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  • "A marcha atrás" de Emmanuel Macron
    "A marcha atrás" de Macron titula o esquerdista Libération. O primeiro-ministro francês ter anunciado um conjunto de medidas que suspendem aumentos de impostos. No entanto, parecem não suficientes para calmar o descontentamento dos coletes amarelos.
    Em editorial, Laurent-Joffrin, descreve um momento vertiginoso; "o governo cedeu", mas esta cedência pode não chegar. O Presidente "vertical" está agora na horizontal, estendido num tapete, prossegue o Libération.
    "Jupiter é agora um ser mortal entre tantos e os relâmpagos que tinha em mãos transformaram-se em faíscas irrisórias".
    O anúncio da moratória que vai custar 2 mil milhões ao estado não desactivou a crise. Emmanuel Macron foi vaiado e Édouard Philippe admitiu na assembleia que vai ter de mudar "alguma coisa".
    A verdade, destaca o Le Monde, é que Édouard Philippe  enfrenta sozinho este recuou de medidas defendidas durante a campanha eleitoral de Macron. O presidente que decidiu ficar longe de Paris, das câmaras, do barulho e sobretudo da contestação.
    0 min
  • Governo francês cede à revolta de coletes amarelos
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela crise social em França no seguimento de manifestações dos coletes amarelos contra a política fiscal do governo. 
    Coletes amarelos: Macron e Philippe recuam, titula, LE MONDE. O primeiro-ministro, Édouard Philippe, anunciou hoje uma moratória sobre o aumento de várias taxas durante seis meses. O aumento da taxa carbono, a convergência da fiscalidade do diesel e da gasolina assim como a subida do preço de electricidade, são suspensos.
    Um grande debate sobre os impostos e a despesa pública vai ser organizado e os parceiros sociais serão consultados sobre a mobilidade, acrescenta, LE MONDE.
    Sob pressão, o executivo prepara a sua saída de crise, replica, em título, LE FIGARO. O presidente da República, que quer evitar um novo sábado negro reuniu ontem à noite um comité interministerial para estudar medidas para apaziguar os ânimos dos franceses. 
    Operação desminagem, depois de dois fins de semana de violência inédita nas ruas da capital. O ministro do Interior, Castaner, apanhado na tempestade é ouvido hoje na comissão das leis do Senado, após a sua audição de ontem na Assembleia. Errámos na comunicação, confiou o ministro Castaner, citado, no editorial do jornal LE FIGARO, crise democrática.
    Errámos sobretudo, porque há vários anos que a comunicação substituiu a política, nota ainda o editorial do FIGARO. 
    Dos coletes amarelos à bílis amarela juvenil?, pergunta, LIBÉRATION, num trocadilho francês intraduzível. Perto de 150 liceus estavam bloqueados ontem e estão para vir outros movimentos de contestação dos jovens.Temendo um contágio, o executivo reflecte sobre medidas de concessão.
    No seu editorial, intitulado, nos limbos, LIBÉRATION, pergunta, se o preço do diesel vale a morte de um homem ou de uma mulher. A arrogância inicial acabará em humilhação. E numa discrição dificilmente compreensível, o presidente da República, refugia-se no silêncio.
    Sabendo que ele é o alvo principal, permanece nos limbos jupiterianos. Estranha escapatória, sublinha, LIBÉRATION, no seu editorial. 
    Descrédito, titula, L'HUMANITÉ, referindo-se a Macron. O apoio da opinião aos coletes amarelos continua. A crise social é também uma crise política, pelo que o poder tem que se despachar.
    Mudando de assunto, LA CROIX, titula, sobre os Rohingas, uma vida no exílio. São refugiados que fugiram da Birmânia em 2017 para o maior campo de refugiados do mundo no Bangladesh. São milhares de refugiados rohingas que tentam organizar as suas vidas no campo, mas angustiados, com medo de serem repatriados para Birmânia.
    Por seu lado, LE MONDE, refere-se a Brexit perante o Parlamento de Westminster. Os deputados britânicos lançam-se numa guerrilha contra o acordo concluído entre Theresa May e a União europeia. Para a oposição trabalhista e os independentistas escocêses os sub-entendidos da primeira ministra são bem-vindos.  
    Enfim, sobre a África, o mesmo LE MONDE, destaca Mali e a operação Barkhane, que mobiliza 4.500 soldados e representa um esforço anual de 700 milhões de euros, desde há 4 anos, para conter algumas centenas de jiadistas num perímetro imenso de 5 países do Sahel.
