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Arquicast episodes

  • Arquicast 163 – Dia do Arquiteto e Urbanista

    Dezembro é um mês de comemorações. Uma delas, especialmente importante para nós, é o dia do Arquiteto e Urbanista, comemorado no dia 15 de dezembro e que marca ainda o aniversário de Oscar Niemeyer e a instalação do CAU, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Para nós, do Arquicast, uma oportunidade de refletir sobre a profissão, sem perder a leveza de uma conversa entre amigos.

    E quem nos acompanha neste episódio são Vanessa Paiva, arquiteta e urbanista, sócia do escritório Paiva e Passarini Arquitetura, além de atual Diretora da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, a ASBEA; o arquiteto e Urbanista Felipe Guerra, sócio do Jaime Lerner Arquitetos Associados e com reconhecida atuação em diferentes áreas projetuais, como Cenografia e Design de Jóias. Além deles, nossa parceira de conteúdo Christie Silva Schulka, trazendo todo o saber fazer de quem, mesmo com outra formação, convive e produz junto ‘a arquitetas e arquitetos. Christie tem formação em Marketing e é atual Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica.

    Um dos tópicos da nossa conversa, aproveitando as diferentes áreas de atuação dos nossos convidados, é exatamente a diversidade de habilidades que a formação em Arquitetura e Urbanismo nos demanda. Isso não é novidade, mas é, sim, um grande diferencial de nossa disciplina. E neste episódio abordamos isso na prática. Seja na atuação direta em projetos – que podem variar da escala urbana ao objeto, arquitetônico ou não –, seja na capacidade de análise, síntese e proposição de soluções, são muitos os campos de atuação que se abrem às arquitetas e arquitetos, apesar de nem todos terem consciência disso.

    Ainda que a educação formal priorize algumas competências em detrimento de outras, como fica claro em nossa conversa, o exercício do olhar, da observação atenta do espaço e sua apropriação é algo inerente ao pensamento projetual e, consequentemente, à Arquitetura. E essa capacidade de identificar problemas e potencialidades visando a transformação física e social vem se mostrando fundamental e urgente para a qualidade de vida presente e futura.

    Parte das respostas que precisamos ajudar a construir devem priorizar soluções simples, de fácil implementação e grande alcance, como nos ensinaram mestres como Jaime Lerner. A realidade cobra, ao mesmo tempo, uma aplicação imediata do saber fazer arquitetônico e a capacidade antecipatória para planejar formas mais justas de desenvolvimento. Tarefa nada simples, mas motivadora.

    Tais desafios não são só do nosso campo, são característicos da contemporaneidade. Assim como a falta de tempo para nos dedicarmos a cada trabalho, a instabilidade financeira e profissional, os novos empregos e relações de trabalho e as novas – sempre novas – tecnologias.

    Ufa! Vem com a gente conversar um pouco sobre tudo que envolve sermos arquitetas e arquitetos hoje!

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    1 hr 6 min
  • Arquicast 162 – A Crítica de Arquitetura

    Já há algum tempo a gente queria falar sobre  papel da crítica no campo da arquitetura e urbanismo. Incentivados por 5 artigos publicados no Archdaily, finalmente encaramos esse desafio e convidamos dois colegas que se empenham, e muito, em pensar a produção de arquitetura para além da sua dimensão produtivista. Participam com a gente os arquitetos Gabriel Kogan e Caio Smolarek.

    Gabriel parte da sua experiência pessoal, que passa pela formação em jornalismo, complementar à formação em arquitetura. Quando em 2002 começou a escrever críticas de arquitetura para veículos de maior circulação, era um entre muito poucos profissionais dedicados a essa tarefa. Para Gabriel, uma das características fundamentais do exercício crítico e do jornalismo de arquitetura é a capacidade de associar a reflexão teórica à prática profissional.

    Caio também sempre buscou, na atividade de escrever, uma forma de pensar sobre sua prática projetual. Além do conhecimento teórico, a atitude reflexiva demanda a habilidade em comunicar claramente uma visão de mundo.

