Revista de Imprensa

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Revista de Imprensa episodes

  • Revista de Imprensa - Líbano a braços com manifestações inéditas
    Os jornais franceses desta quinta-feira dão destaque às manifestações que estão a bloquear o Líbano.
    O vespertino 'Le Monde' coloca em grande destaque na primeira página uma fotografia de manifestantes na cidade de Tyr, no sul do país, algo inédito, já que, como titula o jornal, é a primeira vez que no sul do Líbano, locais redutos dos poderosos movimentos xiitas Amal e Hezbollah, este último que apoia o Governo, se reclama a demissão do Governo.
    Também o diário de esquerda 'Libération' dá destaque à contestação libanesa ao sublinhar que "uma semana depois, o país conhece um movimento de amplitude inédita". "Os manifestantes protestam contra toda a classe política e denunciam a corrupção, os baixos salários e o mau-estado das infraestruturas", pode ler-se.
    Também a Bolívia é destaque no comunista 'L'Humanité' que escreve que a oposição decretou greve geral no país, depois de, como explica o 'Le Monde' os resultados preliminares terem apontado para uma segunda volta inédita entre o presidente cessante, Evo Morales, e o centrista Carlos Mesa.No entanto, quando estavam já apurados 84% dos votos, a contagem foi suspensa, tendo sido retomada 24 horas depois, com uma nova tendência: Morales a ganhar à primeira volta.
    Outro dos grandes destaques na imprensa francesa é a problemática dos migrantes, depois de, ontem, terem sido encontrados 39 corpos dentro de um camião no Reino Unido.
    O conservador 'Le Figaro' fala numa mobilização por parte do Reino Unido contra os passores de migrantes, depois da tragédia.O jornal escreve ainda, ao citar dados da Organização Internacional para os Migrantes que este ano, até à passada segunda-feira, tinham entrado já na União Europeia 92 mil migrantes.
    O Católico 'La Croix' também dá destaque à "nova tragédia migratória na Grã-Bretanha" e no editorial critica que existam "numerosos discursos políticos com vista a barrar a entrada de migrantes", mas "raras as propostas de combate aos passadores" que, diz, estão "prontos a oferecer os serviços a quem busca uma vida melhor".
    Por fim, no jornal desportivo ‘L’Équipe’, o destaque vai para o desaire por 2 a 1do Lyon, na Liga dos Campeões, contra os portugueses do Benfica.
    4 min
  • Revista de Imprensa - Turquia e Rússia partilham o Nordeste da Síria
    Os jornais franceses desta quarta-feira dão destaque ao acordo concluído entre Vladimir Putin Recep Tayyip Erdogan para o controlo do Norte da Síria.
    O jornal conservador ‘Le Figaro’ tem como título: “Erdogan e Putin impõem a paz no Norte da Síria”. Após um longo encontro na terça-feira em Sotchi, o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciou que a Turquia e a Rússia alcançaram um “acordo histórico” que obriga as forças curdas da Síria a recuar 30 quilómetros a partir da zona fronteiriça do nordeste da Síria.
    Para o diário francês, os dois Presidentes chegaram a um acordo para partilhar o controlo do nordeste do país. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, anunciou que as forças curdas têm 150 horas para deixar a zona fronteiriça. Este acordo acaba com a ofensiva turca contra os curdos, no entanto as forças turcas podem se necessário entrar em território sírio, até 5 quilómetros, para capturar os possíveis “terroristas”.
    No vespertino ‘Le Monde’, o título é: “Os Curdos expulsos da Síria”. Para o diário, Putin e Erdogan concluíram um acordo que exclui os rebeldes curdos da zona fronteiriça. Segundo o jornal francês, as forças curdas sírias, sem o apoio dos Estados Unidos, tiveram de chegar a um entendimento com Moscovo e Damasco para não serem massacrados pelos turcos.
    Os curdos fogem agora para o Curdistão iraquiano, uma situação que poderá preocupar no futuro a Turquia visto que o Curdistão iraquiano encontra-se a Sul do território turco, e que na Turquia vivem cerca de 15 milhões de curdos.
    O comunista ‘L’Humanité’ titula: “Que futuro para a Síria?”. O diário lembra que milhares de curdos fogem para o Iraque com o receio do regresso do autodenominado Estado Islâmico. Os civis ainda estão com raiva contra a traição norte-americana que deixa a população do Norte da Síria sem nenhuma esperança quanto a uma ajuda internacional. Para o jornal o objetivo dos acordos entre a Rússia, a Turquia e o Governo sírio é erradicar a presença curda em território sírio.
