Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL MUDARÁ A NOSSA SAÚDE? RICARDO BAPTISTA LEITE
    Hoje é dia de falar de saúde, máquinas inteligentes e líderes inspirados.
    Para o caso d ainda não terem notado as máquinas que falam connosco como se fossem humanas estão a invadir o nosso dia-a-dia.
    Seja numa página de ‘internet’, na relação com o nosso banco ou com uma qualquer empresa que nos fornece um serviço.
    Estes robôs são programados para serem simpáticos, perguntam muitas coisas e querem que carreguemos vezes infinitas em números no telemóvel ou que respondamos a mil perguntas.
    E lá vamos andando.
    São ainda bastante básicos e eu, confesso, quando fico sem paciência, repito para a máquina “quero falar com um ser humano.”
    Ora esses robôs estão também aparecer na área da saúde.
    E além deles há outros bastante mais espertos que conseguem organizar gigantescas quantidades de dados e até chegar a melhores conclusões que os humanos. Mas já la vamos.
    Este é um episódio com Ricardo Baptista Leite, um jovem médico português que integra a lista da Fundação Obama dos mais promissores líderes mundiais do futuro.
    Todos o conhecemos pelo seu percurso na política, mas agora trabalha no desenvolvimento e regulação da chamada “inteligência artificial”. Em particular na área da saúde.
    A tecnologia acelera e a dita “inteligência artificial” carrega algumas das mais interessantes promessas de que o mundo será melhor. Ainda com alguns pontos de interrogação, mas já com um vislumbre do que pode ser o futuro onde homem e máquina se fundem para funcionar melhor.
    Será o advento de uma nova espécie humana? Do homem biónico ou apenas do homem assistido pelas máquinas?
    Já para não pensar na assustadora ideia onde as máquinas passam a controlar tudo ao arrepio da decisão humana.
    Ricardo Baptista Leite traz-nos uma visão muito interessante sobre como a tecnologia pode transformar a nossa forma de viver e, sobretudo, o nosso sistema de saúde. Ele acredita que a inteligência artificial não é só mais uma moda, mas algo que pode realmente fazer a diferença na forma como diagnosticamos e tratamos doenças.
    amos falar de como as máquinas, em algumas áreas, já superam os médicos humanos na precisão e na rapidez dos diagnósticos, como na radiologia.
    E, ao mesmo tempo, exploremos os riscos. Será que esta tecnologia acabará por beneficiar apenas um pequeno grupo de pessoas, deixando muitos de fora?
    Na conversa falamos sobre a necessidade de mudarmos ou adaptarmos o nosso sistema de saúde. Ele acredita que trabalhamos reativamente, ou seja, a tratar a doença depois de ela aparecer, que é preciso uma viragem para um modelo mais proativo, focado na prevenção e na promoção da saúde.
    E sabem o que é curioso? O Ricardo acha que a inteligência artificial, se usada corretamente, pode ser a chave para essa mudança.
    Mas a nossa conversa não se fica apenas pela tecnologia. A empatia é outro tema importante que abordámos. Sabiam que, num estudo recente, os assistentes virtuais, os robôs, os chatbots, foram considerados mais empáticos que os próprios médicos?
    Sim, máquinas a mostrar mais empatia que humanos!
    Isso diz muito mais de nós humanos do que da habilidade das máquinas.
    Durante esta hora de conversa falámos muito sobre o futuro. Como ele vê a evolução dos cuidados de saúde com a introdução de tecnologias avançadas como a inteligência artificial?
    E o mais importante, como garantimos que essas inovações são usadas de forma ética e justa,
    TÓPICOS
    Nomeação para a Fundação Obama
    • Ricardo Batista Leite foi reconhecido como um dos futuros líderes pela Fundação Obama, integrando um grupo que aposta em mudanças sociais a partir das comunidades locais.
    De político a especialista em inteligência artificial
    • Ricardo Batista Leite fez uma transição da política para a área da inteligência artificial, explicando o potencial revolucionário desta tecnologia no setor da saúde.
    A promessa da tecnologia
    • Abordámos como grandes inovações tecnológicas nem sempre trazem benefícios para todos. Será que a inteligência artificial seguirá esse mesmo caminho?
    Reformar o sistema de saúde
    • Ricardo Batista Leite defende que é necessário transformar o sistema de saúde, passando de um modelo reativo, focado na doença, para um modelo preventivo e promotor da saúde.
    O trabalho na Agência Global de Inteligência Artificial Responsável
    • A missão de Ricardo Batista Leite na Agência Global é garantir que a inteligência artificial seja implementada de forma segura e inclusiva, trazendo benefícios para todos os cidadãos.
    Privacidade e cibersegurança na saúde
    • Com o avanço da inteligência artificial, surgem também desafios relacionados com a proteção de dados de saúde. Ricardo Batista Leite discute os riscos e as medidas necessárias para garantir a segurança digital.
    Portugal como hub de inovação na saúde
    • Ricardo Batista Leite vê Portugal como um potencial laboratório para novas tecnologias na saúde, atraindo investimentos e criando oportunidades no setor.
    O poder da empatia no sistema de saúde
    • A empatia e o humanismo são fundamentais nos cuidados de saúde, melhorando tanto a satisfação dos pacientes quanto os resultados clínicos. Ricardo Batista Leite explora esta questão em detalhe.
    Voluntariado na guerra da Ucrânia
    • A experiência de Ricardo Batista Leite como voluntário na Ucrânia, onde testemunhou o esforço para manter o sistema de saúde a funcionar em plena guerra.
    Superutilização das urgências em Portugal
    • Por que tantos portugueses recorrem às urgências hospitalares? Ricardo Batista Leite reflete sobre esta tendência e o que pode ser feito para mudar a perceção pública.
    Inteligência artificial e diagnósticos médicos
    • A inteligência artificial já supera o ser humano em áreas como a radiologia, mas Ricardo Batista Leite argumenta que a combinação entre máquina e humano é a chave para o futuro dos diagnósticos.
    Máquinas mais empáticas que humanos?
    • Um estudo revelou que, em termos de empatia, os assistentes virtuais foram avaliados como mais humanos do que os próprios médicos. Ricardo Batista Leite reflete sobre esta tendência preocupante.
    Dilemas éticos da inteligência artificial
    • Discutimos os dilemas morais que surgem quando uma inteligência artificial comete erros incompreensíveis. Ricardo Batista Leite defende que o ser humano deve sempre estar no circuito decisório.
    Um sistema de saúde mais digitalizado
    • Ricardo Batista Leite imagina um futuro onde a inteligência artificial gere consultas, diagnósticos e tratamentos, simplificando processos e reduzindo a burocracia.
    Lições da pandemia
    • Durante a pandemia de COVID-19, Ricardo Batista Leite regressou ao hospital para trabalhar na urgência, o que lhe deu uma perspetiva privilegiada sobre os desafios do sistema de saúde.
    Voluntariado e a experiência na Ucrânia
    • Ricardo Batista Leite partilha a sua experiência de voluntariado num hospital da Ucrânia, onde viu de perto os efeitos devastadores da guerra e a resiliência da população.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    00:00:00:00 - 00:00:25:20
    JORGE CORREIA
    Viva Ricardo Batista Leite, médico com formação em doenças infecciosas, agora dedicado à inteligência artificial e o seu uso dentro da área da saúde. Mas notícia dos últimos dias é que passaste a fazer parte do clube do senhor Obama como reconhecido uma das 36 personalidades como líder do futuro na área da saúde.
    00:00:25:20 - 00:00:27:18
    JORGE CORREIA
    Som ou mais geral?
    00:00:27:20 - 00:01:17:11
    RICARDO BAPTISTA LEITE
    Viva George e obrigado pelo convite. E o presidente Obama? E é da mulher também do presidente Obama. Michael é e é de facto um grupo de liderança, chamemos lhe assim e portanto, de âmbito geral, onde me encontro com várias pessoas que foram selecionadas pela fundação do casal Obama, desde pessoas do mundo corporativo a mundo das organizações não governamentais ao mundo da política e que são escolhidos de várias partes do mundo precisamente para fazerem parte desta família em quem a Fundação aposta do ponto de vista formativo, a dar competências de liderança para, por via daquilo que é o modelo para a mudança que eles definem, que aliás, eles chamam de a esperança para a mudança.
    00:01:17:12 - 00:01:18:17
    JORGE CORREIA
    Como é que é essa mudança?
    00:01:18:19 - 00:01:35:06
    RICARDO BAPTISTA LEITE
    É uma mudança focada muito na experiência do casal Obama, ou melhor, inspirada na experiência do casal Obama de mudança de base comunitária. Todos sabem que o presidente Obama, antes de ser político, era um organizador comunitário.
    00:01:35:10 - 00:01:44:00
    JORGE CORREIA
    De grupos activistas que lá andava e junto da comunidade, à procura do problema da comunidade e também de activistas da comunidade para tentar resolver os problemas.
