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Revista de Imprensa episodes

  • "Catalunha, o golpe de força"
    “Catalunha, o golpe de força”, titula o Libération. Urnas confiscadas, eleitores maltratados, tiros com balas de borracha, a dura repressão de Madrid contra o voto sobre a independência. A Catalunha é, de facto, o grande destaque dos jornais franceses desta segunda-feira. Confira aqui a revista de imprensa.
    4 min
  • Catalunha, violência policial francesa e Coreia do Norte
    Da Catalunha, passando por violência policial em França, à Coreia do Norte, a diversificação de temas marca as primeiras páginas dos jornais francesas.
    LE MONDE, titula, Espanha preocupada, Catalunha rasgada. 3 partidos, durante muito tempo, rivais, defendem o SIM ao referendo sobre a independência de Catalunha, previsto, para domingo, 1 de outubro, apesar da sua ilegalidade. 
    Os catalães estão divididos. Metade deles opõe-se à independência e está submetida a pressões quando não insultada. Do lado de Madrid, há coimas de boletins de voto, violação de correspondência, censura de sites na Net, rusgas e prisões, com o objectivo de impedir o escrutínio, sublinha LE MONDE.
    Catalunha: como sair desta trapalhada, replica L'HUMANITÉ. A confusão entre direita e independentistas ofusca a opinião de largos sectores da população.
    A via do diálogo é estreita, mas mesmo assim há vozes extremamente diversas que redigiram esta semana em Saragossa, um manifesto para a liberdade, fraternidade e boa vivência, nota L'HUMANITÉ.
    Ainda no internacional, LA CROIX, pergunta no seu principal título, Donde vem o dinheiro da Coreia do Norte? O regime de Pyongyang desenvolveu várias redes, oficiais ou ocultas, para financiar o seu programa nuclear, a nível nacional e internacional.
    No país, o regime criou um pequeno grupo de empresários privados, que fazem negócios em toda a Ásia do sudeste, para alimentar o poder.
    A nível internacional, entre os parceiros comerciais de Pyongyang, temos a India, o Paquistão ou mesmo... a França, que comprou o ano passado à Coreia do Norte, produtos num valor de 10 milhões de euros, nomeadamente, crustáceos.
    Segundo ainda um grupo de peritos da ONU, a Coreia do Norte, tentou vender transmissores militares à Eritreia, conseguindo vender material militar à Tanzânia, Uganda, RDC, Angola e Moçambique, entre outros países, apesar das restrições, sublinha LA CROIX.
    Por seu lado, LIBÉRATION, destaca o Brasil neo-liberal que vegeta no marasmo social. Apesar do cresciemento do PIB nos últimos meses, o presidente Temer, não consegue reduzir as desigualdades e ajudar os mais pobres.
    Mudando de assunto, em relação à França, Le FIGARO, titula, Manifestações: a nova estratégia anti-meliantes da polícia. Face à violência de manifestantes maliantes, forças policiais, aperfeiçoam o dispositivo de manter a ordem.
    O ministério do interior, prepara um leque de medidas, para seguir passo-a-passo os manifestantes mais agressivos.
    Medidas como a infiltração desses grupos pela polícia criminal, ganhar a batalha da comunicação controlando as redes sociais e a criação de um "think tank" a nível da polícia de Paris. Estamos de regresso à violência política, nota LE FIGARO, citando, fonte da direcção-geral da PSP.
    LIBÉRATION, fez o seu principal título, com o caso chacal, sobre o estado que negoceia com um assassino, referência ao caso do comissário da polícia, François Thierry, mergulhado num caso de drogas, encoberto pela polícia da República.
    Sobre a África, LE MONDE, dá relevo a Lomé, onde ganha dimensões exponencias o movimento de contestação ao poder do presidente Gnassimgbé, com o opositor, Tikpi Atchadam, a ganhar terreno.
    Enfim, uma nota futebolística, com L'ÉQUIPE, titulando, Nice à espera da OM, de Marselha, no domingo à noite, a contar para a Liga 1.
    5 min
  • Projecto europeu de Macron, sofre com Alemanha fragmentada
    O projecto do presidente francês, Macron, para a Europa, ou as relações com a Alemanha, pós-eleições, dominam as primeiras páginas dos jornais franceses.
    LE MONDE, titula, o projecto europeu de Macron testado. O presidente da República, apresentou hoje a estudantes, da Sorbonne, o seu projecto de reforma europeia, que imprime uma nova dinâmica à União e reforça a zona euro, com um orçamento, um ministro e um Parlamento específicos.
