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Damos início à terceira temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história! Para marcar este momento tão especial, recebemos para um bate papo sobre História e Democracia a historiadora Heloísa Starling (UFMG). A convidada é autora de importantes obras da historiografia nacional, dentre as quais se destacam “Ser Republicano no Brasil Colônia” (Cia das Letras, 2018) e é co-autora do best-seller “Brasil: uma biografia” (Cia das Letras, 2015).
Nesta conversa a entrevistada chamou nossa atenção para a importância de conhecermos a História e entendermos os papéis que os historiadores têm em qualquer nação. Ela também trouxe à tona reflexões sobre a relevância de pensarmos a história da democracia no Brasil: inúmeros foram os momentos do nosso passado em que a população lutou por direitos e liberdade. Num momento como o atual em que se discutem os rumos do nosso sistema político, olhar para a História é o que pode nos possibilitar um reencontro com nossas tradições mais democráticas, cujo conhecimento, divulgação e valorização são fundamentais para o reforço dos valores democráticos que sustentam toda nossa sociedade.
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Heloísa Starling
Perfil Cia das Letras
Currículo Lattes
Perfil UFMG
Produção e Referências
STARLING, H. M. M.; AVRITZER, L. (Org.) ; BRAGA, P. C. (Org.) ; ZANANDREZZ, P. (Org.) . Pensando a Democracia, a Repúbllica e o Estado de Direito no Brasil. 1. ed. Belo Horizonte: Projeto República/UFMG, 2019. v. 1. 365p .
STARLING, H. M. M. Ser republicano no Brasil colônia: Uma tradição esquecida. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. v. 1. 375p
STARLING, H. M. M.; BOTELHO, André (Org.) . República e democracia: impasses do Brasil contemporâneo. 1. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2017. v. 1. 458p
SCHWARCZ, Lilia Moritz ; STARLING, H. M. M. . Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. v. 1. 792p
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Cia. Das Letras, 2019
Links e Vídeos
Canal Projeto República:
https://www.youtube.com/channel/UCDpj5yFrJ3NeaFQIMYZG0CA/featured
Memorial da Democracia
http://memorialdademocracia.com.br/
Heloisa Starling fala sobre a importância de pensarmos a tradição esquecida
https://youtu.be/_M0mRg4CjE0
Expediente
Arte da vitrine: Augusto Carvalho; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Beraba
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Encerramos a segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebendo a professora Mestra Thamires Sarti, doutoranda em História Social pela UNICAMP. Neste episódio vamos conversar sobre a Criminalização da cocaína no Brasil.
Desenvolvida como um medicamento, a cocaína e outras substâncias, como os opiáceos, passaram a ser alvos das políticas de controle estatal no início do século XX. No Brasil, acompanhando a tendência mundial, a proibição começou a se efetivar a partir da década de 1920. Neste papo com a pesquisadora Thamires Sarti pudemos entender o contexto, as causas e as consequências desta proibição. Ela também nos explicou como os historiadores se aproximaram do tema e quais as fontes e interpretações têm construído a partir destas. Por que algumas substâncias foram criminalizadas e outras não? Quais grupos foram alvo das ações de criminalização? Como estes processos podem ser relacionados às demais formas de exclusão social presentes historicamente no Brasil como o racismo, por exemplo? Resta evidente que podemos aprender muito sobre as questões de segurança pública e combate ao tráfico de drogas atuais ao estudar a história da criminalização destas substâncias.
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Thamires Sarti
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Produção
SARTI, Thamires. Maratonas e Rambles: a emergência dos tóxicos como um problema social no início do século XX. Campinas. Dissertação [Mestrado em História Social] – Universidade Estadual de Campinas; 2015. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/REPOSIP/279694/1/Sarti_ThamiresReginaR.M._M.pdf
Indicações de Referências sobre o tema abordado
Documentário: Cortina de fumaça – https://youtu.be/K_N1q5DAri4
ADIALA, Julio César. Drogas, medicina e civilização na Primeira República. Rio de Janeiro. Tese [Doutorado em História das Ciências] – Casa de Oswaldo Cruz-Fiocruz, Rio de Janeiro, 2011.
CARNEIRO, Henrique. Amores e sonhos da flora: afrodisíacos e alucinógenos na botânica e na farmácia. São Paulo: Xamã, 2002.
CARNEIRO, Henrique. Bebida, Abstinência e Temperança: na história antiga e moderna. São Paulo: SENAC, 2010.