    “Síria-Iraque, o receio da ressurreição do Estado Islâmico”, eis a primeira página do diário de esquerda ‘Libération’. No Curdistão iraquiano, que recebe milhares de curdos sírios, o receio é que vários elementos do autodenominado Estado Islâmico se infiltrem nos refugiados. Para vários responsáveis militares, a organização terrorista vai aproveitar esta situação complicada para voltar. A 11 de outubro já houve um atentado reivindicado pelo Estado Islâmico, o que significa segundo o jornal que elementos do Estado Islâmico, são 13 000 na Síria segundo o porta-voz do Ministério iraquiano da Defesa, podem ser um perigo para o Iraque.
    Nos jornais franceses os outros assuntos em destaque são os seguintes:
    No católico ‘La Croix’, o título em destaque é: “As fracturas da América Latina”. Para o jornal a contestação social está a abalar a América Latina. No Equador e no Chile decorrem protestos contra o aumento de preços nos serviços públicos. Na Argentina a contestação social deverá passar pelas urnas onde a 27 de outubro o povo deverá rejeitar o Presidente liberal. No total são 6 os países onde têm havido distúrbios. Além dos já referidos, podemos acrescentar o Peru, a Bolívia, e a Venezuela. Um ano após a eleição de Jair Bolsonaro no Brasil, parece ter chegado ao fim a época de optimismo na América Latina segundo o ‘La Croix’.
    Por fim no jornal desportivo ‘L’Equipe’, o destaque vai par ao avançado francês Kylian Mbappé com o título: “Sua Majestade Mbappé”, em referência aos três golos apontados pelo avançado no triunfo por 0-5 frente ao Club Brugges na Liga dos Campeões europeus. Kylian Mbappé tornou-se também no mais jovem jogador a atingir os 17 golos na Champions com 20 anos e 306 dias. Um fenómeno segundo o diário francês.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Desmantelamento dos GAFA na campanha presidencial americana
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como a nível internacional.
    LE MONDE, titula, Estados Unidos: debate caloroso sobre o desmantelamento dos GAFA. Há que acabar com o poderoso conglomerado, Google, Amazon, Facebook e Apple? Questão que entra na campanha presidencial americana. A candidata democrata Elizabeth Warren propos dividir em vários grupos cada uma destas componentes que formam os GAFA.
    A ideia de reactivar as leis antitrust ressurge no debate político. O presidente republicano, Trump, não afasta esta opção.
    Nos Estados Unidos, mas também na Europa, outras medidas coercitivas são equacionadas. Controlo sobre a aquisição dos concorrentes, regulamentação do uso dos dados, partilha dos recursos são outras alternativas ao desmantelamento. Os gigantes do digital e web já declararam que entram na batalha até ao fim contra o que o patrão do Facebook qualifica de ameaça existencial, acrescenta, LE MONDE. 
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, uberização, embalagens da revolta. No seu novo filme, Ken Loach, denuncia os estragos sociais provocados pelas plataformas de expedições de embalagens.
    Com o seu filme, "sorry we missed you", o realizador britânico entra em guerra contra um enésimo representante do liberalismo, no caso as plataformas de expedições. O cineasta afirma em entrevista ao LIBÉRATION esperar suscitar um movimento de protesto contra o sistema de exploração através das novas tecnologias.
    Trabalhar para as plataformas não feliz ninguém, afirma um antigo trabalhador dos serviços de entrega ao domicílio, sublinha o jornal.  
    Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, Chile: exército contra o povo. Perante a sublevação popular, o presidente decreta estado de emergência.
    Medidas que relembram as horas negras da ditadura, quando o modelo neoliberal herdado de Pinochet é contestado. 29% dos chilenos dizem aprovar a política do Presidente Pinera, segundo uma última sondagem de Cadem. Pinera recorre à retorica do inimigo interno, nota, L'HUMANITÉ. 
    Ainda no internacional, LE MONDE, destaca Canadá, onde Justin Trudeau está no fio da navalha. O primeiro ministro ganhou as eleições legislativas de 21 de outubro, mas perdeu a sua maioria absoluta, pelo que agora terá que fazer alianças para governar.
