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Karl Marx adota uma postura crítica diante dos direitos humanos. Ele era também, ao mesmo tempo, um ardoroso defensor de direitos como liberdade de consciência, de imprensa, de livre associação ou de reunião. Vamos apresentar, neste episódio em que consiste a crítica empreendida por Marx aos direitos humanos, principalmente como articulada em sua obra Sobre a questão judaica.
O existencialismo é basicamente uma filosofia da liberdade. Aos existencialistas não interessa, no entanto, as discussões metafísicas do conceito, como pelo estatuto ontológico da liberdade, se ela reside na natureza das próprias coisas ou se existe algo como livre-arbítrio. A relação do existencialismo com a liberdade é prática, sentida na própria vida.
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A principal mensagem do existencialismo é bem clara: é que cada um de nós, enquanto indivíduo, é responsável pelo que faz, pelo que é, pela maneira como encara e lida com o mundo, responsável pela forma como o próprio mundo é.
Se somos da posição de que o mundo precisa ser transformado, isso significa que chegamos a esta conclusão através de uma análise da presente situação e também das condições de possibilidade de tal mudança. Como levar, no entanto, a teoria à prática sem degenerar em pseudo-atividades políticas?
Unir teoria e prática seria tão simples quanto seguir uma receita culinária? Existe um ponto em que a teoria se torna um entrave à prática? Ou pelo contrário, haveria também um ponto em que a prática é um entrave à teoria? Nossa reflexão contará com o aporte teórico de Karl Marx, Georg Lukács e Theodor Adorno.
O Complexo de Édipo é considerado a pedra fundamental do edifício psicanalítico. Seu nome foi retirado do mito grego do rei Édipo, o qual recebeu um oráculo profetizando que ele mataria seu pai e se casaria com a sua mãe.
O objetivo deste conceito psicanalítico é basicamente explicar como se forma a nossa sexualidade e como alguém se torna neurótico. Ele descreve um conjunto de desejos amorosos e hostis que a criança sente em relação aos seus pais, os quais se manifestam de maneira tanto positiva, quanto negativa.
Imparcialidade geralmente quer dizer justiça. Quando falamos sobre um julgamento, por exemplo, ninguém tem dúvidas de que o melhor juiz é aquele que não toma partido por nenhum dos lados em disputa, e por isso é compreensível que este conceito encontre boa acolhida também em outros contextos. A questão é que a imparcialidade nem sempre deve ser vista como boa, desejável ou mesmo possível, o que é o caso no âmbito político.
A indiferença em relação à luta, afirma Lênin, não significa afastamento da luta, “abstenção dela ou neutralidade”, de modo que a indiferença é um apoio tácito àquele que é forte, àquele que domina.
Há pelo menos três características fundamentais sem as quais nenhum debate político pode acontecer. Nosso objetivo neste episódio é comentar cada um destes aspectos e mostrar também quando um debate não vale a pena. Aristóteles já afirmava que devemos exigir de cada assunto o grau de certeza que ele comporta, de modo que a discussão política, embora não produza resultados tão certos quanto de uma teoria científica, ainda assim admite certo grau de objetividade.
A investigação dos pressupostos teóricos implicados nas principais categorias psicanalíticas já produziu fecundas aproximações com a filosofia. Embora o próprio Freud não tenha elaborado uma fundamentação ou sistematização filosófica de sua obra, tanto seus conceitos quanto a dinâmica do psiquismo por ele propostos mostram-se plenos de insights que receberam tal tratamento por vários de seus comentadores, filósofos e psicanalistas.
A denegação designa um processo psíquico que permite ao sujeito formular negativamente o conteúdo de um desejo inconsciente, isto é, o conteúdo do desejo encontra uma expressão consciente, mas o sujeito continua a pensar que esse desejo não lhe pertence.
A resposta a esta pergunta deve ser filosófica, e em alguns casos, até mesmo agressiva, como afirma Deleuze. Qualquer investigação sobre a filosofia deve ser necessariamente filosófica, pois não é possível compreender a filosofia, adentrar em seus domínios e investigar sua natureza a não ser de maneira filosófica. Este episódio será também uma lição de como filosofar, ou de como pensar filosoficamente.
Alguns dos filósofos abordados neste episódio são Aristóteles, Friedrich Nietzsche, Marilena Chauí e Gilles Deleuze.
Por que existem pobres de direita? Por qual razão indivíduos precarizados defendem interesses que são prejudiciais e diametralmente opostos ao seu próprio ser social? Neste episódio vamos investigar não somente tais questões, mas também por que nos espantamos com tal fato e nos colocamos estas perguntas. Seria mesmo tão absurdo ou antinatural que um pobre defenda os interesses dos ricos?
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Alguns dos filósofos e teóricos abordados neste episódio são Georg W. F. Hegel, Karl Marx, Friedrich Engels, Lênin, Gustave Le Bon, Mark Fischer e Friedrich Nietzsche.
Uma das objeções mais fortes à existência de Deus é a presença de certo tipo de sofrimento no mundo. O chamado problema do mal é uma questão clássica da filosofia, e as possíveis respostas a este problema podem variar de acordo com nosso ponto de partida.
Para os ateus, o universo nos é totalmente indiferente, de modo que não faz sentido perguntar, por exemplo, por que pessoas boas sofrem. Somos não muito mais que um amontoado de células capazes de sentir dor, e estamos sujeitos às mesmas leis naturais que qualquer outro pedaço de matéria inerte.
Para os teístas, por outro lado, certas características de Deus, como onisciência e bondade, são de difícil conciliação com a realidade que experimentamos em nosso cotidiano, e a racionalidade de sua fé exige uma resposta sobre o sofrimento desnecessário de pessoas boas e inocentes.
Alguns dos filósofos que abordamos neste episódio são Epicuro, Santo Agostinho e Immanuel Kant.
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Venha aprender sobre filosofia, política e psicanálise! Podcast produzido na Alemanha por Glauber Ataide, mestre e bacharel em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especializações em Teoria Psicanalítica e Aconselhamento Filosófico. Atualmente também discente do programa de pós-graduação em Philosophische Praxis na Universidade de Viena, na Áustria.
Para cursos, livros e outras redes sociais, acesse este link: bio.site/filosofiavermelha

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