Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • Isa Alves | Como comunicar com empatia e assertividade?
    Várias  pessoas com quem trabalhei ao logo da minha carreira que precisavam de ajuda para comunicar pediam uma de duas coisas: Ou pediam uma receita, uma fórmula para comunicar bem, ou então eram ainda mais pragmáticos e económicos: “Faz-me aí umas mensagens”
    Como é fácil perceber estes pedidos assim expressos nunca podem transformar alguém num bom comunicador.
    Porque o processo de comunicação não é simplesmente uma técnica, uma caixa de ferramentas, para poder pegar e usar.
    A principal ferramenta de comunicação somos nós próprios.Não só no que dizemos e como dizemos, mas principalmente no que sentimos e acreditamos. Os nossos valores, a nossa missão de vida. E só depois vem os nossos objetivos e a forma de dizer o que queremos.
    Isso implica uma entrega pessoal e intransmissível.Ninguém nos vai fazer um fato ou vestido à nossa medida.Nós somos os alfaiates da nossa forma de comunicar.
    É preciso descobrir dentro de nós quem somos, o que nos motiva e finalmente como o dizemos aos outros.
    E isso aplica-se em todo o tipo de comunicação: Da interpessoal à de massas, da familiar à empresarial.
    No fundo, todos queremos ser entendidos e depois reconhecidos. 
    Nesta edição converso com uma amiga de longa data.
    Isa Alves, é uma comunicadora e apoiou múltiplas organizações e lideres a construir as suas narrativas.A contar a sua história.
    Nos últimos tempos dedicou-se a desenvolver um método de treino e desenvolvimento pessoal.E tal e qual um treinador trabalha pessoalmente com cada um para desenvolver várias competências críticas para bem comunicar.
    Fiquem com estas duas palavras: empatia e assertividade.Os dois ingredientes do segredo do método. Afinal qual é segredo?
    53 min
  • Ricardo Mexia | Como ganhar umas eleições?
    Uma campanha eleitoral para umas eleições são batalha com muitas frentes.
    Mas o objetivo final é sempre conseguir mais votos que os adversários.
    A estratégia geral da campanha tem sempre uma forte componente de comunicação.
    O candidato tem de falar ora para as massas em comícios, ora para o povo, em múltiplos contactos pessoais, corpo a corpo, olhos nos olhos.
    Mas principalmente através dos ‘media’ para chegar mais longe, mais depressa, de forma mais eficaz num tempo escasso.
    As campanhas são cada vez mais palcos para criar o cenário perfeito para a mediatização. Os gestos, as músicas, as palavras, as frases para ficar no ouvido.
    Nesta edição vamos em busca desse aroma de uma campanha.
    Neste caso da eleição autárquica à câmara de Lisboa.
    Como diretor de campanha do candidato aparentemente derrotado pelas sondagens, Ricardo Mexia aceita a dupla missão de liderar a campanha de Carlos Moedas e correr pessoalmente à junta de freguesia do Lumiar 
     Este é o retrato de um médico de saúde pública com um grande fraquinho pela política que contrariou as sondagens e ganhou duplamente.
    Mas o caminho não foi fácil.
    Fiquem com o manual de instruções de uma vitória eleitoral.
    42 min
  • Nuno Azinheira | Como treinar a força de vontade?
    Esta semana retratamos a força de vontade.Provavelmente já ouviram falar ou leram algo sobre a importância da força de vontade.De querer muito.E de nesse jogo em que nos treinamos para conseguir vamos repetindo a nós mesmos verdadeiros mantra.Como o “vou conseguir, vou conseguir”Quando falamos de motivação o processo de comunicação é chave.O nosso cérebro tem um estranho e guloso apetite por palavras. As ouvidas e até as pensadas.Por isso dizer aos outros ou dizer-mo-nos coisas tem normalmente efeito.
    É sobre isso que o convidado desta semana nos vem falar.Nuno Azinheira, jornalista, embora diga agora que é ex-jornalista, como se isso fosse possível, criou uma plataforma chamada “Escolher Viver”Ele diz que é sobre nutrição, bem-estar e saúde.Eu digo que é sobre a força de vontade.
    50 min
  • João Carlos Brito | Como fala o povo?
    Ditos, escritos, códigos, calão e expressões mais ou menos agrestes ou sorridentes.
    É dia da língua dos que não são doutores, mas sabem tudo sobre a vida.A língua é a nossa biblioteca da alma.Falar e entender português não é simples e mecânica operação de palavras e regras gramaticais.
    Quando os poetas inventam a língua rasgam estradas no nosso modo de ver.Mas quando povo reinventa palavras e expressões, aperceberemo-nos no mais fundo da cultura popular.
