
Sign up to save your podcasts
Or


Desde sua primeira elaboração na obra "Proslógio" (1078), de Anselmo de Aosta, o argumento ontológico para a prova da existência de Deus percorreu uma significativa trajetória na história da filosofia. Descartes, Spinoza e Leibniz o reformularam na modernidade, e Kant, em sua "Crítica da razão pura", identificou que todos os outros possíveis tipos de provas da existência de Deus o pressupõem. Novas versões do argumento surgiram também no século XX, destacando-se as de Kurt Gödel e Alvin Plantinga.
No livro abaixo você pode encontrar um artigo de minha autoria discutindo sobre o tema:
https://www.loyola.com.br/produto/filosofia-da-religiao-5243
("Filosofia da religião: problemas da Antiguidade aos tempos atuais", Edições Loyola)
A psicanálise surgiu como um método de tratamento das neuroses. Suas primeiras categorias surgiram da prática clínica, não de meras elucubrações teóricas de gabinete. Uma leitura parcial de Freud, principalmente quando limitada apenas àquelas aplicações sociais das descobertas da psicanálise (como "O mal-estar na civilização" ou "O futuro de uma ilusão", por exemplo), pode nos dar uma imagem equivocada do conjunto da obra.
📚 Compre aqui meu novo livro: https://amzn.to/3Lv0E9d
Com o passar do tempo, a psicanálise se transformou em um método geral de investigação dos fenômenos psíquicos, e daí sua utilidade para compreender eventos que se manifestam também em pessoas normais, e não apenas nos neuróticos, tais como os chistes, os atos falhos e os sonhos. Abarcando praticamente toda produção humana espiritual, ela também serviu para analisar a arte, a literatura e a religião, e suas descobertas tiveram impacto profundo em áreas como filosofia e sociologia.
Uma das obras mais difíceis de Hegel, a Fenomenologia do Espírito é também uma das mais importantes dos últimos séculos. Quem se aventura a encará-la sem nenhum aviso prévio ou preparação pode desistir logo nas primeiras páginas.
Neste episódio queremos dar algumas dicas metodológicas mais gerais e também indicações bibliográficas para facilitar a vida de quem pretende ler a obra. Uma vez dentro do mundo e da linguagem de Hegel, esta "ciência da experiência da consciência" é praticamente um romance.
Marx era ateu, isso não é novidade. Seria possível, no entanto, acrescentar a existência de Deus ao seu pensamento e ainda assim manter sua coerência interna? Que consequências isso traria?
O pensamento marxista não é apenas descrição da realidade material, mas também sua crítica. Se Deus existe, foi ele quem criou o mundo? Ele fundamenta uma moral absoluta universal? Ele se relaciona com os seres humanos? Como responder a isso a partir de uma perspectiva marxista?
"Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo." As teses de Marx a Feuerbach são um dos textos mais conhecidos, concisos e obscuros de toda a história da filosofia. Se assemelham, em parte, aos fragmentos dos filósofos pré-socráticos. Marx não redigiu estas teses para serem publicadas, e nunca as mostrou nem mesmo para Engels. Elas ficaram desconhecidas de 1845 até 1888, quando então vieram à luz como apêndice da obra "Ludwig Feuerbach e o declínio da filosofia clássica alemã", do próprio Engels, e ligeiramente alteradas.
Nosso objetivo aqui é investigar duas questões: se de fato procede a generalização de que "todos" os filósofos anteriores a Marx apenas interpretaram o mundo, sem nunca desejar transformá-lo, e se a tese onze de fato expressa uma oposição entre teoria e prática. Para isso faremos a comparação dos textos no original em alemão e nos apoiaremos em comentadores como o filósofo marxista Ernst Bloch.
Em 1932 Freud recebeu um convite de Albert Einstein para uma troca aberta de correspondência. O tema colocado pelo físico era a guerra, e a questão, mais especificamente, era sobre a possibilidade de desenvolver a psique humana de tal maneira que ela pudesse ser mais capaz de resistência às psicoses do ódio e da eliminação.
📚 Compre aqui meu novo livro: https://amzn.to/3Lv0E9d
O pai da psicanálise, já com 76 anos de idade, responde utilizando as categorias de sua recém-desenvolvida teoria das pulsões (Trieblehre), na qual Eros, que tudo tenta preservar, enfrenta a oposição de uma pulsão de agressão ou destruição, uma pulsão de morte (Todestrieb). O texto nos oferece não apenas as visões de Freud sobre a questão, mas também um breve resumo da aplicação da teoria psicanalítica no campo social.
From the publisher's feed
Venha aprender sobre filosofia, política e psicanálise! Podcast produzido na Alemanha por Glauber Ataide, mestre e bacharel em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especializações em Teoria Psicanalítica e Aconselhamento Filosófico. Atualmente também discente do programa de pós-graduação em Philosophische Praxis na Universidade de Viena, na Áustria.
Para cursos, livros e outras redes sociais, acesse este link: bio.site/filosofiavermelha

106 Listeners

120 Listeners

19 Listeners

41 Listeners

34 Listeners

167 Listeners

51 Listeners

36 Listeners

55 Listeners

31 Listeners

5 Listeners

19 Listeners

13 Listeners

14 Listeners

0 Listeners