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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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  • IMPERATRIZ MARIA LEOPOLDINA DE ÁUSTRIA

    Breve estudo de uma das mais importantes figuras históricas do Brasil

    Nascida em 22 de janeiro de 1797, Maria Leopoldina de Áustria, era a arquiduquesa da Áustria, que aos 20 anos, casou-se com o herdeiro do trono português Dom Pedro I, tornando-se imperatriz e mudando-se para o Brasil, onde seu marido vivia desde 1808. Esse matrimônio, porém, não foi por amor, mas sim por motivações políticas, representando uma união entre as monarquias austríaca e portuguesa. No entanto, esse casamento político, com muitos altos e baixos, resultou na emancipação do Brasil de Portugal, e Leopoldina esteve no centro deste capítulo histórico e controverso da humanidade.

    Para entender como Leopoldina se envolveu com a independência do Brasil, precisamos conhecê-la um pouco melhor. Primeiramente, devemos saber que ela era extremamente inteligente e, diferente da maioria das princesas de seu tempo, seus interesses não giravam em torno de futilidades, mas sim da busca por educação e conhecimento.

    Leopoldina era apaixonada por ciências naturais e pelas artes. Em termos de personalidade, a Imperatriz era tímida, obediente e reservada desde sua infância. Outro aspecto importante do caráter de Leopoldina era sua adoração ao pai, o imperador Francisco I, que fica claro neste trecho extraído de uma carta que ela escreveu à sua tia antes de se casar, onde afirma que: “Uma vez que a vontade de meu pai é o princípio que orienta meu comportamento, estou convencida de que o céu vai me proteger e permitir que encontre minha felicidade nesta união”.

    Agora que traçamos o perfil individual de Leopoldina, podemos explorar seu casamento com Dom Pedro I, o que nos levará a entender como ela se tornou uma figura política tão dominante na história brasileira.

    Bom, no começo era um casamento feliz, embora não estivessem de forma alguma apaixonados, havia um certo apreço, Dom Pedro e Leopoldina passavam tempo juntos e se davam muito bem, fazendo com que os dois anos iniciais fossem agradáveis para ambos.

    A virada ocorre após o nascimento dos primeiros filhos do casal, quando a aparência física de Leopoldina já não era a mesma, e ela, seguindo sua natureza, não perdeu muito tempo pensando em questões de vaidade. A partir de então, as fugas românticas de Dom Pedro I tornaram-se constantes, e também conhecidas por sua esposa, que optou por fechar os olhos para sua infidelidade.

    Essa negação, porém, fez com que Leopoldina encontrasse outro meio para estar em equilíbrio com o marido: aprofundar-se na política. Isso funcionou, pois Dom Pedro I tinha muita confiança nas opiniões políticas de sua esposa, levando em consideração suas opiniões e conselhos.

    O primeiro indício da Independência do Brasil, aconteceu devido a uma tragédia, quando após o Dia do Fico, Leopoldina teve que fugir com os filhos do Palácio da Quinta da Boa Vista para a Fazenda Santa Cruz, pois havia rumores de que eles poderiam ser forçados a ir para Lisboa. No caminho, seu filho de apenas um ano não aguentou o calor do Rio de Janeiro e acabou falecendo.

    7 min
  • OS TRÊS PORQUINHOS

    As primeiras referências bibliográficas na história de "Os Três Porquinhos" datam do século XVIII, mas a autoria tem sido atribuída a uma versão livre compilada pelo escritor australiano Joseph Jacobs (1854-1916). Temos que esperar que Walt Disney, quando retomou essa história transformando-a em um filme de fama internacional, tenha seu sucesso. Em 1933, a história de "Os Três Porquinhos" foi apresentada pela primeira vez nos cinemas. Sete anos depois, em 1940, o mesmo Walt Disney que muitos dizem ser maçom outros apenas membro da Ordem De Molay (para maçônica), também colocou nas mesmas salas outra história de outro maçom, Carlo Collodi, o famoso "Pinóquio". ", uma história que na verdade era um romance com conteúdo iniciático. "Pinóquio", conhecido por ter uma mensagem esotérica muito importante para a Maçonaria, logo se tornou um clássico para as crianças. A história dos três porquinhos conta-nos as aventuras de três irmãos que lutam para sobreviver à fome devoradora de um lobo mau, construindo casas para viver e tentando afastar-se dos maus sentimentos daquele lobo. Os três porquinhos simbolizam a evolução e progresso do ser humano, desde a infância, até a idade adulta e a velhice, ou seja, desde o estado de imaturidade, até a condição de maturidade total tanto no aspecto emocional quanto no aspecto de caráter; a moral da história é que o homem deve aprender ao longo de sua vida a administrar os conflitos com inteligência e sabedoria.