    Este é o programa em que vos digo
    "-bai-m’à loja (e traz-me o troco)"
    Dito assim de forma jocosa.
    Ou se preferir o mais carinhoso"-vem para a minha beira"Expressão do norte que replica um mais selecto: "anda para o pé de mim" 
    Nesta edição cabem 12 mil expressões populares recolhidas por João Carlos Brito num livro chamado de “Dicionário de Calão do Norte"
    Cum carago, João, é preciso comer muita broa para ler isto tudo.
    33 min
  • Miguel Prata Roque | Como se faz a Lei da Liberdade?
    Hoje o tema do programa é a Liberdade.A liberdade filmada. A liberdade vista e pensada por máquinas ditas inteligentes.O Pergunta Simples  é sobre comunicar sobre a nossa forma de ser humano. Sobre o ar que se respira.Sobre namorar num banco de jardim sem ser visto por alguém com uma câmara autorizada a filmar potenciais criminosos.
    A expressão “Sorria, está a ser filmado” sempre me causou arrepios.Tenta usar o fino gume da faca do humor para anunciar que a minha imagem é agora de alguém, e a minha liberdade individual reduziu-se.
    Nas últimas semanas a imprensa dá eco a um novo conjunto de leis que vai permitir mais câmaras, mais filmagens, mais observações em espaço público.
    Por exemplo, permitindo às polícias usar e ver as imagens das câmaras de vigilância não só públicas mas também privadas.
    Recorrendo à inteligência artificial. E recolha de dados biométricos.
    E a minha bolha da intimidade e liberdade de ser e estar ficou de súbito mais pequena.
    Nestes tempos em que a cada ameaça, real ou comunicada com especial intensidade, tem como consequência uma nova regra é difícil perceber o que está a acontecer-nos a todos.
    Esta é uma conversa sobre a Liberdade. E como os cidadãos entendem as leis e as regras.
    55 min
  • José Gameiro | Como se ouvem as mentes?
    Todos os dias ouve pessoas que sofrem.Pessoas que lhe entram no consultório com pedidos de ajuda.Com demandas para ser guia de um certo regresso à felicidade.Ou pelo menos a alguma harmonia.José Gameiro é médico psiquiatra e sonhou-se como médico daqueles que salva o doente contra o relógio.Seria um Doctor House ou um enviado especial do INEM para ressuscitar um sobrevivente impossível?A ideia romântica do que somos ou queremos ser persegue-nos sempre. E o choque com a realidade acorda-nos.
    Esta conversa esteve aprazada para antes das férias, mas ainda bem que aconteceu agora.Deu tempo para respirar.Simbolicamente esta é a semana em que caem as máscaras das nossas caras, enquanto nos mostramos aos outros na rua.
    No jogo das máscaras que todos jogamos uns com os outros há terrenos férteis para imaginários, felicidades e dores.
    As famílias e em particular os casamentos têm bíblias de amores e caneladas.Quando algo corre mal, por crise ou rotina, é a pessoas como José Gameiro que recorremos em busca de uma bússola e de um mapa.
    A maioria de nós lida mal com a incerteza. E a vida é incerta por natureza.José Gameiro acreditou que a pandemia seria transitória e com poucas nódoas negras na nossa alma. Hoje pensa diferente.
    E eu quis saber se este período de tréguas a que chamamos férias - para os que puderam - ajudou a equilibrar o nosso mundo interior.
    51 min
  • Anabela Mota Ribeiro | Como se faz uma boa pergunta?
    A ideia de fazer este podcast foi sempre a falar sobre o dilema da comunicação.
    Comunicar é um acto fracamente democrático. Todos podemos fazê-lo.
    Mas comunicar é, em simultâneo, um ato de simplicidade e de complexidade extrema. E eu sempre adorei os paradoxos da vida.
    A escolha dos vários convidados que aceitaram criar diálogos comigo, teve um critério principal: a existência de uma curiosidade iniciática, um tema, afirmação ou interrogação que fosse detonador para uma vontade de querer saber.
    Claro que depois se misturou a subjetividade individual, a maneira de comunicar e aquilo que todos podemos fazer uns com os outros: aprender.
    Por isso fui à procura de inspiradores, criadores, líderes, visionários ou simplesmente crentes na alma humana.
    Se conseguiram ouvir algo disto no Pergunta Simples então a sua missão está cumprida.
    Escolhi Anabela Mota Ribeiro criar a edição de hoje.
    A Anabela é jornalista, tem centenas de entrevistas nos currículo e uma curiosidade insaciável.
    Coincidimos na telefonia.
    Na rádio pública algures entre 2008 e 2010.
    Ela correspondente em Londres.
    Mas já a tinha descoberto muito antes do que isso.