    Atualmente, há diferentes maneiras de se manifestar um pensamento crítico sobre as formas de fazer arquitetura. As redes sociais costumam representar um universo de comunicação no qual conhecimento pode ser confundido com mera opinião. E é importante que, ao expressar um pensamento, aquele autor se comprometa a entregar conteúdos que tenham certa permanência e estabilidade, estendendo sua utilidade no tempo e ampliando sua aplicabilidade a diferentes contextos.

    O próprio ensino envolve uma postura crítica, avaliativa, mas se difere da atividade crítica pura e simples pela responsabilidade da aprendizagem, pela priorização de processos cognitivos que objetivam diferentes contribuições ao conhecimento arquitetônico e urbano.

    A história da arquitetura é um campo onde a crítica é bastante consolidada. Mais do que relatar períodos e estilos, crítica historiográfica deve ajudar a iluminar questões contemporâneas, dando substância concreta à análise do presente. Porém, um historiador não é necessariamente um crítico e, muitas vezes, os métodos de cada um podem diferir significativamente, ao ponto de representarem abordagens bastante contrastantes.

    O compromisso da crítica é trazer conhecimentos novos sobre um determinado problema, seja abordando um assunto novo, seja lançando um olhar novo sobre questão paradigmáticas de seu campo de análise. Pressupões uma atitude sempre propositiva sobre a realidade. Mas isso é só o início da conversa. Para saber mais, acompanhe um dos papos mais longos que já fizemos, mas, por isso mesmo, rico em reflexões super pertinentes ao momento atual! Claro, sem perder a leveza de uma boa conversa.

    Bom episódio!

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    1 hr 30 min
  • Arquicast 161 – Brasília

    E hoje o episódio é ao vivo! Corre lá para o YouTube (http://www.youtube.com/arquicast) para assistir na íntegra o programa, com muitas imagens e bom humor!

    Falar sobre Brasília nos pareceu uma ótima oportunidade para voltar a gravar também em vídeo. Não só a história da cidade é uma história sobre a imagem de um país, como também nos oferece uma enormidade de fotografias, mapas, plantas, entre outros tipos de registro iconográficos de uma qualidade incrível. Pensando nisso, chamamos o arquiteto Matheus Seco, carioca da Bloco Arquitetura, mas que mora em Brasília já há alguns anos, para nos acompanhar nesse bate-papo, onde falamos da cidade como uma ideia e da cidade como uma realidade.

    O projeto da capital, como se sabe, representa o ápice das concepções urbanas e arquitetônicas defendidas pelo Movimento Moderno. Mas a ideia de uma capital no interior do país, longe da vulnerabilidade defensiva do litoral, vem desde o século XIX. Desde então o Planalto Central foi objeto de estudos, afim de informar as mentes e os traços que definiriam seu desenho. O concurso nacional para definir o projeto urbano da futura capital é, até hoje, fonte de pesquisa para compreender as ideologias da época e para buscar referências de qualidade nas sugestões trazidas pelos grandes arquitetos que participaram da seleção.

    A profícua parceria entre Lúcio Costa e Niemeyer também é assunto de nossa pauta. Entre lendas e fatos verídicos, há muitas histórias sobre a dinâmica de implantação desse projeto, de proporções impressionantes, até para o horizonte progressista e economicamente favorável daquele período. A fundamental participação do calculista Joaquim Cardoso, que recebia os projetos diretamente da prancheta de Niemeyer, permitiu a tradução da ideia para o canteiro de obras, que mantinha uma velocidade de execução incomum para atender à visão desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek.

    A imagem da capital hoje não deixa negar os limites do projeto urbano frente à uma realidade social e econômica de extrema fragilidade. No último bloco, exploramos as dores e as delícias de Brasília como cidade vivida, para além da utopia. A situação urbana das cidades satélites, a presença e o impacto do poder político na região e a contínua busca por uma identidade comum entre as diversas culturas que habitam esse território.