    9 min
  • O IRMÃO KERENSKY

    Iniciado na Maçonaria em 1912 esteve entre os protagonistas em fevereiro de 1917 da primeira Revolução Russa. O grande confronto com Lenin custou-lhe o exílio primeiro na França e depois nos Estados Unidos

    10 min
  • QUAL É A FUNÇÃO DA MAÇONARIA NA SOCIEDADE?

    Dia destes um amigo me perguntou: Qual é a função da maçonaria na sociedade?

    Inicialmente não é muito fácil explicar para alguém que não pertence à Ordem Maçônica, qual a razão de um grupo de homens, alguns com grande cultura, como Goethe, Voltaire, Rui Barbosa, Quintino Bocaiúva (para não estender em demasia a lista), iniciaram na Ordem e não mais saíram, aliás, poucas pessoas, após iniciarem, deixam de frequentar nossos templos e, não querendo ser ufano, não existe, para nós, ex-maçons (conta-se nos dedos os casos de maçons que por qualquer motivo abandonaram os templos e saíram dizendo impropérios sobre nossos rituais e nossos costumes).

    Para tentar responder ao questionamento do meu amigo, preciso voltar ao passado e viajar de braços dados com a história, não somente a que está registrada pela escrita, mas também, pelo que foi transmitido pela oralidade e que chegou até nossos tempos pelo posterior registro literal nos livros.

    Antes de nada preciso dizer que é impossível, para qualquer pessoa que frequenta os templos das lojas maçônicas, por mais tempo que seja, conhecer todos os nossos "segredos", ou seja, toda a história da maçonaria, toda a sua filosofia, pois esta remonta, se quisermos estender nossos olhos para 3.000 anos atrás, para o tempo do Rei Salomão (Bíblia Sagrada - Capitulo III, Crônicas II) que pediu ao Rei de Tiro que lhe enviasse um homem que soubesse trabalhar com o ouro, madeira, prata, ferro, latão e a pedra, para ajudá-lo a erigir um Templo em Jerusalém e este lhe enviou o artista de nome Hiram Abiff que sabia os segredos para manusear todos estes artefatos.

    9 min
  • SE ENCONTRAR NO NÍVEL.

    Por Adriano Medeiros

    1. INTRODUÇÃO

    O ritual de encerramento, rito York, no grau de aprendiz (GOSC) apresenta uma passagem interessante, o VM pergunta como os maçons devem se encontrar e agir? Os irmãos 1º e 2º V ao redarguir falam, no Nível, e pelo Prumo, o VM responde e partir no Esquadro, complementando: Assim devemos nós, meus irmãos, sempre nos encontrarmos, agirmos e partimos.

    São estas afirmações, na verdade, uma introdução filosófica ao final dos trabalhos para que tenhamos sempre uma baliza para seguir nossas vidas dentro e fora da maçonaria, mas devemos nos perguntar, afinal, quais elementos devem ser identificados como fatores que vão nos manter no nível?

    Sabemos que a maçonaria é uma instituição que busca manter nossas virtudes e também é uma escola de evolução, por este motivo devemos sempre estudar e entender quais os padrões ou níveis de ética e moral que devem ser aplicados para nossa vida como maçom e cidadão no mundo, refletindo assim nossas atitudes para o bem de todos.

    Obviamente que os padrões de ética e moralidade podem mudar em diferentes períodos da história, mas vamos, neste trabalho evidenciar o que é enumerado dentro da maçonaria especulativa e como estes elementos acabam unindo os irmãos dentro desta fraternidade para que possamos continuar na evolução humana.

    É evidente que tal estudo desenvolve uma condição filosófica onde cada maçom deve saber como aplicar em sua vida, este texto não é um manual que deve ser identificado como uma condição de força para que imediatamente ocorram mudanças na vida de cada um, mas partindo sempre do desejo de mudança para a aplicabilidade em diferentes momentos.

    Desde o período clássico (grego) até a atualidade temos evidentes noções sobre o que é ética, virtude, moral e evolução, por isso vamos ao longo deste trabalho transcorrer em uma jornada de informações que nos tragam uma base filosófica que, muitas vezes, já é aplicada na prática, mas que na maçonaria podemos estudar e aprofundar suas teorizações.

