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O que ela me falou foi: não se preocupe muito em como você vai dizer, mas diga. O que ela queria dizer é que a vontade de dizer de forma perfeita e o desejo de amortecer o impacto de limites necessários, por vezes, adia conversas importantes que deveriam acontecer agora. É por aí que vai o café com brigadeiro, episódio em vídeo do @paradarnomeascoisasVocê vem?
Quando uma área da nossa vida faz com que a gente se sinta competente, reconhecido, validado, importante ou controlando alguma coisa é fácil a gente reduzir tudo a ela. E rejeitar o que não traz a mesma sensação. O trabalho para mim é esse lugar. Se eu não estiver atenta, eu posso trabalhar muitas horas por dia e esquecer de todo o resto, porque eu gosto do que eu faço, porque eu me sinto útil e porque tem algo que o trabalho me dá que é bom de sentir.
Mas para outras pessoas, esse lugar de reconhecimento são as relações românticas. E aí aquela pessoa que sempre se percebe abandonando todo o resto quando começa namorar, porque o namoro traz um lugar, um título, um reconhecimento que é bom de sentir. Para outras pessoas, essa área vai ser o cuidado com o outro. E aí a pessoa vai largar sempre tudo que se refere a ela, as próprias necessidades, para ajudar o vizinho que ela acabou de conhecer a fazer a mudança, para ajudar a decorar o condomínio pro halloween.
Mas qual o problema de alimentar excessivamente uma área e negligenciar todas as outras? Eu enxergo dois: o primeiro é a exaustão, porque a gente reduz a vida a uma única coisa. O segundo é a expectativa que a gente coloca em cima dessa área, então a gente passa a exigir que essa área nos dê uma satisfação maior do que ela pode dar. E aí no primeiro momento de crise, vem o desamparo e esse desamparo vem proporcional a intensidade que você colocou naquela área, sabe?
É por aí que vai o episódio dessa semana, você vem?
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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Esses dias, eu vi uma frase numa série que me marcou. Dizia assim: "A gente é hoje, o que a gente faz hoje. Ninguém é ontem."
Trechinho do episódio “A gente é hoje” do Café com brigadeiro, quadro em vídeo do Para dar nome às coisas.
Escute na íntegra no Spotify ou no YouTube.
Tem uma cena de um filme que eu acho que ilustra o que eu quero dizer. É um casal de escaladores. A mulher está tentando chegar ao topo, mas cai várias vezes seguidas. E tem um motivo: o tempo está piorando, a temperatura está caindo, eles estão começando a correr riscos.
Ela é obstinada e insiste. Então o marido diz: “é por isso que você escala acompanhada para que alguém te diga para parar quando você perde a noção”.
E eu acho que isso é uma das coisas importantes sobre o processo de autoconhecimento. É muito importante que a gente valide o que a gente sente, confie nas nossas perpectivas.
Mas, às vezes, o que vai nos salvar das armadilhas do nosso ego e da nossa inconsciência é alguém que nos ama, verdadeiramente, dizendo: posso te contar o que parece que você não está vendo?
Não é sobre dar o poder ao outro, mas sobre ampliar a perspectivas. Talvez por isso eu lembrei daquela experiência que te conto nesse episódio. você vem?
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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E aí tem uma coisa interessante, que é: quando a gente vê alguém fazendo algo, que talvez a gente faria, e sendo julgada de um jeito que a gente não gostaria de ser julgada, existem duas reações naturais: ou a gente entra na hipervigilância, que é um comportamento causado pelo medo.
Então, nesse caso, seria: eu vou ficar muito atenta pra nunca fazer o que ela fez para não correr o risco de ser lida como ela foi. Ou a gente vai pro lugar do combate, que é um comportamento causado pelo medo também, mas que se manifesta mais no lugar da raiva. Então, nesse caso, seria: eu vou provar para eles que eles estão errados.
Quando eu entro na hipervigilância, eu quero me controlar pro outro não me julgar. E quando eu entro no combate pronta para dobrar o outro, eu quero controlar a percepção do outro para me proteger de um julgamento futuro. E a real é que, na maioria das vezes, isso é ineficiente, porque o outro vai pensar o que ele quiser pensar.
