Revista de Imprensa

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Revista de Imprensa episodes

  • Retorno a origem de obras de arte africanas
    Em destaque nas edições de quarta-feira: o debate sobre a restituição das peças de arte africanas desviadas pelos europeus durante o período colonial, o calvário das feministas na Árabia Saudita, Donald Trump reitera a confiança na monarquia saudita não obstante as suspeitas de implicação directa do príncipe herdeiro, no recente assassínio do jornalista Jamal Kashoggi em Istanbul, o ministro da Educação, Jean-Michel apresenta os novos programas escolares franceses, a firma Renault perante o após-Ghosn. Eis alguns dos focos.
    5 min
  • Carlos Ghosn:queda de um intocável
    Em destaque nas edições desta terça-feira, a prisão no Japão do presidente da firma automóvel Renault Carlos Ghosn, o braço de ferro entre o movimento dos coletes amarelos e o executivo francês, o crescimento do emprego temporário e da precarieade em França, a luta entre os duros do Brexit e Theresa May e o Irão perante a comunidade internacional e o conflito sírio.
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  • Descontentamento social generalizado em França
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por um único tema: o descontentamento social após as manifestações dos últimos dias dos coletes amarelos.
    Coletes amarelos: o executivo perante uma crise inédita, titula, LE MONDE. Confrontado com um movimento sem líder nem organizador cujas reivindicações giram em torno do poder de compra, o executivo está à procura dum remédio. Os coletes amarelos mobilizaram 290 mil manifestantes no sábado no país, num dia marcado por violência, 1 morto e mais de 400 feridos.
    Esta manhã ainda havia manifestantes levantando barricadas para bloquear depósitos petrolíferos. Convidado na Televisão France 2 ontem à noite, o primeiro-ministro disse compreender o descontentamento e o sofrimento mas entende levar o barco ao bom porto da fiscalidade ecológica. Para o secretário-geral da CFDT, Laurent Berger, a resposta de Édouard Philippe é de quem perdeu o norte, acrescenta, LE MONDE.
    Por seu lado, LE FIGARO, titula, coletes amarelos: o executivo à procura duma resposta. Após um fim-de-semana de mobilização e de bloqueios, marcado por acidentes dramáticos, o primeiro-ministro declarou no domingo à noite compreender este descontentamento mas tem de manter o ritmo.
    No seu editorial, intitulado, entalado, LE FIGARO, nota, que Macron mas também a oposição têm de encontrar depressa respostas económicas e culturais para dar a essa classe que de média só tem o nome. Trata-se do povo, a armação da nossa casa democrática, observa, o editorial do FIGARO.
    Macron apanhado em contramão, replica, em título, LIBÉRATION. O executivo à procura da próxima saída, mas atrás deste descontentamento social, espreita o perigo populista. Sem líder e sem organização, o movimento de sábado está condenado a reaparecer saltitando partidos e sindicatos, correndo o risco de termos uma espécie de Movimento 5 estrelas à francesa, pergunta, LIBÉRATION.
    Que fazer desta indignação?, pergunta, L'HUMANITÉ. Os coletes amarelos esperam respostas ao seu poder de compra. "As classes médias pagam para tudo, porque têm dinheiro, então que paguem", diz, um sindicalista.
    Apesar da sua fraca organização e de acções desordenadas, as mobilizações dos coletes amarelos conseguiram cristalizar um movimento social poderoso, acrescenta L'HUMANITÉ.
    Coletes amarelos, e agora?, pergunta, LA CROIX. O movimento de protesto informal e pouco organizado tem um futuro incerto. Para que uma mobilização seja perene tem de haver recursos. Há que ser rico duma estrutura, duma doutrina e ter relaçõs com os meios de comunicação, sublinha o politólogo Xavier Crettiez, nas páginas do jornal LA CROIX.
    Mudando de assunto, em relação à actualidade internacional, LE FIGARO, dá relevo à Europa: em Berlim, o presidente fraanncês Macron exorta a chanceler alemã Merkel a ultrapassar as hesitações.
