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Moda não é futilidade. Moda é uma linguagem cultural com implicações econômicas e políticas – e até eleitorais. É o que diz a consultora de moda Thaís Farage em conversa com Branca Vianna no episódio desta semana do Fio da Meada.
Co-autora do livro “Mulher, roupa, trabalho: como se veste a desigualdade de gênero”, Farage estuda como os dilemas com a roupa no trabalho revelam conflitos de poder. “Não dá para falar de roupa sem falar de gênero".
Ela também avalia que, enquanto progressistas subestimam a moda como ferramenta estratégica, a extrema-direita domina o jogo dos símbolos visuais, tensionando a cultura e, assim, ditando o que é tendência.
A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãoep35
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A embaixadora Vanessa Dolce de Faria ocupa um cargo inédito no governo, o de Alta Representante para Temas de Gênero do Ministério das Relações Exteriores. A função dela dentro do Itamaraty é fazer com que gênero seja um tema debatido em todas as áreas da política externa brasileira –e outros países, como México e Suécia, já desenvolvem políticas desse tipo.
No Fio da Meada, a embaixadora explica como funciona seu trabalho e como países podem reforçar suas políticas públicas para evitar retrocessos. “Não há nenhuma blindagem absoluta, mas há esforços que têm que ser feitos para a gente buscar algum nível de blindagem”, diz. “Sobretudo se as medidas vão se transformando em leis e até em mudanças constitucionais.”
Ela também conta em entrevista a Branca Vianna quais os impactos do governo Trump para o Brasil e quais políticas o Itamaraty tem adotado para tornar seu corpo diplomático mais diverso.
A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãofioep32
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O urbanista Roberto Andrés é um dos maiores especialistas em tarifa zero no Brasil. Em artigos publicados na imprensa e no livro “A razão dos centavos”, ele analisa como o transporte público se estabeleceu no país e porque ele deveria ser gratuito para toda a população. “Muitas vezes a gente olha para tarifa de ônibus como se fosse uma questão somente econômica, mas ela tem uma série de impactos, porque quanto mais alta a tarifa, mais gente sai dos ônibus e migra para carros e motos”.
Desde 2013, com as manifestações de junho contra o aumento das passagens, os programas de tarifa zero ganharam adesão em mais de 130 cidades pequenas e médias no Brasil. Hoje, o país é vanguarda no tema. No Fio da Meada, Andrés explica que a medida vai além da questão do trânsito. “Ela impacta a possibilidade de acesso a direitos elementares como saúde, educação, parques, praças, oferta de emprego e ela acaba afetando a vida social e política de uma forma mais ampla”.
A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãoep33
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O convidado do Fio da Meada desta semana é o advogado e professor de direito Rafael Mafei, que estuda como o debate público está se transformando – e se deteriorando – em tempos de polarização e desinformação nas redes sociais.
Em conversa com Branca Vianna, Mafei discute o que é (ou deveria ser) a esfera pública de troca de ideias, os riscos de entregar às big techs o controle da nossa arena de debate e os efeitos colaterais da superexposição de opiniões na vida pública e privada.
A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãoep32
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A jornalista Fabiana Moraes defende no livro “A pauta é uma arma de combate” que a pauta jornalística –ou seja, a ideia de contar uma história e de quem entrevistar para contá-la– é um lugar de reflexividade. Ou seja, não é uma prática imparcial. “A subjetividade sempre está posta. O que há é uma negação da subjetividade para se dizer mais imparcial”, conta, em entrevista ao Fio da Meada. Por isso, ela defende que o jornalismo tire a subjetividade do armário e reflita sobre como fazer coberturas de violência e política que reforcem a defesa de direitos humanos.
Essa discussão sobre objetividade e subjetividade vale também para as redes sociais. Segundo Moraes, o funcionamento das grandes empresas de tecnologia tem mostrado que os algoritmos são subjetivos. “Tem que ser estratégico [no uso de redes sociais], senão a gente vai reiterar o discurso de ódio produzido por eles.”
A transcrição do episódio está disponível no site da Rádio Novelo: https://bit.ly/transcriçãoepisódio31
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Associar a democracia ao voto é um caminho natural. Afinal, o principal instrumento dos regimes democráticos hoje é a eleição. Mas o cientista político Miguel Lago propõe que o voto não é o instrumento mais importante da democracia – e que, com a crise do papel do Estado, é importante pensar em outros mecanismos de participação.