    Bom Cast!

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    1 hr 15 min
  • Arquicast 160 – Entrevista: Tetro Arquitetura

    Formada em 2004 pelos ainda estudantes de arquitetura Carlos Maia, Débora Vieira Mendes e Igor Macedo, a Tetro Arquitetura tem um portifólio de projetos que abrange obras em grande parte do território brasileiro e que, ainda sim, mantém uma notável coerência de abordagem. Esta identidade plástica e conceitual que marca o trabalho do grupo, na opinião de alguns críticos de arquitetura, se deve, em parte, à influência da tradição modernista brasileira. Será? Esta e outras questões estão neste papo descontraído com este trio de mineiros nada convencionais.

    É possível notar, no conjunto de suas obras, a presença de elementos arquitetônicos e estratégias espaciais características do modernismo brasileiro. Mas ainda mais forte é o traço contemporâneo de sua abordagem, atualizando este repertório numa leitura sempre muito afinada e respeitosa ao contexto. Não por acaso, o escritório vem recebendo prêmios e reconhecimento internacional, como o recente convite para expor em Veneza, num dos eventos paralelos à Bienal de Arquitetura.

    Umas das curiosidades de alunos e recém-formados é sempre quanto à dinâmica cotidiana de trabalho dos escritórios de referência. Sua relação com clientes, o processo de concepção e desenvolvimento dos projetos e toda a logística que viabiliza a prática profissional. Neste papo com a Tetro, Carlos, Débora e Igor são extremamente francos e abrem o jogo sobre os altos e baixos de sua trajetória.

    Desde os tempos da UFMG, onde todos estudaram e onde se conheceram, até o momento atual, a história do trio é marcada por muita sinergia, muitas madrugadas passadas nas casas de familiares – e onde fosse possível projetar com pouco custo – alguns retrocessos, mas, acima de tudo, uma crença genuína na forma como concebem arquitetura. Aliás, os momentos mais desafiadores, como nos contam nossos convidados, também serviram para o grupo refletir e apostar ainda mais forte na proposta de trabalho que acreditavam.

    Inquietos e apaixonados pelo que fazem, as habilidades de cada um se complementam, produzindo uma arquitetura que consegue ser sensível ao cliente, ao lugar e ao programa, com marcada ousadia tectônica, e ainda manter processos criativos artesanais como estratégia habitual de desenvolvimento projetual. As maquetes de processo, programa e as maquetes finais, representam a abordagem cuidadosa que adotam no seu fazer arquitetônico.

    Além de compartilhar sobre a dinâmica de trabalho, o grupo ainda traz as repercussões do recente sucesso internacional e de como isso tem afetado a vida de cada um. Imperdível. Até a próxima!

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    52 min
  • Arquicast 159 – Ecoeficiência no Design de Produtos

    Este episódio traz novas contribuições sobre um assunto que é sempre pauta-quente: a sustentabilidade ambiental aplicada na criação e execução de produtos eco eficientes para o mercado de Arquitetura. Quem conversa com a gente sobre isso é a Sami Meira, arquiteta formada pela Florida Atlantic Universtity e especialista em Estratégia Empresarial Sustentável e Saúde dos Materiais. Desde 2017 a Sami é sócia-proprietária na UGREEN, atuando no Brasil e no mundo com educação e consultorias em sustentabilidade para construção civil. Além da Sami, está aqui com a gente a Christie Silva Schulka. A Christie é graduada em Propaganda, tem MBA em Marketing pela FGV e é em especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital. Hoje é Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica.

    A gente sabe que é possível criar hábitos mais sustentáveis no nosso dia a dia e muitas dessas mudanças são simples de fazer. Levar sua sacola ecológica para fazer compras, usar lâmpadas mais econômicas, reciclar o lixo. Nos projetos de arquitetura também não faltam tecnologia e informação para tornar o processo de criação mais comprometido com o impacto que causa ao meio ambiente.

