Revista de Imprensa

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Revista de Imprensa episodes

  • Revista de Imprensa - Intervenção turca na Síria gera consternação
    Quase todas as manchetes comentam o arranque da intervenção turca contra os curdos na Síria. O Burkina Faso e a Tunísia são dois países africanos também em foco nos diários franceses. O conservador Le Figaro afirma que o antigo Alto Volta se ameaça desmoronar, abalado pelo extremismo islâmico. Os Estados da África ocidental tentam apelar à mobilização geral.
    4 min
  • Revista de Imprensa - Christophe Castaner na mira dos Parlamentares franceses
    Christophe Castaner está sob os holofotes no caso da morte dos quatro polícias há cerca de uma semana.
    No diário de esquerda ‘Libération’ as atenções estão viradas para o “Inquérito de todos os perigos” em torno do assassínio de quatro polícias há cerca de uma semana. As investigações continuam e deixam aparecer falhas como o facto de Mickaël Harpon ter em sua posse uma pen com várias informações, ou as anomalias no seio dos serviços policiais que põem em causa a polícia e Christophe Castaner, ministro do Interior. Na Assembleia Nacional os ataques têm sido constantes contra o Ministro do Interior que promete seguir as indicações da Comissão de Inquérito Parlamentar.
    No jornal conservador ‘Le Figaro’, a mesma tónica em torno de Christophe Castaner que está ‘sob pressão dos parlamentares’. Recorde-se que o Ministro do Interior afirmou por exemplo que não existiam nenhuns sinais de radicalização no comportamento do autor do drama, informação desmentida pela célula antiterrorista. De notar que pela terceira vez em um ano, Edouard Philippe, primeiro-ministro, afirmou que Christophe Castaner não se vai demitir.
    Os outros assuntos em destaque nos jornais franceses são os seguintes:
    No vespertino ‘Le Monde’ a manchete é em torno do Presidente norte-americano com o título: “Impeachment: Trump escolhe a prova de força”. Donald Trump afirmou na terça-feira que ele vai fazer obstrução aos pedidos que têm a ver com o processo de destituição lançado pelos Democratas. No entanto essa atitude está a virar-se contra o Presidente visto que a opinião pública, hostil ao impeachment, está agora a favor.
    No católico ‘La Croix’ o destaque vai para a Conferência de doadores em Lyon em França para o Fundo Mundial de luta contra a sida, a tuberculose e o paludismo. O objectivo é angariar 12,7 mil milhões de euros para fazer recuar estas três doenças. Desde 2002 o Fundo Mundial salvou 32 milhões de vidas. Na Costa do Marfim, por exemplo, a instituição oferece um tratamento gratuito aos doentes que têm uma das três doenças. Cerca de 200 000 seropositivos vivem normalmente e até desenvolvem projectos.
    No popular ‘Le Parisien’, o tema africano são as eleições presidenciais e legislativas que decorrem na Tunísia com o título: “Uma Assembleia por encontrar”. A segunda volta da eleição presidencial decorre no próximo domingo, mas os resultados das Legislativas ainda não foram anunciados. A apreensão de uma possível instabilidade política continua a crescer. Recorde-se que a Assembleia dos representantes do povo ainda não está constituída e para haver uma maioria, um partido ou vários partidos têm de juntar 109 deputados, no entanto se não houver nenhum entendimento, os tunisinos deverão ir novamente às urnas entre daqui a quatro a seis meses.
    O comunista ‘L’Humanité’ lembra uma história que ocorreu em 1961 com o título: “Quem matou o Secretário-Geral da ONU?”. Nesse ano, Dag Hammarskjöld morre num acidente de aviação no antigo Zaire, ele que esteve em visita oficial na actual cidade de Kinshasa com Joseph Mobutu. Desde 1953, no início do Mandato, o Sueco conhecido por Mister H, tentou opor-se ao apartheid, ele que era pacífico e que desejava maiores poderes para a ONU, para não estar dependente dos Estados Unidos. Em 1961, quando ele tenta resolver o problema do Sul do antigo Zaire, a província mineira de Katanga, o avião despenhou-se e os 16 ocupantes acabaram por morrer. Hoje a ONU vai decidir se continuam as investigações retomadas em 2016 com a pressão da Suécia. No entanto ainda há países como os Estados Unidos, a África do Sul e o Reino Unido que estão pouco abertos a colaborar.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Críticas a Trump que quer retirar tropas americanas da zona curda síria
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções ao anúncio do presidente, Donald Trump, da retirada de soldados americanos, da Síria.
