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Não se esqueça que o passo que você está dando é mais importante do que o caminho que você vai encontrar. Até porque o melhor caminho, a gente encontra enquanto anda, enquanto testa, enquanto experimenta, enquanto se coloca na vida. Acho que se concentrar no passo, garante - em alguma medida - que o destino já chegou. Porque o primeiro passo é o sinal de que algo já aconteceu. Já começou a acontecer, já se movimentou. No meu livro, eu digo isso: não dá para andar e permanecer no mesmo lugar - e isso é um alívio. Depois do primeiro passo, algum movimento sempre acontece. Mesmo que seja só internamente, mesmo que seja só dentro de você - e esses movimentos que acontecem dentro da gente, sempre antecede todos os outros. Isso é uma das coisas que eu queria dizer a você e a mim hoje.
É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem? Nessa quarta no @spotify
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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Meu livro “o medo de dar certo”: https://amzn.to/4gSg5SH
Quando falo de medo de dar certo, geralmente, me refiro ao medo
que está colado em sonhos que são nossos. No tema das
cenas que imaginamos no meio do banho, quando estamos sozinhos. Nos prêmios imaginários que adoraríamos ganhar: melhor
medo de dar certo atriz, melhor escritor, melhor desenhista, melhor artista, melhor administrador de finanças.
Mesmo na imaginação, mesmo conscientes de
que só estamos descalços e molhados no box do banheiro, sentimos
toda a alegria e a adrenalina. E isso ocorre por um motivo: aquilo
é grande e vivo em nós. É nessas coisas que o medo de dar certo
costuma vir colado. E vem sempre acompanhado da pergunta:
quem sou eu para realizar isso com que sonho muito e há tanto
tempo? Quem sou eu?
Quando percebi quais eram as coisas que estavam nesse lugar
para mim, também percebi algo. Dar certo é menos sobre garantir
resultados, menos sobre chegar a algum lugar específico, menos
sobre subir no lugar mais alto do pódio. Isso é consequência, mas
não determina valor. Dar certo é não interromper o curso das coisas. É não represar o fluxo da sua caminhada, não atrapalhar a sua potência, não atrasar a sua chegada dentro e fora, é não trair o seu lugar no mundo — e
todo lugar no mundo é grande por essência. Isso é dar certo. E por
isso o medo que nos impede de fazer isso é tão poderoso. E digno
de ser investigado. É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?
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Sessão de autógrafos: 15/02 às 15h00
Rua Fradique Coutinho, 915 - Pinheiros - São Paulo - SP
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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A cena só não era como ele tinha dito, porque tem coisa que é tão bonita, que é difícil de descrever. Na nossa frente parecia que a caverna estava fechada por uma cortina de água. Eu estava tão impressionada, que não consegui falar mais nada. A gente ficou um tempo em silêncio meio mudo, meio em comunhão com aquilo tudo. Então, um pouco antes da gente pegar o caminho de volta, o Décio disse: “não parece a nossa mente? Têm horas que a gente pensa que vai se afogar, mas aí a gente continua caminhando e uma hora passa, as coisas assentam, a água baixa e a gente encontra um lugar de calmaria em meio ao caos.” E eu só consegui concordar: “parece muito”.
É sobre ansiedade o episódio dessa semana, cê vem? Nessa quarta-feira no @spotify.
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Lendo a Brené Brown eu entendi que o medo de não agradar, que é tão humano, assim como o medo de não ser perfeito e o medo de ser vulnerável, esconde o medo da desconexão. O medo de que algo - que nos mantém juntos - se desplugue, se desconecte, caso a gente se mostre de verdade.
Para evitar essa desconexão, a gente pode ir para muitos caminhos. Eu vou citar só dois: a gente pode ficar tentando adivinhar o tempo todo o que é que fez o outro ficar. Porque se a gente souber o que fez o outro ficar, a gente pode repetir aquilo. Eu lembro de uma cena da minha adolescência que eu acho que é quase universal e exemplifica muito isso….mas eu te conto amanhã, cê vem?
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Curso que eu mencionei: Marketing Digital
Dias depois dessa viagem, eu tava tomando banho. E aí sabe aquele momento que você olha pra sua vida e pensa: apesar das faltas e falhas que tem em qualquer vida, eu gosto da minha? Eu gosto de quem eu sou? Não gosto sempre, nem todos os dias, mas eu gosto. Não quero ser outra pessoa.
Tô em paz com as escolhas que eu fiz, com as escolhas que não fiz, consigo olhar pras minhas versões passadas com compaixão e a compreensão de que elas fizeram também o que sabiam. E isso não significa que eu nunca julgue elas - eu julgo, mas eu também entendi que julgar faz parte do que é a mente humana.
E foi quando isso tudo assentou no meu corpo, que eu lembrei daquela frase que eu tinha ouvido. E ela me pareceu ser a explicação pra essa sensação de bem-estar que eu tenho sentido com esse momento da vida. Te conto qual é amanhã.
É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?
