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  • Os dividendos de Erdogan com o "caso Khashoggi"
    As consequências políticas do "caso Khashoggi", designadamente com o regresso do Presidente turco em posição de força na cena internacional perante a Arábia Saudita são alguns dos destaques da imprensa francesa de hoje juntamente com o chumbo europeu ao Orçamento Geral de Estado Italiano para 2019.
    5 min
  • Bolsonaro: das explicações familiares ao desporto
    Os jornais desta terça-feira continuam a dar destaque às eleições brasileiras. "O meu dedo não vai tremer para votar Bolsonaro", eis o título no vespertino "Le Monde". O diário dá voz a uma família de Belo Horizonte que explica a sua escolha que passa por votar pelo candidato da extrema-direita na Presidencial.
    A família é composta por oito elementos, dois casais nascidos nos anos 40, e os seus filhos que têm entre 40 e 50 anos. Toda a família trabalha, pertencendo à classe média superior, sem luxo aparente, mas que não querem ser identificados.
    No jornal "Libération", o destaque vai para a extrema-direita que é apoiada pelos evangélicos, enquanto no diário comunista "L'Humanité" a tónica é a vertente desportiva nas eleições brasileiras.
    Nos jornais os outros assuntos em destaque são: "Como é que a China espiona a França", eis o título do jornal "Le Figaro", enquanto no diário católico "La Croix", o título é "Poder de compra com altos e baixos". Por fim no jornal desportivo "L‘Équipe", o destaque vai para o "Braço de Ferro" entre o treinador alemão do Paris Saint-Germain, Thomas Tuchel, e o director-desportivo português, Antero Henrique.
    8 min
  • Khashoggi e Brasil na imprensa francesa
    Eleições intercalares nos Estados Unidos da América, segunda volta das eleições presidenciais no Brasil e, ainda, o caso do jornalista saudita Jamal Khashoggi marcam a imprensa francesa de hoje. Confira aqui a revista de imprensa desta segunda-feira.
    5 min
  • A “onda de choque” do caso Khashoggi
    O tema a dominar os jornais franceses desta sexta-feira continua a ser a “onda de choque” e a vaga crescente de condenações internacionais à Arábia Saudita face ao alegado assassínio do jornalista Jamal Khashoggi. Outro tema em destaque é o lançamento do disco póstumo do francês Johnny Halliday e a “exploração infinita das estrelas”.
    6 min
  • Evasão fiscal de bancos europeus durante crise financeira
    As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por questões de política francesa e fuga ao fisco em vários países europeus.
    A roubalheira fiscal do século, titula, LE MONDE. Como bancos e fundos subtraíram do 55 mil miliões de euros a estados europeus.
    O vespertino e 18 outros meios de comunicação investigaram sobre um gigantesco escândalo de fraude e evasão fiscais em vários países. Enquanto os Estados enchiam os cofres dos bancos durante a crise, financeiros arquitectaram desde 2011 um esquema de roubo inédito.
    Alemanha que abriu inquéritos penais perdeu entre 7 a 12 mil milhões de euros de receitas  fiscais entre 2005 e 2012. Em França, a arbitragem de dividendos pemitiu a investidores não pagarem 3 mil milhões de impostos por ano. Em plena crise financeira, grandes bancos franceses partciparam nestas operações, acrescenta, LE MONDE.
    Por seu lado, LE FIGARO, titula, Macron, não consegue encontro um segundo fôlego. 60% dos franceses segundo uma sondagem Odoxa dizem estar insatisfeitos com a nova remodelagação governamental.
    Decididamente nada marcha! Os franceses consideram que não serviu para nada a indecisão de duas semanas do presidente para anunciar pouca coisa. Macron tem de reatar rapidamente a relação partida com os franceses, sublinha, LE FIGARO, no seu editorial, intitulado avaria.
    LA CROIX, titula, cheias, construir doutra maneira. As trágicas inundações do começo da semana no sul da França obrigaram a repensar a urbanização em zonas de risco.
    Sinistrados de Aude, urgência da solidariedade, replica, L’HUMANITÉ. Associações e socorro popular, eleitos e serviços públicos estão ultra-mobilizados para ajudar os sinistrados das cheias.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, sobre pedofilia na Igreja, para quando a mea culpa? Levantado o véu em vários países sobre abusos sexuais cometidos por eclesiásticos, cobertos pela hierarquia, o clérigo francês começa a perceber pouco a pouco que tem de finalmente fazer o acto de contrição.
