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São quatro da manhã e meu corpo obedece à chamada da minha mente como um médico atende uma chamada de emergência. Levanto para ir ao banheiro, me enganando a ponto de acreditar que estou desperta apenas por necessidades fisiológicas. Evito acender a luz para que o corpo não ache que é dia, esquecendo que é minha mente que está no comando e, para ela, está na hora de despertar e ruminar.
Deito a cabeça, tento encontrar algum conforto e tudo que encontro são pensamentos repetitivos:
Por que eu aceitei? Por que eu não disse como aquilo me fazia sentir? Como essa pessoa teve coragem de me perguntar isso? Como vou lidar com a culpa das consequências de ter dito sim enquanto eu queria dizer não?
A culpa é um estado feito para oprimir, pra nos manter sob controle. E eu me sinto totalmente controlada.
Eu sou a Marcela Ceribelli. Esse é o primeiro episódio de Fissuras, um novo quadro do Bom Dia, Obvious em que eu pego aquilo que me persegue — um livro, uma música, uma cena — e tento transformar em linguagem antes que vire sintoma. A fissura de hoje é: seria a ruminação o custo corporal dos nossos consentimentos vazios?
Espero que as minhas fissuras se deem bem com as suas.
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Marcela Ceribelli no Instagram: @marcelaceribelli
Instagram da Obvious: @obvious.cc
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Ouça também, outros podcasts da Obvious:Podcast Chapadinhas de Endorfina.docPodcast Academia do Prazer
Livros da Marcela Ceribelli:Sintomas — e o que mais aprendi quando o amor me decepcionouAurora: O despertar da mulher exausta
Livros da Valeska Zanello: clique aqui
Ouça também:
Novo álbum da Lily Alen: West End Girl
By Marcela Ceribelli4.8
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São quatro da manhã e meu corpo obedece à chamada da minha mente como um médico atende uma chamada de emergência. Levanto para ir ao banheiro, me enganando a ponto de acreditar que estou desperta apenas por necessidades fisiológicas. Evito acender a luz para que o corpo não ache que é dia, esquecendo que é minha mente que está no comando e, para ela, está na hora de despertar e ruminar.
Deito a cabeça, tento encontrar algum conforto e tudo que encontro são pensamentos repetitivos:
Por que eu aceitei? Por que eu não disse como aquilo me fazia sentir? Como essa pessoa teve coragem de me perguntar isso? Como vou lidar com a culpa das consequências de ter dito sim enquanto eu queria dizer não?
A culpa é um estado feito para oprimir, pra nos manter sob controle. E eu me sinto totalmente controlada.
Eu sou a Marcela Ceribelli. Esse é o primeiro episódio de Fissuras, um novo quadro do Bom Dia, Obvious em que eu pego aquilo que me persegue — um livro, uma música, uma cena — e tento transformar em linguagem antes que vire sintoma. A fissura de hoje é: seria a ruminação o custo corporal dos nossos consentimentos vazios?
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