Mas eu estou falando isso, por causa de três situações (uma cômica) que eu vivi recentemente. Te conto nessa quarta-feira no spotify, cê vem?
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texto: @natyops
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A quarta coisa que ela me disse que aprendeu, é que por muito tempo, ela passava a aula inteira tentando fazer perfeito, não errar, não borrar. Mas, de repente, ela olhava no relógio e via que estava perto do fim da aula e ter essa consciência de em pouco tempo, ela teria de largar o desenho, fazia com que ela conseguisse soltar a mão.
E isso não é maravilhoso de pensar? Quando a gente tem consciência de que, por mais tempo que a gente tenha aqui, ainda é pouco tempo, dá uma vontade de soltar a mão, não dá? E não soltar a mão no sentido de fazer de qualquer jeito, mas de fazer com menos medo, sabe? De tentar sem se travar tanto, sem se conter tanto, porque a hora tá passando e o fim da aula vai chegar.
Mas essa foi só a 4ª lição fundamental que ela disse ter aprendido, as outras três, eu te conto nesse episódio. Você vem? Nessa quarta-feira no @spotify e em todos os agregadores de podcast.
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Se você me dissesse hoje que está tentando qualquer coisa nova, eu dividiria contigo um insight que eu tive quando eu estava prestes a dar um passo importante. E que, desde então, me acompanha em todas as minhas primeiras vezes.
É por aí que vai o episódio “Para todas as primeiras vezes”, do Café com brigadeiro, o quadro em vídeo do Para dar nome às coisas.Escute na íntegra no Spotify ou no YouTube.
“Mostre para o seu corpo que há outras formas de viver até que ele consiga acreditar nisso”. Ano passado, eu dei algumas palestras, que eu gosto de chamar de conversa, sobre o tema do meu livro, medo de dar certo, e essa foi uma frase que eu repeti muitas e muitas vezes, em quase todos esses encontros. Porque eu acho que quando a gente fala de sonho, de mudança, de se permitir fazer coisas, tem horas que a gente percebe que a cabeça já sabe o que fazer, porque ela já entendeu, mas a gente não consegue fazer, porque o corpo parece não ter aprendido ainda, sabe? Então é como se a gente tivesse em alguma medida fragmentado. Nessas horas, a gente diz: mas eu sei, por que eu não faço? A sensação é de estar preso dentro da gente em algum lugar.
Mas por que eu to falando disso? Porque nos últimos dias eu vivi algo muito simples, mas que certamente é ilustração disso. E eu queria contar para vocês, porque eu acho que essa ideia é uma coisa que realmente vale a pena compartilhar. Mas para essa história fazer algum sentido, eu vou precisar dividir ela em três partes. Então vamos para a primeira.
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Quando a gente chega perto demais de algo que a gente lá no fundo achou que não era para gente, a sensação é de viver uma tela azul. E o que a tela azul faz? Engole tudo e obriga você voltar para o início. E o início é simbolicamente o lugar familiar e seguro, onde essa história que traz frio na barriga não existia. É importante saber que é assim que o nosso corpo reage diante de alguns desconhecidos. Porque quando eu sei que esse é o caminho que o meu corpo faz quando está com medo, da próxima vez, eu tenho chance de negociar com esse medo, sabe? Mas isso é uma parte da resposta que eu queria te dar, a outra tem a ver com uma história que eu lembrei. E que eu conto no episódio dessa semana, você vem? Nessa quarta-feira no spotify e em todos os agregadores de podcast.
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Dias atrás, eu escutei uma história que foi a mais bonita que eu já ouvi sobre conversas difíceis. Ela foi contada durante um encontro que quase não aconteceu. Mas aconteceu. E eu soube, na hora, que ela tinha aquela característica das coisas que a gente sabe que vão nos marcar a vida inteira. É por aí que vai o episódio "o amor não está em jogo" do café com brigadeiro, o quadro em vídeo do "para dar nome às coisas".Escute na íntegra no Spotify ou no YouTube.
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