    Mudando de assunto, por cá em França, LE FIGARO, titula, Laicidade: Jean-Michel Blanquer segura o leme do barco. Ao assumir as suas palavra sobre o uso do véu, o ministro da Educação nacional alarga o perímetro e procura aparecer como o guardião do tempo republicano da macronia.
    "O véu não é desejável na nossa sociedade", declarou o ministro, suscitando um pequeno sismo no seio da maioria, reanimando a clivagem entre a ala esquerda e a ala direita da macornia. Mesmo no seio do govenro as palavras do ministro não fazem unanimidade, sublinha, LE FIGARO.
    Traficantes de ouro, uma luta sem fim, é o título, do jornal LA CROIX. Apesar da presença de 600 militares na Guiana, a França não consegue estancar o garimpo clandestino, cujas consequências são desastrosas para o meio ambiente. 
    Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, dá relevo à geopolítica de Putin que encena o regresso da Rússia à África. Cerca de 40 chefes de Estado são recebidos a 23 e 24 de outubro em Sotchi para reforçar a cooperação económica e militar. Se as expectativas são limitadas é porque uma parte importante da actividade russa em África se passa longe dos holofotes de um tal acontecimento.
    Na primeira linha a venda de armamento, primeiro vector do regresso russo à África, quando, em 2006, Moscovo oferecia a Argel um mega contrato de armas e perdoava a sua dívida.
    Mais secreto ainda o papel desempenhado pelas empresas militares privadas, que apesar de serem proíbidas por lei, ocupam cada vez mais lugar central quer nos investimentos futuros quer em iniciativas não assumidas abertamente por Moscovo. 
    As empresas russas estão fortemente presentes no sector de extração dimantífera em Angola e no Zimbabué, ou ainda no sector do ouro no Burkina Faso e na Guiné Conacry, nota, LE MONDE.
    4 min
  • Revista de Imprensa - Governo francês quer despedir grevistas nos transportes públicos
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela actualidade francesa com a tónica virada para a greve dos camionistas.
    Greve na empresa nacional dos caminhos de ferro, golpe de força dos sindicatos, titula, LE FIGARO. Uma greve surpresa dos sindicatos tornou reféns este fim de semana os passageiros. Na véspera da reforma das pensões, o executivo e a direcção denunciam o carácter político da grave.
    Desencadeada de surpresa na sexta-feira o movimento social que foi altamente apoiado pelos camionistas da empresa nacional dos caminhos de ferro apanhou desprevenidos os passageiros que partiam este fim-de-semana de férias.
    Evocando um direito à suspensão do trabalho no seguimento de um acidente que fez 11 feridos ligeiros em Ardennes, na quarta-feira, os sindicatos da empresa paralisaram o tráfego em toda a França durante 3 dias.
    A circulação dos comboios deveria ficar hoje parcialmente normalizada continuando a estar perturbadas linhas de comboios entre cidades e regionais.
    A direcção da SNCF e o governo puseram fortemente em causa a legitimidade desta greve, denunciando um desvio do direito de suspensão de trabalho e uma greve camuflada enquanto os sindicatos ameaçam com um movimento social de grande dimensão no começo de dezembro contra a reforma das pensões e previdência, acrescenta, LE FIGARO.
    Camionistas: o poder prefere a repressão ao invés da segurança, replica, L'HUMANITÉ. O primeiro ministro apela a sancionar os empregados da empresa que exerceram o seu direito de greve reclamando transportes mais seguros.
    Quando o Estado e a SNCF, escolhem a linha dura, Edouard Philippe e Guillaume Pepy, têm uma dura responsablidade na paralisia do tráfego.
    A direcção da empresa ferroviária apostou na sua política de circulação de comboios regionais com a presença de um único agente, sem controlador, dizem os sindicatos, o que apresenta riscos para a segurança do pessoal de bordo e os passageiros, sublinha L'HUMANITÉ.
    Ligeiro descarrilamento e grande mal estar, titula, LA CROIX. Após o movimento do fim-de-semana, o clima social continua tenso na SNCF. O executivo corre o risco do choque, quando o primeiro ministro condena um desvio do direito de suspensão do trabalho transformado em greve selvagem.
    Édouard Philippe, adopta a mesma linha que Emmanuel Macron e que tem sido a mesma desde o começo da governação ou seja o confronto brutal, observa Philippe Moreau Chevrolet, especialista de comunicação, ao jornal, LA CROIX.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, união da esquerda, a bagunça nas câmaras municipais. Partido socialista implantada mas frágil, verdes em plena dinâmica, França Insubmissa, bola baixa, a esquerda francesa sabe que apostando na união pode reduzir o sue declínio eleitoral. Mas de Bordéus a Estrasburgo, as alianças em gestação são díspares e frágeis, acrescenta, LIBÉRATION.