    Donald Trump, acrescenta mais  uma camada no caos Síria, titula, LE MONDE. O Presidente americano provocou torpor em Washington ao anunciar uma retirada das forças americanas de certos sectores do norte da Síria.
    Após ter dado a impressão de ter entregue os seus aliados curdos à Turquia, Trump, arrepiou caminho, sob a pressão quase unânime dos eleitos. As tergiversações americanas vão deixar marcas nos curdos sírios ameaçados pelo projecto da zona de segurança de Erdogan. Postas perante o facto consumado, as autoridades francesas estão preocupadas com o destino dos jiadistas na região, acrescenta, LE MONDE.
    Trump e Síria, curdos sacrificados? Mesmo se acabou por relativizar o seu anúncio, a Casa Branca, ao anunciar a retirada de tropas americanas, traiu os curdos, sem os quais, não seria possível a vitória contra Daesh. No seu editorial, intitulado, cinismo, LIBÉRATION, escreve, traição.
    Não há outra palavra para qualificar a atitude de Donald Trump para com os seus aliados curdos. Não se sabe se a retirada americana da zona fronteiriça se vai concretizar. Esta perspectiva encontra uma forte oposição no seio da administração americana, acrescenta, LIBÉRATION.
    Curdos, a traição de Trump, replica, L'HUMANITÉ.  Washington entrega os curdos da Síria a Erdogan. A Casa Branca deu luz verde à ofensiva planificada de longa data por Ancara contra as forças democráticas sírias.
    Os prisioneiros de Daesh ficam sob alçada das autoridades turcas. Num comunicado, o partido comunista francês, apela a França a convocar de urgência o conselho de segurança da ONU para colocar os curdos sob protecção internacional, acrescenta, L'HUMANITÉ.
    Síria, Iraque, Afeganistão: o grande fiasco americano, titula, LE FIGARO. Por ocasião do décimo oitavo aniversário do lançamento da guerra no Afeganistão, Donald Trump, deixa terreno livre à Turquia no norte da Síria e ao expansionismo das milícias pró-iranianas no Iraque.
    Mudando de assunto, mas ainda no internacional, LA CROIX, dá destaque a Portugal, o português António Costa, uma excepção europeia. O primeiro ministro socialista saiu vencedor das legislativas de domingo mesmo se não pode governo sozinho.
    Chegado ao poder em 2005 graças a uma aliança parlamentar de esquerda ele conseguiu sair ileso da onda de populismo que atinge vários países europeus. Mesmo se há que não esquecer o PAN, partido animalista que passou de 1 para 4 deputados e a entrada na Assembleia da República de um representante do partido populista, xenófobo e homofóbico, Chega, nota LA CROIX.
    Mas o título principal deste jornal vai para agricultores à reconquista dos franceses. Confrontado com críticas e acções violentas, o mundo agrícola quer reatar contacto directo col os cidadãos. Perante ao denegrimento sistemático de que é vítima, como considera, o mundo agrícola está dividido entre desespero, revolta e vontade de reatar os laços com os cidadãos.
    Assaltos a suas terras de cultivo, incêndios voluntários, agressões físicas, todo um ambiente de acções ilegais muitas vezes violentas que preocupa a profissão, nota, LA CROIX. 
    Em relação à África, LA CROIX, refere-se às eleições legislativas de domingo na Tunísia que se saldou por uma forte abstenção, um parlamento totalmente fraccionado e uma provável mas fraca vitória dos fundamentalistas islâmicos.
    Enfim, nos Camarões, Paul Biya liberta os seus opositores. O Tribunal militar de Yaoundé ordenou no sábado a soltura de 102 opositores, nomeadamente, de Maurice Kamto, presidente do Moviumento para o renascimento dos Camarões, nota, LA CROIX.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Autor do ataque à Polícia de Paris era infiltrado radical islâmico
    As primeiras paginas dos jornais franceses estao dominadas ainda por reacções ao ataque terrorista dentro da sede da polícia central de Paris.
