Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • Como salvar o jornalismo? Luís Simões
    É tempo de falar de jornalismo.
    Do bom jornalismo.
    Do jornalismo em crise.
    Das notícias que dão notícia de pagamentos em atraso, de publicações, jornais e rádios importantes, à beira do abismo.
    E do sector dos média que perderam receitas, cujo conteúdo aparece nas redes como se fosse gratuito e os leitores aparentemente têm menos vontade de subscrever qualquer serviço pago de notícias.
    Estaremos perante o fim do jornalismo, da verificação dos factos e das notícias feitas com curadoria humana?
    Ou é apenas uma crise passageira que renovará os votos entre os cidadãos e a informação independente e fidedigna?
    TÓPICOS DE CONVERSA
    A crise no jornalismo (00:00:12) Discussão sobre a crise no jornalismo, a diminuição do interesse dos jovens pela profissão e a necessidade de adaptar o jornalismo às novas realidades tecnológicas.
    A precariedade da profissão (00:01:39) Conversa sobre a precariedade da profissão jornalística, a diminuição do interesse dos jovens e a necessidade de adaptar o jornalismo às novas realidades tecnológicas.
    A paixão pelo jornalismo (00:03:33) Exploração da paixão pelo jornalismo, a experiência pessoal e a importância de atrair bons profissionais para a área.
    A crise enfrentada pelos média (00:09:25) Abordagem da greve geral dos jornalistas, a importância do jornalismo para a sociedade e a necessidade de investimento na comunicação social.
    O modelo de negócio e a valorização da informação (00:13:56) Discussão sobre o modelo de negócio do jornalismo, a gratuitidade da informação e a necessidade de valorizar o trabalho jornalístico.
    O perigo da desinformação (00:16:46) Discussão sobre a mistura de fontes de notícias, publicidade encapotada e fake news em plataformas ‘online’.
    Validação do jornalismo (00:17:43) Importância da validação e verificação das informações jornalísticas, respeitando o código deontológico.
    Fronteira entre jornalismo e publicidade (00:18:57) Abordagem sobre a demarcação clara entre jornalismo, publireportagem e publicidade, e a resistência em misturar conteúdos.
    Financiamento do jornalismo (00:20:17) Consequências da perda de mercado e a necessidade de encontrar fundos para sustentar as publicações.
    Papel do Estado na comunicação social (00:22:00) Discussão sobre a possibilidade de apoio estatal para salvar publicações e a importância de garantir transparência e equilíbrio.
    Desafios do jornalismo na atualidade (00:24:46) Reflexão sobre a necessidade de contar histórias reais e a responsabilidade dos jornalistas na crise do jornalismo.
    Impacto da proximidade na comunicação (00:27:25) Análise sobre a importância da proximidade na venda de jornais e na responsabilidade do jornalismo em informar todas as regiões.
    Desafios do jornalismo desportivo (00:28:26) Reflexão sobre a retórica limitada dos comentadores desportivos e a falta de espaço para os jogadores contarem as suas histórias.
    Futebol e comunicação dos clubes (00:31:24) Discussão sobre a falta de espaço para os jogadores contarem as suas histórias e a influência da comunicação dos clubes no jornalismo desportivo.
    O impacto da pandemia no jornalismo desportivo (00:32:28) Discussão sobre as barreiras sanitárias e a comunicação dos clubes durante a pandemia.
    Os desafios do jornalismo na era digital (00:34:22) Reflexão sobre o impacto dos algoritmos na disseminação seletiva de informações.
    A dificuldade de distinguir realidade e ficção (00:36:28) Exploração das dificuldades causadas pela evolução tecnológica e a disseminação de desinformação.
    O papel do jornalismo na desmontagem de notícias falsas (00:37:59) Abordagem sobre a importância do jornalismo na desconstrução de informações falsas e na preservação da verdade.
    A importância do jornalismo na defesa da democracia (00:39:28) Discussão sobre a relevância do jornalismo na preservação da democracia e da liberdade de expressão.
    O fascínio pessoal do jornalista pela África (00:43:28) Relato pessoal sobre a experiência do jornalista ao cobrir eventos desportivos em Angola e o fascínio pela cultura africana.
    O compromisso do jornalismo com a verdade e a humanidade (00:46:11) Reflexão sobre a missão do jornalismo em compartilhar histórias verdadeiras, honestas e humanas.
    O jornalismo português enfrente a maior crise de que há memória.
    Rádios como a TSF, jornais como o JN ou o DN lutam pela sua sobrevivência.
    Os jornais passaram para a ‘internet’.
    Os motores de busca e as redes sociais multiplicam os acessos, colhem os lucros publicitários e remuneram os autores das notícias com valores insuficientes para manter o negócio das notícias a funcionar.
    Contudo as notícias não são um mercado qualquer.
    O jornalismo é um dos pilares da democracia e sem sustentação económica arriscam uma função fundamental da nossa vida: o escrutínio dos poderes. A validação da informação. O separar o trigo do joio.
    Nesta edição converso com Luís Simões, presidente do Sindicato dos Jornalistas.
    Sobre os desafios do Jornalismo.
    Falamos da precariedade da profissão e a diminuição do interesse dos jovens, enfatizando a necessidade de adaptar o jornalismo às novas realidades e tecnologias.
    Das redações cada vez mais juvenis e onde os melhores jornalistas já mudaram de ares.
    Claro que falamos da Paixão pelo Jornalismo: sobre o que atrai indivíduos para esta carreira, apesar dos seus desafios.
    E fomos fundo, aproveitando a discussão do recente congresso dos jornalistas, autopsiado a
    Crise do Jornalismo: A crise enfrentada pelos média. Não só financeira mas também de credibilidade.
    Sim, a culpa pode ser em parte das redes sociais e outras plataformas digitais que influenciaram o jornalismo, tanto positiva quanto negativamente.
    Mas mesmo no jornalismo há conversas que se tem de ter.
    Por exemplo, a confusão entre jornalismo e conteúdos publicitários pagos que discretamente se confundem com notícias.
    E aquela chuva de títulos de notícias que apenas quer atrair os nossos cliques para nos desaguar em conteúdos manifestamente panfletários e vazios de conteúdo relevante.
    Entre o financiamento e a credibilidade.
    Entre o jornalismo e a fluidez informativa indefinida, inodora, insossa dos novos tempos.
    Será a crise definitiva e mortal?
    (Foto de João Miguel Rodrigues)
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSRIÇÃO AUTOMÁTICA
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Ora viva um. Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso Podcasts sobre Comunicação. É tempo de falar de jornalismo, do bom jornalismo, Do jornalismo em crise por estes tempos. Das notícias que dão notícia de pagamentos em atraso, de publicações, jornais e rádios importantes à beira do abismo e do sector dos media que perderam receitas, mas cujo conteúdo aparece por aí fora nas redes como se fosse gratuito. E os leitores, aparentemente com cada vez menos vontade de subscrever qualquer serviço pago de notícias. Estaremos perante o fim do jornalismo, da verificação dos factos e das notícias feitas com curadoria humana? Ou é apenas uma crise passageira que renovará os votos entre cidadãos e a informação independente e fidedigna? O jornalismo português enfrenta a maior crise de que há memória. Rádios como a TCE, jornais como o JN ou DN. Lutam pela sobrevivência. Os jornais passaram para a internet, os motores de busca e as redes sociais multiplicam os acessos, colhem os lucros publicitários e remuneram os autores das notícias com valores insuficientes para manter o negócio das notícias a funcionar.
    JORGE CORREIA (00:01:39) - Só que as notícias não são um mercado qualquer No jornalismo. É um dos pilares da democracia e, sem sustentação económica, riscam uma função fundamental da nossa vida o escrutínio dos poderes, a validação da informação, o separar o trigo do joio. Nesta edição converso com Luís Simões, o presidente do Sindicato dos Jornalistas, sobre os desafios do jornalismo. Falamos da precariedade da profissão, a diminuição do interesse dos jovens, enfatizando a necessidade de adaptar o jornalismo às novas realidades tecnológicas das redacções cada vez mais juvenis e onde os melhores analistas mais velhos já mudaram de ares. Claro que falamos da paixão pelo jornalismo sobre o que atrai indivíduos para esta carreira, apesar dos seus desafios. E fomos fundo. Aproveitando a discussão do recente Congresso dos Jornalistas. Autópsia a crise do jornalismo, a crise enfrentada pelos media, não só financeira, mas também de credibilidade. Sim, a culpa pode ser, em parte, das redes sociais e de outras plataformas digitais que influenciaram o jornalismo, tanto positiva como negativamente. Mas mesmo dentro da classe, mesmo dentro do jornalismo, há conversas que temos de ter.
    JORGE CORREIA (00:02:51) - Por exemplo, a confusão entre jornalismo e conteúdos publicitários pagos que discretamente se confundem com as notícias e aquela chuva de títulos de notícias que apenas quer atrair os nossos cliques para depois desaguar em conteúdos manifestamente panfletários ou vazios de conteúdo relevante. Entre o financiamento e a credibilidade, entre o jornalismo e a fluidez informativa indefinida, inodora, insossa e digital destes novos tempos, será a crise definitiva e mortal ou a ressurreição? Vem já a seguir.
    LUÍS SIMÕES (00:03:33) - O jornalismo está a atravessar um momento muito delicado. Este é mesmo um momento de emergência. E quando nós dizemos isto, não estamos a exagerar. O jornalismo passou a ser uma profissão de baixos salários, de precariedade, uma profissão que não há muito. Cativava as pessoas. As pessoas procuravam ser jornalistas. Nós tínhamos centenas de jovens a entrarem nas universidades a quererem ser jornalistas. Há uma frase durante o congresso de Jornalistas que me marcou muito, que foi de um jovem estudante de comunicação social que dizia que estava numa turma com 30 estudantes. Em comunicação social. Repito,...
    48 min
  • A guerra é inevitável? Arnaut Moreira
    O mundo está perigoso. E quanto menos dialogamos, mais risco corremos de fazer a guerra.
    Será uma inviabilidade da natureza humana?
    Ou um dos últimos traços da nossa forma animal e territorial de reagir?
    Este episódio é sobre as tensões e confrontos, latentes e reais, entre países e visões do mundo.
    A guerra começo há quase dois anos.
    A guerra começou há mais de 100 dias.
    A guerra começou esta semana.
    A guerra pode começar amanhã, outra vez.
    Todas estas guerras estão em curso.
    TÓPICOS / CAPÍTULOS
    O início da carreira militar (00:02:55)O orador fala sobre a sua transição para a academia militar devido ao fechamento das fábricas têxteis após a Revolução de Abril.
    A importância das regras na academia militar (00:04:16)Discussão sobre a importância das regras e da convivência pacífica na academia militar.
    A transição da família para a comunidade (00:06:58)Reflexão sobre a evolução da família para a comunidade e, posteriormente, para as nações.
    A evolução das nações para os estados (00:08:55)Abordagem sobre a transição das nações para os estados e a necessidade de leis escritas.
    Religião e nação (00:11:25)Exploração da relação entre religião e nação, e a transição para estados laicos.
    A inevitabilidade da guerra (00:13:06)Discussão sobre a ambição, a visão do futuro e a inevitabilidade dos conflitos que levam à guerra.
    O caminho para a guerra (00:15:56)Reflexão sobre as aspirações incompatíveis que levam a conflitos e a possibilidade de negociação.
