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Recentemente, uma amiga nossa de bar me perguntou se tinha algum episódio sobre sobre criar expectativas. Ela, na verdade, me dizia que era uma pessoa que criava expectativas demais e que achava isso nem sempre bom. Respondi para ela que não lembrava de ter gravado algo nesse sentido, trocamos algumas mensagens sobre esse assunto, e levantei do sofá para fazer arroz.
Acontece que na hora que o alho e cebola se juntaram no fundo da panela quente, meu corpo me transportou para os domingos dos anos 90 na casa dos meus pais. Quando minha mãe cozinhava demorado e eu ficava vidrada na frente da tevê, esperando o momento em que o Gugu, apresentador do programa da época, ia fazer aquela gincana que sempre terminava com um caminhão de brinquedos estacionado na frente do portão da pessoa.
Eu sonhava que um dia isso ia acontecer lá em casa. Sonhava que um dia seria comigo. Mas nunca foi, porque eu nunca mandei a carta me inscrevendo. Ele não sabia quem eu era, eu nunca me apresentei, não tinha fio nenhum me conectando aquela possibilidade. Era só uma fantasia. E passou. Até que essa memória voltou, quando eu pensava sobre aquela mensagem que tinha chegado mais cedo e me ajudou a lembrar que é fundamental diferenciar expectativa de fantasia para gente poder se movimentar e esperar coisas boas em paz.
É por aí que vai a nossa mesa de bar dessa semana. Cê vem?
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
Apoie a nossa mesa de bar: https://apoia.se/paradarnomeascoisas
By Natália Sousa5
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Recentemente, uma amiga nossa de bar me perguntou se tinha algum episódio sobre sobre criar expectativas. Ela, na verdade, me dizia que era uma pessoa que criava expectativas demais e que achava isso nem sempre bom. Respondi para ela que não lembrava de ter gravado algo nesse sentido, trocamos algumas mensagens sobre esse assunto, e levantei do sofá para fazer arroz.
Acontece que na hora que o alho e cebola se juntaram no fundo da panela quente, meu corpo me transportou para os domingos dos anos 90 na casa dos meus pais. Quando minha mãe cozinhava demorado e eu ficava vidrada na frente da tevê, esperando o momento em que o Gugu, apresentador do programa da época, ia fazer aquela gincana que sempre terminava com um caminhão de brinquedos estacionado na frente do portão da pessoa.
Eu sonhava que um dia isso ia acontecer lá em casa. Sonhava que um dia seria comigo. Mas nunca foi, porque eu nunca mandei a carta me inscrevendo. Ele não sabia quem eu era, eu nunca me apresentei, não tinha fio nenhum me conectando aquela possibilidade. Era só uma fantasia. E passou. Até que essa memória voltou, quando eu pensava sobre aquela mensagem que tinha chegado mais cedo e me ajudou a lembrar que é fundamental diferenciar expectativa de fantasia para gente poder se movimentar e esperar coisas boas em paz.
É por aí que vai a nossa mesa de bar dessa semana. Cê vem?
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