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Vez ou outra eu me pego questionando uma mesma coisa: existem sinais? Coisas que acontecem de forma repetida são coincidência ou uma mensagem disfarçada e insistente da vida para a gente? Situações que parecem um recado objetivo e direto são só um acaso interessante ou realmente tem algo além disso?
Nas últimas semanas, três situações me fizeram pensar nisso. Por mais que elas fossem diferentes, elas pareciam costuradas por uma linha invisível. E todas traziam exatamente a mesma pergunta: isso é realmente seu?
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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Citei: @luabarrosf e o livro “a coragem de não
agradar” do ichiro kishimi e fumitake koga
Há muitos anos eu repito um mesmo comportamento de forma inconsciente. Toda vez que eu chego num novo lugar bom, eu tento sentir aquela experiência com todos os meus sentidos. Toco, olho profundamente, sinto o cheiro, escuto os sons e barulhos.
Sempre fiz isso para tentar aproveitar esse novo lugar bom com todo o meu corpo. Mas essa semana, aconteceu algo diferente. Eu precisei aguçar os meus sentidos não para desfrutar desse novo lugar, mas para me lembrar que eu já estava nele.
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Esses dias, eu me vi numa situação que o melhor caminho era desistir. Mas mesmo que essa fosse, evidentemente, a escolha que fazia mais sentido para aquele momento, uma parte de mim queria - muito - insistir. Queria muito continuar ali. Fiquei curiosa com isso. E me perguntei: o que essa parte que insiste tá defendendo? O que ela quer? Cheguei a 5 respostas. E são elas que divido na mesa de bar dessa semana. Cê vem?
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Vídeo da Fê Neute: https://www.youtube.com/watch?v=FfN7EuVXM6g
Todo mundo tem uma porção considerável de mudanças para conta -sejam elas grandes ou pequenas. E talvez o que todo mundo tenha percebido em algum momento, também, é que as mudanças, mesmo quando boas, mesmo quando desejáveis, mesmo quando incríveis são antecedidas por uma espécie de cansaço emocional. Eu suspeito que isso acontece porque mudanças exigem abertura. Mas não só. Analisando as minhas mais recentes, eu notei 5 fases pelas quais sempre passo quando mudo. Nesse episódio, te conto quais são essas fases e os sentimentos, emoções e comportamentos que mais percebo em cada uma delas.
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Esses dias, eu vivi uma experiência de presença absoluta. Uma sensação de transbordamento. Foi bom de sentir. Me fez, também, querer mais. O que acabou me levando pruma pergunta, que foi: como eu trago mais dessa coisa boa pra minha vida? Deixando ecoar essa pergunta, cheguei a 5 coisas. Divido elas com vocês nesse episódio que foi escolhido pelos nossos apoiadores do Apoia-se.
Frase citada no ep “Em ferida aberta o olho do outro é álcool” é da Débora Noal
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A idealização é uma gravidez de um futuro que nunca vem. A gente fica esperando que a promessa, o desejo, a expectativa vire a realidade, mas não acontece, porque a idealização é o que é: uma ideia desconectada - em tudo ou em parte da realidade.
Mas há de abrir espaço pra ela também, porque que tem um pouco de idealização em cada desejo e é o desejo que nos movimenta, que nos coloca para buscar outro lugar. Pensei nisso, quando encontrei aquele frasco no meu quarto. Mas essa história te conto amanhã, quarta-feira, em todos os agregadores de podcast. Cê vem?
texto: @natyop identidade visual: amandafogaca edição: @valdersouza1
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Viver não tem controle remoto. Não tem como pausar para gente não perder o nosso programa preferido, nem tem como passar para frente para chegar logo o que a gente quer muito. Viver tem espera. Exige que a gente aprenda sobre paciência, sobre
aguardar, mesmo sem certeza.
Mas não é porque tem espera, que tudo que a gente deve fazer, é esperar. Dá para inventar umas brincadeiras no caminho. E às vezes, a gente percebe que a brincadeira que a gente inventou, que era só um passo-tempo, acabou ficando mais importante do que aquilo que a gente queria muito que chegasse.
É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?
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Era bem comecinho do ano. Aquele momento em que algumas casas ainda estão com pisca pisca na janela, que ainda tem panetone no armário, que as lojas estão fazendo queima de estoque das roupas brancas e que a maior parte das pessoas tão com a lista de metas de ano novo na cabeça.
Era tipo dez de janeiro e eu tava sentada numa padaria de São Paulo tomando um café com um amigo. A gente tinha acabado de pedir um brigadeiro, quando ele me perguntou quais eram as minhas metas para aquele ano. Eu não lembro exatamente do que eu respondi, mas lembro do que ele me disse, quando eu devolvi a pergunta. Ele falou: “ser eu, o máximo que eu conseguir.”
Lembro de responder: “caramba, bacana, e o que mais?” E ele me falar: Nat, já não é o bastante?”. Meses depois, essa história me voltou, junto com outra.
É por aí que vai o episódio dessa semana. Cê vem?
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Esses dias lembrei de uma cena do filme ‘Comer, Rezar e Amar. Aquela em que a Liz diz não querer viver uma paixão, porque ela está com medo de perder o equilíbrio. E o guru, que acompanha ela na jornada, responde: “às vezes, perder o equilíbrio por amor, faz parte de uma vida equilibrada.”
Faz uma vida que vi esse filme, mas ainda lembro desse diálogo. Talvez porque, como a Liz, eu confunda muitas vezes equilíbrio com rigidez. E, certamente, quando me distraio, chamo vida estática de vida equilibrada. Ainda bem que é sempre tempo de repensar.
É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?
edição: @valdersouza1 identidade visual: @amandafogaca
texto: @natyops
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Anos atrás, eu liguei o computador para fazer uma pesquisa. Eu precisava de dados e informações porque tinha que escrever uma reportagem. Mas não era qualquer reportagem. Era uma que me interessava muito.
Eu precisava responder uma pergunta que tava rodando muito as mesas de bar, os consultórios terapêuticos, as copas das empresas, as mesas de jantar.
A pergunta era: será que o único jeito de viver bem com as redes sociais é cancelar tudo, voltar a falar por telefone, usar mapa de papel e pedir taxi usando a mão? Acabou que eu cabei conversando com uma pessoa que estudava isso. E ela me fez uma pergunta que ecoa na minha cabeça até hoje.
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