    Mas, continua LE MONDE, estas reformas da euro-zona não são uma prioridade na Alemanha, mais preocupada com questões migratórias em Bruxelas. Os liberais do FDP e os Verdes, que Merkel, vê como parceiros para compor uma coligação, são contra tal evolução da Europa.
    Europa: o projecto de Macron, contrariado pelo escrutínio alemão. A visão do presidente francês deverá adaptar-se à chegada provável na coligação dos liberais que são hostis às ideias de Macron.
    No seu editorial, LE FIGARO, observa que, para Paris as notícias de Berlim não são excelentes. Uma Merkel IV enfraquecida, dependente de aliados euro-contrariados, e mordida na perna por opositores anti-Europa.
    Já se vê, nas batalhas de Bruxelas, o presidente Macron, ajudando Merkel, a esquivar-se dos petardos, gritando: "mãezinha, atenção à esquerda, atenção à direita", sublinha LE FIGARO, no seu editorial.
    Mudando de assunto, sobre a política interna alemã, LIBÉRATION, pergunta em título, porque é que a Alemanha mete água? Desigualdades crescentes, acolhimento de imigrantes, a extrema-direta apostou no medo para poder entrar no Parlamento, pondo em causa o modelo alemão.
    Temos agora uma Alemanha em plena crise identitária. A entrada em força da extrema-direita no Parlamento federal e as divisões no seio de todos os partidos, dos conservadores aos verdes, complicam a formação de uma coligação governamental liderada por Angela Merkel.
    Entre o leste e o oeste, à vista, vestígios do Muro de Berlim. Vendo para a posição da extrema-direita no mapa eleitoral, os resultados são flagrantes em Berlim oriental, capital da antiga RDA, com percentagens entre os 12% e os 27% dos votos, mas também de norte a sul da Alemanha unificada, entre os 8% e os 12%.
    Cerca de 30 anos depois da reunificação da Alemanha, as disparidades são marcantes entre as ex-RDA e República federal da Alemanha, sublinha LIBÉRATION.
    Por seu lado, LA CROIX, titula, Alemanha, as razões do mal-estar. Cartão vermelho para Merkel. O medo da desclassificação dos alemães esteve no coração da ascenção fulgurante do partido populista de direita.
    No seu editorial, um duro golpe, LA CROIX, nota que o presidente Macron, esperava um resultado que reforçaria o consenso pró-europeu na Alemanha e permitiria relançar rapidamente numerosos projectos, como a integração da zona euro e a Europa da defesa, mas os eleitores alemães, decidiram outra coisa diferente.
    Em relação à política social francesa, L'HUMANITÉ, denuncia, perigo nas casas para todos. Os condomínios de habitações sociais estão contra o plano de cortes do governo que atinge os mais frágeis, sublinha L'HUMANITÉ.
    Enfim, sobre a África, LIBÉRATION, refere-se à Etiópia, onde houve centenas de mortos em cenas de violência étnica.
    O governo etíope anunciou que centenas de pessoas morreram em confrontos relacionados com um conflito territorial entre dois grupos étnicos no sul do país, desde o começo de setembro.
    Os combates opuseram membros das etnias oromo e somali-le-long, ao longo da fronteira entre as suas zonas respectivas e provocaram ainda a fuga de 50 mil pessoas, nota LIBÉRATION.
    5 min
  • Vitória amarga para Merkel nas legislativas alemãs
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à vitória relativa de Angela Merkel, nas eleições legislativas, deste domingo, na Alemanha, mas também pelas eleições para o Senado, em França.
    LE MONDE, titula, Merkel vitoriosa mas fragilizada pela proeza histórica da extrema-direita. Com 33% dos votos para os conservadores, CDU/CSU, Angela Merkel, soma uma vitória mas em jeito de advertência. A chanceler poderá fazer uma coligação inédita com os liberais do FDP, que obtiveram 10,7% dos votos e os Verdes, 8,9%.
    O partido da extrema-direita AfD, Alternativa para a Alemanha, torna-se na terceira força política do país, obtendo 12,6 % dos votos e 94 deputados eleitos, no novo Parlamento federal.
    Pelo caminho ficaram os sociais-democratas do SPD, que, no entanto, para LE MONDE, continuam a ser a segunda força do país, ao conseguirem 20,5% dos votos, e escolhem desta vez ficar na oposição e não entrar numa grande coligação com o partido de Merkel, como aconteceu no anterior mandato.
    Vitória amarga, titula LE FIGARO. Angela Merkel, foi reeleita ontem para um quarto mandato, mas a sua vitória ficou assombrada pelo avanço histórico do partido de direita nacionalista, AfD, que entrou no Parlamento, e por uma busca de coligação complicada, sublinha, LE FIGARO.