Em entrevista ao Fio da Meada, Miguel Lago explica os problemas dessa redução da democracia ao voto. Como, por exemplo, a ideia de que um chefe de Estado possa ter atitudes antidemocráticas porque foi eleito. "O movimento que nós temos visto desde 2016, em vários países do mundo, são de tendência majoritária que têm a validação no voto, mas com princípios antidemocráticos."
No Fio da Meada dessa semana, o cientista político Miguel Lago conta a Branca Vianna que mecanismos de participação não tão comuns no Brasil, como os plebiscitos, podem fortalecer a democracia e ajudar a constituir laços sociais. “É muito importante que a gente banalize as decisões. A gente não vai colocar as pessoas para discutir a taxa de juros do Banco Central. Mas uma decisão do que deve ser feito no seu bairro não requer necessariamente um conhecimento técnico, e muitas vezes há outras formas de saber, da experiência de quem vive de fato naquele bairro.”
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A psiquiatra Juliana Belo Diniz acaba de lançar um livro com um título intrigante : O que os psiquiatras não te contam, que saiu pela editora Fósforo. Ela defende que uma relação mais franca entre médico e paciente – principalmente sobre as limitações dos tratamentos para saúde mental – pode levar a abordagens mais precisas dos sintomas e, com isso, aumentar as chances de melhorias clínicas consistentes e duradouras.
No Fio da Meada, Branca Vianna conversa com Juliana Belo Diniz sobre como doenças como depressão, ansiedade e psicoses são entendidas hoje pela psiquiatria, sobre déficit de atenção e o uso de drogas psicodélicas, e sobre os riscos de tentar terceirizar para remédios os desafios da experiência humana.
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A Cecília Olliveira é jornalista e fundadora do Instituto Fogo Cruzado, que produz dados sobre a violência armada em grandes cidades brasileiras. Um dos serviços que o instituto oferece é você poder saber onde tem tiroteio – pode ser importante para decidir a hora de sair de casa, por exemplo, ou qual caminho pegar.
No Fio da Meada, Branca Vianna conversa com Cecília Olliveira sobre o uso dessas informações pela população em geral, mas também para políticas públicas. Ela fala também sobre a mudança no perfil da violência urbana nos últimos anos e as oportunidades perdidas para combater um problema que desafia tanto governos de direita quanto de esquerda no país.
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A entrevistada desta semana do Fio da Meada é a jornalista Patrícia Campos Mello – que cobre in loco zonas de conflito no Iraque, no Afeganistão, na Síria, no Líbano, na Ucrânia – e no Brasil também, claro – para a Folha de S.Paulo. Patrícia, que além de não gostar do título de “correspondente de guerra”, também não gosta de ser notícia. Mas às vezes ela não consegue fugir disso – seja quando os leitores da Folha se apavoram porque ela foi cobrir a epidemia de ebola em Serra Leoa, seja porque as revelações que ela fez das táticas eleitorais do Bolsonaro e seus aliados acabaram culminando numa ação que ela moveu contra o ex-presidente por danos morais – e que, aliás, ela ganhou.
Em entrevista a Branca Vianna, Patrícia fala que a “solidariedade terceiro-mundista” costuma ajudar no acesso a entrevistados que rejeitam jornalistas americanos e europeus – e que o fato de ser mulher acaba facilitando a cobertura de pautas principalmente de gênero em países em guerra. Mas – como toda moeda tem dois lados – ser mulher brasileira também já lhe rendeu situações no mínimo inusitadas, como ser questionada sobre fio dental e depilação com cera por soldados americanos dentro de um tanque de guerra no Afeganistão.
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Luiz Mauricio Azevedo não quer que você leia autores negros porque a obra deles é “necessária”, “urgente”, um “soco no estômago”, ou porque vai te ajudar a “entender o Brasil”. Ele quer que você leia autores negros bons porque eles são bons – e ele também quer que a crítica possa chamar porcaria de porcaria, independente de quem seja o autor.
No Fio da Meada, Branca Vianna conversa com Luiz Mauricio sobre os dilemas da literatura brasileira, sobre crítica e cancelamento, e – sim, por que não – sobre o Jon Bon Jovi.
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