    Quando somos convidados a entrar nos augustos mistérios da maçonaria é porque foi visto no iniciado um valor ético e moral que pode e deve ser trabalhado, o padrinho sabe que seu afilhado na ordem deve mostrar antes da iniciação tais atitudes que vão servir de orientação para sua vida como maçom.

    Não por acaso o iniciado sempre é alguém que representa, de forma geral, um potencial a ser trabalhado, por isto falamos que o aprendiz deve trabalhar sua pedra bruta, ou seja, desbastar suas arestas, combater suas imperfeições e encontrar no cerne a pedra polida que é importante para a elevação do seu templo interior.

    14 min
  • A NATUREZA TRÍPLICE DO HOMEM E OS TRÊS INSTRUMENTOS DE TRABALHO DO APRENDIZ MAÇOM.

    Por Carlos Roberto de Oliveira

    INTRODUÇÃO

    O estudo da natureza tríplice do homem – o espírito, a alma e o corpo – é intrigante. É bastante fácil distinguir o corpo dos outros dois. Mas, às vezes, é difícil estabelecer a diferença entre o espírito e a alma. Não há outra fonte, senão a Bíblia, que possa fazer isso. As más interpretações a respeito desse assunto são abundantes. Muitos erros têm sido ensinados, até mesmo nos púlpitos. Alguns têm dito: “(...) o espírito e a alma são idênticos”.

    Mas, está registrado que os dois não podem ser iguais. Se assim fossem, por que a Bíblia diria: “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito (Hebreus 4.12)”? Se fossem a mesma coisa, não poderiam ser divididos. Se fossem iguais, Paulo não teria instruído: “E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda do Senhor Jesus Cristo”. (I Tessalonicenses 5.23-b).

    Toda a religião existente, objetiva desenvolver o sentimento de fraternidade entre os homens. Mas há, paradoxalmente, uma eterna luta entre os egos, de tal forma que, membros do mesmo ideal, digladiam-se uns contra os outros. Surgem, então, na linha do tempo da história humana, as sociedades secretas, com o escopo de refinar o sentimento de fraternidade entre os irmãos.

    Entre os muitos tipos de sociedades secretas, a mais conhecida é a Franco-Maçonaria, sendo ela, mais antiga que qualquer das religiões existentes, pois que os sinais e símbolos maçônicos, hoje usados, se encontram esculpidos nos monumentos do Egito antigo.

    O público pode ver, nas casas que vendem objetos maçônicos, os aventais e colares que os maçons usam em cerimônias, mas os Faraós são mostrados com seus colares e aventais. Há, inclusive, referências a alguns sinais maçônicos, no Livro dos Mortos, cujo nome original, era Livro de Sair Para a Luz ou Saída para a Luz do Dia, e é uma coletânea de fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito, escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias.

    O objetivo destes textos era ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, afastando eventuais perigos que este poderia encontrar na viagem para o Além. O livro era posto sob a cabeça da múmia ou junto dela. A longevidade da Maçonaria, explica-se pela própria essência dos ideais: os irmãos estão ligados por fortes laços de fraternidade.

    E não para por aí: o verdadeiro maçom deve praticar para com todo o mundo, as três grandes virtudes da Maçonaria, que são o amor fraternal, o socorro e a verdade. Mas fica uma questão esotérica, diante do exposto: que liame é esse, que a despeito de toda e qualquer idiossincrasia humana, mantém uma loja ou potência, unida?

    Esta questão está intimamente relacionada, com o que foi descrito no início deste texto: a tríplice natureza do homem. De qualquer modo, através do ritual, a Maçonaria ilustra qual a conduta para um indivíduo que deseja cooperar com o Criador.

    Namastê! Etimologicamente, namastê é uma palavra originária do sânscrito, que literalmente significa "curvo-me perante a ti" e é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro. Em um sentido mais amplo, o namastê significa “o Deus que habita no meu coração, saúda o Deus que habita no seu coração”.

    O gesto expressa um grande sentimento de respeito, invoca a percepção de que todos os indivíduos compartilham da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo, portanto o termo e a ação possuem uma força pacificadora muito intensa.

