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  • França: difícil remodelação governamental
    França remodelação governamental adiada para sexta-feira, no regresso do Presidente Macron da cimeira da OIF, um processo complicado com a oposição a denunciar desordem institucional, Papa Francisco convidado a visitar a Coreia do Norte, nos Camarões dois candidatos à presidência reclamam vitória mas Paul Biya desmente, estes alguns dos temas em destaque nos diários franceses desta quarta-feira.
    6 min
  • Saúde, greves e aquecimento global em França
    As primeiras páginas da imprensa dária francesa, apresentam-se diversificadas entre assuntos como a saúde, procriação assistida, greve ou mudanças climáticas.
    Apelo a federar os descontentamentos, titula, L’HUMANITÉ, para se referir à greve de hoje como dia de mobilização contra o desmantelamento do modelo social. Em entrevista ao jornal o secretário-geral da CGT, confederação comunista, Philippe Martinez afirma que a mobilização não se mede pelo número de manifestantes, mas pelas reivindicações sobre salários, aumento das pensões de reforma e do seguro de desemprego.
    Saúde: disparidades territoriais preocupantes, titula, LE MONDE. Pela primeira vez, o ministério da Saúde dispõe de dados fiáveis sobre a desigualdade de acesso a a cuidados médicos, nomeadamente, dentistas no território. Se 50% de pessoas conseguem num prazo de 29 dias uma consulta oftalmológica em Paris, este prazo passa para 97 dias nas pequenas cidades francesas, sublinha, LE MONDE.  
    Manifestação para todos, mesa posta, titula, LIBÉRATION. Após luz verde do comité de ética, os reaccionários preparam as suas armas no quadro do debate sobre procriação medicamente assistida para todas.
    Em 2013, a abertura do casamento a pessoas do mesmo sexo derrotou a manifestação para todos. 5 anos depois a perspectiva duma extensão da procriação medicamente assistida a lésbicas e mulheres solteiras remobiliza as tropas. Os opositores a uma evolução da procriação assistida, nomeadamente, da Manifestação para todos, esperam sentem-se reconfortados e prontos para a luta. Conseguirão os conversadores  pôr as suas tropas nas ruas como no passado? pergunta, LIBÉRATION.
    Mudando de assunto, Clima,  e agora?, pergunta, em título, LA CROIX. Segundo o relatório do GIEC de ontem limitar o aquecimento climático a 1,5 graus centrígados implica transformações societais sem precedentes. Tem de haver uma acção imediata, rápidasitemática, porque temos tudo a ganhar, acrescenta, LA CROIX.
    Aquecimento global, que resposta depois do alerta? Pergunta em título, LE FIGARO. Não existe solução milagre para captar de maneira económica o dióxido carbono na atmosfera. A França e a Alemanha têm dificuldades em respeitar os objectivos fixados após a COP21 de Paris e vários peritos duvidam da realidade dos progressos anunciados pela China, nota , LE FIGARO.
    Por seu lado, LE MONDE, destaca, Brasil, Bolsonaro, liberal e autoritário. Favorito da segunda volta das eleições presidenciais, o candidato da extrema direita tem uma retórica anti-sistema e de segurança, tem agora de clarificar um programa prenhe de contradições nomeadamente económicos, nota, LE MONDE.
    Em relação à África, LIBÉRATION, destaca o ouro do Sará. Após a explosão em 2012 no Sudão, garimpeiros do ouro alargaram-se por toda a África do oeste, até Mauritânia. Muitas vezes conflituosa e difícil de regular, a prospecção permite no entanto dinamizar a economia.
    Na Mauritânia, a nova descoberta de filões prometedores do ouro provocou uma autêntica euforia. Mas o Estado controla tudo. No Chade, pelo contrário, há sítios que estão sem controlo nenhum.
    No Níger, o ouro está está dos dois lados do leste e do oeste controlados pelos tubús e os tuaregues e no Sudão, foi no norte de Darfur que os primeiros filões do ouro foram localizados, entre 2011 e 2012. Mas na mesma altura outras regiões sudanesas registaram uma explosão nos estados do norte, do Nilo e do mar Vermelho, acrescenta, LIBÉRATION.