    Ao ler aquelas entrevistas lentas escritas em revistas ou jornais de fim-de-semana a pessoas cheias de coisas para contar.
    Muitas dessas entrevistas estão no site dela https://anabelamotaribeiro.pt/ e podem ser descobertas ou relidas.
    Mas esta conversa é principalmente sobre uma única coisa: a arte de perguntar.
    Como se fazem boas perguntas?
    O que é uma grande pergunta?
    Foto de Estelle Valente
    48 min
  • Carlos Fiolhais | Para que nos serve a ciência?
    Nesta semana o tema podia ir daqui atéa Lua.Do movimento dos astros até a teoria da relatividade.Vamos falar de física, de ciência, de biologia.E o que tem a ver isto com a comunicação?Tudo. Todos os físicos que eu tive oportunidade de conhecer na vida tem o dom da comunicação.O convidado desta semana. Tem-no em doses generosas.O segredo só pode ser uma fórmula secreta: junta pensamento estruturado, simplicidade de linguagem, subversão permanente e humor efervescente.
    Carlos Fiolhais é professor de física na universidade de CoimbraE como todos sabemos os físicos sabem os segredos do universo.Carlos Fiolhais não se limita a saber os segredos. Passou a vida toda a contar a toda a gente o que sabia.E quando digo toda a gente é mesmo toda a gente.É um dos mais importantes divulgadores de ciência portugueses.E tem uma maneira francamente bem humorada de ver o mundo.Neste diálogo percorremos 40 minutos sem pausas nem para respirar.Falou de ciência, da incrível resposta à covid, da internet, como se inventou e afinal para o que serve.E falou - em todas as palavras - do seu compromisso com os factos. Com a verdade.O pretexto desta conversa foi uma última aula.Que afinal foram duas.Talvez isto de dar a última aula seja uma realidade francamente elástica.Os cientistas buscam sempre provas para hipóteses. E quem faz comunicação depende de bons factos para inspirar boas percepções.Pode não ser física quântica nem matemática aplicada, mas todos precisamos de confiar no que nos dizem.E para isso há que escolher fontes fidedignas e bem intencionadas.Regra deste jogo: perguntar primeiro, acreditar depois.
    43 min
  • Afonso Cruz | Como se contam boas histórias?
    Os escritores são enigmas.E perguntadores por excelência.Não sei se vos acontece, mas a mim os livros enchem-me de perguntas e de legendas de tradução do mundo.Parti para esta edição com a pergunta inicial: “Como se contam boas histórias?”
    Ninguém melhor que um escritor para explicar como se desenha uma narrativa.Neste caso mais do que um escritor.
    Afonso Cruz, é escritor mas também realizador, “designer”, ilustrador e músico.
    Muitos instrumentos para uma voz única.Descobri-o no livro “Para onde vão os guarda-chuvas”. E acabei de devorar o “Vício dos Livros”.
    Com 50 anos escreveu 30 livros.Afonso Cruz é um homem de mil ofícios criativos.
    37 min
  • Rui Correia | Como ensinar bem?
    Hoje falámos da arte de ensinar.E das formas de aprender.
    Partilhar conhecimento é um ato de comunicação.E os alunos uma audiência exigente. 
    É dia para falar de fórmulas para enviar e aprender melhor.A escola aborrecia-me muito.Em particular a escola secundária.As matérias eram na sua grande maioria aborrecidas e o estímulo à curiosidade era normalmente baixo.E cá fora, no mundo, havia tanta coisa interessante.Tantos porquês, tantos temas fascinantes.Mas a escola era uma obrigação por isso era para fazer e levar a sério.Mesmo quando pensava que muito daquele conhecimento não me ia oferecer grande coisa.Mas a reduzir o meu percurso pela escola a isto é claramente insuficiente.É que houve momentos de fulgor, de curiosidade, de frenesim do conhecimento.
    Hoje é para mim fácil perceber quer esses momentos aconteciam quando se juntavam três coisas: um professor com capacidade de gerar em mim emoções, a matéria gerar curiosidade e, principalmente, a minha possibilidade de reinventar essa informação dentro da minha cabeça.
    Havia também um fator X: Os professores que acreditavam nos alunos e aqueles que cultivavam uma espécie de indiferença.
    Fui em busca de um professor que tem esse fator X.O professor Rui Correia, das Caldas da Rainha.É professor de história e escreveu um livro a contar como cativa os alunos.O livro pode ser encontrado aqui
    Cá Dentro - O Lugar da Escola nos Nossos Miúdos Cá Dentro - O Lugar da Escola nos Nossos Miúdos 
    Mas para já fiquem com a conversa. Eu quis saber desde logo o que leva este professor a ter uma paixão indisfarçável pela arte de ensinar.
    46 min

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