Para dar nome às coisas

Para dar nome às coisas

By Natália SousaSociety & Culture
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Para dar nome às coisas episodes

  • S06EP234 - O tempo das coisas

    É preciso respeitar os processo e o tempo das coisas. Amadurecer - e eu uso essa palavra aqui no sentido de chegar em outro lugar dentro - leva tempo.

    Mas isso não quer dizer que não dá para fazer nada.

    O que eu tenho aprendido é que é possível trocar o controle pela facilitação. Eu não controlo como vai ser, mas eu posso facilitar para que seja do melhor jeito para mim.

    Quando e se vai acontecer do jeito que eu gostaria, eu não sei, mas é onde eu decido apostar.

    edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca
    texto: @‌natyops
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    28 min
  • S06EP233 - Nem tudo é sobre você

    Esses dias, eu vi uma cena que me fez muito pensar naquele meme que é: uma mina casando toda feliz e o ex dela dizendo: “nossa, agora ela foi longe demais para me fazer ciúmes”.

    Parece meio absurdo e tosco, mas quantas vezes o nosso lado menos consciente vai por aí? Colocando a gente como protagonistas em histórias em que a gente é quiçá figurante. E às vezes nem isso.

    É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?

    edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca
    texto: @‌natyops

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    40 min
  • S06EP232 - Reencontrar o que faz bem


    Às vezes a gente olha para um objeto, para uma pessoa, para uma casa. Às vezes a gente sente um cheiro, come uma comida, e é invadido por uma sensação boa. Uma sensação familiar, uma sensação de casa. Uma sensação de que aquela memória tem nome e endereço.

    Mas às vezes não. Às vezes a gente olha para uma coisa e intui que aquilo vai nos fazer bem. Ou desconfia que aquilo já fez bem em um passado distante. Foi isso que aconteceu numa quinta-feira, anos depois daquela memória da revista. E tudo que aconteceu depois, vem disso também.

    edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca
    texto: @‌natyops

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    41 min
  • S06EP231 - Deixa o teu corpo sentir

    Esses dias eu conheci a história de um homem que conquistou coisas que a maioria de nós valoriza: reconhecimento, prestígio, aprovação, validação. Mas que, apesar disso, morria de medo do abandono.

    Na cabeça dele é como se tudo que ele fosse viver, por mais diferentes que fossem as experiências, no final, ele sempre seria deixado, abandonado, esquecido, não gostado.

    Esse medo estava em tudo praticamente. Sempre que um amigo cancelava um jantar em cima da hora ou quando mandavam uma mensagem e a resposta não vinha dentro de 24 horas, era com essa lente que ele via todas as coisas.

    Daí que, depois de conviver com isso por muitos anos, algo que ele não esperava nem queria aconteceu. E o que parecia que ia destrui-lo, na verdade, teve outro efeito.

    É um abraço quente o episódio dessa semana. Cê vem?

    Nome do livro: “Quando as coisas não saem como você espera”
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    43 min
  • S06EP230 - O que isso revela sobre mim?

    Imagina que você vai ao cinema e escolhe um filme para assistir. Entra na sala, pega a pipoca, se ajeita na poltrona, cria várias expectativas sobre aquela experiência. Mas assim que o filme acaba você tem certeza de que foi o pior filme que você viu na vida. Nunca fizeram um filme tão ruim na história. Você detesta tudo: o roteiro, o diretor, os atores, o enredo, tudo.

    Acontece que no dia seguinte, você vai lá no cinema de novo e, entre tantas opções, escolhe ver o mesmo filme. E, no final, reclama das mesmas coisas. No outro dia, o mesmo ritual: filme ruim, insatisfação, filme ruim de novo.

    Até que uma hora uma boa alma pergunta: mas por que você não troca de filme? Por que não tira sua cadeira daí? Por que, entre tantos filmes, esse? O que em você tá engajado com isso? O que isso revela sobre você, no fim?