    5 min
  • Aquecimento do Planeta preocupa grupo de cientistas
    As primeiras páginas estão dominadas pela questão do clima, mas destacam igualmente as eleições gerais nomeadamente presidenciais no Brasil.
    Clima: uma última oportunidade para o planeta, titula, LE MONDE. Peritos internacionais do clima apresentaram, hoje, o seu novo relatório sobre a evolução do aquecimento da Terra.
    Os cientistas do relatório consideram que ainda é possível conter a alta média das temperaturas sob o limiar fatídico de 1,5° C. Mas este objectivo só será atingido se forem implementadas medidas draconianas de redução de emissões de dióxido de carbono por todos os Estados até 2030, acrescenta, LE MONDE.
    Clima, agora ou nunca, replica, LIBÉRATION, encomendado por ocasião da COP21 de Paris, o novo relatório do GIEC traça perspectivas alarmistas para o planeta, mesmo se já havia compromissos internacionais. Ficou estabelecido que o limite do aquecimento global devia ficar em 1,5° centígrados por 197 Estados, durante a COP21 de Paris, em 2015, sublinha, LIBÉRATION.
    1,5° C, urgência face aos perigos, titula, L’HUMANITÉ. O grupo de peritos considera ser ainda possível limitar a subida da temperatura, com a condição de transformar radicalmente o sistema de produção.  Tudo tem de ser decidido nos próximos 10 anos, nota, L’HUMANITÉ.
    Por seu lado, LA CROIX, titula, tutelas, reformar para melhor proteger. Uma proposta de lei analisada amanhã pelo Senado e um relatório visam melhor preservar os direitos fundamentais os idosos vulneráveis. É aqui que se decide a vida de adultos cuja autonomia é fragilizada pela velhice, doença psíquica ou precariedade social, acrescenta LA CROIX.
    Mudando de assunto, Brasil: triunfo da extrema direita, é o segundo título do vespertino, LE MONDE. Jair Bolsonaro chegou largamente à frente na primeira volta da eleição presidencial de ontem com 46% dos votos. A sua campanha girou em torno da luta contra a insegurança, a corrupção e a promessa de autoridade e a nostalgia da ditatura militar.
    Ele defrontará na segunda volta de 29 de outubro o candidato do Partido dos trabalhadores, Fernando Haddad, que tem dificuldades em sair da sombra de Lula, acrescenta, LE MONDE.
    Populismos: a preocupante campanha europeia de Steve Bannon, titula, LE FIGARO. A estratégia eleitoral que ajudou Trump a conquistar a Casa Branca quer federar os partidos eurocépticos na batalha das eleições de primavera e 2019.
    Convidado de honra do congresso da Frente Nacional, em Lille, em março último, Steve Banon visitou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban e multiplicou encontros na Itália, país que ele vê como um modelo desde que é dirigido pelo Movimento 5 estrelas e a Liga.
    Para federal as formações populistas, criou o seu clube, Movimento, em Bruxelas.  “O meu papel é dar a palavra a povos humildes”, afirma em entrevista ao FIGARO, Steve Bannon. É a nova Internacional, títiula do editorial do jornal LE FIGARO, que sublinha: O antigo guru de Trump modera esta Internacional populista europeia. Dos Estados Unidos, passando pelas Filipinas, Itália e Brasil, movimentos ditos populistas parecem varrer tudo por onde passam.
    Ainda sobre os Estados Unidos, LIBÉRATION, pergunta quem tira proveito da nomeação de Kavanaugh, para as eleições intercalares de novembro? Apesar de agressões sexuais, foi confirmada pelo Senado, a nomeação do juiz Kavanaugh para o Supremo Tribunal.
    Uma votação que vai pesar sobre as eleições intercalares. Kavanaaugh, 53 anos, foi acusado de agressão sexual, após a sua nomeação pelo presidente Donald Trump, confirmada no sábado pelo Senado, acrescenta, LIBÉRATION.