    Para LIBÉRATION, extrema-direita entra no Parlamento federal. Merkel, obteve um quarto mandato, mas terá que formar uma coligação e contar com a extrema direita do AfD, que obteve pela primeira vez assentos no Parlamento. 
    Por seu lado, L'HUMANITÉ, observa que na Alemanha, Merkel, no poder, desde 2005, terá de formar uma coligação e saber que os nacionalistas do AfD, ultrapassam 13%...
    Mudando de assunto, L'HUMANITÉ, dedicou o seu principal título às eleições senatoriais francesas de ontem que representam uma primeira sanção para Macron. A direita arrecadou o grosso da lotaria e os comunistas vão constituir o único grupo de oposição no Senado.
    Senado: a direita progride, a República em Marcha de Macron, perdeu a ocasião de ganhar esta segunda câmara francesa, destaca LE MONDE. Os Republicanos e os centristas reforçam a sua maioria, ao passo que o partido do presidente da República não conseguiu o esperado.
    "Assistimos ao primeiro fracasso de Emmanuel Macron e espero que o governo vai escutar o Senado e sua maioria", declarou ao vespertino LE MONDE, o centrista Hervé Maurey. 
    Enfim, em relação à África, o mesmo LE MONDE, publica um ponto de vista de um colectivo de investigadores sobre o Ruanda: livro da colecção que sei? que dá um solavanco à História. Referência a um pequeno livro do jurista Filipe Reyntjens , consagrado ao genocídio de tutsis no Ruanda.
    É uma obra que trata um assunto polémico por causa do papel desempenhado pelo Estado francês no Ruand. Mesmo se banalisa os factos do genocídio, não respeitando a objectividade científica, dá prioridade à ideologia e interpretação tendenciosa.
    Todo o texto parece ter como único objectivo, denunciar a Frente patriótica ruandesa, culpada de crimes inumeráveis - "talvez" de genocídio no Congo - e o regime no poder em Kigali, que carrega e perpetua essa herança criminosa, acrescenta, o grupo de investigadores, no jornal, LE MONDE.
    4 min
  • Decretos com força de lei sobre Código do trabalho francês
    As primeiras páginas do jornais franceses estão dominadas, a nível nacional, pelos diplomas com força de lei sobre o código do trabalho, e a nível internacional, pelas  eleições legislativas de domingo na Alemanha.
    Decretos com força de lei: os 4 meses que destabilizaram o código do trabalho, titula LE MONDE. Para o vespertino estes decretos do executivo que necessitaram duma autorização parlamentar foram apresentados hoje no conselho de ministros e deverão ser rapidamente publicados no Diário da República ou Boletim Oficial.
    Por seu lado, LE FIGARO, titula Código do trabalho: o que a reforma mudará. Enquanto a segunda mobilização da CGT, confederação sindical comunista, contra a lei do trabalho se saldou num fracasso, os decretos serão adoptados hoje em conselho de ministros. 
    Amanhã, o líder da França Insubmissa, Jean Luc-Mélenchon, vai medir forças com Macron, apelando a manifestação, mas os decretos já estarão adoptados pelo conselho de ministros, nota LE FIGARO, sublinhando que as novas regras dão satisfação a patrões de pequenas e médias empresas que esperam muito da reforma de aprendizagem e formação profissional.
    Uma coisa é certa, Emmanuel Macron, ainda não saiu indemne com a sua lei laboral, replica L'HUMANITÉ. As mobilizações de ontem foram de novo importantes, registando-se muitos ab-sentismos nas empresas. Democracia social, não é lamber as botas do patrão, sublinha L'HUMANITÉ.A nível internaciona,
    A nível internacional, LIBÉRATION, titula Especial Alemanha, e no fim, é Merkel que ganha? No poder há 12 anos, Angela Merkel é a grande favorita destas eleições e poderá ser reeleita, apesar de desigualdades galopantes e do aumento da extrema-direita na Alemanha.
    O seu partido, a CDU, promoveu a imagem de estabilidade de Merkel e descurou os desafios cruciais da sociedade. Segundo o politólogo Timo Lochoki do German Marshall Fund, a CDU e o SPD, que governam em coligação, não sabem na verdade o que defendem, acrescenta LIBÉRATION.
    Voto alemão, desafio europeu, é o principal título do jornal LA CROIX. No seu editorial, Jogo aberto, o jornal nota que os resultados das eleições legislativas na Alemanha terão algumas consequências em França e na Europa.
    O problema com os oráculos, é que podem enganar-se e tiram conclusões apressadas. A coligação indispensável a Angela Merkel não se vê de maneira clara.
