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  • França: Macron,coletes amarelos e o debate nacional
    Em foco nas edições desta quarta-feira, o grande debate francês e a gestão política e económica de Emmanuel Macron perante o movimento dos coletes amarelos, a preparação das listas francesas para as eleições europeias de 2019,os grandes media franceses frente a realidade social, o impasse do Brexit, a demissão do Primeiro-ministro belga Charles Michel, assim como a campanha eleitoral mortífera na RDC.
    4 min
  • França:Universidade mais cara para estrangeiros
    Em destaque nas edições desta terça-feira, temos designadamente, "o aumento da taxas de ingresso nas universidades francesas para os estrangeiros, Emmanuel Macron perante o referendo de iniciativa popular em França, escalada da tensão entre a oposição e o poder na Nicarágua, quarenta anos depois do início das suas reformas económicas a China interroga-se sobre a sua estratégia, assim como as sanções americanas como a Coreia do Norte e o nacional-liberalismo da Áustria um ano após a chegada ao poder de uma coligação de direita e extrema-direita.
    5 min
  • Expectativas goradas da COP24 de Polónia
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se divididas entre temas nacionais e internacionais que vão dos coletes amarelos até ao aquecimento global.
    LE MONDE, titula, Clima: expectativas goradas da COP24. A vigésima quarta conferência mundial sobre o clima, terminou no sábado, em Katowice, na Polónia, adoptando um acordo laborioso. Os 196 países chegaram a acordo sobre as regras de aplicação do acordo de Paris, concluído em 2015, com vista à sua implementação em 2020.
    A comunidade internacional falhou em contrapartida no avanço sobre uma alta dos esforços colectivos na luta contra a mudança climática, acrescenta LE MONDE.
    Por seu lado, LA CROIX, titula, Viktor Orban à reconquista da escola. O primeiro-ministro húngaro, que quer protagonizar uma contra-revolução cultural no seu país e na Europa, favorece confissões religiosas. O governo rompe com a neutralidade religiosa e ao mesmo tempo é criticado por apostar numa recristianização do país.
    Viktor Orban defende uma revolução conservadora que comece logo na pré-primária, com base num programa que desperte a consciência nacional, os valores culturais cristãos, o apelo à pátria e à família. Para seduzir a juventude, o seu filho, Gaspar Orban, fundou a sua própria igreja, Casa, que inclui no seu programa rock cristão, glorificação e curas, acrescenta, LA CROIX.
    Ainda no internacional, LE MONDE, dá relevo, ao último feudo urbano do estado islâmico na Síria, reconquistado pelas forças curdas. A organização jiadista foi derrotada em Hajin pelos curdos ajudados pela coligação internacional.
    Segundo os estados-maiores, os jiadistas islâmicos deverão passar de um estatuto de beligerantes visíveis à clandestinidade. 
    Também nas páginas do mesmo vespertino, Qatar, que tira proveito do enfraquecimento de Riade para efectuar o seu regresso diplomático. O Forum de Doha, plataforma anual de debates sobre os males do mundo contemporâneo de 15 e 16 de dezembro consistia em tirar o país do isolamento a que foi relegado pelo embargo do campo pró-saudita.
    A ambição era celebrar a resistência do Qatar ao bloqueio da Arábia saudita, dos Emirados árabes unidos e do Barein, que, em junho de 2017, irritados  pela actividade diplomática do seu vizinho, que não partilha a sua aversão pelo Irão e movimentos islamitas, como a Irmandade muçulmana, decretaram um embargo comercial contra Doha, acrescenta, LE MONDE.
    Mudando de assunto, por cá em França, LIBÉRATION, titula, o primeiro dia do resto do mandato de Macron. 18 meses após a sua eleição, Macron sai com algumas mossas da contestação social dos coletes amarelos que dilapidou uma grande parte do seu capital político.  
    Para o politólogo Aurélien Preud'homme, o presidente Macron terá grandes dificuldades em fazer as suas reformas com uma tal impopularidade e interroga-se na entrevista ao LIBÉRATION: não estamos a caminhar para uma rejeição maior da opinião com picos de crispação importantes como o poder de compra, uma situação económica sofrível e um agravamento dos impostos na fonte que terão consequências psicológicas importantes?