    Enfim, sobre a África, LE MONDE, destaca, Camarões, a oposição quer ainda acreditar na mudança pelas urnas. O Presidente Paul Biya, que concorreu para um sétimo mandato, permanece largamente favorito após um dia de votação no domingo 7 de outubro, marcada pela abstenção e violência na parte ocidental anglófona do país, nota LE MONDE.
    4 min
  • França de olhos postos em Bolsonaro
    A primeira volta das eleições presidenciais, este domingo, no Brasil, percorre a imprensa francesa e o tom é alarmante. Com o retrato de Jair Bolsonaro nas primeiras páginas, o L’Humanité titula “Ameaça fascista sobre o Brasil” e o Libération escreve: “Racista, homófobo, misógino, pró-ditadura… no entanto, ele seduz o Brasil”.
    6 min
  • 60 anos da Vª República francesa festejada na crise
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como internacional.
    LE MONDE, titula, Macron: que remodelação para sair da crise? Eliseu tenta minimizar a demissão do minstro do Interior, com o Presidente a dizer que nada do que se passa se parece com uma crise política. Porém, nos bastidores o executivo multiplica contactos e o primeiro-ministro defende uma larga remodelação do governo, nota LE MONDE.
    Desfaz-se o primeiro nó da corda, que é o Presidente, replica, L’HUMANITÉ. Escândalo Benalla, demissões em catadupa, impopularidade… A mão macroniana sobre o poder revela uma crise de regime, acrescenta L’HUMANITÉ.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, demissão de Collomb, o feudo mais que chefe. A decisão do ministro de regressar à sua cidade de Lyon reflecte uma nova preferência política pela província em relação ao poder central.
    Mal-estar na Macronia, titula, 20 MINUTES. A agenda ficou estilhaçada, a sucessão complicada e a demissão de Gérard Collomb representa um duro golpe para o sistema Macron.
    Por seu lado, LE FIGARO, faz o seu principal título com Quinta República festeja os seus 60 anos na dúvida. Os franceses já não plebiscitam mais o regime instaurado em 1958 por de Gaulle. São apenas 44% que ainda se sentem ligados à V República, segundo uma sondagem Odoxa para LE FIGARO e Fance Info.
    O presidente Macron, aproveita este aniversário para visitar a campa do general de Gaulle e discursa no Tribunal constitucional, sobre a sua reforma institucional que quer ver debatida em janeiro na Assembleia, acrescenta LE FIGARO.
    LA CROIX, prefere titular sobre Igreja, o dever de verdade, com uma entrevista exclusiva do presidente da conferência episcopal, Monsenhor Georges Pontier, a afirmar uma profunda vontade de clarificar os abusos sexuais de padres, bispos e todos religiosos do mundo católico.
    Na actualidade internacional, LE MONDE, dá relevo aos Estados Unidos e Donald Trump, que aos 8 anos já era milionário, com base em estratagemas de evasão fiscal num sistema montado pelo pai Fred, para ajudar os filhos.
    LE MONDE, cita um artigo do New York Times, afirmando que Trump, não é o self-made man, o homem de negócios que se fez sozinho, mas um herdeiro, que desde os seus 3 anos, via entrar na sua conta bancária, 200 mil dólares todos os anos, depositados pelo pai.
    Também LIBÉRATION, retoma a notícia, escrevendo que Donald Trump, é rico porque filho de papá, tendo recebido 400 milhões de dólares ao longo da sua vida pelos pais, parte do dinheiro proveniente de fuga ao fisco.
    Por seu lado, LE FIGARO, destaca, Theresa May que quer reencantar Brexit. No seu discurso de encerramento do congresso do Partido conservador, ela até dançou na tentativa de unir o seu partido.
    O seu discurso de Birmingham era muito esperado para retomar as coisas em mãos, tendo em conta os ataques da véspera de Boris Johnson à sua visão do Brexit. E parece que, May, conseguiu, pelo menos que o seu discurso fosse bem recebido pelos congressistas, nota LE FIGARO.