    As grandes empresas também não ficam de fora, precisam promover mudanças mais estruturais, que vão desde uma conscientização e treinamento dos profissionais, até a adequação total do processo produtivo à novas tecnologias e procedimentos. E estes são apenas alguns dos tópicos que permearam nossa conversa.

    A sociedade, munida de mais informação, é mais exigente quanto aos produtos que consome, aos serviços que contrata e quanto às empresas que privilegia. E essa preocupação tem refletido nas formas de produção da indústria da construção civil, um nicho cujas atitudes impactam em grande escala no equilíbrio ambiental. Já é possível perceber os reflexos dessa tomada de consciência, mas não é simples implementar processos efetivamente mais ecológicos, nem mudar a cultura das pessoas.

    Além de adequar as formas de fazer, é preciso também implementar uma nova forma de pensar, e isso envolve promover uma conscientização de toda a equipe de trabalho. Neste sentido, consultorias, cursos e capacidade de comunicação são fundamentais para ajudar a dar concretude cotidiana às questões ambientais urgentes. E isso é também um assunto que interessa aos arquitetos e arquitetas diretamente, pois podem ser eles os mediadores dessa mudança, como nos mostram nossas convidadas.

    Outro aspecto abordado é a necessidade de o profissional orientar seu/sua cliente, auxiliando na compreensão de um vocabulário ambiental para que ele/ela possa fazer escolhas mais responsáveis. As certificações ambientais, por exemplo, funcionam também como mecanismos de linguagem que ajudam a traduzir em siglas e símbolos as especificidades técnicas com quais as empresas se comprometem, facilitando a identificação de parceiros ecologicamente responsáveis.

    Ficou interessado/a? Escute todo o episódio! Até a próxima!

    Convidadas:

    Sami Meira, arquiteta formada pela Florida Atlantic Universtity e especialista em Estratégia Empresarial Sustentável e Saúde dos Materiais. Desde 2017 a Sami é sócia-proprietária na UGREEN, atuando no Brasil e no mundo com educação e consultorias em sustentabilidade para construção civil.

    Christie Silva Schulka, é graduada em Propaganda, tem MBA em Marketing pela FGV e é especialista em Neurociência com ênfase em Neuromarketing Digital pela UP e em Futures Thinking pelo Institute for the Future. Hoje, é Head de Marketing da Roca Brasil Cerâmica.

    Não deixe de ouvir. Ótimo cast e até a próxima!

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    56 min
  • Arquicast 158 – Entrevista: Casacadabra

    Nosso mais recente episódio é sobre uma dupla muito especial que com determinação e criatividade conseguiu conectar os conteúdos e práticas do nosso campo com a arte de Educar! Bianca Antunes e Simone Sayegh integram uma equipe multidisciplinar que acredita no ensino e na transmissão de conceitos técnicos e sociais da arquitetura e do urbanismo de forma leve e divertida, incentivando sempre o olhar crítico de pessoas de todas as idades – e especialmente das crianças – na construção da cidade e de seus espaços.

    Elas são as fundadoras do projeto CASACADABRA e, como elas mesmas descrevem, querem que “a arquitetura e o urbanismo comecem a ser ensinados desde o princípio: nas aulas de ensino básico, fundamental, médio e não apenas nas salas de aula das faculdades de arquitetura. ”

    Partindo de formações diferentes, mas compartilhando competência e muita experiência em comunicar informações sobre arquitetura, a dupla se voltou para o público infantil e para a produção colaborativa, quebrando paradigmas no mercado editorial com o lançamento de sua primeira publicação, o “Invenções para morar”. Com financiamento pela plataforma Catarse, o livro reúne 10 casas icônicas da produção arquitetônica internacional que traduzem o espirito de épocas e contextos diferentes. Essa estratégia, associada à uma qualidade artística e editorial evidentes, ajuda a ampliar o significado da arquitetura enquanto um instrumento de transformação social e culturalmente pertinente.

