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Depois de sair da cadeia em Sacramento, Carolina decide se mudar para São Paulo e tentar gestar sua carreira literária, mas precisa lidar com a pobreza e a fome que atravessam seu caminho.
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Pesquisa, roteiro e apresentação Thiago André
Edição de Som: Caio Santos
Desenho de Som: Janaína Oliveira
Trilha Original: Jonatas Cristino
Redes sociais e Gerência da comunidade: Carolina Ferreira
Identidade Visual: Raimundo Britto
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BIBLIOGRAFIA
BARONE, Ana Cláudia Castilho. ST 10 Carolina Maria de Jesus, uma trajetória urbana. Anais do XVI Encontro Nacional da Anpur, v. 1, n. 16, 2015.
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática
FARIAS, Tom. Carolina: uma biografia. Malê, 2017.
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Quase no fim da vida, quando faltava fama, dinheiro e saúde, Carolina quis escrever sobre a infância, a família e seus ancestrais. Quando estava perto do fim, ela quis voltar ao começo.
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BIBLIOGRAFIA
JESUS, Carolina Maria de.Diário de Bitita.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
FARIAS, Tom. Carolina: uma biografia. Malê, 2017.
MIRANDA, Fernanda R. “DIÁRIO DE BITITA” OU “UM BRASIL PARA OS BRASILEIROS”: PÓS-ABOLIÇÃO E NARRATIVA EM CAROLINA MARIA DE JESUS/“DIÁRIO DE BITITA” . Revista Athena, v. 17, n. 2, 2019.
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Depois de um encontro inesperado, Carolina Maria de Jesus se torna a escritora mais famosa do Brasil. Mas a fama repentina tem seu preço, principalmente para mulheres negras como ela.
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BIBLIOGRAFIA
DA SILVA, Mário Augusto Medeiros. A descoberta do insólito: Carolina Maria de Jesus e a imprensa brasileira (1960-77). Afro-Hispanic Review, p. 109-126, 2010.
DANTAS, Audálio. A atualidade do mundo de Carolina.
————."Retrato da favela no diário de Carolina". O Cruzeiro, 20 jun. 1959: 92-98
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, p. 3-5, 1993.
FARIAS, Tom. Carolina: uma biografia. Malê, 2017.
MARTINS, Wilson. Mistificação literária – Quarto de Despejo, ‘best-seller’ de 1960 , deve ser atribuído a Audálio Dantas. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro. 23 out. 1993.
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Nos anos 60, Carolina Maria de Jesus, uma mulher negra, ex-moradora de favela, catadora de papel, se tornou a escritora mais famosa do Brasil. Mas de repente, de uma hora pra outra, Carolina sumiu da memória pública.
E foi esquecida pelo Brasil.
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Depois da derrota nas Copas de 50 e 54, autoridades do esporte concluem que o fracasso de nossa Seleção reside no fato dela ser “muito negra”. Mas em 58, o primeiro título da amarelinha vem justamente pelos pés de um menino preto. Um menino que ousou ser Rei.
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BIBLIOGRAFIA
GUEDES, S.L. Que “povo brasileiro” no campo de futebol?. Revista Razón y Palabra, n.69, 2009.
MENDES, Fábio. Campeões da Raça: os heróis negros da copa de 1958. São Paulo: Shuriken Produções, 2018. 272 p.
SILVA, Ana Paula. Pelé e o complexo de vira-latas: discursos sobre raça e modernidade no Brasil. 217 f. 2008. Tese (Doutorado em Ciências Humanas – Antropologia Cultural) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008.
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Mesmo sendo um homem de muitas vitórias Barbosa teve que lidar para o resto da vida com a culpa. A eterna culpa de ser um homem negro vivendo no Brasil.
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BIBLIOGRAFIA
ABRAHÃO, Bruno Otávio de Lacerda; SOARES, Antônio Jorge. O que o brasileiro não esquece nem a tiro é o chamado frango de Barbosa: questões sobre o racismo no futebol brasileiro. Movimento, v. 15, n. 2, p. 13-31, abr./jun. 2009.
MACIEL, Alexandre Vinicius Nicolino. Preto não traz confiança: Moacir Barbosa do Nascimento e a Síndrome de Goleiros negros no Brasil. Epígrafe, v. 9, n. 1, p. 83-101, 2020.
MUYLAERT, Roberto. Barbosa: um gol que silencia o Brasil. 2ed. São Paulo: Bússola, 2013.
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Leônidas da Silva foi o primeiro grande ídolo da Seleção Brasileira. Desses que inspira o futebol das crianças, que vende camisa, brinquedo e vira enfeite de rua em época de Copa do Mundo. Ele chegou rápido ao topo do Mundo, mas jamais se esqueceu de onde veio.
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BIBLIOGRAFIA
RIBEIRO, André. Diamante eterno: biografia de Leônidas da Silva. São Paulo: Gryphus, 2000.
ROCHA, Everardo; CORBO, William. O CRAQUE DA BOLA EO MUNDO DOS BENS: FUTEBOL E CONSUMO NA IMAGEM PÚBLICA DE LEÔNIDAS DA SILVA. Sociologia & Antropologia, v. 7, n. 3, p. 799-823, 2017.
MACHADO, Felipe Morelli. REBELDIA OU RESISTÊNCIA? LEÔNIDAS DA SILVA O ‘DIAMANTE NEGRO’E O ‘TRIUNFO’DO FUTEBOL BRASILEIRO NA COPA DO MUNDO DE 1938. Projeto História: Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados de História, v. 38, 2009.
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Jogadores negros já foram proibidos de vestir a camisa da seleção. Quando não puderam proibir, decidiram embranquecer. Quando não puderam embranquecer, fizeram de tudo para segregar. Quando não puderam segregar, fizeram de tudo para silenciar.
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BIBLIOGRAFIA
Abrahão, B. O. D. L. & Soares, A. J. G. (2009). O elogio ao negro no espaço do futebol: entre a integração pós-escravidão e a manutenção das hierarquias sociais. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 30(2), 9-23.
CURI, Martin. Arthur Friedenreich (1892–1969): a Brazilian biography. Soccer & Society, vol. 15, n. 1, p. 19-28, 2014.
Filho, M. R. (1947/2003). O negro no futebol brasileiro. Rio de Janeiro: Mauad
Santos, J. M. C. M. (2011). Rio de Janeiro e o campeonato sul-americano de futebol de 1919: “a América do Sul corre atrás de uma bola”. Materiales para la Historia del Deporte, 9, 82-102.
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Todos sabem quem foi Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Pelé, mas poucos saberiam dizer quais os nomes das mulheres negras que foram pioneiras no futebol feminino. Quando decidi pesquisar a trajetória das mulheres negras no futebol percebi que havia pouca coisa escrita sobre elas.
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Em um mundo de relações mediadas pela imagem é importante para o fortalecimento da comunidade negra olhar para si de maneira mais generosa. Mas não dá para fazer isso usando referências de beleza que não foram feitas para nós.
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FICHA TÉCNICA
Participação: Raisa Inocêncio e Nathalia Grillo Cipriano
Pesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago André
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Fotografia da capa: Helen Salomão
Arte Gráfica: Suzane Lopes / Movimento1989
Trilha sonora: Blue Dot Sessions
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