    00:01:44:02 - 00:02:27:17
    RICARDO BAPTISTA LEITE
    Tentar mobilizar esforços, mobilizar as várias pessoas que poderiam fazer a diferença e mobilizar lhes para de facto mudarem a sociedade num determinado aspecto que fosse considerado como prioritário. E isso diz me muito pessoalmente. Toda a minha vida foi sempre também numa lógica de serviço, ou seja, do ponto de vista associativo, seja do ponto de vista político, seja agora a liderar uma fundação sem fins lucrativos em Genebra, ou questão de missão e de serviço, sempre estiveram na base de tudo o que foi fazendo e, portanto, quando foi um processo de candidatura para fazer parte desta e desta equipa de liderança, digamos assim, da Fundação Obama e ter sido o primeiro português é um motivo que me
    00:02:27:17 - 00:02:34:08
    RICARDO BAPTISTA LEITE
    deixa particularmente satisfeito. Faltava a nossa bandeira ali nos Estados Unidos, para a entrevista.
    00:02:34:10 - 00:02:35:24
    JORGE CORREIA
    Como é que este processo foi formalmente.
    00:02:36:04 - 00:02:41:24
    RICARDO BAPTISTA LEITE
    O processo de candidatura?...
    53 min
  • O QUE DIZEM AS PALAVRAS SOBRE NÓS? Marco Neves
    Falar bem português e escrever em bom português é absolutamente crítico para comunicar na nossa língua.
    E sim, calhou-nos uma língua complexa na rifa, difícil, cheia de palavras e regras.
    Algumas até de difícil compreensão ou mesmo aparentemente contraditórias.
    Deixem-me dar-vos o exemplo das vírgulas. Onde se põem as vírgulas.
    Das várias fontes que consultei há, em princípio, 4 regras principais.
    Mas depois são afinal 11 que até podem ser 15.
    Se alguém tem outro número queira mandar uma mensagem ou deixar um comentário.
    Mas o exemplo das vírgulas é tão fascinante que até há uma regra opcional.
    Leio no ciberdúvidas que a frase 'Depois, vamos sair para jantar.' pode ter essa vírgula, ou, simplesmente, se quiser dar mais ritmo à frase, pode escrever sem vírgula 'Depois vamos sair para jantar.'
    Esta é conversa sobre línguas, sobre pontuações e até sobre palavrões.
    Que são umas palavras muito especiais.
    Cada língua leva dentro de si a cultura de um povo.
    Mas não só.
    Sim o poeta Fernando Pessoa disse:
    “Minha Pátria é minha língua.” Mas a frase continua assim:
    “Pouco se me dá que Portugal seja invadido, desde que não mexam comigo.”
    Dificilmente encontramos uma frase que nos defina melhor, ao longo da história.
    Volto às línguas.
    Elas não são actos de cultura e comunicação.
    Foram nascidas e talhadas como arma política.
    Os franceses não falavam francês. Os italianos também não falavam a língua com que os ouvimos hoje descrever as mais belas coisas do mundo.
    E as palavras tem significados literais e simbólicos.
    São as chamadas expressões idiomáticas.
    O “prego” italiano não é para pregar tábuas nem pregar aos peixes. Será o nosso “de nada”
    E o “Raconter de salades” não é contar saladas, mas sim “contar uma história.”
    E a história tem muito peso nesta coisa das línguas.
    Porque a língua foi um instrumento político de unificação de um estado.
    E, portanto, imposto ao povo. Muitas vezes usando o fio da espada.
    Com esse conceito da língua enquanto norma, levamos todos com a mil regras a cumprir. Mas as línguas continuam vivas, recebendo influências das outras ou dos nossos brilhantes pontapés na gramática.
    Se o pontapé for numa pedra, com força, e de pé descalço, então também recorremos à língua. Usando os palavrões. Palavras escondidas no subsolo do nosso cérebro.
    São tabu, mas aliviam as dores.
    As palavras contam.
    As que dizemos. As que alguém entendeu, ou desentendeu.
    Há palavras de que gosto.
    Pode ser pelo significado ou pode ser, simplesmente, pelo som que se produz ao dizê-la.
    A minha palavra preferida é “óbvio”
    Gosto do som e do significado.
    É simples, mas obriga a uma definição de sons. Uma dança entre o B e o V.
    E é obviamente uma palavra aberta logo na primeira letra.
    Olhem, obviamente volto para a semana.
    E vocemessês também.
    É óbvio.
    E agora dai-me licença para fechar este parlatório.
    Ou deveria dizer palratório?
    Quem é Marco Neves?
    Marco Neves nasceu em Peniche e vive em Lisboa. Tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor.
    Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. É professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do escritório de Lisboa da Eurologos. Escreve regularmente no blogue Certas Palavras. Já publicou os livros Doze Segredos da Língua Portuguesa, A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa e o romance A Baleia que Engoliu Um Espanhol. Publicou também um ensaio literário, José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado. Regressa às dúvidas e subtilezas da nossa língua com a Gramática para Todos: O Português na Ponta da Língua.
    O que aprendi neste episódio*:
    O Poder da Língua: Reflexões sobre Normas, Resistência Cultural e Transformações Linguísticas
    A língua, mais do que um simples meio de comunicação, é um reflexo das complexas dinâmicas de poder, história e cultura de uma sociedade. No mais recente episódio de “Pergunta Simples”, explorei o papel da língua na criação de normas, no estímulo à resistência cultural e na adaptação às transformações modernas. Durante a conversa, muitos pontos interessantes surgiram, que nos ajudam a entender melhor o que está por trás da forma como falamos e como nos expressamos.
    Um dos temas centrais da conversa foi a relação entre a padronização da língua e a insegurança que isso pode causar. Desde que os estados começaram a criar normas linguísticas e a impô-las através da educação, o sentimento de inadequação ou erro tornou-se comum. Isso é especialmente evidente quando falamos da língua portuguesa. A forma como falamos, as palavras que escolhemos, e até o sotaque, muitas vezes fazem-nos sentir fora da norma, como se estivéssemos constantemente a cometer erros. Na verdade, essa sensação de inadequação está enraizada numa longa história de imposição de padrões linguísticos.
    “A língua também é sempre alguma fonte de insegurança, porque a forma como é que é dizer por usar um enquadramento histórico, a partir do momento em que cada Estado criou uma língua, criou uma língua padrão e começou a pô-la na escola e a usá-la oficialmente.”
    Quando olhamos para exemplos históricos, como a França, vemos que o processo de padronização linguística foi violento e frequentemente resultou na supressão de línguas minoritárias, como o occitano. Essas línguas, que tinham tanto prestígio quanto o francês na Idade Média, foram gradualmente marginalizadas, até serem vistas como “falar mal”. É fascinante pensar que muitas das línguas que desapareceram ou quase desapareceram não foram vítimas da sua falta de relevância, mas sim de um processo deliberado de repressão e normalização.
    “Na França, este processo foi bem-sucedido. […] Esta língua era uma língua tão antiga como o que nós chamamos francês, tão antiga como o português, uma língua de muito prestígio. De repente, por causa deste processo […] começou a ser vista como falar mal.”
    Ao olharmos para mais perto de casa, percebemos que o mesmo tipo de processos aconteceu nas zonas fronteiriças entre Portugal e Galiza. A ideia de uma fronteira linguística clara é relativamente recente, e durante séculos as pessoas nas áreas fronteiriças falavam o que sempre tinham falado, sem se preocuparem com a distinção entre “português” e “galego”. O Couto Misto é um excelente exemplo de como essas fronteiras não são apenas políticas, mas também culturais. A imposição de uma norma, tanto em Portugal como na Espanha, veio a criar uma barreira linguística que antes não existia.
    “Falavam aquilo que se falava de um lado e do outro. Ninguém tinha exatamente a ideia de que falar português, falar galego, isso não era uma escolha que a pessoa fazia. Falava aquilo que sempre se falou desde a Idade Média.”
    Outro tema que abordámos foi a constante importação de palavras de outras línguas e a questão dos estrangeirismos. A língua portuguesa é rica em empréstimos linguísticos, e muitas das palavras que usamos diariamente entraram no nosso vocabulário quase sem nos darmos conta. A influência do francês, por exemplo, é um caso clássico. A expressão “tem a ver” em vez de “tem que ver” é um exemplo de como as línguas estrangeiras moldam subtilmente a forma como falamos.
    “Quando algo está à deriva em francês tem a ver. Tradicionalmente nós dizíamos sempre ‘isto tem que ver com’. Com a grande influência francesa, começamos a dizer ‘tem a ver’.”
    Os palavrões também desempenham um papel interessante na nossa linguagem. Apesar de muitas vezes serem relegados ao “mau uso” da língua, os palavrões são algumas das palavras mais antigas que conhecemos e têm um poder expressivo único. Curiosamente, o uso de palavrões revela muito sobre a relação que temos com o tabu e com a repressão linguística. O facto de serem “escondidos” no nosso cérebro e usados em momentos de emoção intensa mostra que eles mantêm uma função muito primitiva, quase visceral, na nossa comunicação.
    “O palavrão em geral está, digamos, no cérebro num sítio mais primitivo. Está lá guardado no sítio mais primitivo.”
    A resistência a normas linguísticas e a contínua adaptação das línguas são temas que continuam a ser relevantes hoje, especialmente com o avanço da globalização e o domínio do inglês como língua franca. Embora o inglês tenha muitos benefícios, como facilitar a comunicação internacional, ele também pode representar uma ameaça à diversidade linguística e cultural. No entanto, o problema não está apenas no uso de palavras estrangeiras, mas também no estilo de comunicação. Muitas vezes, quando fazemos apresentações públicas ou escrevemos para um público português, tendemos a misturar palavras em inglês, o que pode criar uma barreira de comunicação.