DELMANTO, Julio. Camaradas caretas: drogas e esquerda no Brasil após 1961. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
DELMANTO, Júlio. História social do LSD no Brasil: os primeiros usos medicinais e o começo da repressão. 2018. Tese (Doutorado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-11122018-161707/pt-br.php Acesso em: 2019-08-13.
MACRAE, Edward (org). Fumo de Angola: cannabis, racismo, resistência cultural e espiritualidade. Salvador: EDUFBA, 2016.
SAAD, Luísa G. “Fumo de Negro”: a criminalização da maconha no Brasil (c. 1890-1932). Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2013. Dissertação [Mestrado em História] – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013.
SILVA, Maria de Lourdes. Drogas – da medicina à repressão policial: a cidade do Rio de Janeiro entre 1921 e 1945. Rio de Janeiro. Tese [Doutorado em História Política] – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; 2009.
SILVA, Maria de Lourdes. Drogas no Rio de Janeiro da Bela Época: a construção da noção de crime e criminoso. Rio de Janeiro. Dissertação [Mestrado em História] – Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro, 1998.
SOUZA, Jorge Emanuel Luz. Sonhos da diamba, controles do cotidiano: uma história da criminalização da maconha no Brasil Republicano. Dissertação [Mestrado em História] – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.
TORCATO, Carlos Eduardo Martins. A história das drogas e sua proibição no Brasil: da Colônia à República. São Paulo, 2016. (Tese em História), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 2016.
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Arte da vitrine: Augusto Carvalho; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Beraba
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Neste episódio comemorativo dos 5 anos do Fronteiras no Tempo damos início a uma série sobre a Era Vargas, que durou de 1930 a 1945. Nesta primeira parte falaremos sobre os momentos iniciais do período, especificamente da Revolução de 1930. Naquele ano, foi deposto o presidente e tomou posse o candidato que havia sido derrotado, Getúlio Vargas. Diversos fatores precedentes contribuíram para que este movimento fosse vitorioso e desse início a um dos períodos mais expressivos na constituição da nossa identidade, da nossa economia, e até mesmo da nossa cultura política, dentre outras grandes transformações.
Neste episódio:
Descubra por que os militares estavam descontentes com os rumos da República e como alguns de seus membros demonstraram essa insatisfação; entenda como se organizavam os acordos políticos para as eleições presidenciais e como isso se quebrou a partir do governo de Washington Luiz; reflita conosco acerca das informações sobre a campanha e os resultados das eleições para presidente de março de 1930; surpreenda-se com os casos (e acasos) que culminaram no movimento armado que depôs o presidente e instalou um governo provisório.
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Expediente Produção Geral e Hosts: C. A e Beraba, Recordar é Viver: Willian Spengler. Vitrine: Augusto Carvalho, Edição: Talk’nCast
Material Complementar
Livros, capítulos e artigos
CANDIDO, Antonio. A revolução de 1930 e a cultura. Novos estudos CEBRAP, v. 2, n. 4, p. 27-35, 1984.
CARONE, Edgar. A República Velha no Brasil II (evolução política). São Paulo: Difusão Europeia do livro, 1971
CARVALHO, José Murilo de. Formação das almas. São Paulo: Cia das Letras, 1990
FAUSTO, Boris. A revolução de 1930: história e historiografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
FERREIRA, Marieta de Moraes; PINTO, Surama Conde Sá. A crise dos anos 1920 e a Revolução de 1930. FERREIRA, Jorge e DELGADO, Lucília de Almeida Neves. (org.). O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico. 3.ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 2008, p. 387, 1930.
LANNA JÚNIOR, Mario Cléber Martins. Tenentismo e crises políticas na Primeira República. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilla de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano: o tempo do liberalismo oligárquico. 3.ed. São Paulo: Civilização Brasileira, 2008, p.313-350
LOVE, Joseph LeRoy. O regionalismo gaúcho e as origens da Revolução de 1930. São Paulo: Perspectiva, 1975.
MENDONÇA, Sônia Regina de. Estado e sociedade: a consolidação da república oligárquica. IN: LINHARES, M. Y. (org.). História Geral do Brasil: Rio de Janeiro: Campus, 1990.
PAIXÃO, Cristiano. Direito, política, autoritarismo e democracia no Brasil: da Revolução de 30 à promulgação da Constituição da República de 1988. Araucaria, v. 13, n. 26, 2011.