    É o mesmo jornal, que ainda, se refere ao Brasil, a 3 dias das presidenciais, com os mercados apostando no populista Bolsonaro. Frente ao delfim de Lula, o programa liberal do candidato da extrema direita seduz os investidores, acrescenta LE FIGARO.
    Em relação à África, os franceses regressam à Tunísia para sua férias. Após anos negros por causa dos atentados de Tunes e Susse, o turismo tunisino ganha dinamismo. Este ano, houve 569 mil franceses passaram as suas férias na Tunísia, ocupando o terceiro lugar na classificação dos turistas que visitam as praias e hotéis tunisinos, atrás dos argelinos e líbios, cidadãos de países limítrofes, nota, Le FIGARO.
    Enfim, L’ÉQUIPE, destaca a goleada de 6/1 do PSG frente à estrela vermelha de Belgrado, a contar para a Liga dos campeões.
    4 min
  • Ministro do Interior impõe demissão ao presidente Macron
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão ainda dominadas por reacções à demissão do Ministro francês do Interior, mas também por questões de migração.
    Collomb, impõe a sua demissão, Macron abalado, titula, LE MONDE. Desafiando o presidente, de quem foi conselheiro privilegiado, o ex-ministro do Interior, desferiu a Macron o golpe mais duro desde o começo do seu mandato.
    O primeiro-ministro, Edouard Philippe, assume interinamente as funções de ministro do Interior, até à nomeação dum sucessor de Collomb, que regressa a correr para a sua câmara municipal de Lyon, que ele deixou nas mãos de um fiel, para melhor concorrer a um quarto mandato, nota, LE MONDE.
    A demissão de Collomb, mergulha o executivo na crise, replica, em título, LE FIGARO. Fortes tensões nas últimas semanas entre Macron e o seu ministro explodiram nos dois últimos dias.
    Surrealista, é o editorial do FIGARO, notando que neste teatro do absurdo,  demite-se, mas, para mais tarde, enfraquece-se para reforçar a sua legitimidade, e suplica-se, como faria um cativo, a saída finalmente do seu ministério.
    A careta do Lionês, titula, LIBÉRATION, mostrando uma foto duma gargalhada de Collomb. Apesar de Macron ter primeiro recusado a demissão do ministro do Interior, o ministro manteve a sua demissão para se consagrar às municipais de Lyon. Um novo golpe duro para o executivo. Eliseu atingido no coração e o governo apanhado de surpresa, com a demissão de Collomb, nota, LIBÉRATION.
    Mudando de tema, mas ainda em França, L’HUMANITÉ, titula, pensões de reforma, a grande aldrabice. 9 sindicatos e associações manifestam hoje contra os golpes baixos do governo.
    Os pensionistas sentem-se vítimas das escolhas fiscais de Macron, porque vão perder em média anual até 2020,  cerca de 700 euros. Em 2018, um pensionista com uma reforma de 1760 euros por mês, perde 360 euros. Os pensionistas que ajudam os seus filhos não poderão continuar a ajudá-los, sublinha, L’HUMANITÉ.
    Em relação à actualidade internacional, LA CROIX, faz o seu título, com a verdade sobre passadores. Um relatório da polícia nacional descreve redes de passadores como organizações criminosas de carácter mafioso, que suscitam mesmo candidaturas à imigração.
    Criminosos africanos mandam trazer raparigas de Áfricas para serem prostitutas em hotéis. Os financiadores chineses são especialistas de compensação bancária pondo a circular dinheiro do tráfico de drogas e da prostituição em salões de massagem, entre Ásia e Europa e vice-versa.
    Passadores curdo-iraquianos trabalham com camionistas polacos, para transportar vietnamitas para Inglaterra.  Sem falar na fabricação de documentos falsos entre França, Grécia e Turquia, onde há uma crescente competência técnica na matéria, sublinha, LA CROIX.