    Mudando de assunto, no internacional, Brexit: Johnson quer dobrar a coluna ao Parlamento, titula, LE MONDE. Boris Johnson foi forçado pelo Parlamento britânico no sábado a pedir um novo adiamento do Brexit para 31 de janeiro de 2020. Três cartas contraditórias foram enviadas a Bruxelas e aquela que foi assinada pelo primeiro ministro julga nocivo qualquer adiamento. 
    O líder dos conservadores permanece determinado em obter uma vitória diante do parlamento britânico na votação do acordo de divórcio com a União europeia, se possível até 21 de outubro. Bruxelas não pretende responder rapidamente ao pedido do Reino Unido para deixar uma oportunidade à adopção do acordo, acrescenta, LE MONDE.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Brexit avança caótico na data de 31 de outubro
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções sobre a fase derradeira das negociações sobre o Brexit.
    Brexit: braço de ferro até ao fim, titula, LE FIGARO. Britânicos e europeus tinham a esperança de chegar ontem à noite a um acordo. O Presidente Macron, na sua conferência de imprensa conjunta com Angela Merkel dizia ontem acreditar num acordo. Foram longas horas de discussões subsistindo até ao fim três grandes obstáculos entre os 27 e os britânicos.
    No Parlamento de Westminster, houve um debate marcado por uma violência política extrema, com Boris Johnson, a ameaçar parlamentares de rendição ou 7 eleitos a denunciar ameaças de morte, nota, LE FIGARO. 
    Brexit:Londres e Bruxelas perante a História, replica, LA CROIX. Uma cimeira europeia decisiva decorre hoje na capital belga sabendo que a data do Brexit está prevista para 31 de outubro. Os europeus estão em dificuldades na recta final das negociações sobre o Brexit, sublinha, LA CROIX, no seu editorial. 
    Tentam com efeito conciliar dois objecitvos contraditórios: estabelecer controlos rigorosos entre a União europeia e o Reino Unido; e evitar que uma fronteira física apareça entre a República da Irlanda, membro da União europeia e a província britânica da Irlanda do norte, nota, LA CROIX.
    Brexit, temos que ir lá, titula, LIBÉRATION, ilustrado pela foto de Johnson. É o começo do fim duma saga sem fim? O projecto do Brexit foi construído sobre areias movediças? É verdade. Várias vozes na Europa continental mas também do outro lado britânico chamaram à atenção para o perigo que seria o abandono da União europeia, imperfeita, mas muito mais protectora que destruidora. Em vão, sublinha, LIBÉRATION, no seu editorial, encostado à parede.
    Mudando de assunto, LE MONDE, titula, alerta mundial sobre a dívida das empresas. Depois da crise de 2008, a dívida das empresas, não parou de crescer na maioria dos continentes. Num relatório publicado ontem o FMI alerta para o risco duma crise monetária e o abrandamento da economia. No primeiro trimestre deste ano a dívida total das empresas era de 91,4% do produto interno bruto mundial, nota, LE MONDE.   
    L'HUMANITÉ, titula, cadeia de supermercados Carrefour, perante o juiz. Mesmo com 2 mil milhões de euros de ajudas públicas, o grupo comercial suprime 10 mil postos de emprego.
    Em relação à África, LIBÉRATION, destaca, Marrocos e a jornalista Hajar Raissouni agraciada pelo Rei. Condenada a 1 ano de cadeia por aborto ilegal, a jornalista de 28 anos de idade, viu-se libertada, na companhia do marido e os médicos envolvidos no aborto, por ordens do soberano Mohammed VI. O caso da jornalista Hajar tinha suscitado grande emoção, no seu país, acrescenta, LIBÉRATION.
    Enfim, uma nota literária, com Lídia Jorge, como principal destaque do Suplemento do jornal LE MONDE e a tradução do seu livro Estuário. Um romance com ares de fábula e que se situa numa casa burguesa arruinada de Lisboa, frente ao Tejo. O romance Estuário da grande romancista portuguesa toca precisamente aquilo que hoje afecta as consciências, um pressentimento de fim do mundo, acrescenta, LE MONDE no seu suplmento literário.