    Na actualidade internacional, LE MONDE, destaca, Arábia saudita, o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bem Salman, é apanhado no furacão Khashoggi. É o seu futuro que está tremido na tempestade levantada pelo desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, que teria sido decapitado e desmembrado pela segurança próxima do príncipe no consulado  da Arábia saudita, em Istambul.
    Enquanto várias capitais criticam Riade, Donald Trump, continua a apoiar o seu aliado e minimiza o caso, acrescenta LE MONDE.
    Brasil, Face a Bolsonaro, o problema duma frente, escreve, LIBÉRATION. A 10 dias da segunda volta  da eleição presidencial, o PT de Fernando Haddad tem de alargar o leque dos seus apoios para ganhar contra o candidato da extrema direita ultra-favorito. Mas há problemas que emperram a criação de um bloco republicano.
    Em entrevista ao LIBÉRATION, o antigo embaixador da França no Brasil, Alain Rouquié, afirma que os brasileiros não rejeitam a democracia apesar da provável eleição de Bolsonaro, que se rodeou de militares de pijama.
    Em relação à África, LE MONDE, destaca Argélia, a seis meses das presidenciais, a Assembleia está bloqueada pelos deputados.
    A imprensa argelina de hoje critica o carácter ilegal da maioria, nomeadamente, da FNL e da União nacional democrática, que proclamaram ontem à noite a vacatura do posto do presidente da Assembleia nacional. Ontem, os deputados argelinos trancaram com correntes as portas da Assembleia para impedir o seu presidentes de entrar no edificío parlamentar.
    5 min
  • França, Brexit, União europeia ou Egipto
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões de política internacional, como Brexit e de política nacional, como reacções à remodelação governamental.
    Face a dúvidas, Macron exibe sua confiança, titula, LE FIGARO. Após a remodelação de ontem, marcada pela nomeação de Christophe Castaner ao ministério do Interior, o chefe de Estado indicou que não haverá nem virar de página nem mudança de direcçao ou de política.
    No seu editorial, intitulado, Solidão, LE FIGARO, observa, que Macron pode firmemente afirmar a sua confiança e sua impaciência reformadora, as suas palavras não fizeram esquecer as promessas de grandes mudanças, nem a esperança de uma nova lufada de vento.
    Sopro frouxo, replica, em títula, L’HUMANITÉ. Após duas semanas de tergiversações, um novo governo  sem coluna vertebral foi anunciando. Muito barulho por nada! Um governo estafado sem mesmo começar a correr.
    Após duas semanas à procura de nomes, o executivo conseguiu apresentar um novo governo. Entre equilíbrios da maioria preservados, um ministro arrancado da sua reforma, quadros superiores do privado, o segundo fôlego esperado já se esvaiu, acrescenta, L’HUMANITÉ.
    Macron, nem virar de página, nem mudança”, replica, LE MONDE, citando, o presidente Macron, na declaração que fez na televisão, apás a remodelação, reafirmando a sua vontade o rumo das reformas. Mas afirmou também querer estar mais à escuta dos franceses e reatar o laço rompido com os eleitos locais.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, sobre o antigo candidato presidencial, Jean-Luc Mélenchon, que gritou demasiado alto. Referência à obstrução do líder da França Insubmissa à policía judiciárião de busca à sede do seu partido, denunciando uma polícia política. 
    Não me podem impedir de entrar, eu não sou nenhum bandido, não sabem que sou a República, que sou um deputado?, lançou Mélenchon, aos polícias, acompanhados de um procurador, que confiscaram documentos no quadro  de casos de empregos fictícios e de financiamento da sua campanha presidencial, acrescenta, LIBÉRATION.
    Mudando de assunto, Brexit: os desafios de uma cimeira crucial, é o principal título, do vespertino, LE MONDE. A 6 meses da data da saída do Reino Unido da União europeia, tem lugar hoje uma cimeira especial europeia em Bruxelas para tentar resolver várias questões cruciais.
    A principal dificuldade relaciona-se com a questão do restabelecimento duma fronteira entre as duas Irlandas ou duma união alfandegária temporária. Face à revolta duma parte dos conservadores, Theresa May deverá contar com o apoio de certos trabalhistas para ratificar o texto.
    Os britânicos defensores duma permanência na União europeia se sentem abandonados pelos partidos e mobilizam-se por um segundo referendo, acrescenta, LE MONDE.
    Ortodoxia, o rompimento, titula, LA CROIX. O Patriarca de Moscovo anunciou na segunda-feira, a ruptura  das relações com o patriarcado de Constantinopla, provocando um cisma no mundo ortodoxo. A decisão de Moscovo surge 4 dias depois do anúncio do patriarca de Constantinopla reconhecer uma Igreja ortodoxa independente na Ucrânia, pondo fim, a 332 anos de tutela religiosa russa sobre os fiéis ucranianos, nota, LA CROIX.
    Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, destaca, Egipto reprime com tanques franceses. A Amnistia Internacional, denuncia o papel da França, primeira fornecedora de armas do Cairo.
    No seu novo relatório, intitulado, Egipto, armas francesas no coração da repressão, a ONG afirma que veículos tácticos Sherpa e blindados MIDS, foram utilizados para reprimir violentamente manifestações no Egipto entre 2012 e 2015, acrescenta, LE MONDE.
    5 min
  • Remodelação do governo francês sem grandes novidades
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela actualidade nacional, como a remodelação governamental do Presidente Maceon e as cheias no sul da França.
    Os novos equilíbrios do governo, titula, LE MONDE. Duas semanas depois da demissão de Gérard Collomb, o Palácio do Eliseu divulgou a composição de um novo governo. Macronista desde o primeiro momento, Christophe Castaner recupera o ministério sensível do Interior. Laurent Nuñez, que dirigia o serviço da luta anti-terrorista, é nomeado seu secretário de estado, entre outros nomes em diferentes ministérios.
    Todo este barulho só para isto?, pergunta, a cronista, Françoise Fressoz nas páginas do vespertino. De tanto adiar esta remodelação, Macron, criou desejos excessivos correndo o risco de desiludir, porque não há nada de espectacular na mudança de equipa anunciada. Foi mais um equilíbrio entre a bicefalia do executivo, nota, a cronista do LE MONDE.
    Outro assunto que domina todos os diários, é a emoção nacional após o dilúvio mortífero do sul da França, titula, LE FIGARO. Aldeias devastadas, estradas desventradas, carros encravados em casas demolidas…. Graves inundações que afectaram a região estão na origem de um balanço humano muito pesado, acrescenta, LE FIGARO.
    Pelo menos 11 mortos, como é ainda isto possível, pergunta, em título, L’HUMANITÉ. O acontecimento supreendeu pela sua violência. O ordenamento do território entra pela janela. Quando se fala de inundações temos antes que analisar o fundo da questão, afirma Marie-France Beaufils, vice-presidente do centro europeu de prevenção dos riscos de inundação. Como fazer a lavoura, como construir, que obras construir e proteger? Temos que fazer um diagnóstico, afirma, a entrevistada do jornal L’HUMANITÉ.
    Região de Aude ferida, titula, LA CROIX. Fortes cheias fizeram pelo menos uma dezena de mortos e importantes estragos. Não é a primeira vez que a região é inundada, porque em 1999, cheias fizeram 25 mortos. Mas 39% por cento da população local vivem numa zona inundável. A jovem geração não tem memória dos lugares e ignora a vulnerabilidade natural nomeadamente o risco de cheias, afirma, LA CROIX.
    Por seu lado, LIÉRATION, titula, sobre a violência de bandos. A morte aos 13 anos, referência a um adolescente morto este fim-de-semana em Lilas, arredores de Paris. En fins de setembro um aluno de um liceu de Garges-lès-Gonesse, subúrbio parisiense, tinha sido linchado. São rixas ultra-violentas implicando jovens e que acontecem muitas vezes por um simples olhar.
    Na actualidade internacional, LE FIGARO, destaca o desaparecimento do jornalista Khashoggi: o grande medo de dissidentes suaditas. De Londres a Sidney, passando por Canadá, França ou Alemanha, o medo toma conta de opositores ao príncipe herdeiro, Mohamed  Bem Salman, novo homem forte de Riade.
    Eles estão convencidos que o desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, há 15 dias, no consulado saudita de Istambul é uma mensagem a todos os dissidentes, acrescenta LE FIGARO.
    Angela Merkel está ameaçada como chanceler?, pergunta, LA CROIX. Merkel apelou ontem os seus ministros a pôr um fim às querelas sobre a imigração prometendo recuperar a confiança.
    Para o politólogo Michael Bôning da Fundação social democrata Friedrich-Ebert, nada nas eleições na Baviera significa que Merkel tenha de abandonar o governo. As repercussões são brutais para os conservadores da CSU, e talvez ainda mais, para os sociais democratas do SPD, mas por instante, a chanceler está fora de perigo, acrescenta o politólogo, num artigo de opinião, no LA CROIX.
    Enfim em relação à África,  LE MONDE, explica como  Marrocos persegue candidatos à imigração para Europa.