    “Se eu sou um economista e não nada contra os economistas, não é um profissional de qualquer área, vou fazer uma apresentação pública em Portugal para portugueses e metade das minhas palavras são em inglês. Isto é uma questão de comunicação.”
    No final, a língua é mais do que palavras e regras. Ela reflete as nossas identidades, as nossas lutas e as nossas histórias. Cada palavra que escolhemos, cada sotaque que adotamos, e cada estrangeirismo que incorporamos faz parte de uma narrativa maior, que nos conecta ao nosso passado e molda o nosso futuro.
    Por isso, comunicar não é apenas falar ou escrever. É entender o contexto, as implicações e as histórias que vêm com cada expressão. E, acima de tudo, é saber que, ao falar, estamos sempre a construir pontes – ou a levantar barreiras – entre nós e os outros.
    *com transcrição inicial produzida por I.A.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    00:00:00:00 - 00:00:07:10
    JORGE CORREIA
    Viva Marco Neves, Escritor, tradutor, professor, leitor, bom conversador, que que Vamos.
    ...
    1 hr
  • Como comunicar eficazmente em crises de saúde? Graça de Freitas
    Há dois tipos de comunicação especialmente difíceis e arriscados.
    Porque são complexos, porque acontecem em conta-relógio e porque a audiência está particularmente sensível nesse espaço de tempo.
    Esses dois tipos de comunicação, são a comunicação de crise e a comunicação de risco.
    Trocando por miúdos, a comunicação de crise é aquela que temos de usar quando algo correu mal: um acidente, um incêndio, um qualquer evento onde existe um dano real ou potencial a pessoas, ou bens. Principalmente pessoas.
    A comunicação de risco em saúde pública é aquela que todos beneficiamos aquando da pandemia de COVID-19.
    Essa comunicação teve como face principal Graça de Freitas, médica de saúde pública e ao tempo diretora-geral da saúde.
    Esta conversa é sobre a dificuldade de planear, reagir e responder de forma credível a uma das maiores ameaças que vivemos na nossa vida coletiva.
    Um manual do uso da comunicação tem tempos sem livro de instruções.
    Todos sentimos:
    A incerteza era o dia-a-dia.
    Quando chega a pandemia?
    Quando chega o vírus?
    Vai matar-me?
    Como me salvo desta?
    Lembram-se?
    Era este o ambiente que todos vivemos quando percebemos que a anunciada pandemia chegou.
    Vivemos o receio, o medo, a dúvida.
    Vivemos a angústia de ficar presos em casa por decreto geral.
    Das escolas que fecharam. Dos lares com dezenas de idosos doentes.
    Com hospitais cheios. Com ambulâncias em marcha.
    Isto foi o que todos vimos em casa.
    Mas no olho do furacão pandémico, no centro de crise e resposta está Graça de Freitas. Não está sozinha, mas tem uma equipa muito curta.
    A ela cabe-lhe conseguir consensos entre cientistas e boas explicações e prognósticos para os decisores políticos.
    No meio de tudo isto há que explicar aos cidadãos o que está a acontecer, como nos protegemos, como vivemos com isto.
    No tempo das redes sociais.
    Onde a opinião do mais sabedor dos cientistas parece valer tanto ou menos que o cidadão dedicado à arte nacional da opinião gratuita sobre tudo.
    Mas mesmo no centro de comando, onde toda a informação chegava, onde todos os pensadores filtravam e tentavam entender o mundo, mesmo aí, havia demasiada informação, demasiadas contradições e um avassalador relógio que corria mais do que qualquer evidência.
    Mais do que nunca o teste à credibilidade das fontes é critico. Mas a rapidez da comunicação digital e localizada não podia ser ignorada.
    A pandemia deveria ser por si só um objeto de estudo detalhado da comunicação de risco. Eu já comecei a ler esse livro.
    A Comunicação em Tempos de Informação Imperfeita
    Um dos temas mais fascinantes abordados neste episódio é o desafio de comunicar quando a informação está longe de ser completa ou perfeita. “A informação era imperfeita, os dados mudavam a toda a hora”, lembra Graça Freitas, explicando que, muitas vezes, as diretrizes que comunicava ao público eram baseadas em informação que podia ser revista ou até desmentida pouco depois. “O grau de imperfeição era grande”, confessa, num tom honesto que caracteriza toda a sua participação no podcast.
    Este cenário reflete um dos maiores dilemas da comunicação em saúde pública: como ser honesto e transparente quando as certezas são escassas? Graça optou sempre pela clareza e pela sinceridade. Reconhece que, em muitos momentos, teve de comunicar incertezas e explicar o que ainda não se sabia. Este equilíbrio entre a informação e a cautela foi uma linha ténue que teve de trilhar durante todo o período pandémico.
    Medo, Resiliência e o Lado Pessoal da Pandemia
    Outro ponto alto da conversa é quando Graça Freitas reflete sobre o medo. No início, confessa, não teve tempo para sentir medo pessoal, pois estava absorvida em compreender o que estava a acontecer. No entanto, à medida que o número de casos aumentava, especialmente em Itália, e o mundo começava a fechar as suas portas, o medo tornou-se uma realidade inevitável.
    Mas talvez o relato mais surpreendente seja o momento em que a Dra. Graça começa a receber proteção policial devido a ameaças. “Nunca pensei que precisaria de proteção”, revela, descrevendo o choque de saber que um segurança estaria à porta da casa todos os dias. Este episódio mostra o lado mais humano da crise: a carga emocional e pessoal que quem esteve na linha da frente teve de carregar.
    Memes e Piadas: Rir para Não Chorar
    Num tom mais leve, Graça Freitas fala sobre os memes e piadas que circularam nas redes sociais a seu respeito durante os momentos mais difíceis da pandemia. Ela admite que achou graça a muitos deles. O humor, para ela, foi uma forma de a população lidar com a tensão constante, e, em alguns momentos, também serviu para ela própria aliviar o peso da responsabilidade. No entanto, Graça confessa que o que mais a magoou não foram as piadas, mas a ausência de defesa de algumas pessoas que a conheciam bem e que, durante os momentos de maior crítica, escolheram o silêncio. “Doeu mais não ouvir um ‘ela não é assim tão má’ do que as críticas em si”, diz com honestidade.
    Lições sobre Comunicação em Saúde Pública
    Este episódio deixa lições claras sobre o que significa comunicar em tempos de crise. Graça Freitas sublinha a importância de ser transparente, mesmo quando as respostas não são certas. A honestidade foi a sua bússola durante toda a pandemia, sabendo que esconder a realidade ou suavizar as mensagens poderia ser ainda mais prejudicial a longo prazo. Esta abordagem honesta, contudo, não foi fácil de manter. Graça admite que, se pudesse voltar atrás, teria dedicado mais tempo a refletir sobre as decisões, reservando momentos para pensar com mais calma e ouvir mais opiniões externas.
    Outro ponto interessante que ela aborda é o equilíbrio entre as recomendações dos cientistas e as decisões dos políticos. Como Diretora-Geral da Saúde, Graça tinha a responsabilidade de fornecer as melhores recomendações científicas, mas reconhece que os políticos, ao tomarem as decisões finais, lidavam com uma pressão diferente. Eles não só estavam preocupados com a saúde pública, mas também com as implicações sociais, económicas e políticas. Esta tensão entre ciência e política é um elemento central nas crises de saúde pública e, segundo Graça, foi um dos grandes desafios da pandemia.
    Fechar as Escolas: Uma Decisão Crucial
    Um dos momentos mais dramáticos da pandemia foi a decisão de fechar as escolas. Graça Freitas descreve este episódio como um dos mais rápidos e intensos que viveu durante aqueles meses. Ela lembra que, num domingo, estava em casa de uma amiga quando recebeu o telefonema da Ministra da Saúde, Marta Temido. Poucas horas depois, já estava numa conferência de imprensa, anunciando uma das medidas mais duras e impactantes para o país.
    Para ela, este é um exemplo claro de como as decisões políticas, mesmo quando baseadas em recomendações científicas, são tomadas de forma muito rápida e, por vezes, sem o tempo necessário para refletir sobre todas as implicações. No entanto, Graça reconhece que, em muitos casos, essa rapidez era essencial para salvar vidas e minimizar o impacto da crise.
    Reflexões Finais
    O episódio termina com Graça Freitas a refletir sobre o seu papel durante a pandemia e o impacto que teve no país. Ao olhar para trás, ela admite que faria algumas coisas de forma diferente, mas mantém a convicção de que fez o melhor que podia com a informação disponível. O legado que deixa não é só o de uma profissional de saúde pública dedicada, mas também de uma comunicadora que, mesmo em tempos de incerteza, soube manter a calma, a integridade e a transparência.
    Este episódio do “Pergunta Simples” é uma verdadeira aula sobre comunicação em tempos de crise, repleta de momentos humanos e reveladores. As histórias e as lições de Graça Freitas oferecem uma perspetiva única sobre os desafios enfrentados por quem esteve na linha da frente da pandemia e, ao mesmo tempo, mostram o lado mais vulnerável e pessoal da comunicação em saúde pública.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    00:00:12:23 - 00:00:38:24
    JORGE CORREIA
    Olá! Viva um Bem vindos ao Pergunta simples do vosso full cast sobre comunicação. Há dois tipos de comunicação especialmente difíceis e arriscados, mas necessários e importantes. São complexos porque acontecem em contrarrelógio e porque a audiência está particularmente sensível nesse espaço de tempo ou local. Estes dois tipos de comunicação são a comunicação de crise e a comunicação de risco.