    Por seu lado, LE FIGARO, destaca Reino Unido e o congresso do Partido conservador, em Birmingham, transformado num concurso de beleza, com os concorrentes Boris, Jeremy, Sajid, Jacob e outros, na corrida para a sucessão de Theresa May.
    Boris Johnson, apelou os 1500 militantes conservadores a apoiarem Theresa May da melhor forma possível. Quer dizer, forçá-la a abandonar as suas propostas financeiras desacreditadas a favor do Brexit, na figura de uma parceria aduaneira  com a União europeia, sublinha, LE FIGARO.
    Brexit: Europa prepara-se para um eventual divórcio sem acordo, escreve, por seu lado, LE MONDE. Habitualmente, em Bruxelas, não se fala abertamente de Planos B, porque confirmá-lo é matar o Plano A.
    A Comissão europeia, fez, pois, desta vez, uma excepção histórica com o Brexit, deixando ainda em aberto a assinatura de um acordo com o governo de Theresa May. Bruxelas preveniu no entanto que não será possível estabelecer Planos de continuidade para tudo, acrescenta, LE MONDE.
    Enfim, os generais, Didier Castres e Mamadou Sow, num artigo de opinião do jornal LE FIGARO, afirmam que a segurança da África e a da Europa estão indelevelmente ligadas.
    Nós, europeus e africanos, partilhamos uma mesma análise sobre as crises que nos ameaçam; elas são globalizadas, prosperam alimentando efeitos e vectores da globalização e estão imbricadas em tráficos de cigarros e de seres humanos, ideologias, terrorismo, reivindicações políticas e revoltas, nota, LE FIGARO.
    4 min
  • Morreu Charles Aznavour, o cantor francês universal
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções e comentários à morte do cantor francês, Charles Aznavour, na noite de domingo para segunda-feira. 
     
    Charles Aznavour, o universal, titula, LE MONDE, que dedica quatro páginas ao cantor e actor de teatro e cinema, morto na noite de domingo para segunda-feira, em França, com a idade de 94 anos.
    De origem arménia, Charles Aznavour, nascido em Paris, afirma numa entrevista, que quando somos filhos de imigrantes temos que sair dessa condição. Se eu não tivesse as minhas mulheres: minha mãe, minha irmã, minha esposa, nunca teria conseguido chegar onde cheguei;  são as mulheres que fazem os homens, afirma Aznavour, citado por LE MONDE.
    O grande Charles, replica L’HUMANITÉ, vendeu 180 milhões de discos e gravou 1200 canções. A canção, aquela que nascia nas ruas, era a sua vida. “Os amigos da miséria são muitas vezes os mais interessantes, os mais sinceros”, assim é recordado Aznavour, numa das entrevistas ao L’HUMANITÉ.
    Um século, um destino, relança LA CROIX, que dedica 4 páginas a aquele que chama uma lenda e um destino. Talvez porque nada lhe foi dado de graça, nada foi fácil para ele.  O imenso artista é morto com a idade de 94 anos, sem conseguir atingir um século de carreira, como dizia a brincar, nota, LA CROIX.
    Era ainda ontem, titula LIBÉRATION, que passa em revista as suas canções de um século. De origem arménia, ele desafiou todas as críticas para se impor como o cantor francês mais reconhecido no mundo
    For me, formidable, titula, LE FIGARO, recorrendo ao título duma canção de Charles Aznavour. No seu editorial, intitulado, França no coração, LE FIGARO, escreve que acabámos por acreditar que ele era imortal; e talvez o seja. Charles Aznavour morreu na noite de domingo para segunda-feira; regressava de um périplo por Japão, tinha concerto em Paris antes de partir para Bruxelas. O  palco era o berço de Charles Aznavour, sublinha, o editorial do jornal, LE FIGARO.
    Mudando de assunto, brasileiras, barreira contra Bolsonaro, destaca, LE MONDE, sobre o candidato da extrema-direita às presidenciais do Brasil. “Ele não” é um dos slogans de manifestações de mulheres brasileiras, que denunciam o discurso misógino, racista e homófobo de Bolsonaro, acrescenta, LE MONDE.