    Atentado à sede da polícia central de Paris: falhas no coração do estado, titula, LE MONDE. Após os assassínios da estação da polícia de Paris, os primeiros avanços do inquérito demonstram que a radicalização de Mikaël Harpon foi negligenciada.
    Havia vários indícios de uma deriva islamita do assassino, ele próprio agentos de informações, mas que não foram assinalados à hierarquia. O ministro do Interior. Christophe Castaner, reconheceu, hoje, disfunções de Estado e prometeu mudanças procedimentais. O chefe do governo, Edouard Philippe, ordenou duas missões de avaliação, confiadas à inspecção dos serviços de informações e manteve a sua confiança no ministro do Interior, Castaner, que está debaixo de fogo de críticas, nota, LE MONDE.
    Ataque da sede da polícia, onda de choque, replica LIBÉRATION. O ataque de um funcionário da polícia radicalizado, que matou 4 dos seus colegas, luz do dia disfunções no seio dos serviços de informações.
    O Estado sai desta falha fragilizado. Mickaël Harpon, actuou, como inimigo infiltrado na polícia central de Paris, onde foi recrutado em 2003, como informático com direito ao estatuto de segredo de defesa nos serviços de reparação técnica da direcção de informações, tendo como uma das principais tarefas lutar contra o terrorismo, em especial, o islamismo radical.
    Certos dos seus colegas, dizem que o natural da Martinica, Harpon, se radicalizou  de há um tempo para cá, passando a vestir-se à muçulmano radical e que não queria ter relacionamentos com mulheres. Mas esta radicalização não foi comunicada aos seus chefes, sublinha, LIBÉRATION.
    Choque de uma ameaça interna, titula, LA CROIX. A pista terrorista é privilegiada e toda a polícia está preocupada. Como é que uma ideologia pode levar uma pessoa a um tal nível de ódio em relação aos seus colegas? O procurador Jean- François Ricard, mencionou a conversão do autor ao Islão há cerca de 10 anos, uma adesão de visão radical, nota, LA CROIX. 
    Ataque de Paris: falhas da luta antiterrorista, titula, LE FIGARO. O perfil do autor do atentado, um homem radicalizado há vários anos, sublinha o fracasso dos srviços no controlo das suas equipas. O ataque sublinha de maneira vertiginosa o quão se acumularam os erros e falhas impedindo de neutralizar um agente que trabalhava no coração da polícia central de Paris e o qual já se conhecia a radicalização, acrescenta, LE FIGARO.
    Mas como é possível,? pergunta, LE FIGARO, no seu editorial. Como é que um terrorista islamita pôde assim penetrar o aparelho de Estado, no coração mesmo da estrutura policial suposta lutar contra o terrorismo do islão radical para levar a cabo em plena polícia central o massacre que todos conhecemos? Somos vítimas de um estranho mal próximo da cegueira voluntária, nota, LE FIGARO.
    Mudando de assunto, L'HUMANITÉ, é o único jornal diário com um título diferente, desintoxicação: os verdadeiros desafios da imigração. A verdade sobre a realidade da imigração, numa altura em que a questão é debatida na Assembleia nacional.
    A imigração clama por verdadeiras respostas e não por um falso debate. L'HUMANITÉ, sublinha, que não corresponde à verdade que os imigrantes custam muito dinheiro aos contribuintes ou que a imigração não coloca problemas de saúde publica. 
    No internacional, LE MONDE, destaca a destituição de Trump nos Estados Unidos que ganha cada vez mais pujança. Um segundo lançador de alerta confirmou que Trump sempre pediu a ajuda da Ucrânia para levar a cabo um inquérito sobre o filho do seu rival democrata, Joe Biden. Trump denuncia um conluio e continua a ter o apoio dos republicanos, acrescenta, LE MONDE.
    O mesmo vespertino, refere-se a Portugal, onde a esquerd atribundou nas legislativas. O primeiro ministro cessante, António Costa, assegura a sua reeleição apesar de uma alta abstenção. Chamado o Gandi de Lisboa, por causa da sua política social ou o Tigre de Malásia, devido a atitudes coléricas, António Costa, sabe que já não não pode continuar com a política de meias doses mas que tem de construir uma maioria sólida.
    Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, dá relevo, à Tunísia que caminha para a instabilidade, após as legislativas de ontem que deram uma curta vitória a Ennahda, partido islamico-conservador, com apenas 18% dos votos, segundo resultados aida provisórios.
    5 min
  • Revista de Imprensa - “Os excluídos do milagre português”
    Os jornais Le Monde e L’Humanité desta sexta-feira chamam a atenção para “os excluídos do milagre português”, nas vésperas das eleições legislativas de domingo em Portugal. As manchetes dos diários são, no entanto, dominadas pelo ataque à sede nacional da polícia em Paris, na quinta-feira.
    9 min
  • Revista de Imprensa - OMC autoriza Estados Unidos a aplicar taxas alfandegárias à Europa
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas quer a nível nacional quer a nível internacional.
    LE MONDE, titula, Trump, vira as baterias contra a Europa após luz verde da OMC. A Organização mundial do comércio autorizou os Estados Unidos a impor 7,5 mil milhões de dólares de taxas alfandegárias aos países europeus. França, Reino Unido, Alemanha e Espanha são particularmente visados por terem concedido subvenções ilegais a aviões Airbus.
    Os Estados Unidos decidiram no entanto aplicar uma taxa moderada sobre os aviões mas carregam nas importações agrícolas ou industriais adoptando uma taxa de 25% para esses produtos. Os vinhos franceses e espanhóis, azeite de oliva, whisky, queijos ou maquinaria alemã deverão ser taxadas até 18 de outubro.
    A administração Trump evita declarar guerra porque a OMC deve sancionar igualmente os Estados Unidos que subvenciam também aviões Boeing, nota, LE MONDE.
    Viver na Amazónia, titula, LA CROIX. A 3 dias do começo do Sínodo consagrado às apostas do território da Guiana francesa, o jornal católico, nota na sua reportagem que aldeias dos ameríndios estão submetidas a múltiplas pressões a começar por tráficos de garimpeiros ilegais e poluição.
    Cidadãos franceses, os wayanas têm dificuldades em encontrar o seu lugar num mundo em mutação particularmente os jovens, acrescenta, LA CROIX.  
    Mudando de assunto, por cá em França, LE FIGARO, titula, pensões de  reforma, imigração... Macron em todas as frentes. Ele devia concentrar-se nas questões mais soberanas, mas o chefe de Estado que protagoniza hoje o grande debate sobre as pensões retoma o seu estilo de hiperpresidente.
    Pensões, imigração, ecologia, não faltam matéria onde o presidente não tenha uma palavra a dizer. Macron lançou hoje o ciclo de discussões com os franceses presidindo o primeiro debate em Rodez sobre as pensões de reforma. No centro da arena, como em Biarritz, em fins de agosto, para a cimeira G7, está de volta o mágico Macron, nota, LE FIGARO.
    Directores de escolas, oiçam o nosso grito de alarme, titula, L'HUMANITÉ. Uma semana depois do suicídio de Christine Renon, os directores de escolas apelam à greve em Seine-Saint Denis, arredores de Paris. O fim trágico da directora duma escola de Pantin sacode toda a instituição. Entre homenagens e reivindicações, manifestações ocorreram hoje em toda a França para exigir soluções ao sofrimento do pessoal das escola.
    Uma directora de escola trabalha 50 horas por semana, no mínimo, a sua situação é insuportável e há uma degradação da profissão nos últimos 10 anos, são alguns dos gritos lançados por directores e directoras de escolas em França, nota, L'HUMANITÉ.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, Rouen, geografia do risco. O incêndio de Lubrizol recorda que a França é um país industrial, onde as fábricas foram durante muito tempo instaladas nas cidades, antes que acidentes e poluições não viessem criar uma desconfiança geral e uma política de gestão de riscos complexa a implementar. O incêndio da fábrica em Rouen coloca um travão da transição ambiental lançada por eleitos de esquerda há 20 anos, nota, LIBÉRATION.
    Enfim, sobre a África, LE MONDE, destaca Burkina Faso, sob a ameaça jiadista é um estado à beira do descalabro. Uma grande parte do território deste país africano escapa ao controlo do Estado que começa perceber a dimensão da multiplicação dos ataques de grupos armados e milícias ditas de autodefesa.
