Revista de Imprensa

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  • "Macron adoça tom, mas mantém-se defensivo"
    Os jornais franceses desta segunda-feira dão destaque à entrevista que o Presidente francês, Emmanuel Macron, deu ontem à noite na televisão francesa. O duplo atentado em Mogadíscio, Somália, e a vitória da direita conservadora na Áustria também são chamados às capas dos diários franceses.
    5 min
  • Desemprego, impostos, Macron, pena de morte...
    As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas, com temas que vão desde os impostos, desemprego, pena de morte, até à espionagem ou corrupção.
    Estes franceses esquecidos da baixa de impostos é o principal título do diário LE FIGARO. São quadros, profissões liberais, pequenos emrpesários, pensionistas abastados, a chamada classe média superior, não beneficiará da redução de impostos e equiparados prometida pelo governo.
    A reforma prevista no quadro da lei de finanças de 2018, beneficia apenas franceses muito ricos e famílias modestas, deixando de lado, a tal classe média superior, que poderá igualmente perder subsídios da família, que o governo quer suprimir, sublinha LE FIGARO.
    Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula sobre Macron que depois de ter atacado assalariados, vira-se agora para os desempregados. A segunda vaga de reformas do mercado de trabalho está sob os carris.
    Ontem, sindicatos e patronato foram recebidos no Eliseu pelo presidente Emmanuel Macron, dando o arranque a dossiês mais melindrosos, como previdência, formação profissional, aprendizagem e desemprego.
    Ficou-se com a impressão de que o presidente pretende continuar com a sua estratégia de campanha acelerando a cadência das reformas neste período agitado por lutas contra os decretos sobre o Código do trabalho e o descontentamento dos funcionários. O assunto mais polémico é o seguro de desemprego, nota L'HUMANITÉ.
    Mudando de assunto, LE MONDE, titula, Airbus: os bastidores de um assunto de estado. Processos judiciários relacionados com suspeições de corrupção, em vários países, semeiam confusão nos meios da aviação europeia.
    LE MONDE, fez investigações junto de protagonistas que se interrogam sobre a atitude da direcção e o papel dos Estados Unidos, país do Boeing.
    É ainda criticado, Tom Enders, presidente alemão da Airbus, por ter-se rodeado de advogados e consultores americanos e o acesso a assuntos confidenciais. Uma narrativa do interior duma batalha, sob fundo de acusações de espionagem.
    Alain Juillet, antigo alto responsável da DGSE, direcção geral da segurança exterior, evoca um assunto de estado, enquanto o alemão Tom Enders recusa acusações de ingerência, mas admite ter-se recorrido a pessoas interpostas durante certos contratos, sublinha, LE MONDE.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula sobre a doença de lime, inimigo invisível. Provocada por picada de insecto é uma infecção mal conhecida no coraçao dos rumores e fantasmas mas também sofrimentos, difíceis de dignosticar.
    LA CROIX, titula sobre pena de morte, com o Papa emérito Francisco, a diz Não! Afirmando que a pena de morte é inadmissível, o Papa Francisco, apela a uma modificação do catecismo da Igreja católica.
    Em relação à África, LE FIGARO, destaca a Líbia, onde hoje Tripoli rima com penúria. Na capital líbia reina uma calma precária, mas falta tudo: dinheiro, bens, serviços, até a esperança de um futuro melhor.
    4 min
  • A Queda de Harvey Weinstein
    Os jornais desta quinta-feira dão destaque a Harvey Weinstein, productor de filmes nos Estados Unidos. O diário "Libération" tem como título principal: "Harvey Weinstein, Hollywood Perverso". As acusações de agressões sexuais e de violações multiplicam-se contra o productor, acabando com vinte anos de silêncio.
    Harvey Weinstein é um productor norte-americano famoso, que está na origem de filmes como Pulp Fiction, Shakespeare in Love ou ainda da distribuição do filme The Artist nos Estados Unidos. Harvey Weinstein junto do seu irmão Robert fundou a empresa Miramax, que produz e distribui filmes no mundo inteiro.