    Determinação intacta, replica em título L'HUMANITÉ. O movimento enraíza-se apesar das manobras do poder para o descredibilizar e duma baixa de participação. O presidente voltou a perder mais 2 pontos desde o seu discurso na televisão e hoje a sua cota de popularidade situa-se nos 23% de opiniões favoráveis, enquanto dois terços dos franceses continuam a apoiar o movimento.
    Especulando sobre o esgotamento núcleo duro dos coletes amarelos e as festas de fim de ano, o executivo aposta igualmente na grande consulta nacional de 15 de dezembro a um de março. Só que a consulta não arrancou porque nenhum projecto foi apresentado. Na verdade nada está decidido em torno desta iniciativa improvisada pelo governo para fingir que respondia a aspirações democráticas, acrescenta, L'HUMANITÉ.
    Coletes amarelos: a crise passa, ficam os problemas, titula, LE FIGARO. A diminuição do número de manifestantes no sábado em Paris e nas cidades provinciais marca o cansaço do movimento. Mas continuam em suspenso várias questões. Apesar dos anúncios de Macron as dificuldades económicas permanecem. Para François Bayrou, líder centrista, se a participação é menor, os problemas não foram no entanto resolvidos. O governo confronta-se igualmente com a equação orçamental complexa de integrar in extremis o plano de Macron.
    Medidas que se elevam a 10 mil milhões de euros e que devem ser compensadas num equilíbrio financeiro já difícil, acrescenta, LE FIGARO.
    Enfim, sobre o continente africano, LA CROIX, destaca, Tunísia, a verdade que tarda a chegar sobre os decénios de ditadura. Nenhum representante oficial estava presente na conferência da instância da verdade e dignidade que terminou ontem em Tunes. Em 4 anos a conferência registou 50 mil testemunhos que permitiram documentar a ferocidade das ditaduras desde 1955: assassínios, torturas, violações, desaparecimentos forçados infligidos a 20 mil pessoas, acrescenta, LA CROIX.
    6 min
  • Abatido pela polícia terrorista de Estrasburgo
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por assuntos de interesse nacional.
    Como financiar as promessas de Macron, titula, LE MONDE. O  governo deve apresentar no dia 19 de dezembro o essencial das medidas anunciadas pelo chefe de estado para desactivar a crise social. O executivo procura 10 mil milhões de euros para honrar as promessas nomeadamente a alta em 100 euros do salário mínimo. O subsidio excepcional a ser dado pelas empresas ou a desfiscalização das horas extraordinárias estão a ser debatidos.
    A maioria parlamentar envida esforços para que estas medidas sejam implementadas rapidamente e que sejam claras para os franceses, enquanto o ministério de economia está preocupado com o aumento do défice. Isto quando os coletes amerelos são chamados a não manifestar amanhã e os comerciantes se sentem penalizados antes das festas do Natal, acrescenta LE MONDE
    O mesmo vespertino, refere-se à morte do terrorista de Estrasburgo, Chérif Chekati. Autor do tiroteio do mercado de Natal de Estraburgo, ele foi morto ontem depois de ter estado a monte 48 horas depois dos actos. Para o sociólogo, Farhad Khosrokhavar, o autor do tiroteio, não era um jiadista e sua radicalização não tem nada a ver com o Islão.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, atentado de Estrasburgo, fim da fuga. Chérif Chekatt, foi morto pela polícia no  bairro de Neudorf. Aplausos e bozinões de alegria foram ouvidos ontem noite nas ruas de Estrasburgo, pelos habitantes de Neudorf, após a morte de Chekkat.
    O terrorista de Estrasburgo morto pela polícia, relança em título, LE FIGARO. O homem mais procurado de França, Chérif Chekkat, foi neutralizado no bairro de Neudorf no termo de uma perseguição que mobilizou 700 forças da policia, acrescenta LE FIGARO.