    Longe de obter sozinha uma maioria segundo os prognósticos, a CDU, está condenada a encontrar parceiros num jogo aberto : a aliança com a extrema-direita e com a extrema-esquerda foi posta de lado.
    Esta aliança só pode ser com o SPD, que já governa numa coligação com a CDU, esgotada, logo, os liberais da FDP, tentam fazer ouvir a sua voz, nota no seu editorial, LA CROIX.
    É o segundo título do jornal LE MONDE, que escreve que o  partido da chanceler alemã é favorito nas eleições legislativas de domingo. Apesar de 12 anos no poder, a personalidade Merkel continua a ser um enigma para os seus concidadãos.
    Ela é insondável, uma mulher que adoptou o culto da discrição como método de governar. A sua personalidade foi forjada pela sua juventude passada na RDA.
    Mas a vitória de Merkel é uma quase certeza na Alemanha, que vai sair fragmentado destas eleições, com o SPD, a tentar limitar os estragos, o FDP, liberal em queda livre e uma extrema-direita, que poderá entrar no Parlamento federal pela primeira vez ha história da Alemanha, enquanto estado de direito democrático, nota LE MONDE.
    Enfim, em relação à África, LA CROIX, destaca o cansaço da rua no Togo. Estamos cansados, diz um manifestante da série de manifestações paralelas de apoiantes da oposição e do presidente Faure Gnassimgbé, que quer um referendo sobre a revisão da constituição para ficar no poder.
    O Togo marcha contra a dinastia Gnassimgbé, replica LIBÉRATION, que nota que dos 100 mil manifestantes de 7 de setembro, se passou, esta quarta-feira, para alguns milhares de jovens, certos deles, menores, nas ruas de Lomé.
    5 min
  • Trump na ONU domina destaques da imprensa francesa
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções ao discurso do Presidente americano, Donald Trump, na ONU, que ameaçou destruir totalmente a Coreia do Norte, se continuar com as suas provocações balísticas.
    LE MONDE, titula Trump, desanca nos Estados párias. No seu primeiro discurso na ONU, desenhou aquilo que poderia ser a sua doutrina em matéria de política estrangeira. Para o presidente americano, a soberania é, com a segurança e a prosperidade, o pilar de uma ordem fundada num grande despertar das nações.
    Esta defesa das soberanias nacionais não impediu o chefe da Casa Branca de ameaçar destruir totalmente a Coreia do Norte. Trump, denunciou também a ditadura iraniana e reiterou as suas críticas ao acordo concluído com Teerão sobre o nuclear, observa LE MONDE.
    O mesmo vespertino no seu  editorial intitulado, o presidente americano rebaixa a ONU, sublinha, a agressividade do discurso do presidente da primeira potência militar mundial ameaçando destruir totalmente um Estado pária, a Coreia do Norte, precisamente, perante uma instituição cuja razão de ser é a resolução de conflitos.
    Por seu lado, LE FIGARO, titula, Na ONU, Trump ameaça destruir totalmente a Coreia do Norte. Trump, faz em fanicos os seus inimigos, para além da Coreia do Norte, os regimes iranino, cubano e venezuelano.
    Mas Donald Trump, começou por um discurso de filosofia política sobre as virtudes do soberanismo, independência sagrada dos Estados Unidos, e consequentemente, do não intervencionismo.
    Ainda o mesmo LE FIGARO, opõe à retórica de Trump, o vibrante discurso de Emmanuel Macron às virtudes do multilateralismo.
    Num discurso lírico e impetuoso, Macron, defendeu a ONU, aerópago do multi-lateralismo por excelência para defender aqueles que não têm voz.
    Pronto para destruir totalmente a Coreia do Norte, replica também em título LIBÉRATION, acrescentando que Trump, visou violentamente Pyongyang.
    Trump promete o Apocalipse. Recuperando na tribuna da ONU o conceito de Estado pária, o presidente dos Estados Unidos, evocou a destruição da Coreia do Norte e denunciou violentamente o regime iraniano, nota LIBÉRATION.
    Mudando de assunto, L'HUMANITÉ, titula sobre empregados que testemunham, atingidos pelo maior plano social em França.  O jornal afirma que o governo quer suprimir 250 mil contratos subsidiados até 2018, apelando à mobilização.
    Por seu lado, LA CROIX, titula sobre o tempo dos furacões. Depois do novo ciclone de ontem nas Caraíbas, o jornal sublinha que estas catástrofes evidenciam a imprepração da região frente a estes acontecimentos.