    4 min
  • Revista de Imprensa - Putin, mestre do xadrez estratégico no conflito turco-curdo na Síria
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo conflito no norte da Síria e por assuntos de política interna francesa.
    Putin, único mestre do jogo estratégico na Síria, titula, LE MONDE. Não teve lugar o temido banho de sangue entre as forças curdas e turcas em Manbij, no nordeste da Síria, porque Moscovo, obrigou Ancara a recuar.
    As tropas sírias de Bashar al-Assad investiram a cidade, praça estratégica nas proximidades da barragem de Ticrina, sobre o rio Eufrates. Após ter tido êxito em Damasco, num período de 3 anos, no combate à revolta anti-Assad, Cremlin, consegue agora pôr fim à autonomia curda no norte do país.
    Os americanos tendo abandonado o terreno, Vladimir Putin, torna-se assim, no árbitro da região reforçando a ditadura de Assad. O regresso das tropas sírias precipitou a saída dos humanitários e a imprensa na zona curda não consegue trabalhar, acrescenta, LE MONDE.
    Ainda no internacional, o mesmo vespertino, destaca Catalunha: primeiros confrontos com a polícia. Em Barcelona, Tarragona, Girona e Leida, os manifestantes catalães opuseram-se violentamente às forças da ordem,  houve 74 feridos no segundo dia de mobilização contra a condenação dos líderes independentistas.
    "Uma minoria procura impor a violência nas ruas das cidades catalãs", reagiu o chefe do governo espanhol, o socialista Pedro Sanchez.
    Do outro lado, estudantes, famílias e reformados aglomerados na avenida Passeig de Gràcia em Barcelona, gritavam "Liberdade para os prisioneiros", com uma membra associativa, Carmen Gutierrez, a dizer que "é uma vergonha que tenhamos prisioneiros políticos", referência aos 9 independentistas condenados pelo Supremo Tribunal espanhol, nota, LE MONDE.
    Mudando de assunto, por cá, em França, LE FIGARO, titula, as presidenciais de 2022 já aguça as ambições. Xavier Bertrand, Christiane Taubira, Ségolène Royal... A meio do mandato de Macron, já se multiplicam declarações de intenção no quadro do próximo escrutínio presidencial em França.
    Não são bem declarações mas mais manifestações discretas de ambições renascentes cerca de 2 anos e meio após o sismo político de 2017.
    Este fenómeno está a ser acompanhado de perto pelo Eliseu onde os estrategos de Emmanuel Macron já estão a trabalhar para a sua reeleição. O chefe de Estado receia nomeadamente a emergência de um pretende fora do sistema partidário ou de uma candidatura balofa deslizando sobre a onda populista, acrescenta, LE FIGARO.
    Desobedecer, até onde?, pergunta, em título, LA CROIX. Multiplicam-se acções de desobediência civil em todo o mundo. Elas sublinham tanto a vitalidade como as fragilidades das democracias.
    O julgamento hoje em Paris de 8 franceses que retiraram a fotografia de Macron da parede de algumas câmaras municipais suscita expectativa um mês depois da ilibação de 2 militantes ecologistas em Lyon. Estas acções militantes inscrevem-se numa longa tradição histórica e num contexto mundial de crise democrática, nota LA CROIX.
    Nos Liceus, a reforma Blanquer, causa danos, titula, L'HUMANITÉ. Horários de trabalhos infernais, gestão caótica de salas de aula, perturbação na correção de pontos, enfim, professores e alunos passam maus bocados. A reforma do ministro da educação, Blanquer, poderá fazer explodir o ensino liceal em França, sublinha, L'HUMNAITÉ.
    Inquérito, quando os professores estão esgotados, relança, LIBÉRATION. São professores, directores, reitores... Submergidos por uma massa de trabalho crescente e amochados por falta de meios, sentem-se esmagados por uma escola carregada dificilmente nos braços. O retrato é de sentimento de impotência, frustração, ausência de reconhecimento e de apoio da hierarquia, sublinha LIBÉRATION.
    Enfim, sobre o continente africano, LA CROIX, destaca Mali, para escrever sobre a artista, Hélène Jayet, adoptada quando tinha 3 meses por uma família francesa. Regressou ao país de origem do seu pai biológico, com a família adoptiva, para desenhar a sua tribo imaginária, para conhecer o odor da terra queimada.
    A adopção não cessa de alimentar o meu trabalho de artista, uma maneira de criar um álbum familiar e que me dá muita paz, afirma a artista, ao jornal LA CROIX.