    13 min
  • ONTEM, HOJE E AMANHÃ:

    Por Irmão Antonio Binni

    Palavras ligadas por um fio de ouro que atinge sílaba por sílaba. Cascata. Que, uma a uma, saem fluidamente da caneta guiadas pelo coração, porque nada de definitivo se constrói com razão.

    Estou prestes a completar oitenta e cinco anos. A Bíblia, ao mais forte, concede apenas oitenta (cf. Salmo 90,10). Esta constatação só pode suscitar a mais profunda apreensão e sobretudo a inevitável reflexão sobre o que, inexoravelmente, me espera. Ainda que auxiliado pela esperança de que, no momento do falecimento, alguém segure minha mão para vencer o medo.

    Enquanto isso, vivo na Maçonaria e para Maçonaria, experimentando a contradição de ter mais amigos no outro mundo do que neste.

    Sou um ávido leitor da Bíblia. Os profetas têm um interesse particular aos meus olhos, tanto que, na época, também dediquei um pequeno ensaio a essas figuras enigmáticas de instrumentos da palavra de Deus (em Atenas e Jerusalém agora no meu livro Tratados da Maçonaria, Athanor , 2016, pág. 137 e segs., ao qual gostaria de remeter os interessados em aprofundar o assunto)

    Nestes dias conturbados, meus olhos caíram em um degrau - n. 28 - de Joel, profeta do século IV a.C., que comento.

    O profeta, portanto, relata que a obra do Espírito Santo se desenvolve em três fases da vida, cada uma diferente. Na primeira, os filhos e filhas “profetizarão”, ou seja, tornar-se-ão críticos. Na segunda, os jovens “terão visões”, ou seja, objetivos a perseguir e alcançar em prol da comunidade. No terceiro - e último - o velho "terá sonhos". O fragmento - assim creio - deve ser entendido em duplo sentido. Em primeiro lugar no sentido de que o velho não deve transmitir as decepções de sua vida, mas os sonhos que o acompanharam durante sua existência, principalmente se realizados.

    Em segundo lugar, em termos ainda mais amplos: confiando a outrem os seus assuntos e o seu comando cheios de suspeitas, os velhos podem entregar-se a sonhos mais exigentes da vida quotidiana, sonhos de novas terras e novos céus a legar como compromisso. Mesmo aqueles que escrevem essas notas têm sonhos desta última natureza: uma Maçonaria mais radiante; um mundo novo, sem mais guerras; uma sociedade finalmente pacificada, mais justa, mais humana.

    Mas vamos ao assunto destas notas que pretendem ser memórias, bem como uma reflexão sobre uma experiência pessoal adquirida em nossa amada Maçonaria nos já muitos anos de militância, remontando à minha iniciação no tórrido verão de terça-feira 15 de junho de 1976.

    Se eu voltar meu olhar para o passado, devo admitir que tive muita sorte. Vivi os momentos exaltantes da Maçonaria na escola de grandes mestres, que me formaram e me forjaram. Na memória afetuosa e nas lágrimas de remorso doloroso os recordo um a um com profunda gratidão.

    Em primeiro lugar, meu grande predecessor Franco Franchi, para mim um exemplo brilhante de sabedoria e de humanidade muito profunda. Com ele compartilhei não só sucessos, mas também preocupações, mas superado com entusiasmo, porque, quando me enfraqueci por inexperiência, sempre pude contar com Franco, que me deu toda a coragem necessária, lembrando à minha memória a figura de Abraão que, chamado por um Deus recém-conhecido, ele também partiu para um lugar distante e incerto, pulando-o atrás de suas costas, amigos, casa de seus pais, tornando-se assim o pai de todos os homens que acreditam e confiam. Uma aula inesquecível.

    13 min
  • MAÇONARIA: LITURGIA OU RITUALÍSTICA?

    Por Irmaão José Ronaldo Viega Alves

    INTRODUÇÃO

    Não é difícil encontrarmos em alguns textos maçônicos, palavras que podem causar uma certa estranheza, em virtude de que estamos acostumados a vê-las relacionadas ou utilizadas com mais frequência dentro de outros contextos. Muitos já devem ter se deparado em suas leituras ou durante o andamento de uma instrução, com estas duas palavras _ ritualística e liturgia _ as quais, pelo que temos entendido, servem para designar o conjunto de práticas dispostas em nossos Rituais que deverão ser seguidos.

    As questões que gostaríamos de ver respondidas: há uma delas que podemos considerar como sendo a mais adequada ao nosso meio maçônico? Ou ambas são corretas?