    Forçado pela União europeia, o reino marroquino é palco de uma vaga sem precendentes de prisões e deslocações forçadas de africanos subsaarianos que se escondem para não serem presos pelas autoridades marroquinas. Roland foi preso quando tentava apanhar um barco com 12 outras pessoas rumo à Europa.
    Economizaram 1000 euros para essa aventura, mas acabaram por ser presos por Marrocos, que faz esse trabalho a pedido da União europeia, nota, LE MONDE.
    6 min
  • França à espera da remodelação governamental
    Os jornais franceses destacam o suspense em torno da remodelação governamental, duas semanas depois da demissão do ministro francês do Interior, Gérard Collomb. O abalo na coligação de Angela Merkel, na Alemanha, na sequência das eleições regionais na Baviera são outro dos destaques. O Le Figaro foi a Londres entrevistar a artista portuguesa Paula Rego no âmbito de uma exposição que inaugura, esta quarta-feira, no Musée de l’Orangerie, em Paris.
    7 min
  • Fiscalidade em França, Francofonia e eleição na Baviera
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas, com temas que vão da fiscalidade, ensino, até às eleições decisivas no estado da Baviera, na Alemanha federal.
    Fiscalidade, a má surpresa da taxa de habitação, titula, LE FIGARO. Um em cada 6 municípios aumentou esse imposto o que parasita a promessa governamental de baixar os impostos locais. O governo queria que a redução de 30%  da taxa de habitação para 80% dos contribuintes fosse o símbolo da sua política de redução dos impostos.
    Mas numerosos contribuintes tiveram hoje a surpresa de receber a folha da taxa de habitação com uma rúbrica estipulando que mais de 6 mil municípios aumentaram esse imposto, uma medida que provoca ruídos na comunicação do executivo.
    Aliás, o ministro das Contas Públicas, Gérald Darmanin, teve de relativizar estas derrapagens fiscais, garantindo que 18 milhões de franceses vão beneficiar em média duma redução de 200 euros nos seus impostos locais em 2018, acrescenta, LE FIGARO.
    Escola: o conteúdo do projecto da futura lei Blanquer. O ministro vai defender na segunda-feira a sua estratégia para o futuro da escola que prevê a criação duma instância independente para avaliar a qualidade do ensino escolar.
    A instrução primária obrigatória será a partir dos 3 anos em vez dos actuais 6 anos de idade e a formação de professores será reorientada no seio de novos Institutos nacionais superiores do professorado, acrescenta, LE MONDE.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, professores, lançam alerta sobre amianto num grande número de  escolas  e liceus franceses.
    L’HUMANITÉ, titula, sobre o escândalo da máquina perturbando a transfusão sanguínea. Partículas em suspensão das bolsas de sangue, suspeições de riscos cancerígenos… O que esconde a retirada de 300 aparelhos de transfusão da empresa Haemonetics, minimizada pelas autoridades?
     A França está em vésperas de um novo escândalo de sangue contaminado? O  alerta foi lançado em 2015 mas só agora foram retiradas 300 máquinas defeituosas que vinham fazendo transfusão de sangue poluído, acrescenta, L’HUMANITÉ.
    A nível internacional, Baviera, eleição teste para a Alemanha, titula, LA CROIX. A eleição regional de domingo na Baviera, sublinha o jornal no seu editorial,  deverá ser marcada por um novo avanço da extrema-direita e a fragilização do governo de Angela Merkel. A Alternativa para a Alemanha, multiplica provocações, com um dos seus responsáveis parafraseando Hitler, o que encontra apoio na opinião.
    LE MONDE, que destaca, Louise Mushikiwabo, uma africana para a Francofonia.  Apoiada pelo Presidente francês, Macron e a maioria dos presidentes dos países da União africana, a ministra ruandesa dos Négócios estrangeiros, tida como uma Dama de ferro, é nomeada, como secretária-geral da Organização nternacional da Francofonia, cuja cimeira terminou ontem na Arménia.
    Enfim, L’ÉQUIPE, destaca Mbappé, que uma vez mais salva a selecção de futebol da França, entrando a 5 minutos do fim do jogo, para conseguir um empate 2-2, quando a equipa estava a perder por 2/0 frente à Islândia.
    4 min
  • França: remodelação governamental gera crispações
    A anunciada remodelação governamental em França crispa as relações entre o presidente e o primeiro-ministro, mas também a substituição do ministro das finanças na África do Sul "vítima paradoxal da luta anti-corrupção" e a provável nomeaçao da ruandesa Louise Mushikiwabo para dirigir a OIF, são alguns dos temas em destaque nos diários desta quinta-feira.
    4 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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