    Coletes amarelos, Diálogo, acto  I, titula por sua vez LACROIX. Quando se teme mais um sábado de violência, o executivo lança amanhã uma vasta concertação e câmaras municipais abrem os seus livros de reclamações. Que fazer para que a concertação nacional seja bem sucedido? Num contexto complicado o método surge como um passo incontornável. O executivo, que enfrenta uma crise social, climática e democrática, tem de definir rapidamente o quadro do debate, afirma preocupado o filósofo, Dominique Bourg, entrevistado pelo jornal LA CROIX.
    Sede de democracia, titula, L’HUMANITÉ. Nas rotundas de coletes amarelos, o discurso ficou mais solto  e muitos estão mais politizados. Este caldeirão democrático permite um crescer de ideias novas para refundar a República.
    Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE FIGARO, dá relevo à Cisjordânia, apanhada na engrenagem da violência. Os ataques reivindicados pelo Hamas e as represálias do exército israelita multiplicam-se  nos territórios ocupados palestinianos para eliminar os autores.
    O assassínio de vários civis e militares israleitas por palestinianos torna mais difícil a gestão securitaria do território ocupado, relança LE MONDE. Os colonos reclamam o encerramento  total da estrada 60 aos palestinianos ou seja uma segregação, acrescenta o vespertino.
    Brexit, a UE ajuda o  mínimo possível Theresa May. A primeira ministra britânica, nota LE MONDE, pediu novas garantias e ajudas para que possa ratificar o acordo que assinou com União europeia.
    Queremos ajudá-la, ouviu-se durante o conselho europeu, em todas as línguas europeias. Mas os 27 contentam-se em declarar que vão ajudar, sem que se veja algo de concreto. O Presidente da Lituânia, por exemplo, tuítou em relação a Theresa May: "Diz o que queres e o Pai Natal fará a entrega da prenda", nota LE MONDE.
    Enfim, sobre a África, o mesmo vespertino, refere-se à ONU que renova a sua missão na RCA sob fundo de tensão com Moscovo. A Rússia instalou forças militares hà um ano na RCA, país mergulhado na violência.
    Pela primeira vez, o conselho de seugrança da ONU rompeu a sua unidade sobre as tropas na RCA. Os diplomatas votaram ontem a renovação por um ano da MINUSCA que conta com 11.600 capacetes azuis no terreno, mas a Rússia e a China abstiveram-se, apesar de apoiarem a missão. Consideraram que o texto da autoria de Paris não fazia explicitamente referência aos esforços de Moscovo para estabilizar a RCA.
    5 min
  • Caça ao presumível autor dos actos de terrorismo em Estraburgo
    Dois assuntos em destaque na imprensa diária francesa: o terrorismo e a vitória da primeira-ministra britânica na câmara dos comuns, marginalizando, temporariamente, os mais conservadores da sua própria família partidária.
    Estrasburgo: o choque e a caça, titula, LE FIGARO. Pelo menos 700 polícias de ordem pública foram mobilizados para descobrir o paradeiro de Chérif Chekatt, um delinquente que caiu na deriva radical do islão.  O inquérito só agora começou, preveniu o procurador da República. Como é uso, os serviços de investigação vão manter uma pressão máxima sobre o fugitivo até à sua captura ou neutralização, acrescenta, LE FIGARO.
    Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, Estrasburgo, depois do choque. Um dia depois dos assassínios, a capital alsaciana está de luto e recusa o papel de vítima da chantagem terrorista. Todas as pessoas contactadas pela reportagem do jornal relatam o mesmo pânico quando na noite do tiroteio viram grupos de indivíduos correndo desorientados, tendo na pegada a polícia que gritava para toda a gente ficar ao abrigo dos disparos.
    Estrasburgo, noite de terror, titula, LIBÉRATION. O presumível atirador Chérif Chekatt, tem ficha de criminoso de segurança de estado e um registo criminal muito sujo. No seu editorial, intitulado, República, o jornal descreve uma tragédia, com sangue, lágrimas, inocentes assassinados, feridos martirizados, família de luto e um medo difuso em toda a cidade.
    Terrorismo, de olhos abertos, relança, em título, LA CROIX. O ataque de Estrasburgo prova que a ameaça terrorista não desapareceu. Como aumentar a nossa vigilância?
