Revista de Imprensa

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Revista de Imprensa episodes

  • Duas Américas opõem-se nos Estados Unidos
    Os jornais desta quarta-feira dão destaque às eleições nos Estados Unidos. "Eleições de meio mandato, duas Américas opõem-se", eis o título no vespertino "Le Monde". O diário afirma que houve uma vitória clara dos Democratas na câmara dos representantes, no entanto os Republicanos consolidaram a posição no Senado. O destaque para o jornal é que várias mulheres democratas entraram na câmara dos representantes, e são oriundas de origens diversas, hispânicas, africanas e muçulmanas.
    "Donald Trump com os olhos postos nas Presidenciais de 2020", eis o título do jornal "Le Figaro", no que diz respeito ainda às eleições nos Estados Unidos.
    Nos jornais desta quarta-feira, o outro assunto em destaque é a cidade de Marselha que está a cair aos bocados: "Marselha entre desabamentos e perguntas", eis o título no jornal "Libération", enquanto no diário católico "La Croix", o título é "100 000 marselheses vivem em habitações indignas".
    6 min
  • Imprensa francesa quer derrota de Trump nas eleições intercalares
    As eleições intercalares de hoje nos Estados Unidos, dominam as primeiras páginas dos jornais diários franceses.
    Intercalares, votação parapeito, titula, LIBÉRATION. Estas eleições a meio do mandato de 4 anos servem para tomar o pulso de uma América radicalmente dividida. Uma votação teste para Trump, que poderia perder a Câmara dos representantes. Mas acrescenta, LIBÉRATION, dois anos após a eleição de Trump, o resultado é incerto, nestas eleições fagocitadas por um presidente que polariza mais a América.
    Tudo ou nada, replica, LA CROIX. As eleições americanas intercalares, determinarão se o presidente pode continuar a sua política muito controversa. É um escrutínio pró ou contra Trump, umas eleições intercalares que geralmente são sempre perigosas para o partido que governa. Nunca estou motivado pelas eleições mas com certeza que a causa desta mobilização… é Donald Trump, afirma um eleitor, citado por LA CROIX.
    Por seu lado, L’HUMANITÉ, titula, geração Sanders contra Trump. A misoginia do presidente convenceu milhares de mulheres a concorrer para estas eleições intercalares.
    Nestas intercalares, a América julga a presidência Trump, titula, LE FIGARO. São eleições que têm um cariz de referendo ao chefe da Casa Branca e que definirão o rumo a do seu mandato. Consciente disso, o presidente investiu-se de corpo e alma na campanha, defendendo um referendo sobre a sua presidência. O prognóstico mais em voga é que os democratas poderiam conquistar a maioria na Câmara dos representantes, mas permaneceriam minoritários no Senado, acrescenta, LE FIGARO.
    Mudando de assunto, por cá em França, LE MONDE, titula, combustíveis: como Macron responde à crise. Oiço as queixas legítimas e as preocupações dos automobilistas, garante o presidente da República. Macron tenta desdinamitar  a situação quando o descontentamento é cada vez maior devido à alta dos preços dos combustíveis e a manifestação dentro de dias. Macron deseja melhorar uma espécie de recibos verdes para as famílias mais modestas e lançar uma ajuda aos transportes como já funciona na região da Alta França, nota, LE MONDE
    Enfim, em relação à África, LE FIGARO, destaca, que ministra francesa da Defesa quer acelerar financiamento da força conjunta do G5 Sahel. Esta força é cada vez mais necessária porque a situação securitária tem estado a degradar-se no Burkina Faso.
    Face à ameaça terrorista no Sahel, a urgência é que a ajuda prometida à força está a materializar-se, declarou ontem a Ministra francesa, Parly, na abertura do Forum internacional de Dacar sobre a paz e a segurança, lançado apoós a cimeira África-França de 2013, nota, LE FIGARO.
    Por seu lado, LE MONDE, dá relevo a Madagáscar e as presidenciais num estado em falência. A eleição de amanhã opõe o actual chefe de Estado a dois antigos presidentes  tendo como pano de fundo a corrupção e a grande pobreza, nota LE MONDE
    4 min
  • Macron tenta reconquistar franceses nos 100 anos do armistício
    As primeiras páginas dos jornais franceses  apresentam-se diversificadas entre assuntos de política nacional e internacional como o centenário do armistício. 