    Com o avanço dos populismos e uma animia do motor franco-alemão, o presidente francês apelou a uma refundação europeia no domingo perante o Parlamento alemão. Mas ainda resta algum caminho a percorrer para que a dupla franco-alemã se entenda a propósito de um projecto ambiocioso para a Europa, observa LE FIGARO.
    Por seu lado, LE MONDE, destaca, vivas tensões entre a  China e os Estados Unidos. Nunca as divergências foram tantas entre Washington e Pequim. Tendo como pano de fundo uma guerra comercial, osas duas potências rivais engalfinham-se num clima digno de guerra fria durante a cimezira da Apec, na Papuásia Nova Guiné. Pela primeira vez nos últimos 20 anos não houve comunicado final da cimeira.
    Enfim, sobre a África, LIBÉRATION, aspirante Rambo, extraditado da República centro-africana para ser julgado no Tribunal penal internacional. O deputado e ex-chefe de milícia anti-balaka, Alfred Yekatom, responderá em Haia pelos massacres cometidos contra muçulmanos, assassínios, roubos e crimes de guerra e contra a humanidade, durante a crise de 2013-14, na RCA.
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  • França: Macron frente aos coletes amarelos
    Um dia antes das manifestações em França dos coletes amarelos,a maioria dos diários franceses destacam o descontentamento social perante a gestão política de Emmanuel Macron.Paralelamente o acordo sobre o Brexit entre o governo de Londres e a União Europeia e as suas consequências para Theresa May, assim como o retorno dos dinossauros da política francesa, estão igualmente em destaque.
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  • Brexit: Theresa May frente aos duros
    Em destaque nas edições desta quinta-feira, está o braço de ferro entre a Primeira-ministra britânica Theresa May e os pro-brexit da linha dura, no seio do seu partido Conservador, sobre a adopção do acordo entre o Reino Unido e a União Europeia,Emmanuel Macron efectua a sua mea culpa através da televisão, o aumento do preço dos combustíveis mobiliza os franceses contra o executivo de Macron,e a demissão do chefe da diplomacia israelita.
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  • Espionagem americana penetra empresas em França
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela actualidade internacional, como acordo sobre o Brexit, Itália, Portugal e a Comissão europeia ou espionagem americana em França.
    LE MONDE, titula, Brexit: Theresa May assina um acordo com a União europeia, mas tem de convencer em Londres. Após 20 meses de negociações o Reino Unido e a União europeia chegaram a um acordo de retirada esboçando um Brexit tranquilo. May, que fez imensas concessões submeteu hoje o documento aos seus ministros muito divididos sobre a Europa. Ontem em Bruxelas, a primeira-ministra britânica que corre atrás da sua sobrevivência política invocou o seu acordo ou o caos. O documento deverá agora até o Natal passar ainda pela etapa da sua maioria na câmara dos comuns, acrescenta, LE  MONDE.
    Por seu lado, L’HUMANITÉ, titula, Juncker-Salvini, um duelo de falsos inimigos, a propósito do orçamento italiano. Para lá dos tiques, as escolhas liberais são comuns aos dois. Se a Comissão europeia voltar a recusar o orçamento italiano, que favorece os ricos, vai reforçar a ideia de que a única oposição à Europa vem de um governo nacionalista, sem contar com a agitação nos mercados financeiros. A poucos meses das eleições europeias de maio de 2019, a encenação é hábil e propício ao funilamento do debate entre os euro-liberais e os nacionais-liberais.
    Ainda L’HUMANITÉ, escreve, que Portugal apresentou uma trajectória para 2019 diferente daquela da Itália, mas também da França. Forçado pelo acordo com os comunistas e o Bloco de Esquerda, o governo socialista leva a cabo uma política de ruptura com a austeridade e com as receitas neo-liberais da União europeia.