    E do ponto de vista da semântica, sobre conteúdo e contexto?

    Para responder a esta pergunta, em primeiro lugar, deveremos conhecer as suas origens, depois, os significados de cada uma delas. E levar em consideração, sobretudo, a semântica, nos aspectos de conteúdo e contexto.

    Definir melhor para poder identificá-las e usá-las corretamente sem se confundir.

    DEFININDO LITURGIA

    O termo liturgia, comumente é associado à religião e mais especificamente à religião Católica, onde ele é descrito como “a ação do povo de Deus reunido em Jesus Cristo na comunhão do Espírito Santo”, para usar as palavras do teólogo Silvano Tenório.

    Claro, não é o objetivo aqui tratar deste termo em seu significado mais apologético, o nosso objetivo é bem outro. No entanto, para chegarmos até o criadouro da palavra, precisaremos sim usar de suas referências no terreno das religiões. Algo como tentar responder à seguinte pergunta: se é um termo fundamentalmente religioso porque está sendo utilizado na Maçonaria que não é uma religião comprovadamente.

    Na sequência, veremos uma definição que foi extraída do “Vade-Mécum Maçônico”, até porque essa definição já dá uma ideia mais generalizada, pois, a compilação reúne o ponto de vista da religião e da Maçonaria:

    “Liturgia: [gr. Leitorgia, leos: povo+ergon: trabalho, função pública] 1. É o termo mais aplicado à religião e designa a forma e a ordem aprovadas pela autoridade eclesiástica, para celebrar os ofícios divinos, especialmente o da missa; é também, o estudo dos Ritos Sagrados. (...) 2. Desde os tempos mais antigos o ser humano buscou formas de entrar em contato com a divindade. Criou expressões corporais (danças, inclinações, prostrações), utilizou elementos da natureza (flores, plantas, animais), formulou palavras, frases ou discursos e pôs tudo isso a serviço da liturgia. Foi a maneira que o homem encontrou para celebrar a vida. A liturgia é um diálogo entre a Divindade e o homem. 3. São as formas ou o ritual prescrito para o culto religioso e o processamento dos trabalhos maçônicos nos diversos ritos. 4. Na Igreja Ortodoxa é chamada Liturgia Divina; enquanto na Igreja Católica é denominada missa. 5. A Liturgia Ritualística é uma cerimônia com fundo moral sobre um acontecimento natural, que tenta reproduzir a origem Divina/Sobrenatural da humanidade; geralmente é apresentada como um crescimento espiritual explicando o ciclo da vida (nascimento-morte-nascimento). A representação teatral da liturgia é que caracteriza os diversos ritos que buscam elevar os homens de um determinado grupo a um Êxtase Sagrado e há um renascimento espiritual após cada exercício ritualístico.” (Girardi, 2008, págs. 352-353)

    18 min
  • SOMA DE CONHECIMENTO

    Dando o encaminhamento ao sentido real a ser abordado, registro os significados de: soma (conjunto constituído pela reunião de diversos subconjuntos; total, conjunto, somatório) e conhecimento (ato ou efeito de conhecer; de perceber ou compreender por meio da razão e/ou da experiência).

    Será que a maçonaria existe há mais de 1000 anos?

    Muitos tentam pesquisar e encontrar a Loja Maçônica mais antiga em atividade.

    Há uma tradição que a Lodge Mother Kilwinning Nº 0, na cidade de Kilwinning, sudoeste da Escócia, tem sua fundação no ano de 1128, desta era, mas, por falta de documentos, o que a história pode provar? Que existe, realmente, nesta localidade, são as ruínas de um mosteiro construído em 1140 e que dá sustentação a esta tradição. O registro mais antigo desta Loja é do ano de 1642. Em 1641 um incêndio destruiu a sede da família dos Condes de Eglinton, local onde ficavam armazenados todos os documentos da Loja, que foram integralmente perdidos, junto com sua histórica origem.

    Até 1736 o assunto antiguidade não era debatido. Neste ano em que a Grande Loja da Escócia foi fundada e criou o seu registro das lojas, para numerá-las foi se buscar as datas para colocar em sequência, partindo da mais antiga, com isso apareceu à disputa de duas Lojas.

    A outra loja chamada Lodge of Edinburgh Nº1, em Edimburgo, capital da Escócia, reivindicou para si, o título de loja mais antiga do mundo devido ao fato da loja anterior não ter documentos comprobatórios de sua antiguidade e esta ter suas atas preservadas.