    O mesmo vespertino, destaca ainda, Irão preocupado com a ameaça do Estado islâmico no seu território. Teerão atacou ontem a organização jiadista na Síria, após o atentado cometido a 22 de setembro em Ahvaz, no sudoeste do país, por um comando terrorista e reivindicado pelo Estado islâmico.
    Teerão visa aqueles que designa como os padrinhos do Estado islâmico: Washington e seus aliados regionais, Israel e as monarquias do Golfo, sublinha, LE MONDE.
    Sismo e tsunami na Indonésia: “à nossa volta tudo está destruído”, escreve, LIBÉRATION, 4 dias após a maior confusão que reina no país. Em pé de guerra, as ONG’s, esperam autorização para intervir. As Nações Unidas consideram que 190 mil pessoas necessitam de ajuda humanitária, acrescenta, LIBÉRATION.
    Por seu lado, LE FIGARO, refere-se a Boris Johnson, o tubarão branco que quer engolir Theresa May. O antigo ministro desafia a chefe do governo no Congresso dos conservadores de Birmingham, reclamando o abandono do projecto de May para o Brexit.
    Enfim, é ainda, LE FIGARO, que sobre a África, destaca, Tunísia, crise governamental transforma-se em braço de ferro institucional.
    É um presidente que se opõe ao chefe do governo que nomeou há 2 anos. Um presidente que  rompeu uma aliança com Ennhada, partido conservador religioso, mas defendida pelo primeiro-ministro; e um partido presidencial em decomposição, eis o quadro da Tunísia, numa altura em que começa uma nova sessão parlamentar; acrescenta, LE FIGARO.
    5 min
  • "O mais difícil está ainda por fazer"
    Em destaque nos jornais franceses está o novo plano de reformas do Presidente Emmanuel Macron que afirma que "o mais difícil está por fazer". As reformas no sistema de pensões, a supressão de postos de trabalho na função pública e a redução do numero de desempregados são dossiers de alto risco e que podem ameaçar a popularidade de Macron. Os diários chamam ainda atenção para o balanço do sismo na Indonésia e para o novo acordo de trocas comerciais entre os Estados Unidos, o México e o Canadá.
    5 min
  • Política, sexo e justiça nos Estados Unidos
    As primeiras páginas apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como internacional. 
     
    América suspensa pelo caso Kavanaugh, titula, LE MONDE. Os Estados Unidos, viveram ontem um dia crucial na batalha pelo controlo do Supremo Tribunal. Christine Blasey Fort e Brett Kavanaugh foram ouvidos pela comissão da justiça do Senado.
    A primeira acusa o segundo, candidato de Trump ao Supremo Tribunal de a ter agredido sexualmente nos anos 1980. O presidente americano reconfirmou ontem o seu apoio a Kavanaugh. Os republicanos poderão ter reflexos autoritários para impor a nomeação de Kavanaugh. Este conflito sobre a confirmação do juiz tem um peso na campanhas das eleições legislativas intercalares de novembro, nota LE MONDE.
    Por seu lado, LE FIGARO, titula, Islão: como Erdogan, fabrica a sua teira de aranha na Europa. Ancara desenvolve há 10 anos uma diplomacia de influência generalizada. Em França, as redes turcas estão inflitradas em todas as instituições com ligação ao Islão. O regime islâmico-conservador no poder em Ancara aposta num "soft power" cultural, humanitário e religioso para estender a sua influência não apenas no médio oriente mas também na Alemanha, Bélgica e Holanda.
    Em França, as redes turcas tiram proveito da queda de Tariq Ramadan ou da passagem pela isolação do Qatar para terem ramificações na organização do culto muçulmano, sublinha, LE FIGARO.
    Brexit, começou a contagem decrescente, titula, LA CROIX. Dentro de 6 meses, a 29 de março, o Reino Unido deixará a Europa. As consequências deste divórcio são ainda muito difíceis de medir. Londres teria intenções de implementar uma política de imigração selectiva. As autorizações de residência só serão emitidas para trabalhadores altamente qualificados.
