, muito correta e o presidente e sua esposa gostam muito dela, mas a pasta é uma potência e, na versão do Governo, ela não estava tão pronta para um desafio tão grande. Presidente Lula resistiu às pressões do Centrão pra tirá-la, a defendeu e manteve, mas acha que agora tem de resolver a gestão da Saúde. Com Padilha, PT ficaria com o controle do ministério, maz perderia a articulação política", avalia Eliane.

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    26 min

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