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Na minha casa tinha uma grande estante de madeira. Um dia, minha mãe chamou todo mundo na sala e, com a voz firme, disse: “o que não serve mais, vai pra doação”. Enquanto os livros iam para caixa, eu ia sentindo uma dor funda no corpo. Mas não era por causa dos livros, era porque a sala, aos poucos, estava ficando diferente do que eu conhecia. E, aos dez anos, eu amava coisas conhecidas. Aos 34, também. Mas na última semana, durante uma meditação, eu me dei conta, mais uma vez, que a vida é fluxo. E lutar contra ele é tipo manter um livro que não faz mais sentindo na estante. Pesa, ocupa espaço e não deixa novas experiências chegarem para gente.
By Natália Sousa5
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Na minha casa tinha uma grande estante de madeira. Um dia, minha mãe chamou todo mundo na sala e, com a voz firme, disse: “o que não serve mais, vai pra doação”. Enquanto os livros iam para caixa, eu ia sentindo uma dor funda no corpo. Mas não era por causa dos livros, era porque a sala, aos poucos, estava ficando diferente do que eu conhecia. E, aos dez anos, eu amava coisas conhecidas. Aos 34, também. Mas na última semana, durante uma meditação, eu me dei conta, mais uma vez, que a vida é fluxo. E lutar contra ele é tipo manter um livro que não faz mais sentindo na estante. Pesa, ocupa espaço e não deixa novas experiências chegarem para gente.

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