    Estar juntos, sublinha o jornal no seu editorial. Palavras que adoptam um significado particular no contexto da crise social que atravessa a França. O ataque de Estrasburgo terá um impacto no movimento dos coletes amarelos? Há que proíbir as suas manifestações. Em todo o caso, o tiroterio mortífero vem sublinhar que nenhuma causa pode justificar o uso da violência.
    Mudando de assunto, no internacional, LE MONDE, titula, Brexit: Theresa May pode respirar um pouco. A primeira-ministra britânica, apesar de estar enfraquecida politicamente, venceu ontem contra deputados conservadores do seu partido. 200 dos 317 deputados conservadores na câmara dos comuns renovaram a sua confiança à primeira-ministra e uma nova moção não poderá ser apresentada nos próximos 12 meses.
    Salva, pelo menos, provisoriamente, Theresa May vai poder estar hoje na cimeira europeia consagrada ao Brexit, em Bruxelas. Mas está longe de ter ganho a batalha, sabendo que mais de 200 deputados do seu partido se recusam votar o acordo de divórcio com a União europeia. O verdadeiro embate é no dia 21 de janeiro quando ela tiver de informar os eleitos sobre as suas intenções se o acordo não tiver sido votado, acrescenta, LE MONDE.
    Brexit: Theresa May sobrevie ao massacre do partido conservador, replica, LE FIGARO. A primeira-ministra britânica, ganhou o voto de desconfiança organizado no seio do seu partido por iniciativa de deputados hostis ao acordo de Brexit concluído com Bruxelas.
    Depois deste fracasso, os rebeldes não podem recorrer ao procedimento durante 12 meses. Mas isso não quer dizer que a primeira-ministra não possa vir a fazer frente a uma moção de censura da oposição à qual se juntariam os rebeldes conservadores e seus aliados norte-irlandeses do partido unionista democrático, nota, LE FIGARO.
    Enfim, sobre a África, LA CROIX, dá relevo à RDC, onde Martin Fayulu, candidato às presidenciais, preocupa Joseph Kabila. Na terça-feira, forças da protecção do presidente mataram duas pessoas duma manifestação de boas vindas a Martin Fayulu, candidato da oposição cujo avioneta acabava de aterrar em Lubumbashi, capital da província mineira de Catanga, no leste do país.
    A equipa de campanha de Fayulu, denunciou obstruções da guarda republicana presidencial e atentado à integridade física do candidato que tem dificuldades em deslocar-se no país para fazer comícios para as presidenciais de 23 de dezembro, observa, LA CROIX.
    5 min
  • Ataque terrorista no mercado de Natal de Estrasburgo
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas  por mais um ataque terrorista e o movimento dos coletes amarelos em França.
    Ataque mortífero em Estrasburgo: França de novo em estado de choque, titula, LE MONDE. Duas pessoas foram mortas e 14 outras feridas, ontem à noite, perto do mercado de Natal de Estrasburgo, por um homem que disparou pelo menos três vezes.
    O assaltante, identificado e com ficha criminal, abriu fogo contra uma patrulha da polícia e pôs-se a monte, estando a ser activamente procurado. É um delinquente multireincidente que se radicalizou, pelo que era seguido pela polícia. Estrasburgo é um feudo conhecido de radicalização e em 2014 foi ali desmantelada uma rede de jovens radicalizados em vias de partir para a Síria, acrescenta LE MONDE.
    França de novo atacada pelo terrorismo, relança em título LE FIGARO. Activamente procurado o homem é conhecido pela polícia por crimes de delito comum mas tem também antecedentes criminais estando inscrito na ficha S de segurança de estado por relações com o mundo islamita.
    O pior dos cenários que se temia no seio das forças da ordem, o de um novo ataque terrorista, acaba assim de enlutar a França. Quando o país é puxado para uma espiral de violência à margem dos coletes amarelos, tem lugar este sangrento tiroteio em Estrasburgo, nota LE FIGARO.
    Por seu lado, LA CROIX, titula, sobre os coletes amarelos e pergunta: uma contriubição dos mais ricos? Emmanuel Macron, garantiu que ia pedir um esforço suplementar às grandes empresas e franceses mais ricos. No seu discurso na televisão, Macron lançou assim a ideia duma melhor distribuição da riqueza.