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*O nome de quem assina o roteiro final do filme Divã é: Marcelo Saback
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Você já teve a sensação de estar numa fase, num ciclo da vida, em que o desejo era abrir mão, deixar ir, soltar ao invés de conquistar, pegar, absorver? A primeira vez que eu me lembro de sentir isso, eu tinha vinte e pouquíssimos anos. Eu estava no meu primeiro estágio da faculdade e estava naquela ânsia de querer comer o mundo. Foi assim por um tempo, até que essa fome que me empanturrou.
Era como se eu estivesse na frente de uma mesa de comida, com muitas opções, e fosse comendo tudo que tem ali e, em determinado momento, eu não conseguia sentir mais o gosto de nada. Parecia que tudo tinha virado uma massa de açúcar ou de sal. As coisas tinham pedido o gosto, o sabor. E eu entendi que era preciso, então, um tempo para digerir. É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?
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Meu livro "O medo de dar certo":
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Fiquei impactada com o meu próprio pensamento, porque foi como dizer: ir devagar também é ir. Se movimentar com calma, também é se movimentar. Eu não preciso começar hoje e terminar hoje. Não precisa ser tudo de uma vez, não precisa ser tudo agora, eu posso começar hoje e fazer mais um pouco amanhã, e mais um pouco. Até estar do jeito que eu quero.
Eu venho falando muito no para dar nome as coisas em como eu sinto que a gente desaprendeu os trajetos, desaprendeu a construção, desaprendeu o processo. E aí fiquei pensando que talvez o acordo mais importante a se fazer é: eu estou disposta a construir isso aqui com tempo? A dar meu tempo pra construir o que eu quero? Talvez isso seja o mais importante.
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O silêncio pode ser uma escolha.
Foi essa frase que me chegou nesse último sábado. Eu tinha acabado de colocar detergente na esponja e instintivamente, meio que sem pensar, eu pedi para Alexa tocar uma música. Mais precisamente um álbum que eu gosto muito. Mas assim que o som invadiu a cozinha, algo bateu estranho. Como se eu tivesse convidado alguém para entrar na minha casa, mas assim que a pessoa se materializou no interfone, eu pensei: cara, não era isso que eu queria. Como se o meu corpo inteiro tivesse rejeitando a ideia de ter alguém ali, no meu espaço.
Acho que todo mundo já passou por isso, quando recebeu ou fez um convite para ir numa festa. E, quando você tava lá, você pensou: cara, a ideia de estar numa festa parecia ótima, mas agora que eu estou aqui, eu queria mesmo tá em outro lugar. Eu acho que isso acontece por muitos motivos, mas eu acho que tem dois principais: o primeiro é que a gente se viciou no barulho. A gente precisa o tempo todo tá vendo, ouvindo, rolando o feed porque a gente não consegue mais lidar com o silêncio.
E sem silêncio, a gente não consegue se ouvir de verdade, a gente só vai fazendo um monte de coisa no automático e quando vê, a gente tá na festa, quando queria tá no sofá. ou tá no sofá, quando queria mesmo tá dormindo. ou tá dizendo sim, quando queria tá dizendo não. A gente vai virando vítima das nossas próprias escolhas. A outra te conto nessa quarta.
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Meu livro: 'O medo de dar certo'
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Eu tinha acabado de pedir um café preto e um brigadeiro para o garçom, quando comecei a folhear um caderno que guardo no fundo do armário. Lá, eu anoto alguns insights e compreensões que eu cheguei depois de muito tempo. E talvez por ter lido um monte de coisa que eu escrevi, talvez pela vibe fim de ano, talvez pelas duas coisas juntas, naquele dia mais tarde, quando eu girei a chave do carro, eu decidi: ano que vem a minha principal meta é ser melhor para mim. E antes de chegar em casa eu já tinha desenhado cinco outras, que vão funcionar como uma espécie de termômetro para eu saber se to perto ou longe disso. Te conto todas no episódio dessa semana, cê vem?
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Ela dizia que tinha anotado todas as preocupações com o futuro em um papel grande. E com preocupação, ela estava se referindo a coisas que ela estava pensando excessivamente, mas que ainda não tinham acontecido e que, sequer, ela sabia se iam acontecer.
Ela pegou esse papel com todas as preocupações que ela tinha escrito, e foi dividindo em pequenos pedacinhos. Então cada pedacinho de papel tinha uma preocupação. E aí a cada semana, ela pegava uma preocupação do potinho e se perguntava: isso é um problema hoje? Se é, como eu resolvo? Se não é, não há solução para aquilo que não é um problema ainda. E ela voltava pro potinho o papel.
E eu amei essa história que eu ouvi por três motivos. Eu conto eles nesse episódio e algumas coisas mais sobre ansiedade, preocupação e ruminação. Cê vem? Nessa quarta-feira no @spotify
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Citei no episódio:
Thais Godinho
Canal Vida Organizada no Youtube
Trilha Sonora:
Written In Stone - Victor Lundberg
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