PANDOLFI, Dulce Chaves. Os anos 1930: as incertezas do regime. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. O Brasil Republicano, vol. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
SKIDMORE, Thomas E. Brasil : de Getúlio a Castello (1930-64). São Paulo: Companhia das Letras, 2010
VERISSIMO, Erico. Incidente em Antares. 54.ed. São Paulo: Globo, 2001.
Vídeos
Luis Carlos Prestes no Programa Jô Soares onze e meia
Roda Viva com Luiz Carlos Prestes em 1986
Revolução de 30 – Histórias do Brasil – TV Senado
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No décimo primeiro episódio da segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebemos o professor doutor Fábio Frizzo (UFTM) para bater um papo sobre Ensino de História Antiga.
Neste episódio buscamos responder à uma questão fundamental: para que serve ensinar/aprender História Antiga no Brasil? Desde que começaram os debates sobre as primeiras versões da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a comunidade de historiadores tem sido instigada a refletir sobre o porquê e como estudar história nos ensinos fundamental e médio. No caso dos conteúdos de História Antiga, houve mudanças drásticas e o professor Fábio pôde nos mostrar as implicações que estas podem ter na forma como compreendemos o mundo presente. Segundo o entrevistado, estudar história em geral, e história antiga em especial, tem o potencial de desnaturalizar o presente, mostrando que a humanidade já construiu e constrói muitas formas diferentes de vida em sociedade. Venham conosco refletir também sobre o que podemos (e certamente devemos) aprender com os nossos antepassados que viveram há milhares de anos.
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Academia.edu
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Indicações de Referências sobre o tema abordado
BARNABÉ, L. “De olho no Presente: História Antiga e Livros Didáticos no século XXI”. Opsis. v. 14, n. 2. jul.-dez., 2014, p. 114-132.
DEGAN, A. e BOVO, C. “As temporalidades recuadas e sua contribuição para a aprendizagem histórica: o espaço como fonte para a História Antiga e Medieval”. Revista História Hoje. v. 6, n. 12, 2017, p. 55-76.
GUARINELLO, Norberto. “Uma morfologia da História: as formas da História Antiga”. Politeia: História e Sociedade. v.3, n.1, 2003, p.41-61
SILVA, U. “Uma Antiguidade Fora do Lugar?”. Mare Nostrum. n. 8, 2017. p.1-12
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No décimo episódio da segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebemos o professor doutor Rogério Rosa Rodrigues (UDESC) para bater um papo sobre a Guerra do Contestado.
Conversamos sobre as pesquisas do professor Rogério e as suas interpretações a respeito da guerra do Contestado, que ocorreu na região entre os Estados do Paraná e Santa Catarina entre 1912 e 1916, envolvendo agentes públicos e o Exército contra grupos de sertanejos moradores da região motivados por anseios de justiça e acesso à terra misturados com messianismo. O povo na nossa história, especialmente quando se revolta, nem sempre foi bem representado, muitas vezes tratados como “obstáculos” ao desenvolvimento. É preciso rever estas histórias buscando desmistificar as atuações dos grupos populares na defesa de seus desejos e visões de mundo. Mais de cem anos após os eventos principais, esta guerra ainda é muito presente para a população da região do conflito e seu estudo é crucial para a compreensão de outros aspectos da cultura, sociedade e política brasileiras nos anos iniciais do período republicano.
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Produção
RODRIGUES, Rogério Rosa. Nas árvores, entre oficiais e em famílias: a fotografia e o desejo de entrar para a história. In: Angela Alonso, Heloísa Espada. (Org.). Conflitos: fotografia e violência política no Brasil: 1889-1964. 1ed.São Paulo: IMS, 2017, v. 1, p. 117-133.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Nas águas do esquecimento. O movimento do Contestado e o dever de memória. In: Priori, Angelo; Gruner, Clóvis Mendes. (Org.). Contestado: 100 anos de uma guerra sem fim. Curitiba: ANPUH-PR, 2016.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Estilhaços da violência: a Guerra do Contestado e a memória oficial. Revista Contemporânea, v. 1, p. 1-25, 2015.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Animatógrafo da guerra: Canudos e Contestado e a fotografia militar no Brasil. BOLETIM DO MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. CIÊNCIAS HUMANAS, v. 9, p. 383-401, 2014.