    Entre fevereiro e setembro, o número de deslocados no país passou de 87 mil para 289 mil. A França quer evitar uma regionalização do conflito, mas as autoridades de Burkina Faso estão pouco inclinadas a intensificar  a sua colaboração com Paris apesar das fraquezas das suas forças de segurança, nota, LE MONDE.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Hong Kong, violência, China popular e França, incêndio em Rouen
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por dois assuntos: a nível nacional, reacções pós-incêndio de fábrica em Rouen, e os 70 anos da China popular, a nível internacional.
    Hong Kong: endurecimento da contestação contra Pequim, titula, LE MONDE. Novas manifestações foram duramente reprimidas ontem pela polícia provocando oficialmente 66 feridos dois dos quais graves. Enquanto a China comemorava os 70 anos da República popular os militantes pró-democracia de Hong Kong desafiaram de novo Pequim nas ruas.
    Os confrontos foram muito violentos, o vandalismo contra lojas comerciais pró-cinesas ou estações de metro. A revolta da juventude foi igualmente expressa através da arte e imagens divulgadas nas redes sociais.
    No seu editorial, um país, duas comemorações, LE MONDE, sublinha, que do lado de Pequim, temos uma foto de Xi Jinping, num carro militar, num desfile à Estaline, enquanto, uma mesma imagem de Xi, do lado de Hong, está coberta de ovos lançados pelos manifestantes.
    Do lado de Pequim, um Partido comunista razão do sucesso da China, ao passo que do lado de Hong Kong, uma onda de protestos de de livre expressão que nada parece parar, sublinha, o editorial do vespertino, LE MONDE.  
    Mudando de assunto, por cá, em França, LE FIGARO, titula, Rouen, persite o mal-estar, Estado aposta na transparência. Após o incêndio da fábrica Lubrizol, mais de 40 queixas crimes foram apresentadas por pessoas singulares. Face a acusações de opacidade, o executivo tenta corrigir o tiro, na sua comunicação de crise. O primeiro ministro prometeu ontem que os resultados de testes na águ no ar e em terra, serão tornados públicos à media que vão chegando, nota, LE FIGARO.
    Rouen, sair da bruma, titula, LIBÉRATION. Mesmo se até agora não houve provas de perigo para a saúde das pessoas, a comunicação tremida depois do incêndio da fábrica de Lubrizol, fez oscilar os habitantes entre a revolta e dúvidas. Paira pois no ar de Rouen suspeições, sobre tudo, com manifestantes, a dizer que estão a esconder-nos a verdade, acrescenta, LIBÉRATION.
    Rouen, uma desconfiança que vem de longe, titula, LA CROIX. Cerca duma semana depois do incêndio, o Estado não consegue tranquilizar a população. A fumaça que paira no ar de Rouen é tóxica? Devo levar as crianças à escola ou deixá-las brincar ao ar livre? Questões que preocupam os pais e encarregados de educação.
    O que é melindroso para a ciência é  esta desconfiança em relação às instituições políticas, afirma um especialista científico, ao jornal LA CROIX. 
    Trabalho igual a autorização de residência, é o título do jornal L'HUMANITÉ. Uma greve hoje na região da Ilha de França para exigir a regularização de 12 movimentos sem doucmentos e denunciar a impunidade patronal no contexto do debate nauseabundo sobre a política migratória.
    Mais de 1000 trabalhadores que trabalham sem autorização de residência juntaram-se ao apelo da confederação sindical comunista, para mostrar que não são escravos, nota, L'HUMANlTÉ;
    Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE dá relevo à Tunísia, onde manter Karoui na prisão ameaça o escrutínio presidencial. Qualificado para uma segunda presidencial a 13 de outubro o magnata da televisão está na impossiblidade de participar na campanha. Envolvido num escândalo de fuga aos fisco, Karaoui, viu de novo o seu pedido de soltura chumbado ontem pêla câmara de acusação do Tribunal de Relação de Tunes.
    "Começamos a duvidar seriamente sobre a continuidade destas eleições", declarou um diplomata estrangeiro na capital tunisina, ao jornal LE MONDE.