    Os bispos propoem criar grupos de intercâmbio e pedem às paróquias ricas a marcar presença nos movimentos e associações numa busca de soluções concretas à crise social, acrescenta LA CROIX.
    Coletes amarelos estão decididos a escrever o ACTO V, titula, L'HUMANITÉ. Um dia depois do discurso de Macron, há uma convergência de pontos de vista que apontam para uma determinação reforçada para a continuação das manifestações.
    Por sua vez, LIBÉRATION, titula, sobre Mantes-la-Jolie, humilhação revisitada. Um vídeo gravado na passada quinta-feira mostra adolescentes de joelhos frente à parede após uma intervenção da polícia. No seu editorial intitulado Submissão, LIBÉRATION, escrever não saber muito bem quem decidiu forçar 150 jovens a ajoelhar-se em frente à parede e de mãos na nuca durante uma rusga da polícia.
    O certo é que essa vexação brutal doutros tempos é uma iniciativa chocante e funesta. É verdade que a cena difundida nas redes sociais foi precedida de incidentes violentos. Mas os símbolos têm uma força autónoma que excede de longe todas as explicações que se possa dar sobre o ocorrido, nota, LIBÉRATION. 
    Mudando de assunto, sobre a actualidade internacional,  o mesmo LIBÉRATION, destaca a Birmânia, onde uma mudança do clima atinge regiões agrícolas e coloca o país numa situação de perigo económico.
    Por seu lado, LE MONDE, dá relevo ao Reino Unido e à primeira-ministra britânica, Theresa May, que vive uma autêntica tempestade no seu partido.
    May, está suspensa por uma moção de desconfiança votada esta noite e que teve origem no seio do seu próprio partido. 48 deputados conservadores lançaram o procedimento de destituição sendo necessários 158 dos 315 deputados na câmara dos comuns.
    Mas, se a primeira-ministra conservar a sua maioria parlamentar não será possível apresentar uma nova moção de desconfiança nos próximos 12 meses, acrescenta, LE MONDE.
    Enfim, sobre a África, o mesmo vespertino, refere-se ao Quénia e o seu programa geotermia. Cerca de 85% da electricidade do país provém de energias renováveis. Nairobi, forneceu metade da energia consumida no Quénia em 2018.
    5 min
  • Emmanuel Macron : mea culpa indispensável e ambíguo
    Em destaque nos jornais desta terça-feira, "a resposta televisiva do Presidente Macron à crise social desencadeada pelo movimento dos coletes amarelos em França, considerada ambígua e insuficiente, o início da contestação estudantil em França; o adiamento da votação sobre o acordo para o Brexit que coloca Theresa May numa postura difícil e as acusações contra o pacto mundial sobre as migrações assinado em Marraquexe.
    0 min
  • Macron:na hora da verdade
    Emmanuel Macron vai tentar dar uma resposta que convença os "coletes amarelos" e desanuvie a actual crise social em França, sectores da oposição francesa são favoráveis à dissolução da Assembleia Nacional e à novas eleições, na Grã-Bretanha o Brexit agudiza a crise no seio do partido conservador enquanto 52% de britânicos são favoráveis a permanência do Reino Unido na União Europeia, o pacto global sobre as migrações, estão entre os destaques nas edições de segunda-feira.
    4 min
  • Poder em França desorientado frente à revolta
    As primeiras páginas dos jornais franceses continuam dominadas pela paralização do país por causa do braço de ferro entre o poder e o movimento dos coletes amarelos.
    Indignação e fractura em França é o título do vespertino LE MONDE. Um novo dia de mobilização dos coletes amarelos está previsto para amanhã em Paris e em toda a França. O governo que teme um recrudescimento da violência disponibiliza meios consequentes. No seu editorial intitulado quebrar a inércia do ódio, LE MONDE, sublinha que a Quinta República entrou no dia 1 de dezembro num dos períodos mais caóticos da sua história.