    4 min
  • Revista de Imprensa - Conflito entre a Turquia e os Curdos sem fim à vista
    Os jornais franceses dão destaque à ofensiva turca na Síria.
    O jornal conservador ‘Le Figaro’ tem como título: “A França tenta escapar à armadilha síria”. Paris prepara o repatriamento das suas forças especiais e teme o regresso para a Europa dos jihadistas estrangeiros.
    Em entrevista ao diário, Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos Negócios Estrangeiros, afirmou que a “operação turca está a pôr em causa cinco anos de luta contra Daech”, assegurando que o “Estado Islâmico ainda não morreu” e que os seus combatentes estão “à espera de uma falha para voltar aos combates”. Segundo Jean-Yves Le Drian, é necessário restabelecer a estabilidade no Nordeste do país e encontrar uma solução colectiva para os jihadistas estrangeiros.
    Para o ministro francês dos Negócios Estrangeiros a decisão da Turquia, em lançar um ataque na Síria, e a saída do território dos Estados Unidos, acabaram por atirar os curdos para o regime sírio e os seus aliados, entre eles a Rússia, que agora fica com mais responsabilidade e que deve condenar as ofensivas turcas. No terreno, na Síria, a França preocupa-se com os jihadistas que estão presos e controlados pelos curdos. Segundo os turcos, diz o ‘Le Figaro’, os curdos estão a libertar jihadistas para forçar o regresso norte-americano perante a ameaça de Daech.
    No vespertino ‘Le Monde’, o título é: “Erdogan calou toda a oposição”. Para o diário, apesar de estar isolado a nível internaiconal, o Governo de Ancara, não se preocupa com as sanções cerca de uma semana após o início da operação na Síria contra os Curdos.
    O próprio Donald Trump, presidente norte-americano, assinou um decreto aplicando sanções contra vários ministros turcos, condenando a ofensiva turca. Segundo o vice-presidente norte-americano Mike Pence, o presidente Donald Trump deseja que a Turquia acabe com a sua ofensiva, tente pôr em prática um cessar-fogo e inicie negociações com as forças curdas na Síria para pôr fim às violências. Donald Trump assegurou que “está pronto para destruir rapidamente a economia turca se os dirigentes turcos prosseguem” nessa via do conflito.
    O comunista ‘L’Humanité’ titula: “O caminho de Damasco dos Curdos”. O diário afirma que os curdos foram totalmente abandonados pela comunidade internacional e que por consequência pediram ajuda às forças armadas sírias.
    Mais de 200 mil civis foram deslocados desde a ofensiva turca e já houve 70 mortos. Por isso as forças curdas pediram ajuda ao regime de Bachar Al-Assad. Para Mazloum Abdi, comandante das Forças Democráticas Sírias, esta ajuda vai obrigá-los “a compromissos com Moscovo e Bachar Al-Assad, mas entre compromissos e o genocídio do povo”, preferem “a vida”.
    No católico ‘La Croix’, o título em destaque é: “Entre a Síria e a Turquia, um frente-a-frente arbitrado pela Rússia”. Para o jornal a Rússia tem todas as cartas na mão, apoiando politicamente e militarmente o Regime de Damasco, prosseguindo a cooperação com a Turquia a quem acaba de vender o sistema anti-míssil S-400, e continuando a luta contra os jihadistas que contam com vários membros russos. A Rússia está no centro das atenções na Síria.
    Os outros assuntos em destaque presentes nos jornais franceses são os seguintes:
    “Homossexualidade, Aborto, União Livre, esses ‘Fora da Lei’ de Marrocos”, eis a primeira página do diário de esquerda ‘Libération’. Depois da condenação de Hajar Raissouni, o jornal encontrou-se com marroquinos que vivem escondidos, porque podem ser punidos pelas leis ainda presentes no reino da moral. Na reportagem os marroquinos divulgam como conseguem ultrapassar todas as proibições na sociedade conservadora que eles têm. Um militante dos direitos dos Homossexuais conta que utiliza aplicações no telefone para encontrar pessoas do mesmo sexo, afirmando que é menos suspeito ver-se dois homens ou duas mulheres juntos, do que uma mulher com um homem.