    O ministério francês dos negócios estrangeiros, pretende  acentuar a luta contra contra os tráficos e sancionar os grupos armados que não respeitam o acordo de paz assinado em Argel em 2015, acrescenta, LE MONDE.
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  • Macron e o descontentamento social
    O executivo francês a procura de uma saída de crise frente a amplidão do movimento dos coletes amarelos, a génese histórica que explica a emergência do novo descontentamento social em França, a estagnação dos salários em França e na zona euro,o fracasso da democracia perante a questão ambiental, a falência do modelo do crescimento e o progresso da extrema-direita na Espanha, estão entre os destaques, nas edições de segunda-feira.
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  • G20 e desconstrução do multilaterismo
    A cimeira do G20 em Buenos Aires,a continuação do braço de ferro entre o movimentos dos coletes amarelos e o executivo francês,em visita oficial à Argentina antes do G20, Emmanuel Macron elogiou as reformas impopulares efectuadas, protegido em casa mas criticado na cena internacional, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita deslocou-se ao G20.
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  • Debate sobre devolução de obras de arte ao continente africano
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como internacional.
    Casa Mélenchon fissurada à luz de todos, titula, LE MONDE. O partido França submissa atravessa há várias semanas tensões tendo como pano de fundo a formação de listas para as eleições europeias. Vários quadros denunciam falta de democracia interna, opacidade e dificuldade de exprimir divergências com a direcção do movimento.
    O último episódio é a saída de Djordje Kuzmanovic, fiel de Mélenchon que defendia uma linha republicana e soberanista. Este ex-porta-voz critica violentamente a "exterma concentração" de poder à frente do partido, sentimento partilhado igualmente por outras figuras partidárias que não partilham as opções de Kuzmanovic, acrescenta LE MONDE.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula sobre o negócio de apartamentos-espeluncas em Marselha. O desmoronamento de dois prédios a 5 de novembro, seguido de numerosas evacuações, veio questionar a ausência de escrúpulos de proprietários que tiram proveito da procura dessas habitações. Entre os proprietários, figuram eleitos locais, a dirigente de uma cadeia de salões de beleza, médicos, joalheiros, advogados e patrões de bares.
    Quando os mídias se tornam alvos, titula, LA CROIX. Cada vez mais, dirigentes políticos  e manifestantes atacam jornalistas, algumas vezes, mesmo fisicamente. Vários jornalistas foram confrontados com uma violência inédita nas manifestações dos coletes amarelos.
    Este clima de hostilidade em relação aos meios de comunicação social é amplificada por ataques verbais nas redes sociais. Há iniciativas lançadas aqui e acolá para o reatamento do diálogo e a profissão lançou um apelo à responsabilização, nota LA CROIX. 
    Mudando de assunto, LE FIGARO, titula, migrantes: o projecto da ONU, que divide a Europa. O pacto mundial sobre as migrações, que deve ser submetido à aprovação por ocasião da cimeira de 10 e 11 de dezembro, em Marraqueche, exacerba as tensões. 
    O pacto que deve ser assinado numa cimeira de Marrocos, desencadeou fortes paixões e suscita debandadas nomeadamente na Europa. Os governos da Europa central começam a dessolidarizar-se, a começar pela Hungria. A polémica ganha terreno noutras democracias ocidentais, refletindo o estado de febrilidade de opiniões sobre a questão migratória, acrescenta LE FIGARO.
    Por seu lado, LE MONDE, destaca a Itália, onde a coligação só está unida em relação à Europa. Matteo Salvini e Luigi di Maio governam multiplicando fricções entre os seus dois partidos. 5 meses depois de terem chegado ao poder, o Movimento 5 estrelas de Luigi di Maio e a Liga de Matteo Salvini puseram de pé um modo de funcionamento inédito, feito de fricções permanentes, ameaças de tuptura e de reconciliações, a ponto de darem a impressão de que passam o tempo todo a guerrear-se ao invés de governarem o país.
    Enfim, em relação à África, o mesmo vespertino, dá relevo ao debate sobre a devolução de obras de arte africanas ao continente africano. Um relatório preconiza o retorno do património cultural ao continente de origem. Mas a implementação jurídica deste princípio e o perímetro da restituição suscitam divergências.
