As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões político-sociais francesas, mas também, futebolísticas, com a aquisição de Neymar, pelo PSG, pela "módica soma" de 222 milhões de euros.
Exactamente Marco, e é o principal título do jornal LE FIGARO, Neymar em Paris: futebol tomba na desmesura. O brasileiro e o PSG, assinaram, na realidade, pela soma astronómica de 222 milhões de euros.
Uma transferência recorde que fez tremer o planeta da bola redonda e não só. Os deuses têm sede, é o editorial do jornal LE FIGARO, que sublinha que a nossa época produziu futebolistas semi-deuses, instituindo um culto à sua honra;
Com certeza que o jogo à brasileiro de Neymar, o joga bonito, é para os amantes de futebol uma promessa de prazer e de noites felizes em perspectiva. O princezito é também uma marca. A sociedade do espectáculo necessita assim de tanto dinheiro apenas para o divertimento dos homens?, pergunta LE FIGARO, no seu editorial.
Por seu lado, LIBÉRATION, sobre as grandes dúvidas do Presidente Macron. Depois de ter multiplicado contradições, cacofonias, o presidente francês vive a pior queda de popularidade dos últimos 20 anos, no poder há apenas dois meses.
E no seu partido, República em marcha, é uma grande bagunça. Amadores, comem-se uns aos outros, mas prometem passar à ofensiva replicando aos ataques da oposição.
Há urgência em corrigir o tiro, nota LIBÉRATION, no seu editorial, ridicularizando Macron, quando escreve que é o risco de se comparar com Júpiter, pois, quando se cai, é de muitíssimo alto.
Deputados em marcha ! O ultraliberalismo sem freios, é o título do jornal L'HUMANITÉ. Em apenas algumas semanas, os deputados da República em marcha, brilharam pela negativa.
Votaram desenfreadamente medidas antisociais e liberticidas, entre decretos contra o Código de trabalho, prorrogação do estado de emergênci e longe de refrescar o papel do parlamentar, os eleitos da maioria, submeteram-se ao governo e num clima caótico e ridículo, sublinha L'HUMANITÉ.
Banalização do trabalho aos domingos, pertence ao jornal LA CROIX. Dois anos após a adopção da lei Macron, a abertura de lojas e centros comerciais ganha terreno e sem pruridos.
A criação de empregos é difícil de avaliar, mesmo se Claude Boulle, Presidente da União do comércio a grosso do centro das cidades, afirma 1000 empregos para o conjunto dos grandes centros comerciais de Paris.
Do seu lado, os sindicatos mostram-se mais circunspectos denunciando a transformação de contratos ilimitados em contratos a prazo e a passagem ao part-time, o que torna complicado o cálculo do número de criação de empregos, sublinha LA CROIX.
Na actualidade internacional, lE MONDE, titula sobre os grandes ganhadores do sistema Airbnb.
A plataforma de aluguer de apartamentos, sublinhando que 20% dos alugueres são propostos por bilionários, num mercado que privilegia os peixes graúdos. E profissionais investem em lojas que são transformados em apartamentos, segundo um estudo do LE MONDE, do alemão, SÜDDEUTSCHE ZEITUNG, do belga, DE TIJD e do holandês, TROUW.NL.
Na política internacional, LE MONDE, destaca ainda que face a Trump, o Irão defende o acordo nuclear, de 2015, assinado no tempo de Obama. E por cá na União europeia, as capitais europeias resistem às pressões de Washington contra o acordo com o Irão.
Enfim, em relação à pessoa de Trump, LE MONDE, escreve que o presidente ameericano, que continua a ter muitas dificuldades de governação, regressou às suas bases, para um comício populista, ontem, na Virgínia ocidental, antes de partir de férias por duas semanas..