    Ao longo do tempo, o Casacadabra cresceu e se transformou num verdadeiro núcleo de incentivo e geração de ideias voltadas à dimensão pedagógica da arquitetura e do urbanismo. Hoje é possível você encontrar cursos, palestras, livros e equipamentos didáticos, além de uma comunidade de pessoas vocacionadas à facilitar o entendimento e a comunicação dos problemas urbanos para um público mais abrangente e leigo.

    Nessa conversa franca e entusiasmante, elas compartilham com a gente os desafios da empreitada que assumiram, as oportunidades que começam a surgir pelo reconhecimento que vêm tendo junto às instituições mais importantes da nossa área, além dos planos para o futuro.

    Para conhecer mais o projeto Casacadabra e se deixar inspirar, escute o episódio. Até a próxima!

    Convidadas:

    BIANCA ANTUNES: Mestre em Desenvolvimento Urbano e Cooperação Internacional (TU Darmstadt/UIC Barcelona), é jornalista formada e mestre pela ECAUSP (2000 e 2008). Atua há 18 anos na difusão da arquitetura. Foi editora da revista AU – Arquitetura e Urbanismo (Editora PINI) de 2009 a 2016, e editora-assistente da mesma revista (2004 a 2009).

    SIMONE SAYEGH: Arquiteta formada pela FAUUSP (1995) e pedagoga. Trabalha há 21 anos na difusão da arquitetura em revistas especializadas e sites para o público final, como revista AU – Arquitetura e Urbanismo (Editora PINI) e UOL. Seus textos constam em livros de arquitetura e livros técnicos.

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    49 min
  • Arquicast 157 – Livro: Política e Arquitetura (com Josep Maria Montaner e Zaida Muxí)

    Hoje trazemos pra pauta um assunto que vem se tornando crítico nas discussões sobre como nós, arquitetos e urbanistas, deveremos atuar para transformar as cidades. E essa atuação, sem dúvida nenhuma, passa pela política.

    Num mundo tão fragmentado e polarizado, onde as diferenças sociais são cada vez mais discrepantes, como os arquitetos e urbanistas devem se posicionar frente aos problemas da nossa sociedade? Segundo os autores desse livro, que é a nossa pauta de hoje, a mudança dessa realidade, em todos os aspectos, passa pela administração da cidade, numa perspectiva cotidiana e ecofeministra, onde as mulheres e a busca por uma realidade mais sustentável são uma possível resposta.

    Hoje, trazemos uma conversa sobre o livro recém-lançado pela editora Olhares: Política e arquitetura – por um urbanismo do comum e ecofeminista dos autores Josep Maria Montaner e Zaida Muxi e que, com muito orgulho estão aqui com a gente, junto com Laís Bronstein.

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    Apoio: Editora olhares | https://editoraolhares.com.br/ | Utilize o cupom ARQUICAST20

     

     

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    57 min
  • Arquicast 156 – Formei, e agora?

    Uma questão sempre muito comentada por nossos ouvintes é sobre as dúvidas que pairam após a conclusão da graduação. Já vai o tempo em que, logo ao formar, tínhamos um cenário profissional relativamente estável e a possibilidade de colocar um planejamento de carreira em ação. Hoje, uma realidade bem menos legível aguarda o recém-formado. E ela traz boas e más notícias.

    O Arquicast convidou arquitetas e arquitetos que se formaram a menos de 5 anos para comentar sobre suas experiências deste momento desafiador e fundamental de nossas vidas. Participam Achilles Barino e Thaynara Faria, sócios da Nó Arquitetura, trazendo a perspectiva de quem optou por trabalhar com projetos; e Larissa Fioravante, mestranda em Ambiente construído pela UFJF, que compartilha as angústias e delícias do início de uma carreira acadêmica na Arquitetura.