    Há uns anos, era inimaginável, mas desde dezembro de 2017 é um português, Mário Centeio, ministro das Finanças, que preside aos destinos do Eurogrupo, um dos templos da ortodoxia orçamental da União europeia, em geral, e da zona do euro, em particular. Centeio, age, em nome do governo português, como o bom aluno de Bruxelas, segundo o qualificativo em voga na imprensa financeira dominante, acrescenta, L'HUMANITÉ.
    Como os Estados Unidos espionam nossas empresas, é o título, do jornal LE FIGARO. No momento em que Donald Trump, lança um ataque à França, sem precedentes, através da sua conta Twitter, o jornal revela uma nota dos serviços de informações franceses que alerta para as práticas ofensivas dos americanos. Aeronáutica, energia, saúde, investigação ou nuclear, os sectores estratégicos da economia da França, estão particularmente expostos.
    As nossas empresas são atacadas pelos Estadoxs Unidos nomeadamente através de contenciosos jurídicos, de tentativas de captura de informações e de ingerência económica, garante a Direcção da segurança interna, que se ocupa da contra-espionagem francesa. Numa nota, a que LE FIGARO teve acesso, a agência francesa acrescenta: vários grandes grupos franceses são assim alvos como a Total, Alstom, Alcatel, BNP Parisbas, ou Société générale. 
    Iémen, impor a paz, titula, por sua vez, LIBÉRATION. Após o escândalo Khashoggi, os ocidentais  pressionam Riade para pôr fim a uma guerra que dura há quase 4 anos no Iémen, na indiferença geral.
    Mudando de assunto, por cá em França, LA CROIX,  titula, coletes de todas as iras, referência a manifestações marcadas para sábado de automobilistas vestidos com o coletede segurança reflectivo amarelo. O governo anunciou hoje medidas para atenuar o aumento dos preços dos combustíveis, motivo dessas manifestações de bloqueio de estradas de França, sublinha, LA CROIX.
    Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, dá relevo, à ONU que levanta sanções contra a Eirtreia.10 anos depois das sanções impostas pelas Naçoes Unidas à Eritreria pelo seu presumível apoio a grupos armados somalis, a organização mundial devia levantar hoje o embargo sobre armas e acabar com o congelamento de bens e proibição de viajar de dirigentes da Eritreia.
    Como argumento para o levantamento das sanções, diplomatas internacionais, saúdam o recente acordo de reatamento de relações assinado entre a Eritreia e a Etiópia, este último, actualmente, membro não permamente do conselho de segurança da ONU, acresenta, LE MONDE.
    5 min
  • Presidentes africanos na linha da frente
    Nos jornais desta terça-feira os temas abordados são diversificados, passando pela África, pelos Estados Unidos e pela França.
    No jornal "Libération", encontramos uma dupla página com uma entrevista do Presidente do Ruanda, Paul Kagame, com uma frase em letras garrafais onde se pode ler: "Não queremos continuar a ser reféns da nossa história". No "Le Figaro" o destaque vai para Ali Bongo, Presidente do Gabão, enquanto no jornal comunista "L'Humanité" temos uma entrevista de Omar Ali Ewado, presidente da liga de Jibuti dos direitos humanos.
    No vespertino "Le Monde", o destaque vai para os Estados Unidos, e ainda o rescaldo das Eleições de Meio-Mandato. O diário "Le Parisien" traz em destaque o processo de uma mulher portuguesa, Rosa Maria da Cruz, no Tribunal de Tulle, na Corrèze em França, enquanto o diário desportivo "L ‘Équipe" dá destaque à Rota do Rum.
    6 min
  • O dia em que Paris foi capital do Mundo
    Paris foi, neste Domingo, "capital do Mundo" : Presentes na capital francesa estiveram 72 governantes mundiais, para comemorar o Armistício de 11 de Novembro de 1918, que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial. E à noite, falou-se de Paz, durante a Cimeira, organizada pela França.  