    A guerra como última solução (00:18:25)Exploração da guerra como a última solução após crises e conflitos, e a expressão coletiva de vontade.
    A dinâmica do poder internacional (00:19:20)Discussão sobre a dinâmica do poder e a preparação da sociedade internacional para possíveis conflitos.
    Gestão de Crise (00:19:27)Discussão sobre a mecânica de provocar uma crise internacional e a gestão dessa crise.
    Religião e Civilização (00:24:45)Reflexão sobre os valores judaico-cristãos e a influência da religião na construção civilizacional.
    Conflito na Ucrânia (00:29:50)Análise da dinâmica do conflito entre a Ucrânia e a Rússia, e a influência de valores civilizacionais.
    Dinâmica Nuclear (00:33:13)Exploração das regras e práticas relacionadas ao uso de armas nucleares em conflitos internacionais.
    A doutrina das armas nucleares táticas (00:37:04)Discussão sobre a ambiguidade e a utilização potencial das armas nucleares táticas por Putin.
    O efeito da ambiguidade (00:38:22)Análise do efeito da ambiguidade na estratégia de guerra e nas negociações geopolíticas.
    A influência da tecnologia na guerra (00:41:17)Impacto da tecnologia, especialmente dos drones, na observação e planeamento das operações de guerra.
    As estratégias de guerra e a importância de Mariinka (00:47:51)Explicação sobre a importância estratégica de Mariinka e seu papel na guerra no Donbass.
    A situação atual e possíveis negociações (00:53:48)Reflexão sobre a situação atual do conflito e possíveis negociações para encerrar a guerra.
    A presença ucraniana na região de Odessa (00:54:47)Discussão sobre a importância da presença militar ucraniana na região de Odessa para garantir acessos marítimos.
    A ausência de mediadores credíveis (00:55:24)Reflexão sobre a falta de mediadores credíveis na guerra em Gaza e na Ucrânia.
    Interesses da China na guerra da Ucrânia (00:55:56)Análise dos interesses da China na guerra da Ucrânia e a sua postura em relação à vitória ocidental.
    Consequências da guerra da Ucrânia para a China (00:56:16)Exploração das possíveis consequências da guerra da Ucrânia para a China e a suas aspirações sobre o domínio do mar da China.
    Intimidação naval e envolvimento da China (00:58:39)Discussão sobre a intimidação naval e o envolvimento discreto da China no conflito da Ucrânia.
    A cautela da China (01:00:06)Análise da postura cautelosa da China no conflito da Ucrânia e a sua aversão a ficar do lado dos perdedores.
    Aumento de conflitos mundiais (01:01:04)Reflexão sobre o aumento de conflitos mundiais, incluindo a guerra civil no Sudão e a situação nos Balcãs.
    Valorização do instrumento militar (01:02:57)Análise da valorização do instrumento militar como solução para conflitos e a confrontação dos interesses ocidentais.
    Reequilíbrio de poder e injustiças (01:04:03)Discussão sobre o reequilíbrio de poder global e injustiças na avaliação das relações entre o ocidente e a Ásia.
    Transferência de conhecimento e poder para a Ásia (01:05:53)Reflexão sobre a transferência de conhecimento e poder para a Ásia pelo ocidente, impactando a assertividade da região.
    Possibilidade de conflito entre EUA e China (01:06:53)Análise da possibilidade de um conflito quente armado entre os EUA e a China, com foco nas aspirações sobre Taiwan.
    A guerra da Rússia e da Ucrânia, que começou a 24 de fevereiro de 2022 quando as forças armadas russas entraram em território ucraniano.
    Aquilo a que chamaram operação especial.
    Mais perto no tempo a guerra entre Israel e o grupo Hamas, na faixa de Gaza. Começou há 100 dias.
    Masi abaixo no Mar Vermelho, outro conflito. Entre os Houthis no Iémen, que ameaça à navegação de navios cargueiros do circuito mundial logístico, com a resposta por parte dos Estados Unidos e o Reino Unido.
    E outro conflito, latente ou real.
    Seguramente económico e diplomático.
    Arriscaria dizer geoestratégico.
    O medir forças entre os Estados Unidos e a China, o braço de ferro entre a potência incumbente e a potência emergente.
    O nome do meio será talvez Taiwan, mas o que está em causa é a liderança estratégica do mundo nos próximos anos.
    E tudo corre num planeta que se esgota em recursos, que aquece como nunca que tem cada vez mais gente para alimentar.
    Logo agora que se anunciou o advento da dita inteligência artificial e a desinformação é já considera uma das grandes ameaças mundiais.
    Para tentar compreender as incertezas do mundo e perceber se as guerras continuarão a ser inevitáveis, socorro-me do Major-General Arnaut Moreira, autor do livro “O Domínio do Poder”.
    Um retrato do tabuleiro geoestratégico do mundo e uma explicação da causa das coisas.
    Explicações que vai partilhando com todos nós, como comentador na televisão CNN.
    Sou nesta edição guiado pela voz de alguém que poderia ser tranquilamente um empresário e que acabou por seguir uma carreira militar.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    Esta transcrição foi gerada automaticamente.
    A sua exatidão pode variar.
    0:12
    Ora, vivam.
    Bem-vindos ao pergunta simples o vosso podcast sobre comunicação, o mundo está perigoso e, quanto menos dialogarmos, mais risco corremos de fazer.
    A guerra será uma inevitabilidade da natureza humana.
    0:27
    A guerra ou será um dos últimos traços da nossa forma animal e territorial de reagir?
    Este episódio é sobre as detenções e confrontos latentes irreais entre países e visões do mundo.
    0:53
    A guerra começou há quase 2 anos.
    A guerra começou há mais de 100 dias.
    A guerra começou esta semana.
    A guerra pode começar amanhã outra vez.
    Todas as guerras estão em curso.
    A guerra da Rússia e da Ucrânia, que começou a 24/02/2022.
    1:10
    Quando as forças armadas Russas entraram em território ucraniano, aquilo que chamaram operação especial mais perto do tempo, a guerra entre Israel e o grupo Hamas na faixa de Gaza começou há 100 dias, mais abaixo no Mar Vermelho.
    1:26
    Outro conflito entre os UTIs no Iémen, que ameaça a navegação de navios cargueiros no circuito mundial logístico, e a resposta por parte dos Estados Unidos e do Reino Unido, e um outro conflito latente, ou real seguramente económico, seguramente diplomático.
    1:43
    Arriscaria dizer geoestratégico, o medir forças entre os Estados Unidos e a China, o braço de ferro entre a potência incumbente e a potência emergente.
    O nome do meio deste conflito será talvez Taiwan, mas o que está em causa é a liderança estratégica do mundo nos próximos anos.
    2:01
    E tudo corre num planeta que se esgota em recursos que aquece como nunca e tem cada vez mais gente para alimentar.
    Logo agora que se anunciou o advento da dita inteligência artificial e que a desinformação já é considerada uma das grandes.
    2:17
    Ameaças?
    Mundiais para tentar compreender as incertezas do mundo e perceber se as guerras continuarão a ser inevitáveis, socorro-me do major general Arnon Moreira, ele é o autor do livro o domínio do poder, um retrato do Tabuleiro geoestratégico do mundo e uma explicação da causa das coisas.
    2:36
    Explicações que vai partilhando com todos nós, como comentador da televisão na CNN, sou nesta edição guiado pela voz de alguém que poderia ser tranquilamente um empresário, mas que acabou por força da vida, das circunstâncias, da vida.
    A seguir, uma carreira militar.
    2:54
    O meu pai era engenheiro, era engenheiro têxtil, formado no instituto superior líderes de agronomia.
    Depois foi foi fazer um mestrado em em em Inglaterra e pegou naquilo que era um negócio do meu, do meu avô, que tinha uma pequena fábrica de tapetes e transformou aquilo numa numa produção industrial Moderna.
    3:20
    E portanto, o meu pai sempre quis que eu herdasse AA fábrica.
    Ó o diabo.
    Era?
    Então e como é que e como é que, como é que, como é que geriu essa essa desfeita no fundo?
    Não, o que aconteceu é que a revolução de abril veio em meu, em minha ajuda, as fábricas fecharam praticamente todas estas fábricas têxteis e eu tive que ir para a academia militar.
    3:46
    Tive que.
    Tive que tive que ir para a academia militar.
    Era uma das grandes opções que eu tinha para fazer.
    Sem acarretar grandes despesas também para para a família e, portanto, eu entrei na academia militar ou por alguma convicção, certamente, mas também por necessidade.
    4:06
    E a necessidade é a mãe também de todos os engenhos obriga-nos AA.
    Olhar para a vida de uma forma diferente.
    Que quer dizer, no fundo,...
    1 hr 10 min
  • Como educar melhor? José Pacheco
    Hoje falamos de um dos mais especiais e extraordinários fins da comunicação: educar.
    Desde o útero até ao fim.
    Da mãe até aos bisnetos, todos temos a sorte e a necessidade de aprender com todos.
    Mas o ser humano, na sua infinita criatividade, e a chamada revolução industrial, quis que todos aprendêssemos, formalmente, na escola, da maneira mais massificada e impessoal que se conseguiu.
    O resultado está à vista.
    Estamos a formar mais peças de fábricas do que cidadãos.
    Mas este programa não é sobre o que correu mal.
    É mais sobre a esperança de mudança.
    Com quem já fez e continua a fazer pequenas revoluções na educação.
    Sim, há maneiras diferentes de fazer.
    TÓPICOS DE CONVERSA:
    A falência do sistema educativo (00:00:12) Discussão sobre a abordagem massificada e impessoal da educação formal, resultando na formação de "peças de fábricas".
    A importância da mudança radical na educação (00:03:55) Abordagem sobre a necessidade de uma mudança radical no sistema educativo, destacando a importância de uma abordagem integral e personalizada para a educação.
    A visão da Escola da Ponte (00:12:30) Exploração dos princípios e história da Escola da Ponte, destacando a importância da relação entre professores e alunos e a necessidade de uma nova educação centrada no aluno.
    A necessidade de uma nova educação (00:15:57) Discussão sobre a necessidade de uma nova educação integral, centrada na relação e na aprendizagem significativa, destacando movimentos de integração e mudança na educação.
    O futuro da educação (00:17:06) Apelo para a subscrição do podcast e a importância do apoio para encontrar e convencer novos comunicadores para gravar programas.
    O tempo do ensino clássico (00:17:35) Discussão sobre o ensino tradicional e sua insatisfação por parte de alunos, professores e comunidade.
    A necessidade de mudanças na educação (00:18:20) Abordagem sobre a necessidade de uma abordagem integral e personalizada na educação.
    A formação de professores (00:18:49) Reflexão sobre a formação de professores e a necessidade de uma nova abordagem.
    A nova educação (00:20:00) Visão do Professor José Pacheco sobre a necessidade de uma nova educação e sua experiência em diferentes comunidades.
    A situação da educação em Portugal (00:21:20) Comparação da educação em Portugal com outros países e críticas ao sistema educativo.
    A mudança na educação (00:23:05) Discussão sobre a necessidade de mudanças na educação e a introdução de um novo modelo.
    A transformação da educação (00:25:05) Abordagem sobre a transformação da educação, envolvendo professores, comunidades e valores.