    A ata maçônica mais antiga da Lodge of Edinburgh Nº1, data de 31 de julho de 1599, sendo assim o registro mais antigo de uma loja maçônica em atividade.

    Nas cinco primeiras páginas desta antiga ata, estão incorporados os “Estatutos Schaw”, que são datados de 28 de dezembro de 1598. Deve-se notar, contudo, que a partir desses registros, não existe nenhuma evidência conclusiva de que a loja foi realmente constituída nesta data, nem que seja, na realidade, a loja mais antiga em atividade.

    Os Estatutos Schaw (parte das Old Charges) são atribuídos a William Schaw, que era Mestre de Trabalho da Sua Majestade e General Warden do Craft. Nestes Estatutos, ele declarou que estes decretos foram emitidos por ele, para a regulação das lojas, considerando a Lodge of Edinburgh, a primeira e principal loja da Escócia.

    Lodge of Edinburgh Nº1 foi chamada inicialmente de “The Lodge of Edinburgh” e manteve este nome até a Grande Loja da Escócia confirmar a sua carta constitutiva, designando-o como “The Lodge of Edinburgh (Mary’s Chapel) Nº 1”.

    25 min
  • TOLSTOI, MAÇONARIA, E UMA NOVA ERA PROFÉTICA

    A Revista New Age do Supremo Conselho, predecessora do Scottish Rite Journal, apresentou um artigo fascinante em junho de 1918, intitulado “Loyf Tolstoi – O Décimo Terceiro Apóstolo” do Dr. Henry Evans, 33°. Esta peça inicialmente é lida como um exame bastante inócuo da vida e das perspectivas do Conde Leo Tolstoy sobre o cristianismo. Após uma inspeção mais detalhada, no entanto, obtemos algumas informações sobre a relação do escritor russo com a Maçonaria e sua perspectiva e profecias sobre os assuntos europeus antes da Segunda Guerra Mundial.

    Nascido em 28 de agosto de 1828, em uma família aristocrática, “Conde Tolstoi”, como Evans se refere a ele, egresso da universidade sem se formar para seguir uma vida de lazer, viagens e, mais tarde, uma passagem pelo exército russo. As experiências de Tolstoi durante a Guerra da Crimeia tiveram um impacto profundo no jovem. [1] Ele posteriormente deixou o exército e dedicou sua vida a movimentos políticos afiliados à não-violência. Em 1869, Tolstoi publicou sua obra-prima Guerra e paz, que narra a invasão da Rússia por Napoleão e a vida sob os czares através da história de cinco famílias aristocráticas. Curiosamente, Evans dedica apenas duas frases ao famoso romance de Tolstoi na peça New Age, embora a Maçonaria desempenhe um papel proeminente na história de um protagonista.

    No quinto livro do romance, um jovem conde sem rumo chamado Pierre Bezúkhov conhece um viajante errante que, ciente das façanhas do passado, adverte Pierre. O viajante revela-se maçom e inicia Pierre na Arte após o jovem aristocrata concordar em melhorar sua vida. Infundido com zelo recém-descoberto, Pierre abraça plenamente a fraternidade e seu objetivo de “consertar toda a raça humana, fornecendo em nossos membros os modelos de veneração e virtude”. [2] e seu “ensino de igualdade, fraternidade e amor”. [3]

    À medida que Pierre avança na hierarquia, no entanto, ele confronta maçons desiludidos e logo descobre que seus colegas nem sempre defenderam e propagaram os altos ideais da Fraternidade. Quando Pierre retorna de uma viagem ao exterior renovado com espírito fraterno, ele pressiona os líderes maçônicos locais por uma reforma. “Não basta esconder nossos mistérios no segredo de nossas lojas”, declara o jovem. “—É necessário agir . . . para purificar os homens dos preconceitos, difundir as regras que estão em conformidade com o espírito dos tempos. . . unir em laços indissolúveis com o mais sábio dos homens, corajosamente e ao mesmo tempo sabiamente superar preconceitos, incredulidade e estupidez por aqueles que são leais a nós homens que serão unidos pela unidade de propósito.”[4] Por meio das lutas de Pierre, Tolstoi lembra ao leitor que mesmo a instituição com mais princípios pode se tornar ineficaz se seus próprios adeptos não forem bem-vindos para mudar.

    8 min

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