    Por fim no jornal desportivo ‘L’Equipe’, a Turquia também está em destaque isto porque a França, em casa, empatou a uma bola frente aos Turcos na fase de apuramento para o Euro-2020 e os franceses continuam no segundo lugar atrás da Turquia, apesar de ter os mesmos pontos que os Turcos.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Ofensiva militar turca no norte da Síria continua a suscitar indignação
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à ofensiva militar turca no norte da Síria contra forças curdas.
    Face à ofensiva turca, os curdos são forçados a pedir ajuda ao regime sírio, titula, LE MONDE. O regime sírio e as forças curdas assinaram ontem um acordo para a instalação de tropas prógovernamentais síririas no nordeste do país. Os curdos viram-se assim forçados a pedir ajuda a Damasco devido aos ataques turcos.
    Os Estados Unidos aceleram a sua retirada do terreno sírio, enquanto a França e a Alemanha suspendem as suas vendas de armas à Turquia, acrescenta, LE MONDE.
    Ofensiva turca semeia caos no norte da Síria, relança, LE FIGARO. Quando perderam uma primeira cidade, registaram diversas baixas e jiadistas são soltos, os curdos pedem ajuda a Damasco e o padrinho russo.
    Assim ontem tropas sírias eram enviadas para o norte. No seu editorial, inimigo interno, LE FIGARO, nota, que Erdogan não leva a sério o embargo franco-alemão sobre exportações de armas e ameaças de sanções económicas americanas.
    Erdogan, comporta-se em contrapartida como inimigo interno na NATO e se não tinha convencido com os massacres e êxodo de 130 mil civis, a prova dos 9 foi feita com a evasão de 800 membros de famílias de jiadistas do estado islâmico.
    Com os bombardeamentos turcos, essas mulheres e crianças radicalizadas atacaram os seus guardas, células adormecidas reactivadas a próxima geração de kamikazes islamitas desapareceu na natureza. Depois de uma tal prenda, o sultão ainda merece a solidariedade dos aliados?, pergunta LE FIGARO no seu editorial.
    Ofensiva turca na Síria, começo de um massacre, replica, LIBÉRATION. O ataque anti-turco de Ancara toma uma dimensão dramática e força os Estados Unidos a abadonar a zona. Ancara está a apostar no caos.
    Quanto à fuga de famílias do estado islâmico, entre as quais cerca de 30 franceses do campo de Ain Issa era uma um cenário temido por uma parte da comunidade internacional, nomeadamente, europeia. Segundo o director do campo de Ain Issa, células adormecidas jiadistas foram reactivadas atacando no domingo os guardas obrigando-os a fugir, nota LIBÉRATION.
    Solidariedade com os curdos, titula, L'HUMANITÉ. 10 personalidades apelam ao fim do martírio curdo. São sindicalistas, escritores, dirigentes políticos reunidos pelo jornal para defender combatentes e populações curdas vítimas de atrocidades jiadistas. Há que ir mais longe do que sanções, afirma Fabien Roussel, secretário nacional do partido comunista ou estamos a abandonar o povo curdo da Síria, sublinha, Monsenhor Jacques Gaillot.
    Mudando de assunto, LA CROIX, titula, Iraque, a revolta dos jovens. Protestando contra a pobreza e a corrupção, os jovens estão a manifestar desde 1 de outubro no sul do país, apesar duma repressão violenta da polícia. Em Sadr City, é a revolução da fome. Neste bairro pobre e superlotado de Bagdade, continua a haver confrontos violentos. "Os nossos jovens morrem enquanto os políticos continuam sentados nos seus salões", lamenta um velho à reportagem do LA CROIX.
    Enfim, em relação à África, LE MONDE, deidca o seu editorial à Tunísia, uma vitória pesada de interrogações. Se há uma lição a tirar da eleição presidencial de domingo é bem a vitória esmagadora de Kaïs Saïed, 61 anos, professor de direito constitucional, uma réplica sísmica da famosa Primavera tunisina de 2011. Segundo estimativas ainda provisórias, o constitucionalista, Saïde, conseguiria entre 72% a 77% dos sufrágios expressos, frente ao seu adversário Nabil Karoui, um triunfo indiscutível.
    Mas invocando a opinião maioritária, o novo Presidente eleito da Tunísia não esconde a sua hostilidade à despenalização da homossexualidade e à igualdade entre o homem e a mulher na herança.