    Para a especialista de direito artístico, Corinne Hershkovith, já é tempo de as populações africanas terem acesso a essas obras de arte africanas. Por seu lado, o historiador de arte, Julien Volper, afirma que em nome do arrependimento colonial, os museus europeus, correm o risco de ficarem vazios, sublinha, LE MONDE.    
    L'HUMANITÉ, por sua vez, titula, biodiversidade ameaçada, urgência de um sobressalto. A luta contra a desflorestação e preservação de recursos haliêuticos  estão no coração da COP14, organizada pela ONU. A conferência internacional consagrada à preservação do ser vivo termina no Egipto, abrindo a via para dois anos de negociações que desembocarão em 2020, num novo quadro de acção mundial para salvar espécies e ecossistemas.
    5 min
  • Corrente não passa entre Macron e "coletes amarelos"
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela crise social em França e o diálogo de surdos  entre o presidente francês e os coletes amarelos. 
    Macron tem dificuldades em convencer os coletes amarelos, é o título do vespertino, LE MONDE. Num longo discurso, ontem, o chefe de Estado, disse ter compreendido e anunciou uma concertação descentralizada nos próximos 3 meses.
    Esta mudança de tom e de método não convenceu no entanto os manifestantes que apelaram para uma nova mobilização no sábado, 1 de dezembro, em Paris.
    Esta crise traz à ribalta as profundas fracturas  territoriais francesas que alimentam um medo de desclassificação, nota LE MONDE.
    Desconectado, replica, em título, L'HUMANITÉ. Forçado a falar na apresentação do plano plurianual de energia, o chefe de Estado, mostra a sua surdez doentia perante o descontentamento social. Macron, não tem outro objectivo, senão servir os interesses do neo-liberalismo, afirma um delegado da CGT, ao jornal comunista.
    Júpiter desce à terra, relança, LIBÉRATION. Nuclear, taxa flutuante... Macron tentou reatar os laços com as classes populares, mas os seus anúncios energéticos não satisfizeram os ecologistas e correm o risco de não acalmar os ânimos dos coletes amarelos.
    O presidente defende uma ecologia popular, replica, em título, LA CROIX. O Chefe de Estado, anunciou querer limitar o impacto das taxas aplicadas aos combustíveis e lançou uma grande concertação. No seu editorial Sozinho contra todos, LA CROIX, escreve que Macron conseguiu exprimir ontem a sua compreensão em relação aos franceses ricos e pobres, mas sente-se que o poder das palavras não bastará para apaziguar a actual crise.
    Diálogo de surdos entre Macron e os coletes amarelos, titula, LE FIGARO. Para responder à contestação, o presidente abriu uma grande consulta popular e esboçou uma posivel modulação das taxas dos combustíveis. Mas segundo uma sondagem da OpinionWay para LE FIGARO, 76% dos franceses consideram estas medidas insuficientes. Mas há urgência, nota LE FIGARO, no seu editorial: pôr termo a uma revolta fiscal que poderia transformar-se numa crise política e social.
    Mudando de assunto, na actualidade internaciona, vozes se erguem na Ucrânia contra Moscovo, após o apresamento de 3 navios militares ucranianos pelas forças russas no domingo, escreve, LE MONDE.
    Em relação à África, LE MONDE destaca Congo, os segredos do assassínio de peritos da ONU. Para o governo de Kinshasa, os dois peritos da ONU e seus motoristas assassinados, em março de 2017, foram decapitados por um grupo rebelde. LE MONDE e outros mídias, como a RFI, tiveram acesso a documentos confidencias da ONU, dividida entre defensores de um compromisso político com Kinshasa em detrimento da verdade e adeptos de um inquérito independente.
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  • Caso Ghosn e relações franco-japonesas
    Em destaque nas edições de terça-feira,"o caso Carlos Ghosn e as suas repercussões nas relações franco-japonesas,o terceiro acto do movimento dos coletes amarelos e a resposta do Presidente Macron,a tensão entre a Rússia e a Ucrânia após o incidente no estreito de Kertch, e também a caravana de migrantes latino-americanos bloqueada no México e reprimida pelas autoridades americanas.
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  • França: Macron espera reatar diálogo
    Emmanuel Macron frente a fractura social representada pelos "coletes amarelos" ,a assinatura do acordo sobre o Brexit entre a União Europeia e o governo de Theresa May, os bancos franceses investem sobretudo nas energias fósseis, a marcha para a igualdade em França trinta e cinco anos depois e o congresso do Partido comunista Francês, são alguns dos focos nos jornais de segunda-feira.