RODRIGUES, Rogério Rosa. Imagens cruzadas: exército e sertão na Primeira República. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro , v. 19, n. 4, p. 1301-1317, Dec. 2012 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702012000400011&lng=en&nrm=iso>. access on 02 July 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702012000400011.
O Contestado encenado por Hassis ou a arte de antecipar o que a história não iluminou. In: TOMPOROSKI, Alexandre Assis; ESPIG, Márcia Janete. (Org.). Tempos de muito pasto e pouco rastro. 1ed.São Paulo: LiberArs, 2018, v. 1, p. 17-30
Indicações de Referências sobre o tema abordado
MACHADO, Paulo Pinheiro. Lideranças do Contestado. Campinas/SP: Ed. Unicamp
ESPIG, Márcia Janete. Personagens do Contestado. Os turmeiros da estrada de ferro São Paulo – Rio Grande (1908-1915). Pelotas/RS: UFPEL, 2011.
KARSBURG, Alexandre. O eremita das Américas: a odisseia de um peregrino italiano no século XIX. Santa Maria: Editora UFSM, 2014.
RODRIGUES, R. R.; VALENTINI, D. J. (Org.) . Contestado: fronteiras, colonização e conflitos (1912-1916). 1. ed. Chapecó/SC: Letra&Vida, 2015.
TOMPOROSKI, Alexandre Assis; ESPIG, Márcia Janete. (Org.). Tempos de muito pasto e pouco rastro. 1ed.São Paulo: LiberArs, 2018, v. 1, p. 17-30
Dois documentários importantes
Terra Cabocla. Direção Márcia Paraíso. [Youtube – parte 1] [Plural Filmes]
TV Senado -Esquecida pela história, Guerra do Contestado terminou há 100 anos https://www.youtube.com/watch?v=clz3NhqPUf0
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Orgulhosamente apresentamos aos nossos ouvintes o Crossover entre o Fronteiras no Tempo e o podcast de cinema MeiaEntradaCast!
No MeiaEntradaCast de hoje, Renan Fileto, Marcelo Silva (Fronteiras no Tempo) e Cesar Agenor (Fronteiras no Tempo e Scicast) retiram suas máscaras e se reúnem para discutem um ESPETACULAR documentário: The Mask You Live In, um excelente filme para debatermos o efeito do machismo na formação dos homens.
Que o machismo é um tema importante, disso ninguém pode duvidar. Vários trabalhos, sobretudo relacionados aos debates feministas, trazem provas e argumentos que mostram a necessidade de se repensar as relações entre homens e mulheres. Porém, a discussão sobre as masculinidades (sim, no plural) e sua simbiose com o machismo é tema de igual importância, porém bem mais recente. Nesse sentido, “The Mask You Live In” é uma excelente ferramenta para suscitar o debate.
Todo homo sapiens do sexo masculino já ouviu as seguintes frases: “homem não chora”, “homem de verdade não faz isso ou aquilo”, “você tem que ser macho para ser respeitado”, etc. Todas são frases bem comuns. E todas são invariavelmente tóxicas e opressoras. Na linha de pensamento dessas frases, só existe um tipo certo de homem e toda variação é considerada errada. Ah, e qualquer aproximação de algo dito “feminino” é fortemente desencorajada.
No documentário, vemos diversos depoimentos de pessoas que sofreram com frases desse tipo, mas que, com muita força e persistência, foram vencendo a barreira da norma. Afinal, existem homenS. No plural. E, até mesmo por conta disso, existem masculinidadeS. Também no plural. E tá tudo bem. Sempre esteve e sempre estará, não é mesmo?
Vem com a gente que o debate está excelente!
Venha para o programa e se prepare para saber: 1) porque o machismo também afeta os homens 2) quais são nossas histórias com o tema 3) e porque você DEVE assistir The Mask You Live In (tem na Netflix!).
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O que têm em comum Clark Gable, Clint Eastwood, Arnold Schwarzenegger, Denzel Washington e Joseph Leonard Gordon-Levitt? Todos são modelos de masculinidade que apareceram em filmes relevantes em cada período. Como os historiadores definem e trabalham com o conceito de masculinidades? O que é considerado como comportamento masculino tem historicidade e o cinema é uma das fontes mais relevantes para a compreensão de como estes modelos são construídos e reforçados. Foi pensando nestas e em outras questões que surgiu este papo com Renan Fileto, do podcast MeiaEntradaCast, para falarmos de Cinema e Masculinidades.