    Nossas escolas de formação e nossas experiências ainda como estudantes influenciam as tomadas de decisão que faremos futuramente. A conversa começa abordando exatamente como a faculdade influenciou na visão de mundo de nossos(as) convidados(as). Escolas mais técnicas, voltadas à formação de um perfil mais profissionalizante, podem indicar caminhos mais atrelados à atividade projetual, autônoma ou atrelada ao serviço público. Cursos que dão maior ênfase a pesquisa tendem a direcionar seus alunos para oportunidades de trabalho que valorizem essa atividade. Isso se mostra, também, nas prioridades que dão a exigências de estágio profissional, projetos de pesquisa e extensão. Essas experiências têm o potencial de instigar decisões de longo prazo mais na frente.

    Naturalmente, após a conclusão da graduação, os próximos passos dependem muito do cenário econômico e político do contexto em que se atua. Tal cenário pode ajudar na execução dos planos feitos ou podem inviabilizá-los. Este é outro tópico que abordado no episódio. Faz parte do processo de navegar em águas desconhecidas a necessidade de lidar com frustrações e saber se adaptar. A importância de uma rede de relações e suporte para encarar esses desafios é algo que se mostra uma constante nas diferentes experiências.

    E, não bastasse as incertezas tradicionais desse momento de vida, os profissionais que se formaram recentemente ainda tiveram que lidar com o momento pandêmico extraordinário que vivemos. Para uns, a excepcionalidade da pandemia pode ter indicado oportunidades não previstas; para outros, o distanciamento social e o home-office compulsório foi uma verdadeira alteração de rumo.

    Certo é que nada parece muito certo no futuro. Mas vale lembrar a característica generalista de nossa formação e a crescente demanda por contribuições para a qualidade do meio ambiente em que vivemos. Ambas, informações que sinalizam aos futuros profissionais mais razões para se motivarem e seguirem na busca por conhecimento e experimentação no campo da Arquitetura e Urbanismo.

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    1 hr
  • Arquicast Especial – Sustentabilidade no Design de Interiores

    Este episódio especial vai falar sobre como a agenda da SUSTENTABILIDADE influi diretamente nos projetos de arquitetura, em especial no design de interiores.

    As transformações dos meios de produção e modos de vida ao longo das últimas décadas impactaram negativamente nas relações que desenvolvemos com o Planeta Terra. O tema da sustentabilidade atravessa diversas camadas desses problemas e não poderia ser diferente quando o assunto é a arquitetura, o design e o mercado da construção.

    Quais artifícios os projetistas e a indústria estão utilizando para ajustar suas práticas a esse novo desafio da humanidade? Como o campo do design pode contribuir para redefinirmos nossa relação com o ambiente natural e construído? E como essas renovações chegam nos interiores dos espaços que habitamos?

    Para tentar responder às essas questões convidamos para o episódio de hoje o arquiteto Lula Gouvêia, do Superlimão, studio de arquitetura que atua de forma inovadora quando o assunto é sustentabilidade; e Marcela Del Guerra, coordenadora de Marketing e showroom da Herman Miller, marca referência mundial em ações que buscam mitigar os impactos ambientais.

    Um dos pontos abordados na conversa é sobre como a nova agenda de sustentabilidade impacta na cultura arquitetônica. Como nos conta Lula Gouvêia, tal agenda não introduz necessariamente novas práticas, mas uma retomada de abordagem projetual conectada com as potencialidades locais, atenta as especificidades do sítio, como na arquitetura vernacular de antigamente. A ausência de tecnologia para controle artificial de condicionantes climáticas e a pouca acessibilidade à materiais e técnicas estrangeiras ao lugar do projeto são dois exemplos que induziam as soluções arquitetônicas a serem mais sustentáveis.