    00:00:39:05 - 00:01:11:01
    JORGE CORREIA
    Parecem a mesma coisa, mas não são exactamente a mesma coisa. Trocando por miúdos, a comunicação de crise é aquela que temos de usar quando algo corre mal um acidente, um incêndio, um qualquer evento onde exista um dano real ou potencial para pessoas ou bens, principalmente pessoas. Um outro tipo de comunicação difícil é a comunicação de risco, em particular a comunicação de risco em saúde pública é aquela que todos beneficiamos quando aconteceu a pandemia de Calvi 19.
    00:01:11:03 - 00:01:34:12
    JORGE CORREIA
    Esta comunicação teve como face principal Graça de Freitas, médica de Saúde Pública e, ao tempo Directora Geral de Saúde. Esta conversa é sobre a dificuldade de planear, reagir e responder de forma credível a uma das maiores ameaças que vivemos na nossa vida colectiva. Não só responder à ameaça propriamente dita, mas também comunicar sobre aquilo que nos estava a acontecer.
    00:01:34:14 - 00:01:52:03
    JORGE CORREIA
    No fundo, como escrever um manual de uso da comunicação de risco em saúde pública em tempos sem livro de instruções?
    00:01:52:05 - 00:02:14:06
    JORGE CORREIA
    A incerteza era o dia a dia. Quando chega a pandemia, quando chega, o vírus Vai matar me com um salve desta. Lembram se? Estas eram as perguntas que todos fazíamos todos os dias. Era este o ambiente que todos vivíamos quando percebemos que a anunciada pandemia cheg
    59 min
  • Onde guarda as palavras o cérebro? Joaquim Ferreira
    O cérebro humano e o seu funcionamento.
    A caixa onde guardamos as palavras, os sentimentos e os movimentos.
    O cérebro enquanto caixa de comando e guardador de memórias e identidades.
    O cérebro que se molda plasticamente para compensar danos, bloqueios e faltas de ar.
    O cérebro do juízo e da consciência.
    Da alma ou apenas como fundação biológica.
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  • Como ganhar umas eleições? Germano Almeida
    Faltam menos de 2 meses para ser eleito o novo presidente dos Estados Unidos.
    E a campanha segue a todo o vapor.
    Uma campanha eleitoral é por definição o momento em que candidatos e eleitores dialogam sobre o futuro de um país.
    Tempo para se conhecerem aqueles que querer governar e as expectativas dos cidadãos eleitores.
    50 min
  • Como praticar a arte da escuta? Júlio Machado Vaz
    Busco a escuta perfeita.
    Não a escuta do som, mas também essa.
    Busco essa afinação perfeita entre a fala e o silêncio.
    Onde cada respiração pode descobrir a raiz de uma dor de alma.
    E onde a empatia é o instrumento que abre espaço à confiança obrigatória para que quem sofre possa falar, e quem ouve possa escutar.
    Sigmund Freud inventou o sofá que fala.
    O sofá onde todos nos podemos deitar para falar connosco próprios sabendo haver um psiquiatra, psicanalista ou psicólogo na cabeceira dessa cama existencial para nos ajudar nessa caminhada por entre sintomas, dores, desejos e desejadas ressurreições de alma.
    Nesta edição vou guiado pelo psiquiatra que conheci como ouvinte há mais de 30 anos quando ficava colado à telefonia para ouvir o seu programa “O sexo dos anjos”
    Um roteiro que começou por ser uma ideia de programa para falar de sexualidade, mas acabou por ser um manual sobre a natureza humana.
    Portanto, conheci o homem da rádio muito antes do psiquiatra e do professor de antropologia médica.
    Esta conversa poderia demorar 10 horas. Até poderia ser um diálogo em associação livre, mas escrevi demasiadas perguntas para tantas respostas.
    É uma lição sobre como ouvir os outros, como praticar a arte da escuta e de aceitar e compreender o outro como ele é.
    Falámos de diálogos, palavras e silêncios.
    A empatia a par das nódoas negras e das grandes alegrias são provavelmente a única receita para a partilha entre seres humanos.
    Compreender os outros implica-nos a todo o momento.
    E as máquinas, capazes de calcular rapidamente e guardar acervos de informação gigantescos não tem alma.
    Podem saber. Podem fingir. Mas nunca sentiram a palpitação dos grandes amores nem o sabor das lágrimas.
    Nem sequer lágrimas de óleo ou taquicardias elétricas.
    TÓPICOS:
    Início (00:00:00)
    Introdução ao Tema da Escuta (00:00:12)Discussão sobre a escuta e a importância da empatia na comunicação.
    Apresentação do Convidado (00:02:27)Júlio Machado Vaz é apresentado como médico psiquiatra e influenciador.
    O Programa "O Sexo dos Anjos" (00:02:50)Júlio fala sobre o seu livro e a história do programa de rádio.
    Impacto do Programa (00:03:14)Discussão sobre a influência do programa na sexualidade e na sociedade.
    Relação entre Rádio e Televisão (00:05:02)Comparação entre os meios de comunicação e as suas diferenças na recepção do público.
    Censura nos Média (00:06:21)Júlio compartilha experiências de censura e a diferença entre rádio e televisão.
    Mudança de Horário do Programa (00:07:16)Discussão sobre a mudança de horário do programa e o impacto na audiência.
    Experiências de Censura (00:09:41)Relato sobre censura num programa de televisão, especialmente em relação à homossexualidade.
    Fascículos Não Publicados (00:12:20)História sobre fascículos encomendados pelo jornal "Expresso" que nunca foram publicados.
    Reflexão sobre a Vida (00:13:39)Júlio reflete sobre o envelhecimento e como as prioridades mudam ao longo do tempo.
    Cuidado com a Manipulação (00:15:03)Discussão sobre a capacidade de nos enganarmos a nós mesmos e a diferença entre responsabilidade e culpa.
    Consultório e Trabalho (00:15:46)Júlio fala sobre a sua rotina no consultório e o prazer que sente em continuar a atender.
    Ritmo de Trabalho (00:16:56)Reflexão sobre a escrita e a falta de tempo devido à rotina intensa de trabalho.
    Agendas Complicadas (00:18:04)Desafios de compatibilizar horários entre colegas para gravações e compromissos.
    Visita Guiada à Agenda (00:19:07)Comentário sobre a complexidade das agendas de trabalho e compromissos.
    Reorganização de Trabalho (00:19:32)Impacto das mudanças de horários na rotina de trabalho dos colegas.
    Psicanálise e Trabalho (00:20:13)Reflexão sobre a importância do trabalho e a dificuldade de imaginar não trabalhar.
    Dia Típico no Consultório (00:21:09)Descrição de como varia a rotina diária de atendimentos e a importância da escuta.
    A Arte da Escuta (00:22:11)Discussão sobre a escuta na psiquiatria e a necessidade de estar presente para os pacientes.
    Desafios das Consultas (00:23:03)Variedade das queixas dos pacientes e a experiência pessoal de Júlio com problemas psicológicos.
    Aprendizado com a Depressão (00:24:11)Júlio compartilha a sua experiência com a depressão e como isso influenciou o seu trabalho.
    Importância da Psicanálise (00:25:01)Reflexão sobre o papel da psicanálise na vida de Júlio e a gratidão ao seu psicanalista.
    Silêncio na Terapia (00:25:50)Discussão sobre a natureza do silêncio nas sessões de terapia e o seu significado.
    Silêncios Confortantes (00:26:30)Exploração dos diferentes tipos de silêncios e como eles podem ser reconfortantes.
    Dificuldade em Expressar Sentimentos (00:26:51)Júlio fala sobre a dificuldade dos pacientes em expressar as suas emoções durante a terapia.
    Caminho Difícil da Terapia (00:27:30)Reflexão sobre a escolha de enfrentar a dor em vez de optar por soluções mais fáceis.
    A percepção da responsabilidade (28:07)Discussão sobre como a percepção de ser vítima pode distorcer a realidade.
    Reconstruindo a vida (29:38)Reflexão sobre a importância de assumir responsabilidades e reconstruir a vida após dificuldades.
    Lutos e padrões de comportamento (30:22)Análise dos lutos emocionais e como moldam os nossos comportamentos e reações.
    Aprendendo com os outros (31:07)Exploração de como aprendemos a lidar com frustrações e desejos através das interações sociais.
    Padrões infantis na vida adulta (32:30)Discussão sobre como padrões de comportamento infantis podem persistir na vida adulta.
    Mudanças ao longo da vida (34:04)Reflexão sobre as mudanças que ocorrem com o tempo e a importância da experiência.
    Relações e negociações (34:38)Importância de negociar visões diferentes em relacionamentos para uma convivência saudável.
    Paradigma da medicina (35:52)Discussão sobre a evolução do paradigma médico, de curar doenças a cuidar de pessoas.
    A complexidade da saúde (40:22)Reflexão sobre a saúde ser uma questão complexa que vai além do tratamento de doenças.
    A flexibilidade de género (00:42:17)Discussão sobre as múltiplas configurações de género e a flexibilidade nas decisões.
    Estereótipos de género (00:42:46)Reflexão sobre estereótipos de homens e mulheres e as suas influências nas esferas pública e privada.