Neste episódio:
Descubra como surgiu o cinema e como ele se configurou enquanto arte, mas também um tipo de entretenimento de massa propício para a divulgação de ideias e modos de vida. Conheça algumas das correntes teóricas que explicam a relação do cinema com a sociedade. Entenda como estas produções adentraram o universo de fontes estudadas pelos historiadores. Por fim, divirta-se e reflita conosco sobre os modelos de masculinidades reforçados pelo cinema ao longo de sua história durante o século XX.
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Material Complementar
CONNELL, Robert W.; MESSERSCHMIDT, James W.. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Rev. Estud. Fem., Florianópolis , v. 21, n. 1, p. 241-282, Apr. 2013 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2013000100014&lng=en&nrm=iso>. access on 10 June 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2013000100014.
FERRO, Marc. O filme: uma contra-análise da sociedade? In: LE GOFF, Jacques; NORA, Pierre (Orgs.). História: novos objetos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992, p. 79-115.
NOLASCO, Sócrates. O apagão da masculinidade? Trabalho e Sociedade, Rio De Janeiro, ano 1, n.2, p.9-16, 2001. Disponível em: http://www.mpce.mp.br/wp-content/uploads/2018/03/O-Apagao-da-Masculinidade-S%C3%B3crates-Nolasco.pdf
PIRES, Maria da Conceição Francisca; SILVA, Sergio Luiz Pereira da. O cinema, a educação e a construção de um imaginário social contemporâneo. Educ. Soc., Campinas , v. 35, n. 127, p. 607-616, June 2014 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302014000200015&lng=en&nrm=iso>. access on 10 June 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-73302014000200015
SALIBA, Elias Thomé. A produção do conhecimento histórico e suas relações com a narrativa fílmica. In: FALCÃO, Antonio Rebouças; BRUZZO, Cristina (Coords.). Coletânea lições com cinema. São Paulo: FDE, 1993, p.87-107
SILVA, Sergio Gomes da. A crise da masculinidade: uma crítica à identidade de gênero e à literatura masculinista. Psicol. cienc. prof., Brasília , v. 26, n. 1, p. 118-131, mar. 2006 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932006000100011&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 10 jun. 2019.
VICENTE, Daniel Domith; SOUZA, Lídio de. Razão e sensibilidade: ambigüidades e transformações no modelo hegemônico de masculinidade. Arq. bras. psicol., Rio de Janeiro , v. 58, n. 1, p. 21-34, jun. 2006 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672006000100004&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 10 jun. 2019.
Vídeos
Entre Planos sobre o tema
Aula Inaugural PPGEL Mito e Cinema
Marcos Napolitano: “A análise de filmes em sala de aula”
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Alexandre Strapação Guedes Vianna, Alexsandro de Souza Junior, Anderson O Garcia, Andre Trapani Costa Possignolo, Andréa Silva, Andressa Marcelino Cardoso, Artur Henrique de Andrade Cornejo, Caio César Damasceno da Silva, Caio Sérgio Damasceno da Silva, Carlos Alberto de Souza Palmezani, Carlos Alberto Jr., Carolina Pereira Lyon, Cláudia Bovo, Eani Marculino de Moura, Eduardo Saavedra Losada Lopes, Ettore Riter, Felipe Augusto Roza, Felipe Sousa Santana, Flavio Henrique Dias Saldanha, Henry Schaefer, Iago Mardones, Iara Grisi, Jonatas Pinto Lima, José Carlos dos Santos, Leticia Duarte Hartmann, Manuel Macias, Marcos Sorrilha, Mayara Araujo dos Reis, Moises Antiqueira, Paulo Henrique de Nunzio, Rafael Alves de Oliveira, Rafael Igino Serafim, Rafael Machado Saldanha, Raphael Almeida, Raul Landim Borges, Renata Sanches, Rodrigo Vieira Pimentel, Sr. Pinto, Tiago Gonçalves, Wagner de Andrade Alves, Willian Scaquett, Willian Spengler, Yuri Morales e 2 padrinhos anônimos
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No nono episódio da segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebemos a professora doutora Ana Cristina J. Cruz (UFSCAR) para bater um papo sobre as relações étnico- raciais no Brasil e a educação.