    O paradigma da instrução (00:26:24) Reflexão sobre o paradigma da instrução e a necessidade de uma nova abordagem na educação.
    A organização da escola (00:31:20) Exploração da organização da escola e a definição de uma nova ordem baseada em valores e convivência.
    A influência dos professores na infância (00:33:08) O impacto de diferentes professores na vida do Professor José Pacheco e sua formação.
    A importância de uma pergunta (00:34:19) A influência de um padre que ensinou a importância de fazer perguntas e buscar respostas.
    Influência de professores na adolescência (00:35:20) O papel de um professor de língua portuguesa e história universal e de uma professora de francês na vida do Professor José Pacheco.
    A abordagem individualizada na educação (00:37:33) A história de um jovem com síndrome de down que encontrou na Escola da Ponte uma abordagem personalizada e alcançou sucesso.
    Desenvolvimento do senso crítico na educação (00:39:18) A importância de desenvolver o senso crítico e habilidades de pesquisa, seleção e comunicação de informações na educação.
    Hoje não há aula.
    A professora não veio. Ou ainda não veio. Ou não aberto o concurso. Ou esgotou-se.
    Hoje há aula, mas o tema parece profundamente desinteressante.
    Os conteúdos são despejados nos ouvidos dos alunos.
    O objetivo e passar no teste. Sobreviver à média.
    Como numa fábrica, fazer o que há para fazer. De forma mecânica. Não criativa. Não curiosa. Quase não humana.
    Depois vem o teste que procura o Santo Graal do conhecimento empinado, mas raramente apreendido.
    Decora Jorge, decora. Não penses muito. É só para fazer.
    Mais uma vez sem nenhuma emoção que não o medo de chumbar.
    Quem chumba é colocado simbólica ou realmente nas últimas filas.
    Como quem já não interessa para a média. Para a forma criada.
    As mais das vezes acusado de não querer aprender.
    Mas quase ninguém se pergunta por quê?
    E por isso recordo com magia o contrário disto tudo:
    O professor de filosofia que queria ser chamado de Sócrates porque sabia ser a sua alcunha nos corredores. E que nas aulas usava os filósofos para nos divertir ou estimular a curiosidade.
    O Professor Sócrates fazer uns testes intercalares notáveis. O último deles tinha uma única pergunta: “O que não sabes de filosofia e queres aprender?”
    Não chumbou ninguém. Todos aprendemos muito.
    E tudo fazia sentido. A dúvida, a curiosidade, a comunicação humana em movimento.
    A juntar aos poemas em francês da professora que gostava de Brel. Ou a Professora de português que trazia pedaço de Pessoa ou Sophia de Mello Breyner, que nem estavam no programa, para nos guiar para o melhor Camões.
    Foram exceções. Mágicas e únicas que ficaram escritas há 35 anos.
    Quase tão fortes como aquela ciência oculta chamada matemática onde 70% dos alunos tirava notas miseráveis e toda a gente achava normal.
    Tal como hoje. Metade de uma turma do secundário tira negativa e ninguém parece achar isto inaceitável. O que se passa? São os currículos? São as aulas? É o quê?
    Os resultados do índice PISA, que mede o sucesso escolar, caem em comparação com outros países. Algo não está a funcionar bem.
    “A educação precisa de uma mudança radical”. Esta frase não é minha.
    Esta frase resume aquilo que o Professor José Pacheco defende há 50 anos.
    Ele fundou a escola da Ponte em 1976.
    E abriu a possibilidade se experimentar uma nova forma de escola. Um novo modelo educativo.
    Não centrado nos currículos formais e rígidos. Tão-pouco centrado nos professores.
    Talvez nem mesmo centrado nos alunos.
    É uma escola centrada nas relações afetivas entre toda uma comunidade.
    O Professor José Pacheco, quer uma mudança radical.
    E diz, nesta conversa, que o modelo de escola, em particular a escola pública, falhou.
    Atribuindo a responsabilidade a toda a sociedade. Todos somos culpadas pela estagnação da educação.
    Um modelo que não mudou desde a sua invenção nos séculos XVIII e XIX, e por isso tornou-se irrelevante no mundo atual.
    O foco na aprendizagem mecânica, nos testes estandardizados e num currículo rígido não dá resposta às necessidades holísticas dos alunos.
    E como se muda isto?
    Ele defende a necessidade de uma educação integral que englobe não só as disciplinas académicas, mas também os domínios sócio-afetivos e sócio-emocionais.
    Acredita na humanização da educação, em que os alunos são vistos como indivíduos com necessidades e interesses únicos. Esta abordagem requer uma mudança do atual modelo de tamanho único para um sistema mais personalizado e inclusivo.
    O sucesso da Escola da Ponte e de outros modelos de educação alternativa na América do Sul, no Brasil, na Argentina e no Chile, mostra a eficácia desta nova abordagem.
    Ao dar prioridade à relação entre professor e aluno e ao criar um ambiente educativo que promove a aprendizagem holística, estas escolas produzem indivíduos completos que são não só academicamente proficientes, mas também social e emocionalmente competentes.
    Para conseguir isso, defende, é necessária uma mudança radical.
    A educação deve centrar-se nas necessidades e interesses individuais dos alunos, em vez de tentar encaixá-los num molde padronizado.
    Os currículos devem ser flexíveis e relevantes, permitindo aos alunos explorar as suas paixões e desenvolver competências aplicáveis ao mundo real.
    As avaliações devem ser autênticas e variadas, medindo não só os conhecimentos académicos, mas também a criatividade, o pensamento crítico, a resolução de problemas e a colaboração.
    Em Abril volta do Brasil, onde trabalha, para estimular uma comunidade de diretores de escolas públicas para recriar o modelo educativo português.
    Para quem o quiser encontrar e ouvir.
    Também pode ser encontrado, por mensagem do WhatsApp usando este número de telefone: +5561999295905
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA (COM TODAS AS VANTAGENS E MAZELAS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICAL)
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Vivam! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso Podcasts sobre Comunicação. Hoje falamos de um dos mais especiais e extraordinários fins da comunicação educar e educar, desde o útero até ao fim da mãe até aos bisnetos. Todos temos a sorte e a necessidade de aprender com todos, mas o ser humano, na sua infinita criatividade e a chamada revolução industrial, quis que todos aprendêssemos formalmente na escola, da maneira mais massificada, aborrecida e impessoal que conseguiu. O resultado está à vista Estamos a formar mais peças de fábricas do que cidadãos. Mas este programa não é sobre o que correu mal. É mais sobre a esperança de mudança, o aprender sempre, o aprender bem, o aprender com curiosidade para aprender com quem já fez e continua a fazer pequenas revoluções na educação. Sim, há maneiras diferentes de fazer e há maneiras de educar melhor. Vamos ao programa. Vamos a isso. Hoje não há aula, a professora não veio, ou ainda não veio, ou ainda não abriu o concurso ou esgotou se hoje a aula. Mas o tema parece profundamente desinteressante.
    JORGE CORREIA (00:01:36) - Os conteúdos são despejados nos ouvidos dos alunos. O objectivo é passar no teste e sobreviver à média,...
    43 min
  • Como contar uma boa história? Joana Latino
    Será que o jornalismo dos tempos em que vivemos está a ser demasiado snob?
    Uma forma de ser e estar em que aqueles que servem para testemunhar o mundo se demitem da sua função social primordial.
    Pode ser essa uma das bases da crise dos media clássicos de hoje?
    TEMAS & TÓPICOS DE CONVERSA:
    📺 Televisão e Rádio: Bastidores Revelados Descubram comigo as ‘nuances’ de trabalhar em frente e atrás das câmaras. Aprenda sobre a adrenalina de entrevistar grandes nomes como Saramago sem um guião pré-definido e como a confiança na equipa é crucial na TV, enquanto na rádio, o peso das responsabilidades é imenso e mais individual.
    🌐 Redes Sociais e Tecnologia: Uma Espada de Dois Gumes Debatemos a dualidade das redes sociais, que tanto nos conectam quanto podem nos expor a riscos. E não deixem de ouvir a visão de Joana Latino sobre a importância de educarmos as novas gerações para um uso consciente e responsável da tecnologia.
    👀 A Imagem na Televisão: Conteúdo ou Aparência? Como uma "mulher real" que desafia os estereótipos da TV, compartilha as suas reflexões sobre a transição da rádio para a televisão e como a imagem pode tanto atrair o público quanto desviar a atenção do que realmente importa: o conteúdo.
    📚 Educação e Tecnologia: O Papel dos Adultos Discutimos a responsabilidade dos adultos em orientar os jovens, comparando o uso da tecnologia com as lições de vida que experimentámos.
    🎙️ Jornalismo com Coração Por fim, mergulhamos na arte de contar histórias que tocam o coração, e como um bom jornalismo deve sempre buscar a verdade que ressoa com a emoção e a empatia.
    CAPíTULOS:
    (00:03:07) A experiência televisiva Joana e o entrevistador discutem sobre a falta de perguntas escritas em entrevistas e momentos de pânico.
    (00:04:32) Trabalho em equipa na televisão e na rádio. Joana compara a dinâmica de trabalho em equipe na televisão e na rádio, destacando a vantagem da televisão.
    (00:07:15) A influência das redes sociais e da tecnologia na sociedade atual. A discussão aborda a fama, a construção imagética, e a influência das redes sociais na sociedade.
    (00:09:25) A responsabilidade dos adultos na educação sobre o uso adequado da tecnologia Joana fala sobre a responsabilidade dos adultos em educar as gerações mais jovens sobre o uso adequado da tecnologia.
    (00:14:45) A importância do conteúdo e da imagem na televisão. A importância do conteúdo e da imagem na televisão é discutida, ressaltando a relevância do embrulho e do conteúdo.
    (00:15:23) O início da carreira na televisão. Joana fala sobre a sua entrada na televisão e a sua experiência no Passadeira Vermelha.
    (00:17:03) A importância das boas histórias no jornalismo. Joana discute os princípios de uma boa história e a falta de foco no jornalismo atual.
    (00:19:14) A transformação do jornalismo e a influência das audiências. Joana aborda a transformação do jornalismo devido a interesses comerciais e a importância das emoções.
    (00:20:07) A representação do Portugal profundo na televisão Joana destaca a importância de retratar o Portugal mais verdadeiro na televisão.
    (00:22:17) A influência dos influenciadores e opinion makers Joana comenta sobre a influência das personalidades públicas e a mudança na forma como são chamadas.
    (00:24:25) A interação com pessoas no programa. Joana fala sobre a interação com pessoas no programa e como conquista a atenção delas.
    (00:26:19) A curiosidade e aprendizagem com as pessoas mais velhas. Joana destaca a sua humildade e curiosidade ao interagir com pessoas mais velhas no programa.
    (00:27:15) A importância da autenticidade Joana fala sobre a importância de capturar a autenticidade das pessoas ao contar histórias.
    (00:28:59) Momentos marcantes na carreira. Joana compartilha uma experiência marcante ao entrevistar mineiros numa mina desativada.
    (00:31:29) A festa de São João d'Arga. Joana descreve a experiência única da romaria de São João d'Arga, uma festa comunitária e espiritual.
    (00:38:32) A curiosidade como motor. Joana discute a importância da curiosidade e do olhar renovado na sua abordagem jornalística.