    Naturalmente, a tecnologia, a globalização das comunicações e processos trouxe também poderosos instrumentos para que a informação quanto à conscientização ecológica pudesse circular e operar mudanças significativas em comunidades, empresas e governos comprometidos com o desenvolvimento humano. E este é outro tópico importante no episódio. A conexão entre as comunidades e lideranças locais, conscientes de suas demandas, e a indústria produtiva, que detém os mecanismos financeiros e tecnológicos capazes de implementar transformações efetivas na cultura e no meio ambiente físico.

    Daí a necessidade de conversas que ajudam a criar pontes entre os diferentes agentes do universo da arquitetura, do urbanismo e do design, uma vez que é na construção de soluções concretas que melhor empenhamos nossas competências. O que faz este bate-papo uma oportunidade imperdível para avançarmos nesse sentido. Não deixe de ouvir. Até a próxima!

    Dicas e comentados no episódio:

    • Acesse o site para ter acesso aos produtos e pesquisas realizadas pela Herman Miller: https://www.hermanmiller.com/pt_br/
    • Oferecimento:

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      52 min
    • Arquicast 155 – Arquitetura e Cinema: O Homem ao Lado

      Neste episódio conversamos sobre um filme que, apesar de ambientado no único projeto de Le Corbusier efetivamente construído em toda a América Latina, tem toda sua trama centrada em um elemento arquitetônico, digamos, quase secundário, do ponto de vista compositivo da obra: o muro da divisa dos fundos. Estamos falando do premiado filme argentino O Homem ao Lado. As relações de vizinhança e a própria arquitetura servem de ponto de partida para os diretores falarem de temas espinhosos como direito de propriedade, desigualdade social, cultura e intolerância.

      Quem nos acompanha nessa empreitada é a arquiteta Paula Vilela, sócia fundadora da produtora Filmes de Bolso e mestre em Cenografia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Junto com a Paula, participa ainda o arquiteto Gustavo Novais, presença frequente em nossos casts.

      “O Homem ao Lado”, dirigido por Mariano Cohn e Gastón Duprat, conta a história do premiado designer industrial Leonardo (Rafael Spreguelburd), que mora na famosa casa com sua esposa e filha, e sua relação nada amigável com seu vizinho de fundos, Victor (Daniel Aráoz). Os conflitos começam quando Victor abre uma janela exatamente no muro que faz a divisa de fundos entre os dois terrenos, onde, por lei, não é permitida nenhuma abertura. Mas o filme vai muito além da legislação urbana.

       Tratada como uma obra de arte, a casa é entendida como um espaço imaculado e qualquer alteração não prevista interfere na apreciação e vivência deste espaço. Ao menos, pelo ponto de vista de Leonardo e sua família. E é neste sentido que a arquitetura desempenha um papel central na trama.

      O projeto de Le Corbusier, conhecido como Casa Curutchet devido ao nome de seu primeiro morador, segue à risca os preceitos modernistas e o filme explora amplamente o resultado espacial da conjugação dos 5 pilares fundamentais do Movimento Moderno: planta livre, janela em fita, fachada livre, terraço-jardim e a estrutura independente, com pilotis. As medidas internas da casa foram adaptadas tendo o Modulor como parâmetro. O projeto final, como vemos no filme, teve ainda a colaboração do arquiteto argentino Amancio Williams, responsável pelo acompanhamento da obra, uma vez que Le Corbusier não chegou a visitar o local.

      Durante todo o filme é possível perceber a relação das pessoas com o espaço projetado e como os arquitetos souberam tirar partido dos elementos arquitetônicos modernistas para lidar com um terreno de uso residencial, num lote de miolo de quadra, cercado por edificações mais altas. A busca por luz e pela qualidade do ambiente interno é o grande motivador das ações dos personagens e simboliza as diferenças entre as posições econômicas e culturais dos protagonistas.

      Os diretores não economizam na crítica à dimensão objetual da arquitetura e em como a exacerbação de um determinado padrão de beleza e comportamento pode ser extremamente excludente e, no caso do filme, até mesmo perigoso.

      Ficou curioso(a)? Então não deixe de ouvir!

      Ótimo cast e até a próxima!

       

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