Dentre as várias questões que circundam o tema, conversamos sobre os avanços trazidos pelas políticas afirmativas para as universidades públicas, as interpretações sobre as relações étnico-raciais, as maneiras como se estrutura e funciona o racismo no Brasil e, ainda, o papel que a educação tem para diminuí-lo, ou mesmo erradicá-lo. Também falamos sobre as investigações históricas da professora Ana Cruz a respeito da condição das mulheres e crianças negras expressas nos trabalhos do que ficou conhecido como “Projeto Unesco” sobre relações raciais, aplicado no Brasil entre os anos de 1950 e 1953. Em suma, um excelente papo em que fica evidente a relevância da reflexão das relações étnico-raciais no Brasil e, mais, do quanto devemos respeitar e apoiar as políticas de promoção da igualdade racial por meio do acesso ao ensino público de qualidade. Confira agora esse episódio e mande seus comentários!
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Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6736396213946663
Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (UFSCAR)
Crianças Infâncias (UFSCAR)
Contato: [email protected]
Produção
CRUZ, A. C. J.. O debate contemporâneo do antirracismo: implicações teóricas e políticas para a educação. REVISTA DE EDUCAÇÃO PUC-CAMPINAS, v. 21, p. 335, 2016.
CRUZ, ANA CRISTINA JUVENAL DA. PROTAGONISMO DO PENSAMENTO NEGRO NO BRASIL: O LUGAR DAS MULHERES E CRIANÇAS NEGRAS NO PROJETO UNESCO. EDUCAÇÃO EM REVISTA (ONLINE), v. 34, p. 1-29, 2018.
Programa ClickCiência UFSCar: Pesquisas da UFSCar analisam relações étnico-raciais na educação
https://youtu.be/yGVWdNdfhN8
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Arte da vitrine: Augusto Carvalho; Edição: Talk’nCast; Roteiro e apresentação: Beraba
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“Viva a Liberdade” e “Abaixo a Chibata” gritavam os marinheiros, a maioria de negros, que tomaram o encouraçado Minas Gerais no dia 22 de novembro de 1910, dando início ao movimento que deixou a então capital federal sob ameaça de bombardeios daqueles que eram os mais modernos navios da Marinha de Guerra do Brasil. Tinha início a Revolta da Chibata, um movimento com grandes repercussões à época, mas que ainda hoje desperta controvérsias quanto à forma como é lembrado.
Neste episódio:
Entenda quais motivos levaram os marinheiros à sublevação. Compreenda o contexto histórico que envolvia a revolta e as suas relações com o que a historiografia tem discutido sobre o Brasil pós-abolição da escravidão. Se surpreenda com o racismo que estava impregnado tão abertamente nas falas e ações dos oficiais da marinha e, ainda, como os castigos por eles aplicados aos marujos remetiam a um contexto de escravidão que escandalizou a opinião pública da época. Por fim, conheça um pouco da história e da memória daquele que ficou conhecido como seu principal líder, João Cândido, o Almirante negro.
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Mencionado no Episódio
Episódios do Fronteiras no Tempo sobre República Velha
Fronteiras no Tempo #8 – Guerra de Canudos
Fronteiras no Tempo #31: Revolta da Vacina
Fronteiras no Tempo #34: Sistema Político na República Velha (1889-1930)
Sobre a questão do Racismo
Fronteiras no Tempo #4 – Raça e Racismo no Brasil
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Expediente Produção Geral e Hosts: C. A e Beraba, Recordar é Viver: Willian Spengler. Vitrine: Augusto Carvalho, Edição: Talk’nCast
Material Complementar
Livros e Artigos
ALMEIDA, Silvia Capanema P. de. Do marinheiro João Cândido ao Almirante Negro: conflitos memoriais na construção do herói de uma revolta centenária. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 31, nº 61, p. 61-84- 2011. http://www.scielo.br/pdf/rbh/v31n61/a04v31n61.pdf
MOREL, Edmar. A Revolta da Chibata. 6.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.
NASCIMENTO, Álvaro Pereira do. “Sou escravo de oficiais da Marinha”: a grande revolta da marujada negra por direitos no período pós-abolição (Rio de Janeiro, 1880-1910). Revista Brasileira de História. São Paulo, 2016 http://dx.doi.org/10.1590/1806-93472016v36n72_009
NASCIMENTO, Álvaro Pereira do. Cidadania, cor e disciplina na revolta dos marinheiros de 1910. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.