    (00:40:39) O desafio da seleção de imagens. Joana fala sobre o desafio de decidir quais imagens violentas devem ser mostradas no jornalismo.
    (00:40:57) A importância da linguagem visual Joana discute a importância de contar histórias visualmente e como a linguagem visual pode impactar emocionalmente os espectadores.
    (00:42:56) O poder das imagens Joana fala sobre a responsabilidade de apresentar imagens chocantes e como essas imagens podem afetar o público.
    (00:43:54) A narrativa emocional Joana explica como construiu uma peça jornalística emocional, destacando a importância de transmitir emoções através das histórias.
    (00:48:26) A assinatura do jornalismo. Joana discute como a sua forma de escrever e contar histórias é sua assinatura no jornalismo, e como isso influencia suas peças.
    (00:51:37) O futuro do jornalismo Joana e o entrevistador debatem sobre o futuro do jornalismo, incluindo a narrativa, a proximidade e a reinvenção do jornalismo.
    (00:53:38) Horários de televisão Joana discute a falta de consideração das emissoras pelos horários normais das pessoas.
    (00:54:22) Visibilidade na televisão O entrevistador fala sobre a visibilidade e fama de certas personalidades na televisão.
    (00:54:46) Afastamento dos jovens Joana questiona por que a televisão afasta os jovens e como atrair a atenção deles.
    (00:55:59) Porosidade da informação Discussão sobre a porosidade da informação entre televisão e redes sociais.
    (00:56:47) Importância das redes sociais. Joana destaca a importância das emissoras estarem presentes nas redes sociais para atrair o público jovem.
    (00:57:14) Vantagens do podcast Conversa sobre as vantagens do podcast em comparação com outros meios de comunicação.
    (00:58:29) Entrevista e perguntas .Joana fala sobre a realização de entrevistas e a importância das perguntas feitas.
    (01:00:53) Reportagens inusitadas. Joana fala sobre a busca por reportagens inusitadas e a transmissão da verdade na televisão.
    (01:05:02) A explicação de uma claquete. Discussão sobre a definição e uso de uma claquete.
    (01:05:05) Brincadeira com a claquete. Momento de brincadeira com a claquete.
    TEXTO DE ABERTURA
    Regresso trinta anos atrás no tempo.
    Estamos ambos na Rua do Quelhas em Lisboa.
    Divididos entre o número 10, onde vivia a redação e o número 2, onde criávamos as manhãs da telefonia.
    Tenho a sorte de receber Joana Latino no seu primeiro dia de trabalho como jovem jornalista.
    Trinta anos volvidos, mantém aquilo que já era óbvio por esses tempos: uma insaciável curiosidade pelo mundo, uma rapidez de raciocínio com as palavras e um delicado instrumento de tradução simultânea entre as complexidades do mundo e a exigência da simplificação radical da realidade em poucos segundos.
    É nessa escola da rádio pública, à altura mais RDP, hoje mais Antena 1, 2 e 3, que Joana Latino decanta a sua forma de ver e contar histórias.
    Os ingredientes da culinária desta forma de fazer jornalismo são agora bem conhecidos pela sua voz, na SIC.
    Ora a contar as dores da guerra, ou a última alegria da polis; ora a viajar pelo país em modo de investigação etnográfica, contando a forma de ser portuguesa pela voz dos nossos mais puros guardiões dos segredos dos sabores e sons de Portugal.
    Esta edição, com Joana Latino, jornalista, é uma viagem pelo jornalismo em que sempre me revi: o das boas histórias. E o da liberdade permanente para fazer perguntas.
    As escritas ou simplesmente pensadas e mantidas na cabeça e prontas para ser postas ao serviço de cada ouvinte, de cada leitor, de cada espectador
    O jornalismo é uma forma de ver o mundo.
    E de criar uma narrativa que nos permite entender melhor o presente.
    Os jornalistas são testemunhas profissionais e criadores de histórias baseadas no real.
    Mas são principalmente curadores e mediadores. Escolhem factos, ângulos e vozes.
    São vitais como contrapor nas sociedades modernas.
    Por isso, as notícias do jornal, rádio, televisão ou ‘internet’ serão sempre mais do que conteúdos. São contextos. São perguntas. São alertas e espantos.
    O contrário é anestesia social.
    É melhor não adormecer.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA (COM TODAS AS MARAVILHAS E ERROS DAS MÁQUINAS)
    0:12
    Ora, vivam.
    Bem-vindos ao pergunta simples o vosso podcast sobre comunicação, bem-vindos ao primeiro episódio de 2024 e olhando o Horizonte, os tempos não estão a ser nada fáceis para o jornalismo.
    As dificuldades públicas na rádio TSFE nos jornais JNDNE jogo.
    0:30
    Merecem preocupação.
    O jornalismo livre é um dos pilares das democracias modernas e o bom jornalismo está a ser desafiado por formas de comunicação que se abstêm de ter juízo crítico, curadoria ou sequer valores éticos.
    É o peso das redes sociais do rumores sobre a verdade do acessório sobre o fundamental.
    0:51
    No ano em que celebramos os 50 anos do 25 de abril, este é um tema de grande relevância e jogam papel chave no nosso futuro comum.
    Por isso, escolhi uma jornalista e o jornalismo como?
    O tema principal desta edição de 2024.
    1:16
    Será que o jornalismo dos tempos em que vivemos está a ser demasiado snob uma forma de ser e estar em que aqueles que servem para testemunhar o mundo, se demitem da sua função social primordial?
    Pode ser essa uma das bases da crise dos media clássicos de hoje em dia.
    1:32
    Regresso no tempo atrás 30 anos atrás, estamos ambos na rua do quelhas, em Lisboa, divi.
    O número 10, onde vivia a redação da rádio pública e o número 2, onde criávamos as manhãs da telefonia.
    Tenho a sorte de receber Joana Latino no seu primeiro dia de trabalho como jovem jornalista. 30 anos volvidos mantém aquilo que já era óbvio por esses tempos,...
    1 hr 7 min
  • Como fazer uma apresentação cativante?
    Uma apresentação com impacto começa com uma narrativa que envolva e que capte a atenção do público desde o início.
    TEMAS DE CONVERSA NESTE EPISÓDIO
    Compreendendo o público (00:03:46)Dicas sobre como compreender o público-alvo de uma apresentação e adaptar o conteúdo para atender às suas necessidades e expectativas.
    Contando uma história cativante (00:04:46)A importância de começar uma apresentação com uma história interessante que envolva emocionalmente a audiência e crie empatia.
    Tendo um objetivo claro na comunicação (00:05:04)A importância de definir um objetivo claro para a apresentação e comunicar de forma persuasiva, informativa ou inspiradora, dependendo do objetivo desejado.
    Linguagem acessível e tempo de apresentação (00:07:27)Dicas sobre como utilizar uma linguagem simples e evitar termos técnicos em apresentações, além de gerir o tempo de forma adequada.
    Enfatizar benefícios e quebra de expectativas (00:08:45)A importância de enfatizar os benefícios do que está a ser apresentado e utilizar a quebra de expectativas para surpreender a audiência positivamente.
    Chamada à ação (00:09:53)A importância de encerrar a apresentação com uma instrução clara sobre o que a audiência deve fazer a seguir, como visitar um site, comprar um produto ou refletir sobre um tópico.
    Estruture o seu conteúdo de forma clara, dividindo-o em partes distintas com uma introdução cativante, desenvolvimento coerente e uma conclusão memorável.
    Utilize recursos visuais, como diapositivos ou gráficos, para ilustrar pontos-chave e tornar a apresentação mais visualmente atrativa.
    Alguns de nós somos mais auditivos, outros mais visuais.
    Mas todos, sem exceção, gostamos de variedade.
    Depois há a linguagem.
    Mantenha uma linguagem acessível e evite jargões excessivos, garantindo que a sua mensagem seja compreendida por todos.
    Se falam com linguagem técnica ou encriptada está a criar uma barreira à comunicação. Está a excluir os outros da conversa.
    Finalmente há o treino.
    E treine. Treinar. Treinar. Treinar.
    Pratique a sua dicção e os seus gestos, para transmitir confiança, e esteja preparado para responder perguntas.
    Finalmente, encerre com uma chamada à ação, incentivando a participação e a adesão do público.
    Vamos por partes:
    A pergunta é: COMO FAZER UMA APRESENTAÇÃO CATIVANTE?
    Compreensão do Público
    Entender o seu público significa conhecer quem está na audiência, quais são as suas necessidades e expectativas. Isso ajuda a personalizar a sua apresentação para ser mais relevante.
    Compreender o público é saber que problemas tem ou o que desejam. No fundo, falar para um público é responder às necessidades daquele público.
    E todos os públicos têm necessidades diferentes.
    Antes de lhes falar tente compreendê-los.
    Se não conhece o seu público, pergunte a quem conhece.
    Conte Uma História Cativante
    Começar com uma história interessante envolve emocionalmente a audiência, criando um vínculo e tornando a sua apresentação mais memorável.
    Uma história real. Com pessoas reais. Em sítios reais.
    Pessoas com dores, problemas e desejos.
    E isso gerará empatia no público.
    Exemplo: Se está apresentar sobre inovação, pode sempre contar a história de uma startup de garagem que se tornou um gigante da tecnologia, como a Apple.
    Já agora: quanto mais próxima for a história da sua audiência, melhor ela funciona.
    Se ela for portuguesa, já ganhou uns pontos extra.
    E se for uma história pessoal: UAU, é um bingo!
    Tenha Um Objetivo Claro
    Ter um objetivo claro significa que deve saber exatamente o que deseja alcançar com a sua apresentação,
    Só conheço três tipos de objetivo: persuadir, informar ou inspirar.
    No fundo, comunicar para que alguém seja convencido, se sinta informado ou inspirado pelas suas palavras.
    Exemplo: Se o objetivo da sua apresentação é persuadir investidores a financiar o seu projeto, deixe isso claro desde o início.
    Vale para negociar o empréstimo da casa, renegociar os juros ou convencer o patrão a aumentar-lhe o salário.
    Diga ao que vem. E isso permite uma conversa honesta e direta.
    Estrutura Lógica
    Organizar a sua apresentação de forma lógica ajuda a manter a clareza e a compreensão para a audiência, seguindo uma sequência natural.
    Pelo menos nas sua primeiras apresentações, use este método. Consegue sentir-se mais seguro e garantir um fio lógico para a conversa.
    O exemplo típico de uma estrutura de apresentação é o clássico: introdução, desenvolvimento (com tópicos principais) e conclusão,
    Mas há outras estruturas lógicas que funcionam também bem.
    Incluindo a que usam os jornalistas: primeiro a conclusão ou facto mais relevante e só depois o contexto. Podem escolher. E eu deixo um conselho: experimentem coisas diferentes e vejam o que funciona melhor convosco.
    Apresentem com recursos Visualmente Atraentes
    Recursos visuais, como gráficos e imagens, ajudam a ilustrar os seus pontos de forma mais impactante e mantêm a atenção da audiência. Os seus ouvintes mais visuais vão adorar.
    O exemplo mais básico e direto são os gráficos. Se está a apresentar dados de crescimento de vendas, mostre um gráfico de barras que destaque o aumento nas vendas ao longo do tempo.
    Mas imagens ou fotografias intrigantes, ou belas funcionam sempre bem.