    Mudanças na paternidade (00:43:47)Mudanças nas relações entre pais e filhos, destacando a afetividade dos homens.
    Evolução dos homens (00:44:23)Os homens estão se afastando do estereótipo de força e bruta, explorando afetividade.
    Vantagens emocionais (00:45:05)Mudanças emocionais nos homens e como isso impacta as suas vidas.
    Pressões sociais e feminismo (00:45:06)Discussão sobre como as pressões sociais e o feminismo influenciam os homens.
    Divisão de tarefas (00:46:46)Reflexão sobre a divisão de tarefas domésticas entre casais e a semântica do "ajudar".
    Mudança de papéis (00:47:12)A evolução dos papéis de género e a partilha de responsabilidades na casa.
    Poder de influência feminino (00:49:11)Discussão sobre o poder de influência das mulheres nas relações heterossexuais.
    Relações não equitativas (00:50:06)Análise das dinâmicas de poder nas relações, onde as mulheres influenciam indiretamente.
    Inteligência artificial na medicina (00:50:32)Reflexão sobre o impacto da inteligência artificial na prática médica e na relação com pacientes.
    Utilidade da inteligência artificial (00:51:35)A inteligência artificial pode melhorar diagnósticos e facilitar a comunicação entre médicos e pacientes.
    Separação entre psicológico e físico (00:52:57)Discussão sobre a discriminação da psiquiatria relativamente à medicina física.
    Desafios da psiquiatria (00:54:02)Preocupações sobre a prática psiquiátrica e a importância da comunicação com pacientes.
    Facilitação do diálogo (00:54:58)A inteligência artificial pode facilitar o diálogo entre médicos e pacientes, melhorando a experiência.
    Preconceitos nos algoritmos (00:55:47)Reflexão sobre como preconceitos humanos podem influenciar a programação de algoritmos.
    Análise crítica dos algoritmos (00:56:18)Discussão sobre a necessidade de considerar o viés dos algoritmos na saúde e na sociedade.
    Manipulação do Algoritmo (00:57:02)Discussão sobre como os algoritmos manipulam as nossas preferências e a diversidade de conteúdos disponíveis.
    Inteligência Artificial na Medicina (00:58:27)Referência à robótica na cirurgia e ao impacto da inteligência artificial na prática médica.
    Confiabilidade das Máquinas (00:59:10)Reflexão sobre a confiança nas máquinas e as suas falhas, especialmente em contextos éticos.
    Falsidade Algorítmica (01:00:14)Exemplo de como algoritmos podem criar conteúdos falsos que parecem verdadeiros, confundindo os utilizadores.
    Empatia e Inteligência Artificial (01:02:06)Discussão sobre a limitação da inteligência artificial em replicar empatia humana em situações emocionais.
    Complementaridade entre Humanos e Algoritmos (01:04:08)Afirmativa de que humanos e máquinas devem ser vistos como complementares, não concorrentes.
    Limitações da Máquina (01:06:59)Reflexão sobre a incapacidade das máquinas de experimentar emoções e a verdadeira empatia humana.
    A Alma Humana na Comunicação (01:07:23)A importância da experiência humana na compreensão e na comunicação, além da capacidade técnica das máquinas.
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    Viva, bem -vindos ao Pregunto Assemples, o nosso podcast sobre comunicação. Nesta
    edição, busco a escuta perfeita, não a escuta do som, mas também essa, a escuta do outro. A
    escuta da outra pessoa. Busco
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    essa afiliação perfeita entre a fala e o silêncio, onde cada respiração pode descobrir a raiz de uma dor de alma ou de uma alegria e intenção. E
    onde a empatia é o instrumento que abre espaço à confiança ob
    1 hr 9 min
  • Portugal, quando começas a jogar? Rui Miguel Tovar
    Ser adepto não é fácil.
    Seguramente ser jogador de alta competição parece ser ainda mais difícil.
    A linguagem dos corpos em movimento é muitas vezes mais honesta que as respostas nas conferências de imprensa.
    Seja no mais belo dos movimentos, seja no esgotamento desenhado nas caras dos jogadores ao minuto 120.
    O selecionador e treinador de Portugal Roberto Martinez parece ser um bom comunicador. Mas o que diz parece não ligar com a realidade. O que me causa estranheza.
    Martinez é claramente um bom comunicador na forma. Mas depois há o conteúdo.
    Às perguntas difíceis responde desconversando.
    É o modo "pergunta-me o que quiseres, respondo o que me apetecer."
    A forma é sempre imaculada. O discurso, todavia parece plástico.
    As respostas são sempre de um optimismo extremo.
    O jogo foi sempre magnifico. Os atletas insuperáveis e Ronaldo o maior de sempre e em todos os jogos.
    E o raio da estatística, fria e calculista, insiste em contrariar o otimismo da fórmula de comunicação do treinador.
    É uma boa lição para todos os comunicadores, ou como não fazer. A boa estética de comunicação não basta. As mensagens têm que ter suporte na realidade. Só assim emprestam credibilidade ao discurso.
    A menos que as teorias da pós-verdade tenham contaminado o futebol.
    Ou será que o futebol de alta competição é o precursor dessa forma de ver o mundo.
    Afinal no futebol o que hoje é verdade, amanha é mentira.
    Mas não há só comunicação menos real.
    Há excelentes surpresas também.
    Jogadores como Vitinha, Palhinha, Bruno Fernandes ou Bernardo Silva falam a linguagem das pessoas reais. Explicam o que fizeram, o que sentem, os sonhos e as dores. Sem fingimentos, olhando nos olhos.
    Vi o mesmo em Diogo Costa.
    As palavras da sua fala pública liga-se bem sua soberba prestação em campo.
    4 defesas, 3 na ronda de penaltis que apurou Portugal para a próxima ronda do europeu.
    Em busca de aprender um pouco mais sobre o fenómeno do futebol fui ouvir Rui Miguel Tovar. Jornalista, comentador e historiador do melhor desporto do mundo.
    TÓPICOS & TEMAS
    Inicio (00:00:00)
    A importância da linguagem corporal (00:00:12)Discussão sobre a comunicação no futebol, destacando a linguagem corporal dos jogadores e treinadores.
    A comunicação do treinador Roberto Martínez (00:01:32)Análise da comunicação do treinador, abordando a estética e o conteúdo de suas mensagens.
    A surpreendente atuação do goleiro Diogo Costa (00:02:41)Destaque para a atuação surpreendente do goleiro Diogo Costa e sua comunicação autêntica.
    A dinâmica do jogo entre Portugal e Eslovénia (00:03:38)Discussão sobre a dinâmica do jogo, incluindo momentos de tensão e reviravoltas.
    O desenvolvimento de Rui Patrício (00:13:40)Discussão sobre a evolução do jogador nas mãos do treinador Paulo Bento e seu papel como herói no Euro 2016.
    Diogo Costa e suas características (00:14:11)Análise das habilidades e atuação do goleiro Diogo Costa, incluindo sua capacidade de sair aos cruzamentos e habilidades com os pés.
    O futuro de Diogo Costa (00:15:30)Questionamentos sobre a permanência do goleiro em Portugal e seu potencial para jogar em clubes europeus de alta categoria.
    Desempenho dos treinadores portugueses (00:16:25)Reflexão sobre a presença de treinadores portugueses em competições de alto nível, como a Liga dos Campeões, e suas conquistas.
    Análise das defesas de Diogo Costa (00:18:27)Discussão sobre as defesas do goleiro nos penáltis, destacando sua técnica e habilidade.
    Estratégias de batedores de penáltis (00:20:19)Análise das declarações de Bruno Fernandes e Diogo Costa sobre as estratégias e intuições utilizadas na marcação e defesa de penáltis.
    Marcadores canhotos de penáltis (00:22:53)Exploração da tendência de destros marcarem mais penáltis, com exemplos de jogadores canhotos que marcaram ou não marcaram penáltis.
    Influência de Cristiano Ronaldo e sua mentalidade (00:24:25)Reflexão sobre a influência de Cristiano Ronaldo, sua liderança e mentalidade no contexto da seleção portuguesa.
    Desempenho de Cristiano Ronaldo (00:26:13)Discussão sobre o desempenho de Cristiano Ronaldo e sua titularidade na seleção portuguesa, considerando seu histórico e contribuição para a equipe.
    00:27:13 - Análise tática e posicionamento em campoDiscussão sobre a tática de jogo, posicionamento dos jogadores e críticas ao esquema tático da equipe.
    00:29:29 - Desempenho das seleçõesComparação do desempenho das seleções de futebol, destacando a sincronização da equipe e a atuação da Espanha.
    00:32:15 - Falta de dinamismo e movimentaçãoAnálise sobre a falta de movimentação e dinamismo da equipe portuguesa durante as partidas.
    00:35:31 - Expectativas para o próximo jogoDiscussão sobre as expectativas e desafios para o próximo jogo da seleção portuguesa.
    00:38:33 - Análise crítica do discurso do treinadorCrítica ao discurso do treinador e sua abordagem após os jogos, questionando a comunicação e as expectativas transmitidas.
    O jogo com a Eslovénia (00:40:33)Discussão sobre a atuação e desempenho do jogo entre Portugal e Eslovénia.
    Comunicação dos jogadores (00:44:26)Análise da comunicação dos jogadores nas conferências de imprensa e nas zonas mistas.