    Enfim, uma nota futebolística, com L'ÉQUIPE, a destacar o guineense Ié, do clube do Lille, encimando o seu TOP 5 novas aquisições.
    4 min
  • Lei Trabalho e Assembleia Geral da ONU em destaque
    Em destaque hoje na imprensa francesa esteve a mobilização aqui em França contra a "Lei Trabalho" ou ainda o início da Assembleia-Geral da ONU em clima imprevísivel, os jornais tendo igualmente aludido nomeadamente às eleições legislativas em Macau ou ainda as acusações de desvio de fundos que pesam sobre o Presidente brasileiro Michel Temer.
    6 min
  • Proliferação nuclear preocupa o mundo
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela actualidade internacional, nomeadamente, mais um míssil disparado pela Coreia do Norte, que sobrevoou o espaço territorial do Japão.
    Irão, Coreia: aumenta a preocupação sobre a proliferaçao nuclear relançada, titula LE MONDE. A Coreia do Norte disparou hoje de manhã um novo míssil, o 19° desde o início deste ano, que sobrevoou o Japão, antes de cair ao mar, fazendo um percurso de 3,700km.
    O regime norte-coreano, tem, pois, meios de atingir a ilha americana de Guam. Isto acontece 4 dias depois da adopção de novas sanções contra a Coreia do Norte pelo conselho de segurança da ONU, que se reúne, de novo, hoje, sublinha LE MONDE.
    Sobre o Irão, LE MONDE escreve que Donald Trump hostil ao acordo negociado e assinado em 2015 por Obama com o governo iraniano, hesita, em torpedeá-lo. Mas reiterou as suas críticas contra o pior acordo que já viu na sua vida.
    A atitude de Trump contra o Irão que acusa de não respeitar o acordo sobre o nuclear, preocupa os europeus a começar por Paris.
    O acordo permite ao Irão renunciar à arma nuclear, logo evitar a proliferação e esta postura tem de ser garantida, explicou o chefe da diplomacia francês, nota o vespertino francês.
    No Afeganistao, interminável guerra, replica, por seu lado, em titulo, LA CROIX. A progressão dos talibans sublinha a fraqueza das forças de segurança afegas  que substituíram as tropas da coligação internacionais nas zonas de combate.
    Na provincia de Helmand no sul uma unidade de elite afegã esforça-se por reconquistar terreno perdido com o apoio de um continente de forças navais especiais americanas.
    Divididos sobre a abertura das negociações de paz, os talibans querem demonstrar que são actores estatais responsáveis sem renegar a sua ideologia, acrescenta LA CROIX.
    Em relação à actualidade francesa, LIBÉRATION, titula, Glifosato, inimigo do pequeno almoço. Traços de herbicida classificados como provavelmente cancerígenos foram detectados em cereais, como flocos, numa altura em que a União europeia deve decidir sobre a renovação ou não da sua autorização.
    Os estados membros europeus devem votar a 5 e 6 de outubro sobre a comercialização do glifosato por um período de 10 anos. Mas o inibidor pesticida mais utilizado no mundo é classificado como cancerígeno provável pela Organizaçao Mundial da Saúde, acrescentz LIBERATION.
    LE FIGARO, por seu lado, titula terrorismo: o governo ajusta dispositivo militar. Os ministros da defesa e do interior da França anunciaram uma renovação da operação Sentila, consciente dos constrangimentos que pesam sobre os militares, com o estado a querer aligeirar os seus encargos.
    Mas no seu editorial, Nossas Sentinelas, LE FIGARO nota que o governo quer reatar o diálogo com os militares.
    Enfim, L'HUMANITÉ, titula não somos nada, pelo que estaremos todos juntos na festa da humanidade de 15, 16 e 17 de setembro.
    Nesta octagésima segunda edição da festa, o povo de esquerda defenderá solidamente os seus valores e demonstrará a clivagem com a direita, sublinha L’HUMANITÉ.
    4 min
  • Jogos Olímpicos de 2024: o mais sério começa agora para Paris
    Entre os destaques nos jornais desta quinta-feira, temos a organização dos jogos olímpicos de 2024 pela cidade de Paris, as diferenças entre Jean -Claude Juncker e o Presidente Macron no tocante ao relançamento da construção europeia, a crise em redor da etnia rohingya em Mianmar, a visita de Emmanuel Macron às populações sinistradas das Antilhas francesas, a nova luta de classes em França, bem como a tímida retoma dos contactos entre a oposição de direita e o executivo do Presidente Maduro na Venezuela.
    5 min

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De segunda a sexta-feira, os principais temas da actualidade francesa, internacional e africana tratados na imprensa diária francesa.

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