    Convém que elas tenham sentido na lógica da sua comunicação.
    Um dos tópicos mais importantes é o da linguagem:
    Regra: simples, simples, simples
    Linguagem Acessível
    Use uma linguagem simples e evite jargões técnicos para que todos na audiência possam entender a sua mensagem.
    Se é médico e está a falar sobre medicina, evite termos complexos e explique conceitos de maneira simples para pacientes leigos. Isto partindo do princípio de que não está a falar para os seus pares. Se for uma conversa aberta, há que evitar palavras ou conceitos que nos impeçam de compreender o que diz.
    Ou, se for inevitável falar de algo complexo, tem que explicar o que quer dizer.
    As analogias e simplificações são sempre boas portas de entrada para que nos entendam.
    Além da linguagem, há o tempo.
    Nem demasiado curto, nem demasiado longo.
    Gerir Tempo
    Respeitar o tempo designado para a sua apresentação mostra consideração pela audiência e evita a exaustão. Quem nunca levou com um palestrante daqueles que adoram ouvir-se e falam 3 dias 3 noites sem parar.
    Eu fico desesperado..
    O contrário também não funciona.
    Imagine ter 20 minutos para falar e decidir resumir tudo em 2 minutos.
    Uma catástrofe. Em tempos muito curtos não temos o chamado tempo de instalação. E verdadeiramente estarmos a ouvir e a entender.
    Mesmo resumos ou declarações fortes podem não ter um bom efeito se forem ditas de forma rápida e demasiado sucinta.
    Já agora, tempo, também quer dizer ritmo.
    Um bom ritmo é meio caminho andado para boa comunicação.
    Enfatize Benefícios
    Em vez de apenas listar características, destaque como o seu produto ou ideia beneficia a vida, ou trabalho da audiência. No fundo: para que raio serve o que está a dizer.
    Se tiver dúvidas, pergunte a si mesmo: Isto resolve um problema da audiência?
    Se a resposta for negativa, mude de ramo.
    Quebre de Expectativas:
    Isso! Surpreender a audiência mantém positivamente o interesse e a atenção.
    Imagine que fala de um dos temas da moda: a sustentabilidade ambiental.
    Se mostrar o exemplo uma empresa que poluía muito antes, mostrando como se conseguiu tornar mais limpa, pode garantir esse efeito,
    No fundo, explorando uma aparente contradição e alimentando o ceticismo inicial do seu público. Funciona quase sempre bem.
    Chamada à Ação
    Termine a sua apresentação com uma instrução clara sobre o que a audiência deve fazer a seguir, seja visitar um site, comprar um produto ou refletir sobre um tópico.
    Aproveitando o exemplo do ambiente:
    Se está apresentar uma campanha de consciencialização sobre reciclagem, feche com um apelo: "A partir de hoje, comece a reciclar na sua casa e influencie os seus amigos a fazerem o mesmo."
    Espero que estas dicas tenham sido úteis e que as possa usar nas suas comunicações futuras.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA COM TODAS AS VANTAGENS E IMPERFEIÇÕES DAS MÁQUINAS QUE SE DIZEM INTELIGENTES.
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Ora vivam! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso Podcasts sobre Comunicação. Estamos a caminho dos 200 episódios e, como sabem os ouvintes mais regulares, tenho privilegiado gravar conversas com pessoas, ora comunicadores profissionais, ora profissionais que têm de comunicar no seu dia a dia. E as conversas são sobre comunicação, mas também são e muitas vezes, sobre a vida e sobre a maneira como cada um de nós se vai desenrascando. A poucos dias do novo ano de 2024 e depois de alguns pedidos da comunidade, decidi enriquecer e diversificar o conteúdo. Pergunta simples como? Gravando alguns episódios com dicas de comunicação, além dos episódios que gravo com outras pessoas. Estas dicas podem ajudar, principalmente quem não é profissional de comunicação a pensar, a fazer e a melhorar a sua forma de comunicar e por isso, um conteúdo simples e útil, mas despretensioso não é nem pretende ser um curso avançado de comunicação nem um tratado académico. São episódios em que mistura alguma pesquisa, dicas e exemplos pessoais de como resolvi alguns dos meus dilemas de comunicação ao longo dos anos.
    JORGE CORREIA (00:01:21) - Espero que gostem e aguardo as vossas respostas ou pedidos específicos. Têm necessidades, dúvidas ou precisam de ajuda? Estou mais do que disponível para ouvir e para poder ajudar a comunidade. Basta ir ao site. Pergunta simples como tem lá todas as maneiras de me contactar Telemóvel, WhatsApp, email, redes sociais, Todas, praticamente todas....
    12 min
  • Como ouve o SNS os cidadãos? Mauro Serapioni
    Já imaginaram quão complexa é uma máquina ou sistema, a que chamamos SNS, que está aberto 24 horas por dia e 365 dias por ano.
    E durante esse tempo, todo o tempo, e em todo o país, responde às necessidades de saúde.
    Podem ser coisas muito simples, como uma constipação mais agreste ou um colesterol acima do desejado.
    Ou podem ser coisas muito graves como um ataque de coração, uma queimadura grave ou múltiplos traumatismos resultado de uma queda ou acidente de viação.
    São milhões, sim, disse, bem, milhões de consultas, dias de internamento, tratamentos e cirurgias.
    Todos os dias. A todas as horas.
    Os doentes sabem disso. Os contribuintes também.
    Só dinheiro dos impostos há 15 mil milhões de euros para a saúde.
    Sem contar com o que cada cidadão usa do próprio bolso: por exemplo, para ir ao dentista.
    A máquina de preservar, cuidador, reparar e acompanhar-nos na saúde é definição complexa.
    É desde logo muito complexa na difícil organização dos meios humanos.
    Médicos, enfermeiras, administrativos, auxiliares… a lista pode ser gigante.
    Todos têm funções específicas, muitos têm saberes profundos e capacidades técnicas avançadas e todos interagem para fornecer o melhor cuidado.
    Além das pessoas, há a tecnologia. As máquinas, os tratamentos, a ciência estão cada vez mais avançados, logo mais complexos.
    E nós cidadãos, estamos cada vez mais exigentes.
    Exigentes porque queremos o melhor, mas, principalmente, exigentes porque estamos em média mais velhos e por isso com mais necessidades de saúde.
    Já repararam que as pessoas doentes de hoje tem não uma, mas várias áreas a que tem de dar atenção.
    Ora estas necessidades e complexidades obrigam a conversas cada vez mais francas e abertas na sociedade.
    E os sistemas de saúde começam a abrir portas para os cidadãos participarem nos seus processos de decisão.
    E eu fui em busca do Professor Mauro Serapioni é investigador sénior do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra desde 2009 e Professor Doutor em Ciências Sociais .
    E dedica-se a estudar exemplos de todo o mundo dos caminhos da participação dos cidadãos em sistemas de saúde.
    Será que os sistemas de saúde querem ouvir os cidadãos que servem?
    A voz dos cidadãos é cada vez mais importante e os sistemas como o SNS já se aperceberam disto.
    Será que uma maior participação pode auxiliar a, pelo menos, calibrar as expectativas e ajudar a organizar melhor as respostas do sistema de saúde?
    TÓPICOS DA CONVERSA:
    (00:00:12) - Sobre a complexidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a relação entre o SNS e os cidadãos.
    (00:02:35) - A importância de ter conversas francas e abertas entre os sistemas de saúde e os cidadãos.
    (00:04:00) - A dificuldade de os sistemas de saúde realmente ouvirem e incorporarem a voz dos cidadãos em suas decisões.
    (00:07:39) - Discussão sobre a limitação da participação dos cidadãos nos sistemas de saúde e a necessidade de espaços de verdadeira participação.
    (00:10:19) - Destaque para experiências positivas de participação dos cidadãos no sistema de saúde, como no Canadá, Brasil e o Reino Unido.
    (00:12:35) - Explanação dos princípios presentes na nova lei de bases da saúde que reconhecem a importância da participação dos doentes e utentes no sistema de saúde.
    (00:17:52) - Discute-se o problema da representatividade dos cidadãos nos sistemas de saúde e diferentes estratégias utilizadas em diferentes países.
    (00:21:22) - Aborda-se a falta de efetividade da participação dos cidadãos e como as suas opiniões muitas vezes não são consideradas pelas instituições de saúde.
    (00:25:20) - Destaca-se a importância de promover uma rede entre associações, movimentos, instituições e representantes institucionais para fortalecer a representação dos cidadãos.
    (00:25:57) - Sobre as dificuldades de acesso e as expectativas dos cidadãos relativamente ao sistema de saúde.
    (00:27:08) - É abordada a importância de criar espaços democráticos para os cidadãos poderem participar e a necessidade das instituições de saúde incorporarem algumas propostas dos representantes.
    (00:30:01) - Fala-se sobre a necessidade de os cidadãos estarem informados e preparados para participar no sistema de saúde, destacando a importância da literacia em saúde.
    (00:35:08) - Discute-se a importância da qualidade no sistema de saúde, abordando as dimensões técnica, organizacional e relacional na perspetiva do utente.
    (00:37:26) - Exploram-se os problemas metodológicos e de conteúdo nos questionários de satisfação, destacando a falta de perguntas sobre a perceção e experiência do paciente.
    (00:40:46) - Reflete-se sobre a importância da participação dos cidadãos no sistema de saúde, mencionando a queda na satisfação dos portugueses com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a possibilidade de uma maior participação ajudar a melhorar o sistema.
    LINKS ÚTEIS
    Aqui está uma lista de artigos importantes sobre a participação dos cidadãos no processo de decisão em saúde,para leitura adicional:
    "Os desafios da participação e da cidadania nos sistemas de saúde": Este artigo discute a expansão dos direitos do cidadão, incluindo a participação nos processos de decisão nas esferas social, econômica e cultural, com foco na saúde. Leia mais aqui.
    "Participação em saúde como elemento indissociável para o fortalecimento dos sistemas de atenção à saúde nas Américas": Este artigo aborda a relevância da participação em saúde para o fortalecimento dos sistemas de atenção à saúde, especialmente considerando os desafios trazidos pela pandemia de COVID-19. Leia mais aqui.
    "Participação pública em saúde e Covid-19 em Portugal": Foca nos desafios da institucionalização de mecanismos participativos na área da saúde em Portugal, abordando também o contexto histórico e as limitações enfrentadas. Leia mais aqui.
    "Democracia sanitária: avanços e resistências no processo de participação dos pacientes/usuários no sistema de saúde francês": Este artigo explora a participação dos pacientes no sistema de saúde francês, discutindo o conceito de democracia sanitária e os desafios enfrentados. Leia mais aqui.
    "Participação social e Atenção Primária em Saúde no Brasil: uma revisão de escopo": Discute como a descentralização da saúde no Brasil promoveu a criação de conselhos de saúde, reforçando a gestão participativa e o empoderamento da comunidade. Leia mais aqui.
    "A participação nos sistemas de saúde de Brasil e Portugal: potencialidades e desafios": Este artigo analisa as políticas de participação nos sistemas de saúde do Brasil e Portugal, destacando as potencialidades e os desafios encontrados. Leia mais aqui.
    "Saúde e cidadania: a importância da participação popular no SUS": Oferece um panorama sobre a participação popular no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, incluindo as conferências nacionais de saúde e a formação de políticas públicas. Leia mais aqui.