    A falta de acesso à informação (00:47:08)Reflexão sobre a falta de acesso dos jornalistas à informação sobre o que acontece dentro da equipe.
    Experiências de entrevistas (00:49:11)Experiências do locutor ao entrevistar treinadores e jogadores de futebol em diferentes contextos.
    Importância da comunicação dos jogadores (00:51:26)Discussão sobre a importância da comunicação dos jogadores para se aproximarem do público e transmitirem mensagens claras.
    Entrevista com Casillas (00:52:46)Rui Miguel Tovar compartilha detalhes de uma entrevista com Casillas durante a Copa do Mundo de 2010.
    Previsões para a Euro 2020 (00:53:45)Discussão sobre as apostas para a Euro 2020 e a análise das equipes favoritas.
    Portugal na Euro 2016 (00:54:36)Reflexões sobre a participação de Portugal na Euro 2016, destacando jogadores e desempenho da equipe.
    Expectativas para o jogo (00:55:52)Análise das expectativas para o jogo e a capacidade de Portugal de complicar a vida dos oponentes.
    Final da Euro 2016 (00:56:25)Recordações e análise da final da Euro 2016, incluindo a atuação de Rui Patrício e Cristiano Ronaldo.
    Vitória de Portugal na Euro 2016 (00:58:00)Reflexões sobre a vitória de Portugal na Euro 2016 e a importância da equipe como um todo.
    Superstição antes do jogo (00:58:18)Conversa sobre possíveis rotinas ou superstições antes dos jogos.
    Magia do futebol (00:58:56)Reflexões sobre a imprevisibilidade e a magia do futebol, destacando a influência do acaso e do desempenho individual.
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Ora viva! Bem vindos ao Pergunta Simples. O vosso podcasts sobre comunicação sofreram muito a ver Portugal no jogo com a Eslovénia? Sim, eu sofri e muito, confesso. E interrogo me porquê. Afinal é apenas um jogo de futebol, nada mais. Um espetáculo desportivo. Mas aparentemente é muito mais do que isso. Nesta edição falamos de futebol e de tudo o resto que a bola nos traz. É um programa de heróis e de vilões, de treinadores de bancada e adeptos que reclamam saber mais do jogo do que os melhores treinadores do mundo. E ai de que alguém os contrariem. Ser adepto não é fácil. Seguramente ser jogador de alta competição parece ser ainda mais difícil. A linguagem dos corpos em movimento e muitas vezes mais honesta do que as respostas nas conferências de imprensa, seja no mais belo dos movimentos, seja no esgotamento desenhado nas caras dos jogadores. Ao minuto 120, o selecionador e treinador de Portugal, Roberto Martínez, parece ser um bom comunicador. Mas o que diz por vezes, parece não ligar com a realidade, o que me causa alguma estranheza.
    JORGE CORREIA (00:01:32) - Martínez é claramente um bom comunicador na forma. Mas depois há o conteúdo e as perguntas difíceis, responde, desconversando. E o modo Pergunta me o que quiseres que eu respondo que me apetecer. A sua forma é sempre imaculada. O discurso, todavia, parece por vezes plástico. As respostas são sempre de um otimismo extremo. O jogo foi magnífico, os atletas insuperáveis e, claro, o Ronaldo, o maior de sempre de todos os jogos, é o rei da estatística. Fria e calculista, insiste em contrariar o otimismo da fórmula de comunicação do treinador. É uma boa lição para todos os comunicadores. Ou como não fazer? É que não basta uma boa estética de comunicação. As mensagens têm que ter suporte na realidade e só assim emprestam credibilidade ao discurso. A menos que as teorias da pós verdade tenham também contaminado o futebol. Ou será mesmo que o futebol de alta competição é o precursor dessa forma de ver o mundo? Afinal, no futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira. Lembram se da frase Mas não há só comunicação menos real.
    JORGE CORREIA (00:02:41) - Há também excelentes surpresas. Há jogadores como Vitinha, Palhinha, Bruno Fernandes ou Bernardo Silva. Falam a linguagem das pessoas reais, Entendem o jogo e conseguem explicá lo. Explicam o que fizeram, o que sentem, os sonhos e as dores sem fingimentos. E olhando nos olhos. Vi o mesmo em Diogo Costa, o guarda redes. As palavras da sua fala pública ligam se bem com a sua soberba prestação em campo. Quatro defesas, três na ronda de penaltis que apurou Portugal para a próxima ronda do Europeu. Em busca de aprender um pouco mais sobre o fenómeno do futebol e da linguagem do futebol e dos seus atores. Fui ouvir Rui Miguel Tovar, jornalista, comentador e, arrisco até dizer, historiador do melhor desporto do mundo. Viva! Rui Miguel Tovar, Jornalista, comentador. Eu arriscaria mais dizer que tu és historiador do futebol.
    RUI M TOVAR (00:03:37) - E.
    ...
    1 hr
  • O futebol é bom para o marketing? Daniel Sá
    Hoje é dia de falar do futebol enquanto máquina de marketing.
    Já repararam em toda a publicidade espalhada pelos estádios do Europeu de Futebol?
    E aquelas paredes de fundo carregadas de logótipos dos patrocinadores que aparecem atrás dos jogadores quando falam os jornalistas?
    Pois é: são os sinais da gigantesca máquina de mostrar anúncios a todos nós.
    Principalmente aos mais fervorosos dos adeptos.
    Portugal já recebeu 13 milhões de euros como compensação pela sua participação no europeu.
    Portugal, a federação portuguesa de futebol, bem entendo.
    Cada vitória vale 1 milhão.
    E o vencedor do europeu recebe um total acumulado de mais de 28 milhões de euros.
    E de onde vem este todo dinheiro?
    Principalmente da publicidade, do investimento das marcas e dos direitos de transmissão televisiva, radiofónica e imagens afins.
    Claramente o ‘marketing’ gosta do futebol e o futebol gosta do ‘marketing’.
    Olhemos por momentos para Cristiano Ronaldo.
    Ele tem quase mil milhões de fãs nas suas redes sociais.
    E mais do que um jogador Ronaldo é uma celebridade mundial.
    Portanto, todas as marcas associadas ao jogador recolhem o benefício da gigantesca notoriedade que Ronaldo tem.
    Basta ver a loucura nos estádios.
    Com miúdos e graúdos a invadir o campo, durante os jogos, em busca de tirar uma foto com o herói.
    Voltemos ao ‘marketing’.
    Quis ouvir Daniel Sá, o diretor do Instituto Português de Marketing, o IPAM.
    Para saber o que explica esta mútua paixão entre o ‘marketing’ e o desporto de alta competição.
    O futebol, sempre o futebol.
    Seja o ópio do povo ou uma boa desculpa para uma festa.
    Foi assim em 2016 com a vitória de Éder e mais 10.
    Ou na embriaguez coletiva de 2004 quando os gregos decidiram reinar em Lisboa.
    Talvez essa emoção das massas explique a paixão do ‘marketing’ pelo futebol.
    Conhecem melhor argumento para ajudar a comprar um produto ou serviço que a emoção?
    Sim, somos todos muito racionais.
    Mas como nos ensinou Damásio a emoção reina.
    Chuta Ronaldo!
    45 min
  • Como fotografar a emoção do futebol? – Miguel A Lopes
    Começou o Europeu de Futebol. O Euro 2024, jogado na Alemanha.
    Uma boa oportunidade para seguir o percurso dos repórteres que seguem a competição.
    Neste edição há grande fotografias.
    Sim vamos saber tudo sobre o dia-a-dia de um fotojornalista num grande evento desportivo europeu.
    TÓPICOS & TEMAS
    Abertura - 00:00:00 
    O momento chave - 00:00:12 O apresentador introduz o contexto do episódio, destacando a importância das fotografias no futebol.
    Experiências no Euro 2016 - 00:01:39 Miguel A. Lopes fala sobre sua experiência cobrindo o Euro 2016, incluindo a fotografia do golo de Éder.
    Identidade e superstição - 00:03:06 Miguel A. Lopes explica a escolha de seu nome profissional e compartilha uma curiosidade sobre ser confundido com outro fotógrafo.
    Preparativos e deslocamentos - 00:04:16 Miguel A. Lopes descreve os preparativos e deslocamentos necessários para cobrir os jogos do Euro 2024.
    Motivação para cobrir o Euro - 00:05:32 Miguel A. Lopes explica por que escolheu cobrir o Euro 2024 e compartilha sua paixão pelo evento.
    Fotografando o golo de Éder - 00:06:41 Miguel A. Lopes descreve o momento em que fotografou o golo de Éder na final do Euro 2016.
    Contando a história do jogo - 00:10:01 Miguel A. Lopes discute a importância de contar a história do jogo através das fotografias.
    Celebração após a final - 00:12:32 Miguel A. Lopes compartilha suas emoções e experiências após a vitória de Portugal na final do Euro 2016.
    Fotografando a chegada da seleção - 00:14:32 Miguel A. Lopes descreve a energia e carga emocional ao fotografar a chegada da seleção portuguesa para o Euro 2024.
    O fenômeno Ronaldo (00:14:41) A popularidade de Cristiano Ronaldo entre os imigrantes e o impacto nos jogos do Euro 2024.
    A imagem de Cristiano Ronaldo (00:16:59) A representação de Cristiano Ronaldo como herói e a sua relação com a fotografia.