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  • Descontentamento social cria raízes em França
    As primeiras páginas dos jornais franceses continuam dominadas pela crise social com anúncio de novos protestos dos coletes amarelos para este fim-de-semana.
    Executivo sacudido pela popularidade dos coletes amarelos é o título do jornal LE FIGARO. Uma sondagem da Odoxa revela que o apoio ao movimento aumenta, enquanto o presidente Macron anunciará na terça-feira uma nova orientação para transformar a transição ecológica aceitável.
    O presidente pediu às suas tropas para terem em conta o descontentamento dos coletes amarelos contra o aumento das taxas de combustíveis e ao mesmo tempo não abrirem mãos sobre o financiamento da transição ecológica.
    Do seu lado, os coletes amarelos continuam muito mobilizados e prontos para manifestações no sábado em Champs-de-Mars, em Paris, reconfortados por 77% dos franceses que consideram justificado o movimento e que o presidente anule o aumento das taxas, nota LE FIGARO. 
    Uma revolta que vem de longe, replica, em título, LA CROIX. Em torno dos coletes amarelos muitos franceses têm dificuldades no dia-a-dia e exprimem suas revoltas. Pagamos cada vez mais para a escola, hospitais e transportes públicos que funcionam cada vez menos.
    Os estragos não datam de hoje, mas actualmente todas as gerações são afectadas pelo aumento do custo de vida, a degradação dos serviços públicos e o fosso entre os pobres e os ricos é cada vez maior, acrescenta, LA CROIX.
    Alerta amarelo, titula, 20 MINUTES. Amanhã, os coletes amarelos querem invadir Paris. As autoridades temem actos de violência dos elementos mais radicalizados. Os ultra-esquerda e ultra-direita, poderão entrar em choque na praça de Concorde, apesar das advertências do governo.
    Os manifestantes estão determinados, dessolidarizam-se dos excessos, mas hesitam sobre o futuro a dar ao movimento, replica, LE MONDE, que no entanto, faz o seu principal título, com o projecto de Macron para regular o Islão em França.
    O governo ultima o diploma de reforma da lei de 1905 endurecendo os controlos. As mesquitas deverão tornar públicas as suas contas e as autoridades passarão mais o respeito da ordem pública. O documento inscreve-se na política global de um Islão de França que o chefe de Estado deve apresentar no começo de 2019, acrescenta LE MONDE.
    Partido comunista francês: um congresso que muda. A preparação do congresso deste último fim-de-semana é sacudido por réplicas do sismo do congresso de  2017, em que a direcção cessante se viu ultrapassada por uma proposta alternativa e dois candidatos mostraram-se disponíveis para o cargo de secretário nacional. O deputado Fabien Roussel deverá assim suceder a Pierre Laurent como secretário nacional, acrescenta, L'HUMANITÉ.
    Mudando de assunto, a nível internacional, LE MONDE, dá relevo às primeiras dissensões europeias sobre Brexit. A União europeia e Londres chegaram a um acordo sobre uma declaração política que não satisfaz todos os 27 membros.
    Resta a questão de Gibraltar, muito sensivel em Madrid. Os espanhóis reclamam uma adenda ao acordo de 585 páginas para nele incluir um direito de veto sobre a futura situação do território, denunciado como uma colónia britânica, após Brexit. Mas contentar os espanóis significa abrir a caixa de Pandora de pedidos de emenda do tratado de divórcio, o que ninguém deseja, acrescenta LE MONDE.
    Enfim, o mesmo vespertino, refere-se ao continente africano e à vaga de prisões sem precedentes contra a corrupção na Etiópia. O primeiro-ministro reformista, Abiy Ahmed, concentra os seus esforços na velha guarda do regime, dizendo, que todos os criminosos serão caçados onde quer que estejam escondidos.
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  • França: risco de ruptura entre Macron e população
    Entre os destaques nas edições esta quinta-feira temos nomeadamente, os franceses perante os impostos, os coletes amarelos símbolo da ruptura entre os franceses e o executivo de Emmanuel Macron bem como de uma sociedade em crise, o regresso do ecologista Nicolas Hulot às lides políticas francesas depois da sua demissão do governo de Emmanuel Macron em Agosto, o grupo Estado Islâmico e a morte como herança na Síria e no Iraque e o capitão Noah joga a sua última cartada na taça Davis.
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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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