    Estes artigos fornecem uma compreensão ampla sobre a importância da participação dos cidadãos no processo de decisão da saúde em diferentes contextos.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
    (Com todas as virtudes e lapsos das máquinas)
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Ora vivam! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso podcast sobre comunicação. Hoje é dia de falarmos sobre saúde e sobre cidadania. São dois dos meus temas favoritos. A saúde é importante para todos e nestes últimos 30 anos tenho dedicado o meu trabalho a compreender como funciona um dos mais complexos e fascinantes sistemas de suporte social, o nosso SNS e, em particular, a relação entre o SNS e os cidadãos que serve esta edição. No entanto, sobre a prestação de cuidados de saúde, mas mais sobre as coisas que os cidadãos dizem ao sistema de saúde e a maneira como o sistema os ouve, seja através de pedidos de necessidades, de reclamações ou de elogios. Este é um programa sobre o exercício da cidadania no sistema de saúde. Falai agora ou calai vos para sempre. É melhor falar. Já imaginaram quão complexa é uma máquina ou sistema a que chamamos SNS, que está aberto 24 horas por dia e 365 dias por ano? E durante esse tempo, todo o tempo e em todo o país, responde às nossas necessidades de saúde.
    JORGE CORREIA (00:01:32) - Podem ser coisas muito simples, como uma constipação mais agreste ou um colesterol acima do desejado. Podem ajudar nos a manter a nossa saúde intacta ou podem ser coisas muito graves, como um ataque de coração, uma queimadura grave ou múltiplos traumatismos, resultado de uma queda ou acidente de viação. Sim, são milhões. Sim, disse bem. São milhões de atos de consultas, de dias de internamento, de tratamentos e cirurgias todos os dias, a todas as horas. Os doentes sabem isso, os cidadãos também. E os contribuintes desconfio que também sabem muito bem o que é que isso quer dizer. Se falarmos em dinheiro só nos impostos a 15 mil milhões € para a saúde, sem contar com o que cada cidadão usa do seu próprio bolso. Por exemplo, para ir ao dentista, à máquina de preservar, cuidar, reparar e acompanhá los na saúde é, por definição, complexa. É fácil perceber, desde logo muito complexa na difícil organização dos meios humanos médicos, enfermeiras, administrativos, auxiliares. A lista pode ser gigante.
    JORGE CORREIA (00:02:35) - Todos eles têm funções específicas. Muitos deles têm saberes profundos e capacidades técnicas avançadas, e todos interagem com todos para fornecer o melhor cuidado de saúde. Além das pessoas, a tecnologia, cada vez mais as máquinas, os tratamentos, a ciência estão mais avançados e, por isso, mais complexos. E nós, cidadãos, estamos cada vez mais exigentes. Exigentes porque queremos o melhor, mas principalmente exigentes porque estamos em média mais velhos e, por isso, com mais necessidades de saúde. Já repararam que as pessoas doentes de hoje não têm
    42 min
  • Como saber comunicar como os actores? Cláudia Semedo
    Hoje subimos ao palco.Para ter o sabor do que se sente em frente a um público.É provavelmente dos exercícios mais difíceis em comunicação.Temos uma mensagem, temos uma forma de mostrar essa mensagem e um público que, ao mesmo tempo, é ávido e exigente.
    TÓPICOS
    00:00:12 - A arte da comunicação no teatroIntrodução do tema do episódio, destacando a importância da comunicação no teatro.
    00:01:42 - A experiência de Cláudia Semedo como atrizCláudia Semedo fala sobre a sua experiência a trabalhar com dobragens e teatro.
    00:03:03 - O processo de dobragem e o trabalho de concentraçãoCláudia Semedo explica como funciona o processo de dobragem, incluindo a sincronização da voz com as bocas das personagens e a necessidade de concentração durante o trabalho.
    00:07:13 - O processo criativo de Cláudia SemedoCláudia Semedo fala sobre o seu processo criativo como atriz, encenadora e apresentadora, destacando a importância da observação do mundo e da reinvenção constante na arte.
    00:09:29 - A inquietação social de Cláudia SemedoCláudia Semedo menciona a sua peça "Zé Alguém", que aborda a realidade dos sem-abrigo, e discute a crise habitacional e a falta de solidariedade na sociedade.
    00:11:55 - A necessidade de pragmatismo e defesaCláudia Semedo argumenta que a dessensibilização social é uma forma de sobrevivência e defesa perante as injustiças e problemas estruturais do país, destacando a competição e a educação como fatores que contribuem para essa mentalidade individualista.
    00:12:59 - A importância da educação para a criatividadeNeste trecho, a palestrante fala sobre a necessidade de uma educação que estimule a criatividade e o pensamento crítico.
    00:14:06 - O medo do outro e o racismoNesta parte, discute-se o aumento do racismo e da xenofobia na sociedade, bem como a incompreensão do outro e o medo do desconhecido.
    00:17:08 - A presença do racismo na sociedadeNeste momento, a palestrante aborda a presença do racismo estrutural na sociedade, destacando a marca da escravidão e da colonização.
    00:20:10 - A experiência no programa de televisãoCláudia Semedo fala sobre a sua participação num programa de televisão de culinária e como foi uma experiência intensa e emocionalmente impactante.
    00:22:20 - A paixão pela culináriaCláudia revela o seu amor pela culinária e como gostaria de ter estudado cozinha na escola de hotelaria, destacando a importância dos alimentos para a saúde.
    00:23:39 - Lidando com o fracassoCláudia discute a sua postura relativamente ao fracasso, enfatizando que vê as experiências como processos e não como sucessos ou fracassos.
    00:25:29 - A experiência de dobragem e teatroCláudia Semedo fala sobre a sua experiência a trabalhar com dobragem de desenhos animados e atuação no palco.
    00:26:01 - A criação da receita de nuvem de ovoCláudia Semedo explica como inventou a receita de nuvem de ovo e os desafios que enfrentou durante o processo.
    00:28:37 - A decisão de sair de um programa de culináriaCláudia Semedo fala sobre a sua decisão de sair de um programa de culinária e os motivos que a levaram a tomar essa decisão.
    00:31:49 - A decisão difícilOs palestrantes discutem um dilema difícil de resolver sobre a agenda de espetáculos e gravações de um programa.
    00:32:59 - Sentimentos no palcoCláudia Semedo fala sobre as suas diferentes experiências e emoções ao atuar no palco.
    00:36:17 - Personagens desafiadorasOs palestrantes discutem a importância de atores saírem da sua zona de conforto e interpretarem personagens que são diferentes da sua personalidade.
    00:37:07 - O trabalho de dobragem e teatroCláudia Semedo fala sobre sair da zona de conforto na dobragem e teatro, explorando personagens diferentes.
    00:37:27 - A direção no teatroDiscussão sobre a direção no teatro e como vai além de apenas ler o texto, envolvendo modulação e estímulos diferentes.
    00:39:11 - Os desafios das mulheres no teatroCláudia Semedo fala sobre a dificuldade das mulheres em conseguir espaço e poder no teatro, destacando a luta pela equidade nos círculos de poder.
    00:43:18 - A importância da comunidade no teatroCláudia Semedo fala sobre a estrutura de uma companhia de teatro como uma casa e uma família que adora criar.
    00:43:49 - A importância de discutir e discordarCláudia Semedo defende a importância de discutir e discordar, enfatizando que cada pessoa tem a sua própria subjetividade e experiência.
    00:45:03 - A importância de ouvir e entender diferentes perspetivasCláudia Semedo destaca a importância de estarmos abertos a ouvir e entender de que lugar outra pessoa está a falar, valorizando as diferentes perspetivas
    .
    Os actores sentem todos os dias esse desejo de comunicar bem, de fazer sentir emoções e de ser julgados a todo o momento.A arte do entretenimento só funciona verdadeiramente pelo reconhecimento do público.
    E nesse processo de entregar emoções através do gesto e da palavra, cada actor entrega-se totalmente. O que significa prazer e nervos.
    Num exercício de alma, corpo e voz.
    A voz pode contar grandes histórias.Pela entoação. Pelas pausas.Pelo ritmo das palavras.Juntamos-lhe o movimento do corpo, do gesto, do olhar.Colocamos uma pitada de respiração suspensa ou suspiro profundo.E usamos como base deste prato a proteína principal das emoções: o riso e o choro.Depois basta, e o basta não é pouco, basta subir ao palco e criar a magia que hipnotiza o público.Aquela magia que nos faz esquecer a pessoa atriz e nos mete, de cabeça, na pessoa personagem.E tudo acontece.Rimos e choramos. Às vezes numa mistura sem fronteiras.Como quando choramos a rir. Ou dos rimos dos nervos.Proponho que subamos ao palco com a atriz Cláudia Semedo.E sigamos a sua voz.A voz que dobra a fala de personagens de desenhos animados.A voz em que é um pirilampo numa peça de teatro.A voz que aceitou fazer enquanto concorrente na cozinha do chefe Lubomir.Mas esta voz vai beber fundo para nos oferecer um menu de emoções.Da maneira como observa o mundo. Como se inquieta com as nossas disfunções sociais. Ora as pessoas sem abrigo, ora as mulheres que deixam escapar a bandeira de um mundo mais equilibrado e diverso.
    Este palco é muito grande. Não fiquem só aí na plateia.Subam. É a vossa vez. Querem fazer um boneco animado ou uma pessoa real?
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Ora vivaM! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso Podcasts sobre Comunicação. Hoje vamos subir ao palco e ter o sabor que apenas se sente em frente a um público ao vivo e em directo. É provavelmente dos exercícios mais difíceis em comunicação, porque nós temos uma mensagem, temos uma forma de mostrar essa mensagem e um público que está ali mesmo à nossa frente, ávido e exigente. Os atores sentem todos os dias este desejo de comunicar bem e de ser bem entendidos, de fazer sentir emoções e de ser julgados a todo o momento. A arte do entretenimento só funciona verdadeiramente pelo reconhecimento do público. E nesse processo de entregar emoções através do gesto e da palavra, cada ator entrega se de corpo e alma, o que significa prazer e uma carga de nervos. E sobre tudo isto, esta edição com a atriz e encenadora Cláudia Semedo. A voz pode contar grandes histórias pela entoação, pelas pausas, pelo ritmo das palavras. Juntamos lhe o movimento do corpo, os gestos, o olhar e colocamos uma pitada de respiração suspensa ou de suspiro profundo, e usamos como base deste prato a proteína principal das emoções o riso e o choro.
    JORGE CORREIA (00:01:42) - Depois basta e o basta não é pouco. Basta subir ao palco e criar a magia que hipnotiza o público. Aquela magia que nos faz esquecer a pessoa, a atriz e nos mete de cabeça na pessoa personagem. E tudo acontece. Rimos e choramos. Às vezes uma mistura sem fronteiras quando choramos a rir ou quando nos rimos dos nervos. Proponho que subamos ao palco com a actriz Cláudia Semedo e sigamos a sua voz, a voz que dobra, a fala de personagens de desenhos animados, a voz que é um pirilampo, por exemplo, uma peça de teatro, a voz que aceitou fazer enquanto concorrente na cozinha do chefe Lobo Amir. Mas é esta voz que vai, afinal, beber fundo para nos oferecer um menu de emoções da maneira como ela observa o mundo, da maneira como se inquieta com as nossas disfunções sociais. Ora as pessoas sem abrigo, ora mulheres que deixam escapar a bandeira de um mundo mais equilibrado e diverso. Este palco é muito grande, já perceberam? Não fiquem só ali na plateia. Subam, subam! É a vossa vez.