    LE FIGARO, titula, 1918-2018: Macron quer reabrir-se virar-se para a França maltratada. O chefe de Estado aproveita o centenário do armistício para ir ao encontro dos franceses do norte e do leste. Um périplo duma semana que terminará a 11 de novembro em frente ao Arco de Triunfo em Paris.
    O Presidente Macron fará o trajecto das grandes batalhas da Primeira guerra mundial. No seu editorial, intitulado, contradições, LE FIGARO, escreve, que Macron, decidiu percorrer caminhos da memória para se reencontrar com o povo. Mas como conjugar uma dialéctica da intimidação e a impaciência do povo, pergunta, LE FIGARO.
    1914-1918, o mundo recorda-se, titula, LA CROIX. As cerimónias do centenário começam com um grande encontro encontro internacional a 11 de novembro, com a presença de 84 países. O marco mundial da Grande Guerra, encontra-se em França, declara Joseph Zimet, director geral da Missão do centenário da Primeira Guerra mundial. Abordaremos as dimensões familiar, municipal e internacional, sublinha, o especialista, em entrevista ao jornal, LA CROIX.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula, combustíveis, o vozeirão, num trocadilho em francês de preço e grito, para falar do aumento dos preços de gasolina e gasóleo. Numa autêntica acrobacia entre a indispensável fiscalidade ecológica dos mais modestos, o governo meteu-se em alheadas com uma revolta em crescendo.
    Com o aproximar de 17 de novembro, dia da mobilização contra a alta dos preços dos combustíveis, o governo não está disposto a tirar o pé do acelerador, apesar das oposições sobre o poder de compra e das dúvidas de certos eleitos do próprio partido do Presidente Macron, tendo em conta o descontentamento do povo, acrescenta, LIBÉRATION.
    Mudando de assunto, LE MONDE, prefere titular, sobre o balanço de Trump à prova das urnas. Os americanos votam amanhã no quadro de eleições intercalares, muito importantes na vida política americana. O escrutínio oferece aos eleitores a ocasião de julgar o balanço do presidente republicano e os seus métodos contestados, com Trump a vangloriar-se de ter cumprido as suas promessas de 2016.
    Donald Trump mobiliza o seu eleitorado sobre os seus temas de predilecção, o proteccionismo e a imigração. Enquanto o Senado poderia manter-se na esfera republicana, a Câmara dos representantes poderia passar para o campo democrata.
    A perda Câmara dos representantes, complicaria os últimos anos do mandto de Trump, que até agora, pôde contar com o controlo total das alavancas do poder federal, sublinha, LE MONDE.
    No seu editorial, intitulado, um escrutínio, carregado de ensinamentos, LE MONDE escreve: se o campo de batalha do Senado é escandalosamente favorável aos republicanos pela aleatoriedade da renovação parcial deste ano, uma tomada democrata da Câmara dos representantes, acompanhada pelo conquista de postos de governadores e de deputação de estados, significaria que não terminaram as duas visões de um destino americano: a de Trump, mercantil e brutal e aquela que durante muito tempo foi partilhada por moderados dos dois campos, que respeita os seus aliados e os ideais de partilha, para lá dos erros passados, sublinha, LE MONDE.
    Enfim, L’HUMANITÉ, titula, os bastidores duma sucessão caótica. Na Argélia, os clãs no poder já estão a urdir planos para o pós-Buteflika, mesmo se anunciaram a sua candidatura. O sistema Buteflika está a cair de podre. Enquanto o clã presidencial agita o cenário surrealista de um quinto mandato, os argelinos observam com amargo e temor a guerra de sucessão aberta ao mais alto nível do Estado e do Exército, acrescenta, L’HUMANITÉ.
    4 min
  • A Nova Caledónia diante das suas interrogações
    Em destaque na imprensa desta sexta-feira esteve nomeadamente a Nova Caledónia em vésperas de ir votar sobre a sua independência no domingo. Também presentes nas páginas dos jornais franceses, estiveram a campanha para as eleições de meio mandato nos Estados Unidos ou ainda o novo cenário que se desenha no Brasil.
    5 min
  • "Jair Bolsonaro quer embaixada em Jerusalém"
    O Libération dá destaque ao desejo do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, transferir a embaixada do Brasil em Israel de Telavive para Jerusalém. A violência sexual contra as mulheres, realizada por homens em posição de poder, na Coreia do Norte denunciada pela Human Rights Watch também é tratada pelos jornais franceses.