    O trabalho do fotojornalista (00:18:12) Os desafios e limitações do trabalho de um fotojornalista durante os jogos e treinos do Euro 2024.
    A busca pela foto perfeita (00:23:55) A importância de capturar momentos que contem a história do jogo e a preparação do fotojornalista para identificar os jogadores.
    Preparação para fotografar (00:27:43) Discussão sobre a escolha de posição no estádio e estratégias para capturar as melhores imagens.
    Posicionamento estratégico (00:28:24) Análise das vantagens e desvantagens de ficar em diferentes áreas do estádio para capturar os momentos importantes.
    Planejamento do jogo (00:29:20) Decisões sobre o local ideal para fotografar e como evitar a duplicação de trabalho.
    Fotografia remota (00:30:36) Explicação sobre o funcionamento das câmeras remotas e como são controladas durante o jogo.
    Antecipação e preparação (00:31:47) Discussão sobre a importância da antecipação e sorte na captura de momentos únicos durante o jogo.
    Fotografando os jogadores (00:35:05) Identificação dos jogadores mais interessantes de fotografar e suas características durante o jogo.
    Expectativas para o Euro 2024 (00:36:14) Reflexões sobre a preparação e expectativas para a competição com base na experiência passada.
    Interagindo com os treinadores (00:38:30) Comparação entre os treinadores e a interação fotográfica com eles durante a competição.
    União da equipe (00:39:23) Observações sobre a coesão e espírito de equipe dos jogadores durante a competição.
    Técnica fotográfica (00:40:11) Explicação sobre como focar e capturar imagens em meio a uma aglomeração de jogadores durante o jogo.
    Fotografar jogos de futebol (00:41:07) Miguel A. Lopes fala sobre a técnica de fotografar jogos de futebol, destacando a importância de capturar os momentos mais emocionantes.
    Desafios técnicos da fotografia esportiva (00:42:15) Discussão sobre os desafios técnicos de fotografar jogos à noite e durante o dia, com metade do campo na sombra.
    Técnicas de foco e composição (00:43:09) Miguel A. Lopes explica as técnicas de foco e composição que utiliza para capturar diferentes tipos de fotografias durante os jogos.
    Equilíbrio entre fato e emoção na fotografia esportiva (00:44:06) A importância de capturar emoção e ação nos jogos de futebol, equilibrando a narrativa visual com a notícia.
    Expectativas para o campeonato (00:45:00) Miguel A. Lopes compartilha suas expectativas para o restante do campeonato e sua esperança de capturar momentos marcantes.
    Variedade de experiências fotográficas (00:46:00) Miguel A. Lopes destaca a diversidade de experiências fotográficas que ele tem, incluindo eventos esportivos e políticos.
    Bastidores da vida de um fotojornalista (00:47:04) Discussão sobre os bastidores da vida de um fotojornalista, incluindo a logística e os desafios enfrentados durante os eventos esportivos.
    Desafios na obtenção de credenciais (00:48:00) Miguel A. Lopes compartilha experiências sobre os desafios na obtenção de credenciais para eventos esportivos, incluindo problemas enfrentados por colegas.
    Esperança para a final e a importância da fotografia (00:48:59) A esperança de ver Portugal ganhar e a importância da fotografia como meio de capturar momentos históricos.
    Éder tem o pé pronto a rematar.
    À frente a bola. Os olhos na baliza.
    Estamos o minuto 109, no prolongamento da final do campeonato da Europa de 2016 no Stade de France em Paris.
    É esse momento que Miguel A Lopes tem no enquadramento da sua máquina fotográfica.
    Click. É o momento -1 antes do remate que deu o titulo europeu a Portugal.
    Nesse dia fotografou a celebração de Éder e dos outros. A desilusão de Grizman ou Mbapé.
    As lágrimas de Cristiano Ronaldo. Primeiro de dor, depois de alegria.
    Tal como plasmar para a história o momento em que Fernando Santos flutua no ar num momento de máxima emoção dessa final.
    O mesmo Fernando Santos que, profético, anunciou que só voltava a Portugal depois do jogo da final, trazendo a taça.
    Miguel A. Lopes está volta a um europeu.
    Para o fotografar para a agencia Lusa.
    Leva com ele cameras, experiência e até superstições.
    Nesta conversa guia-nos pelo seu trabalho na cobertura da participação de Portugal neste Euro 2024.
    Hoje está em Leipzig onde Portugal se estreia frente à Chéquia.
    Mas mesmo antes do jogo há muito coisa a fazer: viajar, marcar o lugar junto do relvado, preparar cameras, objectivas e computador.
    Sim durante o jogo um fotojornalista tira mais de 500 fotos, edita e envia-as quase em tempo real.
    Essas mesmas fotos que todos podemos ver quase de imediato nas páginas e redes sociais dos principais jornais, rádios e televisões.
    Aproveitem e vejam algumas nas páginas de Miguel A. Lopes. Vale bem a pena:
    https://www.miguelalopes.com/fotojornalismo
    https://www.instagram.com/migufu
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    JORGE CORREIA (00:00:12) - Ora viva! Bem vindos ao Pergunta Simples o vosso Podcasts sobre Comunicação. Cá estamos em pleno o Europeu de Futebol Europeu de 2024, jogado na Alemanha. Uma boa oportunidade para seguir o percurso dos repórteres que seguem a competição, neste caso, os fotojornalistas. Nesta edição há grandes fotografias, Sim. Vamos saber tudo sobre o dia a dia de um fotojornalista num grande evento desportivo europeu. Venham daí, olho vivo e pé ligeiro. Vai começar o jogo. Em um momento chave. Éder tem o pé pronto, rematar à frente, a bola, os olhos na baliza e estamos no minuto 109, no prolongamento da final do Campeonato da Europa de 2016, no Estádio France, em Paris. É nesse momento que Miguel A. Lopes tem, no seu enquadramento, na sua máquina fotográfica Éder Click e o momento -1 antes do remate que deu o título europeu a Portugal. Nesse dia fotografou a celebração de Éder e dos outros, a desilusão de Griezmann ou de Mbappé, as lágrimas de Cristiano Ronaldo, primeiro de dor na lesão, depois de alegria na vitória, tal como o plasmar para a história no momento em que Fernando Santos quase que flutua no ar num momento de máxima emoção.
    JORGE CORREIA (00:01:39) - Nessa final está tudo nas fotografias. O mesmo Fernando Santos que, profético, anunciou que só voltava a Portugal depois do jogo da final, trazendo a taça. E assim foi. Miguel da Ponte Lopes está de volta a um Europeu, desta vez na Alemanha. Ele vai fotografar para a agência Lusa e com ele leva câmara, experiência e até superstições. Nesta conversa, guia nos pelo seu trabalho na cobertura da participação de Portugal neste Euro 2024. Hoje está em Leipzig, onde Portugal se estreia frente à Checa. Mas mesmo antes do jogo, há muita coisa para fazer viajar, marcar o lugar junto do relvado, preparar câmaras objectivas e computador. Sim, Durante um jogo, o fotojornalista tira mais de 500 fotos, edita e envia as quase em tempo real. São essas mesmas fotos que todos podemos ver quase de imediato nas páginas e redes sociais dos principais jornais, rádios e televisões. Já agora, aproveitem para espreitar o Instagram do Miguel UFU. O link está na página de pergunta Simples. Estão lá momentos deliciosos dos bastidores da vida de um fotojornalista que mais parece um atleta de alta competição para nos retratar.
    JORGE CORREIA (00:02:51) - Os golos de Ronaldo e companhia. Miguel A. Lopes, fotojornalista Miguel Lopes, da agência Lusa. Sim, há Lopes O quê? Porquê? Porque é que eu aqui, no meio disto tudo.
    MIGUEL A. LOPES (00:03:06) - É assim quando quando eu fui tirar a carteira profissional já havia um Miguel Ângelo Lopes que é então a opção foi Eu também não, Eu também sou Ribeiro, mas não queria. Então a opção foi ficar. Eu também não queria o Ângelo, embora seja o Ângelo de família e não é nome próprio em nome de família da parte da minha mãe. E então aproveitei e ficou o Miguel. A Ponte Lopes então pronto, é o Miguel Lopes que é assim que me chamam. E mais tarde, só aqui uma curiosidade vim a saber porque começaram me a ligar,...
    50 min
  • Como aprender a voar? José Correia Guedes
    Hoje vamos voar.
    Sim, seguimos no habitáculo de um avião, especialmente atentos a todas as trocas de palavras que por lá são ditas.
    Entre pilotos, entre o avião e a torre de controlo ou entre o comandante, todos nós que seguimos sentados no papel de passageiros.
    Senhores passageiros, apertem os cintos, vamos descolar.
    TÓPICOS & TEMPOS
    00:00:00 Introdução - Introdução à carreira do Comandante Guedes na aviação civil.
    00:03:20 (Primeira experiência de voar sozinho) - As emoções contraditórias ao voar sozinho pela primeira vez.
    00:05:36 (Primeira grande emergência) - O incidente de emergência após a descolagem e a falta de experiência para lidar com a situação.
    00:07:41 (Lidar com o medo durante uma crise) - A ausência de medo durante a crise e o impacto emocional após o evento.
    00:10:46 (Reflexão sobre a responsabilidade) - O peso da responsabilidade de ter vidas sob sua responsabilidade e o alívio ao deixar de voar.