    Os acontecimentos de sábado 8 de dezembro em Paris dirão se é igualmente o período mais perigoso. Aparentemente, o Palácio do Eliseu e o governo escolheram dramatizar os riscos de explosão da revolta em curso na esperança de atenuar a virulência e suas consequências políticas, acrescenta, LE MONDE.
    Pânico no topo do poder, replica, em título, L'HUMANITÉ. Face aos coletes amarelos, o governo sob pressão entra em contradição e atiça o medo. Um chefe de Estado isolado e uma maioria desorientada, sem falar em gafes repetitivas, dramatização, governo dividido... o executivo continua a lançar óleo para a fogueira.
    Por sua vez, LIBÉRATION, titula, violência, a engrenagem. A uma dada altura temos que nos defendermos, diz um colete amarelo. Os coletes amarelos não apoiam os vândalos que partem a loiça, mas não estão surpreendidos, com a escalada de violência física e verbal. 
    Coletes amarelos: inquérito sobre uma deriva violenta, relança, LE FIGARO. Os radicais de todas as esferas procuram tirar proveito da desordem provocada pelo movimento. O IV Acto do movimento dos coletes amarelos corre o risco de ser interpretado na violência. Doravante as piores predicções são feitas para o que se passará amanhã em França, acrescenta, LE FIGARO.
    Mudando de assunto, LA CROIX, titula, sobre a memória dos mártires de Argélia. A beatificação amanhã em Orã, de 19 religiosos católicos assassinados durante o decénio negro ecoará longe de Argélia. 
    São religiosas e religiosos católicos assassinados como milhares de argelinos nos anos 90 do século passado. Continua a ser tarefa impossível, em nome da concórdia civil e da reconciliação, evocar a memória dos milhares de mortos e desparecidos, cerca de 150 mil a 200 mil, nesses anos de chumbo. A beatificação de amanhã abre uma brecha e o apoio dado pelas autoridades argelinas é um sinal forte enviado à sociedade argelina e não só, nota LA CROIX.
    Por seu lado, LE MONDE, dá relevo, ao Líbano, exílio impossível dos sírios e palestinianos. Nos campos de refugiados, a ausência de perspectivas empurra certas famílias a tentar chegar à Europa, apesar de múltiplos obstáculos.
    Médicos sem fronteiras e SOS Mediterâneo põem um termo às missões de resgate de Aquárius, constam igualmente das páginas do mesmo vespertino, que nota que o barco criticado pelo governo italiano socorreu em 2 anos 30 mil pessoas. Aquárius tornou-se um símbolo da crise política à volta do acolhimento de imigrantes.
    Enfim, LE FIGARO, dá destaque à CDU em plena dúvida sobre o pós-Merkel. A chanceler alemã abandona depois de 18 anos a presidência do partido cristão-democrata. A CDU precisa debater a sua identidade, afirma um dos congressistas em Hamburgo, porque Angela Merkel, que governou no centro deu o sentimento de ter perdido a bússola da CDU.
    0 min
  • Governo francês em "contra-sentido"
    O vespertino Le Monde traz a manchete: "Macron pede ajuda para enfrentar os riscos de violência". O Presidente pediu às forças política, aos sindicatos e ao patronato que apelem à calma. Isto porque o governo teme "grandes manifestações de violência" nesta quarta manifestação do próximo sábado do movimento "coletes amarelos", em Paris.
    A subida crescente do movimento "coletes amarelos" alastrou-se aos camionistas, estudantes, agricultores que se juntam às manifestações. O vespertino Le Monde publica hoje uma radiografia da manifestação dos estudantes. Escolas urbanas mas também rurais estão bloqueadas desde segunda-feira. Ao movimento juntam-se actos violentos inéditos.
    "O poder vacila" é a manchete do comunista l'Humanité. Afectado pela amplitude de um descontentamento generalizado, o primeiro-ministro cede e reconheceu a legitimidade de um debate em torno do imposto dos ricos.
    Os coletes amarelos também não escapam ao esquerdista libération. Onde na primeira página podemos ler "Poder de compra, poder de miséria : salários mínimos, pequenas reformas, a faltaram três dias para o novo protesto, a maioria vacila.
    5 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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