    5 min
  • Revista de Imprensa - China exibe poderio militar nos 70 anos do regime comunista
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas com destaque para dois assuntos, continuam homenagens ao ex-presidente francês, Chirac falecido a semana passada e os 70 anos da China comunista.
    De Mao a Xi, o poderio do Meio, titula, LIBÉRATION. Parada militar, festividades em grande e tendo pelo meio a crise em Hong Kong, Pequim exibe o seu poderio para celebrar os 70 anos da República popular da China. A paranóia assaltou as ruas da capital e nunca o poder comunista organizou um tal desfile militar hoje com 15 mil soldados, 160 aviões militares e 500 engenhos militares exibidos ao mundo.
    No seu editorial intitulado, Utopia desumana, LIBÉRATION, escreve que esta terça-feira, em Pequim, são celebrados dois Imperadores, Mao Tsé Tung e Xi Jinping, o das origens e duma China ultra-comunista da utopia desumana de milhões de mortos e o de hoje duma China ultra-capitalista.
    Por seu lado, LE MONDE, escreve que Xi encena a potência chinesa. Por ocasião dos 70 anos da República popular, Pequim exibe novas armas, enquanto em Hong Kong, os pró-democratas decretaram um dia de luto nacional. De um lado, Pequim celebra o milagre chinês dum país poderoso e moderno, e, doutro, em Hong Kong, manifestantes estão decididos a perturbar as celebrações, nota, LE MONDE.
    Mudando de assunto, por cá, em França, LE FIGARO, titula, o último homem, referência a Jacques Chirac. Os principais actores da vida política francesa e vários chefes de Estado estrangeiros participaram nas cerimónias em homenagem à memória do antigo presidente francês.
    No seu editorial intitulado, um homem do mundo, LE FIGARO, nota, que Chirac, impunha-se nos aerópagos mundiais com o seu físico de gigante e a sua linguagem frontal. Na sua juventude percorreu a América, ficou chateado como dizia com a sua má tradução do poeta russo Puchkine, cultivava uma afinidade pessoal com o mundo árabo-muçulmano e alimentava um apetite excessivo pela Ásia e as artes primeiras.
    Automóvel, a avaria, titula, L'HUMANITÉ. Os construtores alertam para a baixa do mercado mundial, apesar de serem responsáveis pela desindustrialização. Em 2020, sairão das fábricas francesas, 1 milhão e 700 mil carros, contra os 2 milhões e 250 mil veículos em 2018.
    A indústria automóvel prepara-se para viver uma das piores crises da sua história, titulava, o jornal, Tribune, citado, agora, por L'HUMANITÉ, que alerta para as multas que vão ser aplicadas em 2021 aos construtores que não estarão em condições de respeitar as normas de Bruxelas.
    Sob pressão do Parlamento europeu, que adoptou, em 2014, um limite do dióxido de carbono, os construtores estão encostados à parede no que respeita às suas escolhas de motorização. Esta mudança tecnológica a favor de energias descarbonizadas poderia significar um duro golpe ao emprego francês. Em 2030, perderemos 15 mil empregos no sector automóvel, em França, acrescenta, L'HUMANITÉ.
    Enfim, em relação à África, LA CROIX, titula, o calvário de um apóstata. Mohamed Cheick Mkheitir, acaba de obter direito de asilo em França, após 6 anos passados nas masmorras da Mauritânia, devido às suas opiniões religiosas. Ele conta a sua história ao jornal LA CROIX expondo à luz do dia os atentados às liberdades e o sistema de castas que subsiste na Mauritânia.
    "Não há mistura de castas e nas ruas toda a gente sabe se alguém é beidana, casta de homens livres, dirigentes, guerreiros e marabús, ou se é malmina ou haratina, que não vão à escola", afirma Mkjeitir, ao jornal, após sua exfiltração da Mauritânia, onde foi condenado à morte por apostasia em 2014 e passou 6 anos nas prisões daquele país africano.