    JORGE CORREIA (00:02:50) - Querem fazer um boneco animado ou uma pessoa real? Viva Cláudia Semedo! Diretamente dos desenhos animados para o.
    CLÁUDIA SEMEDO (00:03:00) - Blog de estúdios para um podcast.
    JORGE CORREIA (00:03:03) - Ainda faço desenhos animados.
    CLÁUDIA SEMEDO (00:03:05) - Faço, faço muitas dobragens, faço muitas locuções, trabalho muito com a voz e bem, como atriz, trabalho muito com a voz, mesmo em palco, mas também trabalho com a voz nesta dinâmica de estúdio e de ser só a voz e não a imagem. Sim, como é que se sincroniza aquilo?
    JORGE CORREIA (00:03:20) - Tem essa curiosidade. Tu estás a falar, estás a ver os bonequinhos e estás a. Sim, tens algum som na orelha?
    CLÁUDIA SEMEDO (00:03:26) - Tenho, tenho. Tenho a referência americana, francesa, espanhola. Qualquer que seja a língua que estejamos a dobrar, é a origem dos dos desenhos. E depois, com muita atenção e concentração, porque temos de olhar para o texto, olhar para o time code, olhar para as bocas da personagem. E é assim um trabalho muito de concentração.
    JORGE CORREIA (00:03:48) - Isso é tudo um exercício.
    CLÁUDIA SEMEDO (00:03:49) - É todo um exercício. E depois temos os diretores, os diretores de dobragem que estão connosco e com e com o técnico que está a gravar, que estão super atentos também e que nos vão dando indicações e ajudam e com os tempo
    49 min
  • Como descobrir talentos? Tiago Forjaz
    Já ouviram falar de caça-talentos?
    Não é muito diferente de caça-tesouros. Mas na versão: os melhores e mais dotados seres humanos para realizar uma tarefa ou feito.
    O meu convidado de hoje, Tiago Forjaz, prefere ser visto mais como um descobridor e estimulador de talento do que propriamente um caçador.
    É um libertador mais do que um perseguidor.
    E partilha algumas das suas ferramentas.
    A conversa toca as coisas que vivemos diariamente.
    A ida à entrevista de emprego. Ou o momento de entrevistar candidatos.
    A maneira como lemos as pessoas. Ou como funciona o nosso instituto para descobrir o talento dos outros e também os nossos.
    De caminho falámos de líderes formais e informais.
    E de como se dá ou se bloqueia um processo de transformação.
    Mas o principal é mesmo o talento. Sim, aquela coisa que nos faz brilhar os olhos ou ver o brilho nos olhos do outros.
    É algo que se vê, mas muito difícil de medir.
    Se os nossos talentos tiverem espaço e tempo para fluir, seguramente a nossa vida será mais bem vivida.
    E do que aprendi hoje deu para entender que o talento e a desempenho tem uma relação bastante contraditória.
    O talento é a magia. O desempenho é medido com réguas rígidas.
    E tu, como exploras os teus talentos únicos?
    TÓPICOS & TEMPOS
    (00:00:12) - A procura pelo talento(00:02:51) - Libertar o talento(00:04:06) - A entrevista de emprego(00:06:36) - A importância de perguntas e curiosidade numa entrevista de emprego(00:06:52) - A ideia de caça talentos e a importância de libertar o talento das pessoas(00:09:49) - O potencial e o desempenho do talento(00:12:53) - O que é talento?(00:14:56) - Observar e elogiar(00:16:01) - Diversidade cognitiva(00:19:27) - A importância de libertar o talento das pessoas(00:20:09) - A confusão entre líderes e chefes(00:23:15) - A responsabilidade dos líderes em desenvolver talentos(00:24:23) - O papel dos líderes e o elogio(00:26:00) - A mudança nas estruturas organizacionais(00:27:20) - A disponibilidade e permeabilidade dos líderes(00:29:32) - A importância da transformação(00:30:23) - A falácia da transformação em cascata(00:33:21) - Liderança informal na transformação(00:34:38) - A importância de libertar o talento das pessoas(00:37:03) - Identificar talentos nas pessoas(00:39:14) - O que fazer com os talentos identificados(00:39:54) - A importância do talento nas organizações(00:40:21) - A confusão entre talento e habilidade(00:42:49) - A multiplicidade de talentos dentro de uma pessoa(00:45:24) - Explorar o talento das pessoas(00:45:53) - A importância da atitude de confiança(00:46:44) - Um dia bom para Tiago Forjaz
    Mais informação sobre o tema:
    Lista de fontes específicas sobre talento em Portugal:
    Instituto de Educação da Universidade de Lisboa: o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa tem uma linha de investigação sobre talento e educação. O site do instituto possui informações sobre essa linha de investigação, incluindo publicações, eventos e projetos.
    Centro de Investigação em Educação e Desenvolvimento (CIED) da Universidade do Minho: o CIED da Universidade do Minho tem uma linha de investigação sobre talento e aprendizagem. O site do CIED possui informações sobre essa linha de investigação, incluindo publicações, eventos e projetos.
    Fundação Calouste Gulbenkian: a Fundação Calouste Gulbenkian apoia projetos de investigação e formação sobre talento. O site da fundação possui informações sobre esses projetos, incluindo publicações, eventos e programas.
    Exemplos de fontes específicas sobre talento em Portugal:
    Artigo científico: "O desenvolvimento do talento em Portugal: desafios e oportunidades" (por João Pedro Ferreira, João Magalhães e Maria do Céu Roldão, Revista Portuguesa de Educação, 2023)
    Livro: "O talento em Portugal" (por João Pedro Ferreira, João Magalhães e Maria do Céu Roldão, Editora Escolar Editora, 2022)
    Site: "Talento Portugal" (site da Fundação Calouste Gulbenkian)
    TED Talk: "Como identificar e desenvolver talentos" (por João Pedro Ferreira, TEDxLisboa, 2022)
    Artigos científicos:
    "O que é talento?" (Revista Scientific American, 2019)
    "A natureza e a influência do talento" (Revista Psychology Today, 2020)
    "Como desenvolver o talento" (Revista Harvard Business Review, 2021)
    Livros:
    "O talento não é suficiente" (por Daniel Coyle, Editora Best Seller, 2019)
    "A fórmula do talento" (por Geoff Colvin, Editora Alta Books, 2020)
    "O talento é treino" (por Malcolm Gladwell, Editora Objetiva, 2021)
    Organizações:
    World Economic Forum
    OECD
    UNESCO
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA
    JORGE CORREIIA (00:00:12) - Ora viva! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso podcast sobre comunicação. Hoje mergulhamos na busca pelo Santo Graal do mundo moderno. Descobrir o último e mais talentoso dos talentosos. É uma conversa onde se viaja entre a descoberta individual do nosso talento e da forma como as empresas e organizações tentam caçar o unicórnio, capaz de ser diferente e ao mesmo tempo, exactamente igual a qualquer um da organização para vestir a camisola para não destoar. E para isso é preciso talento, acreditem, muito talento para procurar um igual a sempre pintado de maneira diferente. Ou então não é. Esta conversa é, afinal, sobre o talento e sobre as várias formas de como o talento se apresenta. Já ouviram falar de caça talentos? Não é muito diferente de caça tesouros, mas na versão, os melhores e mais dotados seres humanos para realizar uma tarefa ou feito. O meu convidado de hoje é Tiago Forjaz. Prefere ser visto mais como um descobridor e um estimulador de talento do que propriamente um caçador e um libertador, mais do que um perseguidor, e partilha algumas das suas ferramentas, que são ferramentas muito úteis para todos nós.
    JORGE CORREIIA (00:01:35) - A conversa toca as coisas que vivemos todos os dias a ida, a entrevista de emprego ou o momento em que entrevistamos candidatos, a maneira como lemos as pessoas ou como funciona o nosso instinto para descobrir o talento dos outros, mas também para descobrir os nossos próprios talentos. De caminho, falamos de líderes formais e informais e aposto que não adivinham quais são os mais importantes numa organização e de como se dá ou se bloqueiam os processos de transformação. Mas o principal é mesmo o talento. O principal desta conversa é o principal no geral, sim. Aquela coisa que nos faz brilhar os olhos ou ver o brilho nos olhos dos outros é algo que se vê, mas que é muito difícil de medir. Está aberto o episódio, Deixemos o talento fluir. A minha ideia é falar sobre talento. E essa Bora é esse, esse o Santo Graal que o Santo Graal, que estamos todos à procura sempre do talento, não é ver quem é que. Para começar a definir, definir talento. Mas a gente já lá, gente, já lá vai.
    JORGE CORREIIA (00:02:42) - Viva Tiago Forjaz! Posso definir te como, Como? O quê? Como? Como caça talentos? Pode ser? Achega o que eu acho.
    TIAGO FORJAZ (00:02:51) - Que eu já não os caço. Eu gosto mais de libertá los. Quer dizer, se calhar houve uma primeira fase da minha vida em que os caçava. Agora gosto mais de soltá los, de libertar.
    JORGE CORREIIA (00:03:00) - Então, essa ideia de que a gente pode ir por aí em busca é uma ideia quase mítica. Não é? Em busca do Lá está o próximo, Cristiano Ronaldo encontra meio José Mourinho. Essa ideia não faz sentido para ti.
    TIAGO FORJAZ (00:03:12) - Não faz? Podes. Podes ir num safari e descobrir pessoas. Acho que a ideia da descoberta e da exploração é gira, mas a ideia da caça já não é tão positiva. Já hoje, com o pano e tudo, não podemos propriamente falar.
    JORGE CORREIIA (00:03:25) - Parece uma coisa mais selvagem e.
    TIAGO FORJAZ (00:03:28) - Antigamente a malta dizia que era escasso a cabeças. Eu costumava brincar e dizia para eu caça cabeça, mas entrei com o corpo senão isto não funciona.
    TIAGO FORJAZ (00:03:35) - Mas não acho que eu vejo mais como libertador, porque eu acho que todas as pessoas têm talento e é o segredo em nós afiar nos os olhos para descobri lo. E como é que isso se faz?
    JORGE CORREIIA (00:03:48) - O que isso significa? Que pode haver talento que está de alguma maneira, ou escondido ou amarrado?
    TIAGO FORJAZ (00:03:56) - Sim, claramente. Para mim isso faz todo o sentido todos os dias.
    JORGE CORREIIA (00:04:01) - O que é que tu? O que é que tu usas? O que é que? Qual o teu material de garimpa?
    TIAGO FORJAZ (00:04:06) - Não há muito material a perguntas. Há técnicas que eu acho que eu acho que na realidade é muito simples. A melhor forma é observação, É quando nós conseguimos ter tempo e amor fica muito fácil mesmo, Mas temos que estar treinados para isso. Temos que ser capazes de estar permanentemente a procurar e a ver o que é que, o que é que a pessoa faz que é especial, quando é que ela se transforma, Quando é que lhe brilham os olhos? Quando é que ela perde noção do tempo, por exemplo.