    Após dois inquéritos nos Estados Unidos, levados a cabo pelo New York Times e pelo New Yorker, várias actrizes confirmaram que foram agredidas ou até violadas pelo famoso productor. Nesse lote de mulheres, notamos as norte-americanas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Asia Argento, Rosanna Arquette ou ainda a francesa Emma de Caunes.
    No diário popular "Le Parisien", temos na manchete: "Escândalo sexual no cinema". O jornal começa por afirmar que o productor Harvey Weinstein apoiava, e muito, o cinema francês, mas rapidamente aborda os feitos daquele que era conhecido como "o Porco" (The Pig) em Cannes.
    Campeão dos Oscares em Hollywood e das Palmas de Ouro em Cannes, este organizava festas que o leme "cocaïna e bacanais".
    Nos outros assuntos em destaque temos a Catalunha ou a morte há trinta anos de Thomas Sankara.
    6 min
  • Catalunha, uma Independência Suspensa
    Os jornais desta quarta-feira dão destaque à Catalunha. O vespertino "Le Monde" tem como título principal "Catalunha: A Independência Suspensa". O presidente da região autónoma da Catalunha, Carles Puigdemont, proclamou a independência antes de a suspender, abrindo a porta à negociação com o Governo central de Madrid. O diário "Le Figaro" traz um pouco a mesma tónica na manchete: "Catalunha: A Independência vai esperar...".
    Nos outros assuntos em destaque temos a França que se apurou para o Mundial de futebol, as manifestações dos funcionários públicos franceses, e a laicidade no território gaulês.
    6 min
  • Greve da Função Pública e morte do actor francês Rochefort
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela morte do actor  francês, Jean Rochefort e a greve na Função Pública, em França, mas a nível internacional, há igualmente um tratamento especial sobre a Catalunha.
    LE FIGARO, titula Jean Rochefort, gentleman burlesco. Elegante, fleumático e cómico, o actor e entrou no mundo da equitação aos 30 anos, teve sucesso no cinema aos 40 e realizou o seu primeiro filme aos 80 anos. Aos 87 anos teve foi recompensado com um César de melhor actor no filme, O Sapo Tambor.
    Desde cedo, Jean Rochefort, sonhou ser comediante e aos 18 anos entrou para o Centro de Arte Dramática de Paris, onde teve como condiscípulos, Philippe Noiret, Jean -Paul Belmondo e Annie Girardot. Divertir era a sua preferência, sublinha LE FIGARO.
    Por seu lado, LIBÉRATION, titula Cavaleiro, outro dos seus filmes que conta a sua paixão pelos cavalos. Símbolo de elegância à francesa e figura do cinema dos anos 70, o actor francês, Jean Rochefort, morreu, ontem, aos 87 anos.
    Relembra a sua passagem pelo Conservatório, dizendo que naquela altura em que começou os comediantes trajavam-se a rigor, fato, laço borboleta e colete, e de repente, depara-se com com o seu bando de vadios, como Belmondo e Girardot, na cantina de ratinhos da Opera, e pensa todo contente, estou em casa, nota LIBÉRATION.
    LE MONDE, divide a sua primeira página, funcionários e Jean Rochefort, cujo pai queria que ele fosse contabilista, mas acabou em ser uma das figuras maiores do cinema francês dos últimos 50 anos.
    Mas o vespertino, coloca em primeiro plano Poder de compra, número de empregados: porque é que os funcionários estão revoltados? Quase 5 milhões e meio de funcionários públicos eram chamados a manifestar hoje pelas federações sindicais.
    Os funcionários denunciam o recuo do seu poder de compra e supressões de postos de trabalho, assim como a reposição do dia de carência, que é o prazo de espera em que se está suspenso o salário por motivos de doença e o pagamento do subsídio de previdência.
    Mas neste dia de greve, os sindicatos estão uma vez mais desunidos frente à denúncia da reforma do Código do trabalho. Apenas a confederação comunista, CGT, apelou a uma nova mobilização, sublinha LE MONDE.
    Que futuro para os funcionários, pergunta em título LA CROIX. Os funcionários reclamam um debate de fundo sobre as missões do serviço público e o estatuto da Função pública.
    As reestruturações são permanentes, todos os anos, são despedidos 2,000 a 3,000 empregados no quadro de despedimentos económicos, declara um sindicalista ao jornal LA CROIX.