    00:11:24 (Início do sequestro) - O relato do início do sequestro durante um voo de Lisboa para Faro.
    00:13:27 (Estratégias durante o sequestro) - A importância de obedecer durante um sequestro e as estratégias adotadas para lidar com a situação.
    00:15:44 (Síndrome de Estocolmo) - A relação estabelecida entre assaltante e assaltado durante o sequestro.
    00:16:11 (Escolha de confiança e comunicação) - O Comandante Guedes fala sobre a escolha do sequestrador para se comunicar e a estratégia de negociação.
    00:16:53 (Negociação e intervenção policial) - Discussão sobre as negociações com o sequestrador e a intervenção das forças de segurança espanholas.
    00:19:06 (Resposta do governo português) - O papel do governo português na negociação e a recusa do pedido de resgate.
    00:20:10 (Concessões e negociações) - A estratégia de fazer concessões e o papel dos pilotos em situações de sequestro.
    00:21:07 (Empatia e negociação) - A importância da empatia e negociação para resolver a situação de sequestro.
    00:22:16 (Negociações finais e resolução) - As negociações finais e a proposta para resolver o problema do sequestro.
    00:24:09 (Desfecho e consequências) - As negociações finais, desfecho do sequestro e as consequências para o sequestrador.
    00:28:43 (Conclusão e reflexão) - O que o Comandante Guedes aprendeu com o episódio do sequestro e o percurso do sequestrador após a libertação.
    00:29:13 (O percurso do Comandante Guedes) - Comentários sobre a trajetória profissional e pessoal do Comandante Guedes, incluindo um episódio específico de superação.
    00:30:16 (Confiança nos pilotos) - Discussão sobre a confiança dos passageiros nos pilotos, especialmente em relação à presença de mulheres no cockpit.
    00:30:46 (Mulheres na aviação) - Reflexões sobre a entrada de mulheres no cockpit, desafios e características positivas observadas.
    00:35:22 (Tecnologia na aviação) - Exploração do papel da tecnologia na aviação, incluindo a confiança nos sistemas automáticos.
    00:36:22 (Conflito entre humano e máquina) - Discussão sobre a potencial tensão entre a experiência do piloto e a confiança na tecnologia.
    00:40:10 (Confiança na tecnologia) - Reflexões sobre a confiança dos mais jovens na tecnologia e a sua disposição para voar em aeronaves sem pilotos humanos.
    00:41:34 (Erro humano e responsabilidade) - Análise de um incidente específico em que houve um equívoco na comunicação entre pilotos e as consequências disso.
    00:42:26 (Problemas Mecânicos na Aviação) - Discussão sobre problemas técnicos em aeronaves e a importância do controle e manutenção.
    00:44:37 (Concorrência na Indústria Aeronáutica) - Comparação entre as empresas Boeing e Airbus e suas inovações tecnológicas na aviação comercial.
    00:47:04 (Problemas na Boeing) - Análise dos problemas enfrentados pela Boeing, incluindo questões de segurança e concorrência.
    00:49:58 (Desafios de Treinamento Militar) - Dificuldades no treinamento de pilotos militares e a adaptação a novas tecnologias e idiomas.
    00:51:55 (Impacto da Tecnologia Militar na Vida Civil) - Reflexão sobre como os avanços na tecnologia militar beneficiam a vida civil, incluindo a aviação comercial.
    00:52:30 (Aprendizado com Guerras) - Discussão sobre como as guerras impulsionam o desenvolvimento tecnológico e a aprendizagem em diversas áreas, incluindo a aviação.
    00:53:53 (Segurança na Aviação Comercial) - Abordagem da segurança na aviação comercial e estratégias para tranquilizar passageiros com medo de voar.
    00:55:35 (Turbulência e correntes de jato) - Explicação sobre turbulência de ar limpo e correntes de jato.
    00:57:19 (Importância do cinto de segurança) - Discussão sobre a importância do uso do cinto de segurança em aviões.
    00:58:33 (Procedimentos em emergências) - Explicação sobre os procedimentos de emergência na aviação comercial.
    00:59:50 (Comunicação e feedback) - Ênfase na importância da comunicação clara e do feedback entre os pilotos.
    01:00:29 (Pilotagem manual e segurança na aviação) - Reflexão sobre a pilotagem manual e a evolução da segurança na aviação.
    01:02:16 (Conclusão e agradecimentos) - Encerramento da conversa e agradecimentos finais.
    Pilotar um avião é uma tarefa difícil.
    Entender a máquina, compreender a meteorologia, navegar pelos céus e pelos caminhos dos aeroportos.
    Isto é a rotina.
    Mas o convidado desta semana tem múltiplas histórias de carreira que desafiam esta paz e previsibilidade que nos descansa.
    Quis o destino que José Correia Guedes tenha sido posto à prova logo no seu primeiro voo.
    Mesmo no primeiro. O primeiro voo sozinho, sem instrutor a bordo.
    Ora o avião de um só motor, calou-se.
    Sim, o motor falhou em pleno voo.
    E tudo ficou em suspenso. O avião, o piloto, até o coração do piloto, suspeito que até a respiração.
    E o avião planou…
    Já vamos ouvir esta história.
    Até porque na carreira de piloto José Correia Guedes tem para contar o dia em que o seu avião foi sequestrado.
    O voo da TAP seguia de Lisboa para Faro quando um homem entrou armado na cabine ordenando que os pilotos mudassem a rota para Madrid.
    Vamos saber tudo sobre os longos minutos de negociação que se seguiram.
    Afinal, a comunicação é uma ferramenta vital para nos contar como está o tempo lá no ar e para evitar uma catástrofe que podia acontecer se aquela arma carregada fosse disparada.
    A indústria das viagens aéreas melhorou muito a sua segurança. Não só analisa e corrige as causas de acidentes como está um passo à frente: investiga todos os quase-incidentes.
    Os típicos “não aconteceu mas podia ter acontecido”
    Também nestes casos há procedimentos de correção aplicados em todos os aviões ou processos de todo o mundo.
    O comandante José Correia Guedes usa uma curiosa expressão na sua rede social Twitter, ou X, como agora de baptizou.
    É a expressão: “Então pá?” Cunhada pela boca de um chefe quando o chamou para falar de algo que não correu como era esperado.
    Nos casos de emergência, cada piloto de avião tem 3 palavras-guia: voar, navegar e comunicar.
    Apertem os cintos e tenham nervos de aço.
    Afinal, como todos os pilotos.
    Siga a página de José Correia Guedes aqui https://x.com/cpt340
    ou aqui https://www.instagram.com/cptboeing/
    LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
    0:12
    Olá, vivão! Bem
    -vindos ao Pregunta Simples, o vosso podcast sobre comunicação. Hoje
    vamos voar. Sim,
    seguimos no cockpit de um avião, especialmente atentos a todas as trocas de palavras que por lá são ditas. Entre
    pilotos, entre o avião e a torre de controle, ou entre o comandante e todos nós que seguimos lá atrás no papel de passageiros. Por
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    isso, senhores passageiros, apertenha os cintos e vamos descolar. Pilotar
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    um avião é uma tarefa difícil. Entender
    a máquina, compreender a metrilegia, navegar pelos céus e pelos caminhos do zero a portos. Tudo
    isto é rotina, mas não é por isso que é fácil. O
    convite a de desta semana tem múltiplas histórias de carreira que desafiam esta paz e previsibilidade que nos descansa. Que
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    isso é o destino que José Que -Réia Guedes, o comandante de Correia Guedes, tinha sido posto à prova logo no seu primeiro voo. Mesmo
    mesmo no primeiro, exatamente no primeiro voo sozinho, sem estrutura bordo. Ora,
    o avião de um só motor na altura dos treinos calou -se. Sim,
    1:26
    o motor falhou em pleno voo e tudo ficou em suspenso. O
    avião, o piloto, até o coração do piloto, suspeita que até a respiração. E
    o avião planou. Já
    vamos ouvir o resto da história. Até
    porque na carreira do piloto, comandante José Correia Guedes, há para contar o dia em que o seu avião foi sequestrado. O
    1:47
    voo da TAP seguia de Lisboa para Fáron, quando um homem entrou armado na cabine, ordenando que os pilotos mudassem a rota para a Madrid. Vamos
    saber tudo sobre estes longos minutos de negociação que se asseguiram. E
    essa viagem entre Lisboa e Madrid e depois o seu regresso. A
    2:05
    final, a comunicação, uma ferramenta vital para nos contar tudo, desde coisas tão banais como é que está o tempo lá fora ou para evitar uma catástrofe que podia acontecer se aquela arma carregada fosse disparada. No
    caso das emergências, a questão da comunicação ainda mais crítica. A
    2:22
    indústria das viagens aéreas melhorou muito a sua segurança, não só analisa e corrige as causas de acidentes, como está um passo à frente. Investiga
    todos os quase acidentes. Os
    típicos não aconteceu, mas podia ter acontecido. Também
    2:38
    nestes casos há procedimentos de correação que são aplicados a todos os aviões ou processos em todo o mundo. O
    comandante José Correia Ghetts usou uma curiosa expressão na sua rede social no Twitter ou o X como agora se diz. E
    a expressão é então pá, cunhada pela boca de um chefe quando o chamou para falar de algo que não corrou tão bem como era esperado. Nos
    2:59
    casos de emergência,...
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