    "Uma garrafa para mijar, uma velha lata de atum para fazer as necessidades fecais e em 7 meses só me lavei duas vezes", declara ainda Mohamed Mkheitir, que se tornou apóstata por ter criticado a instrumentalização da religião para justificar o racismo contra as castas desprezadas como artesãos malminas, acrescenta, LA CROIX
    Enfim, LE MONDE, traz uma entrevista com o primeiro ministro sudanês, Abdallah Hamdok, a afirmar que "as sanções americanas asfixiam o Sudão. "A inflação é galopante, nossa moeda fraca, há penúria de produtos em todos os sectores e nossa economia está em falência", afirma, o primeiro ministro sudanês, ao LE MONDE.
    5 min
  • Revista de Imprensa - A homenagem dos franceses a Jacques Chirac
    A homenagem a Jacques Chirac é transversal na imprensa francesa desta segunda-feira. O antigo presidente de França morreu na quinta-feira passada, 26 de Setembro, aos 86 anos de idade. Os franceses afluíram em massa aos Invalides para homenagearem aquele que integrou a vida política do país durante quarenta anos. Confira aqui.
    7 min
  • Revista de Imprensa - França unida na morte do ex-Presidente Jacques Chirac
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à morte do antigo Presidente francês, Jacques Chirac. 
    LE MONDE, titula, a morte de Jacques Chirac. Um destino, uma época. O antigo Presidente da República morreu ontem em Paris. A morte de Jacques Chirac parece unir os franceses de todas as idades. É o irmão, o pai ou o avô de todas as gerações, uma figura familiar para a maioria dos franceses
    De Moscovo, a Bruxelas passando pelos países árabes é um adeus a um grande amigo, escreve, LE MONDE.
    No  seu editorial, um espelho das contradições francesas, LE MONDE, sublinha que com a morte de Chirac, é toda uma época que se apaga, uma parte da História da França que desaparece: esta França da guerra e pós-guerra, do gaulismo triunfante e acabado, da descolonização e dos 30 anos gloriosos, da alternância e das coabitações, do desemprego de massa e da globalização e da aventura europeia e o seu deslizamento.
    Uma certa ideia da direita, replica em título, L'HUMANITÉ. O antigo Presidente Jacques Chirac morreu com a idade de 86 anos e com ele é uma página da História política que é virada.
    Uma história francesa, relança, em títula, LA CROIX, que intitula o seu editorial, um longo percurso para sublinhar que Jacques Chirac causou muita desconfiança na sua juventude e que ainda no negativo teve o qualificativo de Rei Preguiçoso.
    Mas queremos também recordar o homem de Estado que em 2003 recusou dar luz verde para que a França entrasse na guerra no Iraque. E enquanto líder da direita foi uma barreira à extrema direita.
    Sem cerimónia, titula, LIBÉRATION. Monstro sagrado dum mundo político que já não existe, o ex-Presidente, fez uma grande travessia. Do Partido comunista ao RPR, de Corrèze a Paris, Chirac passou 40 anos nos palanques à cata de votos, de um lado, e doutro, a viver como um Rei nos Palácios da República.
    Adeus, relança, LE FIGARO, que, no seu editorial, um destino francês, começa por citar Jacques Chirac: "Eu vos amo", lançou, Chirac, em 2007, ao despedir-se  dos franceses. "Nós vos amamos", replicam hoje os franceses, enquanto povo unido na tristeza, ultrapassando as suas diferenças políticas.
    Só Deus sabe o quão este homem foi criticado e com violência! Ainda estamos lembrados das palavras da mulher, Bernadette Chirac: "os franceses não gostam do meu marido". Hoje, a emoção nacional desmente a esposa, nota, LE FIGARO.
    Sobre Chirac e a África, LE FIGARO, recorda a passagem do antigo presidente pela Argélia, ainda jovem sub-tenente, em 1956. Chirac, recusa ir como intérprete de russo para Berlim e responde ao apelo de Guy Mollet que obteve poderes absolutos, com toda a esquerda inclusivamente os comunistas a apoiá-lo na sua decisão de enviar um contingente para a Argélia.
    Chirac faz parte do regime dos caçados de África e a 14 de abril de 1956 desembarca em Oran, à frente dum pelotão de 32 homens.
    "Foi um período apaixonante da minha existência", declarava mais tarde Chirac, que ainda na Argélia, assistiu à viragem de De Gaulle que em setembro de 1959 afirma que o recurso à autodeterminação é necessário, sublinha LE FIGARO.
    4 min

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