    L'HUMANITÉ, titula funcionários em greve: o serviço público é uma bagunça! Pela primeira vez desde 2007, todos os sindicatos da Função pública apelaram à manifestação. Face a uma frente unida dos sindicatos dos funcionários, o primeiro ministro, lança à mesa o seu último trunfo, que consiste em adoptar um tom conciliador para deslegitimar o movimento de greve, nota L'HUMANITÉ.
    Na actualidade internacional, LE FIGARO, refere-e à Espanha, perguntando se os dirigentes catalães pisarão a linha vermelha da independência?
    Submentido a intensas pressões, Carles Puigdemont, presidente do executivo catalão está hoje no Parlamento regional, onde poderia proclamar a independência da Catalunha, com base nos resultados do referendo de 1 de outubro. 
    Face a Catalunha, o primeiro-ministro espanhol, Rajoy, não quer ceder nada, replica LE MONDE, mas ele é criticado pela sua gestão das reivindicações dos independentistas.
    Enfim, é o mesmo vespertino, que sobre a ♫frica, destaca a Libéria e as ambições presidenciais da ex-estrela de futebol, George Weah. A antiga glória de futebol, apresenta-se como candidato dos pobres pela terceira vez a eleições presidenciais, cuja primeira volta, decorre esta terça-feira, nota LE MONDE.
    5 min
  • Grande destaque para a Catalunha e para 'Che' Guevara
    A independência da Catalunha volta hoje a ser destaque na imprensa francesa, e a ocupar as primeiras páginas. Mas a política francesa está igualmente bem presente, nomeadamente com uma entrevista de Anne Hidalgo (que, por sinal, é de origem espanhola, e mais precisamente, catalã).
    Entretanto, o 50° aniversário da morte de Ernesto (Che) Guevara dá a oportunidade ao jornal comunista L’Humanité de lhe prestar uma vibrante homenagem, consagrando-lhe um amplo destaque de oito páginas centrais.
    6 min
  • Emmanuel Macron: nas pegadas de Nicolas Sarkozy
    Os jornais desta sexta-feira dão destaque, novamente, ao Presidente Emmanuel Macron. O diário "Libération" até nos revela um segredo, em tom irónico, no título principal da manchete: "O Filho Escondido de Sarkozy", afirmando que o jupiteriano Emmanuel Macron tem muitas semelhanças com o hiperpresidente de 2007, Nicolas Sarkozy.
    Segundo o jornal "le Canard enchaîné", Sarkozy terá dito que "Macron? Sou eu, mas bem melhor". Quanto ao "L'Humanité", vai ainda mais longe, afirmando: "Emmanuel Macron, o insulto permanente à Democracia".
    Nos outros assuntos em destaque temos a França que está numa posição pouco favorável para o Mundial, o presidente Donald Trump e o Irão, os refugiados afegãos na Alemanha ou ainda o conflito em Moçambique.
    5 min
  • A aceleração da História foi hoje passada a pente fino
    Os jornais franceses apresentavam hoje uma grande variedade de temas, e de grande complexidade.
    Jornalistas, analistas e historiadores desenvolviam e explicavam temas como o referendo da Catalunha, o massacre de Las Vegas, a ameaça da Coreia do Norte, ou os atentados falhados em França, nos últimos dias, e um matutino até ironizava, perguntando se a História não estará a ficar louca.
    6 min
  • Catalunha e Las Vegas em destaque na imprensa de hoje
    A demonstração de força dos independentistas na Catalunha, com uma imensa manifestação de rebelião pacífica contra Madrid, o luto em Las Vegas e em todo o País, e a visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, à Whirlpool, em Amiens, são os temas em destaque na imprensa francesa de hoje.
    5 min
  • Massacre Las Vegas: cepticismo do FBI sobre reivindicação Daesh
    O massacre em Las Vegas, o referendo sobre a independência da Catalunha, a reforma do imposto sobre a fortuna em França, mas também a proclamação simbólica da independência nas duas regiões anglófonas dos Camarões, ou ainda o branqueamento de dinheiro nigeriano em Londres, são alguns dos temas em destaque nos diários desta terça-feira.
    4 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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