Links
Redenção de Cam – artigo de Tatiana H. P. Lotierzo e Lilia K. M. Schwarcz
Vídeos
TV Senado – A revolta da chibata – Histórias do Brasil
Filme – O Encouraçado Potemkin
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No oitavo episódio da segunda temporada do Historicidade, o programa de entrevista do Fronteiras no Tempo: um podcast de história, recebemos o historiador MARCOS SORRILHA (UNESP) para bater um papo sobre a trajetória do terceiro presidente dos Estados Unidos da América, Thomas Jefferson.
Jefferson ficou mais conhecido como presidente dos EUA, como um dos chamados pais fundadores da Nação estadunidense, mas as pesquisas de Sorrilha tentam destacar uma outra característica de sua biografia, seu lado jurista e sua atuação como advogado. Para descobrir mais sobre essa figura e compreender os bastidores da Independência dos EUA dê o play e ouça o programa.
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Marcos Sorrilha Pinheiro
Curriculo Lattes
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Biblioteca Virtual Fapesp
Grupo de Pesquisa Intelectuais e Política nas Américas (IPA)
IPACast
Produção
PINHEIRO, Marcos Sorrilha. Utopia andina e socialismo na historiografia de Alberto flores Galindo (1970-1990). Franca, 2013. Tese (Doutorado em História) – Universidade Estadual Paulista.
SORRILHA, Marcos. Lino Galindo e os Herdeiros do Trono do Sol. Rio de Janeiro: Dracco, 2015.
PINHEIRO, Marcos Sorrilha. Escravidão e Liberalismo em José Bonifácio: possibilidades de uma abordagem de história intelectual. Anais do XXI Encontro Estadual de História –ANPUH-SP – Campinas, setembro, 2012
PINHEIRO, Marcos Sorrilha. THOMAS JEFFERSON: DIREITO E A CONSTITUIÇÃO DOS EUA (páginas 526 – 535)
PINHEIRO, Marcos Sorrilha. Thomas Jefferson: a liberdade e o Direito (1774 – 1779).
Participações do Marcos Sorrilha no Scicast
Scicast #256: Os “Ismos” da Política – Liberalismo e Conservadorismo
SciCast #262: Os “Ismos” da Política 2 – Nacionalismo e Nazi-Fascismo
SciCast #270: Os “Ismos” da Política 3 – Socialismo e Comunismo
Participações do Marcos Sorrilha no Fronteiras no Tempo
Fronteiras no Tempo #11 – Incas e Lino Galindo
Fronteiras no Tempo #16 – O que está acontecendo com o mundo hoje?
Fronteiras no Tempo #28: Histórias das Copas do Mundo parte 3
Fronteiras no Tempo #27: História das Copas do Mundo parte 2
Fronteiras no Tempo #26: História das Copas do Mundo parte 1
Fronteiras no Tempo #25: Nazismo de Esquerda? O veredito!
Indicações Bibliográficas sobre o tema abordado
CROW, Matthew. “Jefferson, Pocock, and the Temporality of Law in a Republic.” Republics of Letters: A Journal for the Study of Knowledge, Politics, and the Arts2, no. 1 (December 15, 2010), p. 55-81.
CROW, Matthew. . “Thomas Jefferson and the Uses of Equity”. Law and History Review, February 2015, Vol. 33, No. 1, p. 151-180.
DEWEY, Frank. L. Thomas Jefferson, Lawyer. Charlottesville: University Press of Virginia, 1987.
ELLIS, Joseph J. American Sphinx. The Character of Thomas Jefferson.New York: Vintage Books, 1998.
HUNT, Lynn. A invenção dos direitos humanos; uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
MAIER, Pauline. American Scripture: making the declaration of Independence.New York: Vintage Books, 1997.
McCONNELL, Michael W. “Natural Rights and the Ninth Amendment: how does lockean legal theory assist in interpretation?”. New York University Journal of Law & Liberty, vol. 5:1, 2010, p. 1-29.
PARKINSON, Robert. “Twenty-Seven Reasons for Independence”. In:BRUNSMAN, Denver; SILVERMAN, David J. (eds.) The American Revolution Reader. New York: Routledge, 2013, p. 114 – 119.
Podcasts
Fronteiras no Tempo #29: Declaração Universal dos Direitos Humanos
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Os historiadores C. A. e Beraba, junto com o Estagiário Rodolfo e Willian Spengler, exploram temas sobre o passado humano. A intenção é aproximar o público que gosta de História com a maneira como o conhecimento histórico é pensado e construído. Isso tudo de forma leve e descontraída.
Atualmente, contamos com três atrações:

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