    Mas logo se perfilou o terceiro aniversário dos bárbaros atentados do Bataclan e de St. Denis, a 13 de Novembro de 2015.
    Estes são os dois temas centrais da imprensa francesa, nesta Segunda feira.
    4 min
  • Relações difíceis entre Europa e Estados Unidos de Trump
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões sociais nacionais e a nível internacional pelas relações complexas entre a Europa e os Estados Unidos.
    LE FIGARO, titula, Inquérito sobre a França dos prédios insalubres. Há mais de 400 mil habitações nesta situação, os realojamentos são difíceis, a papelada administrativa é uma dor de cabeças e os procedimentos de renovação são muito complicados de serem lançados.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, cabana tosca de Marseille, Gaudin, desalojado. Um relatório de 2015 já denunciava a gestão de casas insalubres pelo presidente da câmara municipal de Marselha, Godin. O desabamento de dois edifícios na segunda-feira no centro da cidade provocou a morte de pelo menos 7 pessoas.
    Mudo desde a queda dos dois prédios, Gaudin resolveu hoje falar, sem que tenha convencido a opinião pública. “Os pobres não interessam o presidente da câmara municipal de Marselha, porque não seus eleitores, logo deixe-se  que tudo caia de podre”, denuncia Patrick Lacoste, co-fundador da associação Centro da cidade para todos, entrevistado pelo LIBÉRATION.
    LA CROIX, titula, atentados, trabalho de memória. 3 anos depois dos atentados de Paris, uma equipa científica estuda a evolução da memória individual e colectiva dos franceses. Há 2 anos que uma investigação inédikita ambiciona estudar a evolução das memórias individuais e da memória colectiva sobre os atentados de 13 de novembro. Investigadores de vários ramos das ciências humanas recolhem testemunhos de cerca de 1000 pessoas, incluindo centenas de feridos dos atentados, acrescenta, LA CROIX.
    L’HUMANITÉ, titula, a guerra de 14-18 que não devia ser feita. Essa guerra não era fatal nem necessária. A comemoração de 11 de novembro pode ser ocasião de reflectir aos encadeamentos que conduzem ao pior e à fuga da instrumentalização de memórias, acrescenta, L’HUMANITÉ.
    Mudando de assunto, Estados Unidos-Europa: a história de um divórcio, títula o vespertino, LE MONDE. Donald Trump, deve assistir, no domingo, em Paris, a cerimónias do armistício de 1918, nas quais participam cerca de 60 chefes de Estado.
    Por ocasião da presença do presidente americano em França, o vespertino consagra uma série de artigos e análises sobre a crise das relações transatlânticas, começando a lenta consciência tomada pelos europeus das dificuldades em manter o laço com os Estados Unidos, aliado histórico. Merkel, May e Macron, traçaram diferentes estratégias, mas nada feito. É o divórcio entre os Estados Unidos e Europa.
    E face a Macron, o governo alemão não propôs nada e disse não a praticamente tudo, declara uma ecologista alemã. E em relação à ideia de Paris, que por ocasião destas celebrações quer relançar o  multicultarismo organizando um Forum para a paz, Trump, já disse que não participará, acrescenta, LE MONDE.
    Enfim, em relação à África, o mesmo vespertino, refere-se à África do sul , a passos de gigante. Uma África do sul por descobrir seguindo as pegadas de Nelson Mandela que este ano faria 100 anos se estivesse vivo.
    Por seu lado, LIBÉRATION,  pergunta, onde se encontra Ali Bongo do Gabão? Circulam boatos loucos no país desde o presumível acidente vascular cerebral do chefe do Estado a 24 de outubro, pelo que há uma corrida desenfreada à sua sucessão no coração do clã presidencial..
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  • Igreja francesa investiga crimes sexuais
    O rescaldo das eleições de meio mandato nos Estados Unidos e a decisão da igreja católica francesa criar uma comissão de investigação independente sobre os abusos sexuais cometidos pelo clero francês são alguns dos destaques na imprensa de hoje.
    4 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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