    É por essa nossa frágil humanidade que a nossa conversa de bar segue essa semana, cê vem? Quarta-feira no @‌spotify

    edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca
    texto: @‌natyops

    Ajude as vítimas do Rio Grande do Sul:

    Central Única das Favelas:
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    Coletivo Preta Velha:
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    Frente Solidária a Luta das Mulheres Indígenas
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    Insituto Survivor procura voluntárias na Região de Novo Hamburgo:
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    37 min
  • S06EP229 - Ciúmes, apego e o deixar ir

    Isso me lembra uma frase que eu vi tatuada no braço de uma colega de trabalho, e que tem muito a ver com isso: “O que você viveu ninguém rouba,” do Gabriel García Márquez. A gente pode perder muitas coisas, mas ninguém tira as experiências que eles nos trouxeram. Há algo das nossas relações com as coisas que é nossa. E que, mesmo que alguém use, replique, reproduza, não vai se repetir, porque o elemento ‘eu’ não se repete também.

    É por aí que vai a nossa mesa de bar, cê vem?

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    O filme citado chama Divã com a Lilia Cabral

    33 min
  • S06EP228 - O que eu quero resolver com essa escolha?

    Existe um paradoxo muito interessante nos dias atuais. Que é: a gente tem tantas possibilidades de escolha, do filme ao aplicativo de comida. Do aplicativo de relacionamento aos próprios modelos de relacionamento. . Que, muitas vezes, a gente acaba esquecendo qual é a necessidade que a gente tá querendo resolver com essa escolha. A gente tá abrindo o aplicativo, e é tanta coisa, que a gente esquece do que é a nossa fome. A gente esquece qual é a nossa necessidade. A gente se desconecta do que é mais nosso, que é o nosso desejo, né?

    É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?

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    38 min
  • [VÍDEO] #01 Me vê dois copos? - Paciência e autocompaixão

    Há algo na mudança que é assustador: não se sabe, exatamente, o que a gente vai encontrar do outro lado. É sempre uma aposta e, por isso, tem uma parte que é alívio, outra parte que é angústia. É disso que eu falo hoje.


    É a estreia do quadro "Me vê dois copos?” da nossa mesa de bar preferida. :)


    Agora, o Para dar Nome às Coisas traz um episódio novo, em vídeo, a cada quinze dias. Os episódios tradicionais de quarta-feira seguem sendo publicados semanalmente, as quartas-feiras.


    edição: @‌valdersouza1 identidade visual: @‌amandafogaca texto: @‌natyops

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    7 min
  • S06EP227 - Celebrar para relembrar das nossas potências

    Como se minha vida fosse um livro e eu tivesse deixado aquele capítulo para trás. Coisa que seria natural e até razoável que acontecesse, se, junto com essa virada de página, não tivesse ficado para trás também toda sensação de que eu era uma potência. E eu não queria me esquecer que eu era uma potência.

    Não queria me esquecer que era eu que estava lá, que fui eu que segurei os melhores e os piores dias desse processo, que fui eu que abri mão de um monte de coisa, que renunciei várias outras, que segurei a minha onda várias vezes, em momentos que tudo que eu queria era soltar.

    Eu não queria deixar que isso virasse um borrão, porque seria esquecer que eu mereço coisas boas, justamente porque eu luto para que coisas boas aconteçam. Tenho certeza que você também.

    É sobre celebrar e se sentir merecedor de coisas boas o episódio dessa semana, cê vem?

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      42 min
    • S06EP226 - O que eu digo, o que o outro ouve

      Esse dias, eu fui à padaria que eu sempre vou e pedi um suco de morango com laranja. Enquanto eu ainda olhava o cardápio, o garçom voltou com uma pergunta: “você quer açúcar?”. E eu respondi: pouco.

      Tempos depois, o suco chegou. No primeiro gole eu fui transportada para semanas atrás em que a mesma cena tinha acontecido. Eu tinha pedido com pouco açúcar, mas veio exatamente como estava agora: muito doce.

      Olhei em volta, procurando ele, e fui levantando meu braço para dizer: ‘moço, pedi com pouco, veio com muito’, mas, no meio do movimento, parei. Por que afinal, o que é pouco? Uma colher? Meia? Mas rasa ou cheia? O que é pouco para mim?

      Às vezes a gente esquece que não há medidas universais de pouco e de muito. Tudo depende da nossa experiência, do nosso desejo, da nossa trajetória, da nossa expectativa, de tudo isso. É preciso, então, ir mais fundo para entender e se fazer entender. Vale para padarias, vale pra tudo fora dela.

      É por aí que vai o episódio dessa semana, cê vem?

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        34 min

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      Oi, meu nome é Natália Sousa, sou jornalista, roteirista, escritora e comunicadora. Viciada em autoconhecimento, conversas profundas e mergulhos internos (mesmo quando desconfortáveis), criei o Para…

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