    Do outro lado, as indústrias culturais preparam-se para o choque. Cinco cidades, nomeadamente, Leeds e Belfast, viram anuladas as suas candidaturas para o título de capital europeia da cultura em 2023. Theresa May, dispõe apenas de algumas semanas para obter o apoio de todo o seu partido, um objectivo raramente alcançado nos 2 últimos anos, observa, LA CROIX.
    Mudando de assunto,  por cá, em França, IVG, estes médicos que ameaçam o direito das mulheres, titula, LIBÉRATION. Políticos, sociedade civil…são várias as vozes que se levam pedindo a anulação da cláusula de consciência invocada por certos ginecologistas para recusar praticar a interrupção voluntária da gravidez. Liberdade sagrada ou abuso de consciência?
    Invocada por aqueles que recusam praticar abortos, um abaixo assinado reuniu 500 mil assinaturas, os senadores do Partido socialista apresentam hoje um projecto de lei para suprimir a cláusula,  nota, LIBÉRATION.
    Por seu lado, L’HUMANITÉ, titula, Direito ao IVG: liberdade em perigo. O acesso à interrupção voluntária da gravidez está em degradação em França. Por ocasião do dia mundial da defesa deste direito, 33% das mulheres já recorreram ao IVG, pelo menos uma vez na vida, em França. 
    Há 44 anos, Simone Veil, obtinha após uma longa luta, o voto na Assemebleia nacional da lei de despenalização do aborto em França. Infelizmente não era a consagração definitiva desse direito, porque a declaração do presidente do Sindicato nacional dos ginecologistas, Romancheau, a 11 de setembro, veio lembra-nos que nada é definitivo, ao afirmar: “Não estamos aqui para pôr fim à vida; enquanto médico, ninguém poderá forçar-me a fazê-lo”, observa, L’HUMNAITÉ.
    Em relação à África, o ministro italiano do Interior, Salvini, esteve ontem na Tunísia, à procura de um acordo de cooperação com o governo tunisino em matéria de controlo das fronteiras. Desde janeiro, dos 21.041 migrantes chegados à Iália, 4.487 são tunisinos, nota L’HUMNAITÉ.
    A terminar uma nota artística, a vida fora da tela de Helena Ameida, morta com idade de 84 anos e que representou duas vezes Portugal no Bienal de Veneza, escreve LIBÉRATION.
    Desconhecida em França só foi revelada em 2016 com a retrospectiva que lhe dedicou o “Jeu de Paume” de Paris. Ocasião para descobrir um trabalho cujo ponto de partida  deu lugar ao questionamento dos limites de cada meio artístico, (foto, escultura e cenas performativas) e do plano pictural em si.
    Nasceu em Lisboa, e quase toda a sua vida, foi modelo do pai, o escultor oficial do Estado Novo fascista, Leopoldo de Almeida, acrescenta, LIBÉRATION.
    5 min
  • "A autoridade de Angla Merkel desafiada no próprio campo"
    "A autoridade de Angla Merkel desafiada no próprio campo" titula o conservador Le Figaro. Cada vez mais contestada pela política migratória que leva a cabo, o chanceler tenta dar a volta numa altura em que o seu candidato foi derrotado na liderança do grupo CDU/CSU no Bundestag.
    "A lei bioética: um dossier sob altos riscos de Macron" é a manchete do vespertino Le Monde. O executivo francês teme que a abertura da Procriação Medicamente Assistida (PMA) para todas as mulheres seja tão conturbado quanto foi a lei do casamento homossexual.
    Esta quinta-feira, o Presidente da autoridade palestiniana é esperado diante a tribuna das Nações Unidas...num momento em que o líder, de 83 anos, deixou de ser apoiado pelo seu povo e passou a ser marginalizado na cena internacional, escreve o esquerdista Libération.
    Nos camarões "as balas afugentaram os eleitores". As violências entre militares e separatistas semearam o pânico na zona anglófona antes do escrutínio de dia 7 de Outubro.
    3 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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