    5 min
  • O planeta perdeu 60% dos animais selvagens
    O Libération alerta que o planeta perdeu, em pouco mais de 40 anos, 60% dos seus animais selvagens por culpa da ação humana. Em editorial, o jornal pergunta se entrámos num novo capítulo da história do planeta, onde a humanidade se tornou no predador da natureza. As ameaças do novo presidente brasileiro para o ambiente são também um dos temas tratados pelos jornais franceses de hoje.
    6 min
  • "Como é que populismos ganham eleições?"
    No Brasil, a vitória do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro confirma o aumento das correntes populistas no mundo. Como aconteceu com outros líderes autoritários, Bolsonaro alcançou a vitória através de uma retórica ulta-agressiva, jogou com o medo da violência e com a luta contra a corrupção.
    "Vento planetário" escreve o conservador Le Figaro. "Ele não nega a comparação com Trump tropical". Jari Bolsonaro será no Brasil o que o militarismo de Manhattan é para os Estados Unidos. O antigo militar quer devolver o Brasil aos brasileiros. Anti-sistema, adepto culto do homem forte, tem um tom provocador, por vezes rancoroso e repleto de saídas sexistas e homofóbicas, mas Bolsonaro é um tanto ou quanto filho de Lula porque só conseguiu furar porque o Brasil vive nos últimos anos numa lento naufrágio.
    "Novidades na Argélia?" O Presidente vai ser candidato à própria sucessão. Abdelaziz Bouteflika, Presidente argelino, há quase vinte anos, vai ser candidato à própria sucessão no próximo ano. O anúncio passou despercebido com a eleição de Jari Bolsonar.
    "Agilidade" e "ligeireza", o primeiro-ministro francês anunciou que vai acabar com 120.000 postos de trabalho na função pública, até 2022.
    5 min
  • Massacre de Pittsbourg continua a comover a América
    A imprensa francesa apresentava hoje manchetes com temas muito variados. Porém, o assunto mais desenvolvido foi o massacre da sinagoga de Pittsburg. Quanto à eleição presidencial brasileira, e a vitória de Jair Bolsonaro, apenas o vespertino Le Monde teve tempo para o colocar em manchete, e desenvolver o tema nas interiores.
    5 min
  • Brasil: "Jair Bolsonaro, o Trump Tropical à porta do poder"
    A eleição de domingo no Brasil e a mais do que provável eleição de Jair Bolsonaro, merecem grande destaque nos diários franceses desta sexta-feira, dominados ainda pela visita de Emmanuel Macron a Praga e Bratislava, com em pano de fundo as eleições europeias de Maio 2019 e o aumento dos nacionalismos.
    5 min
  • Donald Trump aproxima Japão e China
    Depois de ter retomado um discurso agressivo em campanha, o Presidente norte-americanos apelou os americanos a "serem solidários", descreve o vespertino Le Monde.
    O primeiro correio foi enviado ao antigo presidente Bill Clinton e Hillary Clinton, candidata presidencial em 2016, na terça-feira. Ontem, outro correio foi interceptado no escritório de Barack Obama e outros engenhos foram enviados a eleitores democratas da Câmara dos Representantes. Entre os destinatários Maxime Waters, uma crítica feroz de Donald Trump que milita pela sua destituição escreve Le Monde.
    "O novo mundo forjado pelo grande perturbador Donald Trump" que deu à luz uma improvável aproximação : "a espectacular aproximação entre o Japão e a China". As relações aqueceram com a guerra comercial com Washington, o Presidente chinês recebe esta quinta-feira em Pequim, o primeiro-ministro japonês.
    Na América do Sul, a faltarem dois dias para a segunda volta presidencial no Brasil, "Jair Bolsonar, violento e anti-ecologista". O candidato à suprema função brasileira não falou do combate ao aquecimento global, antes pelo contrário.
    O editorial do católico La Croix apresenta os riscos italianos depois do conflito entre Bruxelas e Roma. Guillaume Goubert lembra que é comum reconhecer uma grande potência pela capacidade de enfrentar duas crises em simultâneo.
    E se esta interpretação estiver correcta, saberemos em breve se o executivo europeu é uma grande potência.
    6 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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