    Bebendo nas fontes do nacionalismo árabe, Saïed defende que qualquer relação com Israel é um acto de alta traição, o que vem criar uma crispação nas relações entre a Tunísia e os seus parceiros ocidentais. Kaïs Saïed não é seguramente um candidato de sonho para a Europa, mas exprime sem ambiguidades as aspirações da maioria dos tunisinos, acrescenta LE MONDE no seu editorial.
    6 min
  • Revista de Imprensa - Parlamento europeu chumba candidata de Macron a comissária europeia
    Dois assuntos dominam as primeiras páginas dos jornais franceses: eurodeputados chumbam escolha do Presidente Macron para comissária em Bruxelas e curdos na Síria atacados pela Turquia.
    Goulard: a humilhação de Macron pelos eurodeputados. O Parlamento europeu rejeitou por uma larga maioria a nomeação da francesa Sylvie Goulard como comissária europeia para o mercado interno. Os eurodeputados sancionaram a candidata por causa de um escândalo de empregos fictícios em França e duma missão remunerada efectuada em Bruxelas.
    Esta sanção é também um coxo dado ao presidente Macron, censurado por uma forma de arrogância ao pôr todo o seu peso na balança para que a sua escolha fosse aceite. A França está agora a estudar novos nomes para submeter à presidente da comissão europeia, Ursula von der Leyen, acrescenta, LE MONDE.
    Goulard fora, Macron furioso, replica, LIBÉRATION. Eliseu humilhado, pois, a siua candidata ao posto de comissária foi chumbada pelo parlamento europeu. O Presidente Macron fulmina o que chama "ressentimento e mesquinhez" dos eurodeputados.
    Depois da pior derrota política da sua curta carreira, Macron, acusa a direita europeia de sabotagem, em vez de reconhecer o seu erro na escolha da pessoa. Celebrada depressa demais pelos macronistas, a restauração da influência francesa sofreu um grande trambolhão. Esta humilhação é tanto mais cruel para Macron porque o presidente francês fez da União europeia a sua prioridade absoluta, acrescenta, LIBÉRATION. 
    Mudando de assunto, LE FIGARO, titula, os curdos abandonados face à ofensiva turca. Apesar da reprovação internacional e ameaças de sanções americanas, Turquia continua a avançar em direcção ao norte da Síria, sem se preocupar com cerca de 60 mil deslocados.
    No seu editorial, um mundo sem polícia, LE FIGARO, nota que na ONU, os europeus vociferam, uns contra os outros, sabendo de antemão que terão de ter em conta o turco Erdogan, que doravante, dispõe duma nova arma de dissuasão de massa, cerca de 2 mil jiadistas europeus, dos quais mais de 400 franceses, para além dos 3,5 milhões de refugiados que acolhe, no seu país, e que pode, a qualquer momento, expulsar para a Europa ocidental.
    E na Casa Branca, o polícia do mundo deixou o lugar vago para o polícia da estância turística de Saint Tropez, ironiza, LE FIGARO. 
    A estratégia sangrenta de Erdogan, titula, L'HUMANITÉ. O Presidente turco continua com a sua ambição de renascimento de um Império otomano do século XXI, custe o que custar.
    O seu objectivo é fazer da Turquia uma potência regional incontornável para qualquer solução de um problema. Para já, a guerrra suja de Erdogan, provocou a debandada de 60 mil pessoas, em apenas dois dias. As forças curdas e seus aliados árabes lutavam ontem desesperadamente para tentar conter o assalto da véspera do exército turco, no nordeste da Síria, acrescenta, L'HUMANITÉ. 
    Por seu lado, LA CROIX, titula, Polónia em campanha no meio rural. O Partido no poder, Direito e Justiça, quer tirar proveito das fracturas sociais e territoriais para ganhar as eleições legislativas de domingo.
    O partido no poder, quer conquistar o eleitorado rural prometendo linhas de autocarros para os centros urbanos, esmagando os partidos concorrentes com outras medidas sociais e prometendo um Estado providência à polaca, nota, LA CROIX.
    Enfim, sobre o continente africano, LIBÉRATION, dá destaque à Tunísia: Karoui avança como um toro na final antes da eleição. Isto vai acabar em festa, disse ontem Nabil Karoui, na sua primeira declaração pública após ter sido libertado da prisão, onde passou 47 dias no quadro de um escândalo ao fisco.
    Karoui, está em pé de guerra, nesta final das presidenciais, quando todas as sondagens lhe dão a perder para o seu adversário Kaïs Saïed, apoiados pelos muçulmanos conservadores do partido Ennahdha, nota LIBÉRATION.
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