    TIAGO FORJAZ (00:04:35) - Há imensos, imensos sintomas que as pessoas experimentam quando usam o seu talento. Às vezes elas é que não estão conscientes.
    JORGE CORREIIA (00:04:43) - É curioso porque quando quando nós vamos a uma entrevista de emprego, aquilo que tu estás a descrever é eu estou a pensar assim. Isso é exactamente o contrário do que acontece numa entrevista de emprego, em que há um processo, em que há um formalismo, em que há quase um implícito do fingimento. Não é vê las de portas bem para seres a que o candidato fit que é certo mesmo aqui nestas 322 alíneas que a gente pôs na entrevista de emprego.
    TIAGO FORJAZ (00:05:12) - É infeliz que até até me custa ouvir te dizer isso, porque eu acho que, de alguma maneira o.
    JORGE CORREIIA (00:05:17) - Preconceito.
    TIAGO FORJAZ (00:05:17) - Não, não. De alguma maneira eu tenho a certeza que tu tens toda a razão. Infelizmente é até estatisticamente,...
    49 min
  • A inteligência artificial fala a nossa língua? Tiago Ferreira
    Nesta edição aventuro-me pelo universo, para mim, desconhecido e fascinante, da mistura do som, das palavras, das máquinas que aprendem as palavras e respondem com resumos escritos do que falámos.
    Na semana em tivemos websummit em Portugal e que o festival Podes escolheu os melhores podcasts nacionais, gravei uma conversa com Tiago Ferreira, engenheiro, criador de aplicações que usam a inteligência artificial para transcrever a fala, e empreendedor desta área do digital.
    E descobri que mundo está a andar cada vez mais depressa.
    TÓPICOS DE CONVERSA
    (00:13) Inteligência Artificial Aplicada à Linguagem(13:19) Influência Dos Algoritmos nas Recomendações(20:53) Web Summit e Futuro Dos Podcasts(35:50) Inteligência Artificial e Criatividade(41:39) Alucinação, Evolução e Profissões Futuras
    Quem se lembra de ter feito um ditado na escola primária?
    Em bom rigor quem ditava era o professor ou professora.
    No meu caso era a professora Zita que me ensinou a ler e escrever.
    Nesses dias do ditado ela lia um texto para nós o ouvirmos e transcrevemos.
    Estava feito o ditado.
    A santíssima trindade da aprendizagem do português completava-se com a interpretação de um texto ou com a populares composições.
    Sim, aqueles textos que eram enunciados como: “Façam uma composição de 20 linhas sobre a vaca”. Por exemplo.
    E à falta de melhor ideia podíamos sempre começar o texto com a célebre frase:
    “Era uma vez uma vaca…”
    E, porque estou eu para aqui a falar de ditados, composições ou redações e interpretação de texto?
    É que o Tiago Ferreira inventou uma máquina moderna que faz isso mesmo. Aplicada à voz falada e experimenta em podcasts, com este, o Pergunta Simples.
    E como descubro o Tiago no planeta?
    Bom, primeiro experimentei a tal máquina, um programa informático, uma aplicação. Já agora chama-se Podsqueeze. Numa tradução livre: Espremedor de Podcasts.
    E é isso mesmo que faz, espreme o conteúdo do que se fala em cada episódio.
    E depois de experimentar percebi que a magia tinha sido criada por portugueses.
    Melhor explicar na prática: Quando gravei esta conversa tirei o som do meu gravador num formato de ficheiro digital.
    E coloquei o som dentro do espremedor de palavras.
    O que aconteceu? Fiz um ditado. A fala transformou-se em texto escrito.
    Até aqui o processo é prático, mas não mágico.
    O que acontece a seguir é que é surpreendente.
    A máquina faz resumos do que falamos, parte a conversa em capítulos, descobre palavras significativas e até propõe vídeos de promoção do episódio.
    Como raio um computador consegue devolver resumos com contexto das conversas anárquicas que vou mantendo?
    É sobre isso esta conversa. Sobre máquinas entendem a fala e escrevem textos e sobre empreendedores portugueses a jogar no campeonato mundial das aplicações de inteligência artificial aplicada à linguagem.
    Alucinar ou atinar.
    Haveremos de viajar muito entre estes dois verbos nos próximos anos.
    Por um lado a vertigem da aceleração dos tempos, por outro a necessidade de parar para pensar.
    E tu, estás mais na fase da correria louca ou da pausa para contemplar?
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    00:13 - JORGE CORREIA (Host)
    Ora vivam! Bem-vindos ao Pregunta Simples, o vosso podcast sobre comunicação. Nesta edição, aventura-me pelo universo para mim desconhecido e fascinante da mistura dos sons, das palavras, das máquinas que aprendem as palavras e que conseguem responder com resumos escritos do que falamos. Já vos vou contar tudo. Na semana em que tivemos o web Summit em Portugal e que o festival POTS escolheu os melhores podcastes nacionais, gravei uma conversa com o Thiago Ferreira, engenheiro e criador de aplicações que usam inteligência artificial para transcrever a fala e empreendedor desta área do digital, e descobri que o mundo está a andar cada vez mais depressa. Quem se lembra de ter feito um ditado na escola primária? Em Bom rigor, quem ditava era o professor ou professora. No meu caso era a professora Zita, que me ensinou a ler e a escrever. Nesses dias do ditado, ela lia um texto para nós o podermos ouvir e depois transcrever. Estava feito o ditado. Todos nos lembravamos A sentíssima trindade da aprendizagem do português. Completava-se com a interpretação de um texto ou com as populares composições, as redações, sim, aqueles textos que eram enunciados como façam uma composição de ventilinhas sobre a vaca, por exemplo, e, a falta de melhor ideia, podíamos sempre começar o texto com a célebre frase Era uma vez uma vaca E porque estou, eu para aqui a falar de ditado, de composições ou redações em interpretação de texto, é que o Tiago Ferreira inventou uma máquina moderna que faz isso mesmo, aplicada à voz falada e experimentada em podcasts como este. O pregunta simples E como descobriu eu o Tiago no planeta? Bom, primeiro experimentei, há o acaso, a tal máquina, um programa informático, uma aplicação que já agora se chama Podcasts, numa tradução livre, esprimador de Podcasts. E é isso mesmo que ela faz Espremo o conteúdo do que se fala em cada episódio E depois de experimentar, percebi que a magia, afinal, tinha sido criada por portugueses.
    02:26
    Melhor explicar na prática. Quando gravei esta conversa, tirei o som do meu gravador num formato de fecheiro digital E coloquei o som dentro deste tal Esprimador de Palavras. O que aconteceu? Ele fez um ditado A fala, trançamos em texto escrito Até que. O processo é prático, mas não é mágico. O que acontece a seguir é que é surpreendente, é que a máquina, a aplicação, faz resumos do que falamos, parta, conversa em capítulos, descobre palavras significativas e até propõe vídeos de promoção do episódio. E o extraordinário é que tudo faz sentido, como o rei, é que um computador consegue devolver resumos. Com o contexto das conversas anarquicas que vou mantendo, é sobre isto esta conversa Sobre máquinas que entendem a fala, escrevem textos, e sobre empreendedores portugueses que jogam no campeonato mundial das aplicações de inteligência artificial aplicada à linguagem Viva. Olá, jair Thiago Ferreira, engenheiro de formação. Exatamente, você é engenheiro da área de eletricidade eletrônica e você veio da escola do técnico.
    03:37 - TIAGO FERREIRA (Guest)
    Sim, tirei o curso do técnico de eletro técnico e computadores, mas de eletro técnico eu tenho feito muito pouco.
    03:43 - JORGE CORREIA (Host)
    Portanto você sabe mais ligado aos computadores. Sim, sim, Estive a levar as coisas tuas Neste. Minha ideia quando nós fomos a primeira vez era eu usei uma ferramenta que tu produzes sem saber e descobro que há estatas, são dois portugueses que estão lá atrás. Uma grata surpresa. Uma ferramenta que junta inteligentes, artificial uso da linguagem, transcrição. vamos falar sobre isso tudo. Mas achei curioso que tu escreves um texto na tua página que é sempre que vou fazer qualquer coisa, faço três perguntas E eu pensei assim partir de agora eu só vou escolher convidados que tenham já três perguntas para fazer que é para as pessoas poder fazer? Porque no fundo tu dizes não importa o que é o que acontece. Sempre me pergunto estas três coisas. Que problema é que eu quero resolver? É daqui que partes sempre.
    04:35 - TIAGO FERREIRA (Guest)
    Sim, sem dúvida. Eu, desde o início mesmo, contava no técnico até antes que sempre gostei de empreendedorismo. Agora descobri que é mesmo a minha paixão, a minha vocação. Eu sempre admirei as pessoas que sabiam o que queriam fazer, o que quer ser biólogo, o que quer ser médico. Eu sempre achava, mas eu não sei o que quer ser. Recentemente comecei a olhar para trás e vi que na minha vida empreendedorismo sempre foi o que eu queria ser, só que não sabia se quer que era uma profissão. Sabíamos que havia os empresários, mas não sabia se quer que podia ser uma profissão. Ele não é bem estudado nas escolas, as escolas de gestão, mas não é a mesma coisa.
    05:15 - JORGE CORREIA (Host)
    Ser empreendedor e empresário são coisas diferentes.
    05:19 - TIAGO FERREIRA (Guest)
    Eu acho que acaba de ser a mesma coisa, só que hoje em dia mudou. Sim, mudou o nome e acho que mais ou menos ali, no 2010,. Como são, se falar mais de empreendedorismo e menos de ser empresário. Se calhar o comodou também. Um empreendedor entra mais na área de startups, dos investimentos, e um empresário acaba de entrar mais na área de se calhar um lifestyle business. Alguém que tem um café, alguém que tem uma pequena média de empresa, mas não necessariamente com investimentos de terra, não sei.
    05:49 - JORGE CORREIA (Host)
    Porque, no fundo, nós podemos ir por aí. Tu és um empreendedor, o que é que é o teu dia a dia, como é que é o teu dia a dia, o que é que tu fazes mesmo.
    06:04 - TIAGO FERREIRA (Guest)
    Então o dia a dia varia também em que faz o empreendedorismo. É que nós estamos. Quando comecei a dar um contexto, eu trabalhei como desenvolvedor, como software developer. Eu trabalhei fora do Portugal e é a coisa de dois anos e meio e decidi mais ou menos quando aconteceu a economia, porque eu estava a trabalhar na área das viagens. Trabalhavas ontem Trabalhei na Trivago acho que é a empresa que é, mas as pessoas conhecem que fez muitos anúncios. Hotel Trivago.
    06:32 - JORGE CORREIA (Host)
    Hotel Trivago, no fundo, aqueles sites que nós usamos agora, similares aos bookings desta vida, quando vamos à procura das férias. onde é que eu vou ficar? qual é o melhor hotel?
    06:40 - TIAGO FERREIRA (Guest)
    qual os nomes, os melhores preços, com aquela curiosidade de poder comparar vários preços em várias plataformas Exatamente exatamente E pronto, era na Alemanha, trabalhei lá e depois estava a trabalhar numa outra pequena empresa, também na área das viagens, mas obviamente morreu tudo com o Covid e eu decidi bom, nós queríamos voltar para Portugal e eu tenho que seguir isto, tenho que seguir a minha,...
    45 min

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