Será que nos convencem melhor pelo medo ou pela esperança?
A pandemia trouxe a comunicação para o centro da vida coletiva. Máscaras, vacinas, confinamentos e expectativas de “regresso ao normal” foram acompanhados de mensagens públicas que nem sempre corresponderam à realidade. O episódio do Pergunta Simples com a professora Beatriz Casais, especialista em marketing social na Universidade do Minho, mergulha nesta questão essencial: como comunicar para mudar comportamentos que beneficiam o indivíduo e a sociedade?
Comunicação, pandemia e gestão de expectativas
Beatriz Casais lembra que a comunicação em saúde durante a COVID-19 enfrentou um paradoxo difícil: por um lado, era necessário criar esperança e mobilizar as pessoas para adotarem comportamentos de proteção; por outro, a realidade mostrava avanços e recuos, com novas ondas, novas variantes e sucessivos reforços da vacinação.
Esse desfasamento entre expectativa e realidade gerou frustração. E colocou em cima da mesa a questão central: como gerir a perceção pública sem criar desilusão permanente?
Segundo a investigadora, o segredo está na perceção de eficácia. As pessoas só aceitam sacrifícios — usar máscara, adiar encontros, tomar vacinas — se acreditarem que a ação é eficaz e traz benefícios reais. Se essa confiança falhar, cai por terra todo o esforço de comunicação.
Medo ou estímulos positivos?
O marketing social tem duas ferramentas principais: apelos negativos (medo, choque, culpa) e apelos positivos(benefícios, bem-estar, qualidade de vida).
Estudos mostram que, no curto prazo, os estímulos negativos funcionam melhor: imagens chocantes nos maços de tabaco, campanhas rodoviárias de choque ou a dramatização do risco durante a pandemia. Mas, a médio e longo prazo, estes estímulos saturam e até provocam rejeição.
O verdadeiro desafio é criar hábitos consistentes. E para isso é preciso mostrar o lado positivo: o prazer de uma vida mais saudável, a qualidade de vida que advém de mudar comportamentos, a sensação de bem-estar coletivo quando cada um faz a sua parte.
O custo e o benefício
Um dos conceitos centrais do marketing é a relação de custo-benefício. Para mudar comportamentos sociais, a lógica é a mesma:
O custo pode ser o desconforto de usar máscara, o preço de um produto mais sustentável, ou o esforço de acordar cedo para fazer exercício.O benefício tem de ser claro: proteção da saúde, impacto ambiental positivo, qualidade de vida futura.Sem este equilíbrio, a comunicação não resulta. Por isso, as campanhas eficazes combinam incentivos concretos (como o IVAucher ou deduções fiscais nas faturas) com a criação de barreiras aos comportamentos indesejados (como a proibição de fumar em espaços públicos fechados ou a dificuldade de acesso ao tabaco).
O consumo ético e a contradição humana
Beatriz Casais também investiga o chamado consumo ético: escolher produtos sustentáveis, justos e socialmente responsáveis.
O problema é que entre a intenção e a ação abre-se muitas vezes uma lacuna. Queremos comprar produtos mais éticos, mas cedemos ao preço mais baixo, à conveniência do supermercado ou ao apelo emocional de outros produtos.
E é aqui que entra o papel das empresas e do sistema: democratizar o consumo ético. Tornar produtos sustentáveis acessíveis em preço e em distribuição, para que a escolha “certa” não seja um luxo para poucos, mas uma prática possível para muitos. Caso contrário, o “green” arrisca tornar-se apenas o novo símbolo de status.
A geração que vai mudar o mundo
Um dos pontos mais entusiasmantes da conversa é o retrato da nova geração. Jovens adultos informados, críticos e exigentes, que avaliam as empresas não apenas pelo salário, mas também pelos valores.
Hoje, já não são apenas os recursos humanos a “contratar” pessoas: são também os jovens que decidem se contratam a empresa. Se não houver políticas de sustentabilidade, responsabilidade social e qualidade de vida, simplesmente recusam trabalhar lá.
Este movimento está a transformar o mercado de trabalho e o consumo. De um lado, gera pressão para que as empresas se tornem mais verdes, mais éticas e mais humanas. Do outro, está a criar novos estilos de vida, mais simples e focados no essencial: tempo, bem-estar, natureza, relações humanas.
Do marketing comercial ao marketing social
No fundo, o que esta conversa mostra é que o marketing não serve apenas para vender sapatos. Pode ser usado para salvar vidas, promover saúde, proteger o ambiente ou gerar mais justiça social.
Mas para ser eficaz, não pode limitar-se à sensibilização. Tem de estruturar sistemas de incentivos e barreiras, reduzir obstáculos e, sobretudo, mostrar de forma clara que o benefício compensa o sacrifício.
Conclusão
No Pergunta Simples, Beatriz Casais deixa-nos uma ideia clara: o futuro da comunicação socialmente relevante passará por alianças entre comunicação, políticas públicas e empresas. O marketing social pode ser uma ferramenta poderosa para mudar comportamentos e melhorar a vida em comunidade — mas só se for capaz de equilibrar medo e esperança, custo e benefício, indivíduo e coletivo.
E talvez até as galinhas já tenham percebido isso: os consumidores estão a preferir ovos de galinhas criadas ao ar livre, e as empresas foram obrigadas a adaptar-se. Se até os ovos mudam, por que não haveríamos de mudar nós?
LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO
Vivam.
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0:30
Numa destas plataformas, 12345 estrelas é o máximo.
É que assim o Santo algoritmo funciona e mais pessoas vão descobrir que é um podcast que fala dos temas da comunicação.
Se visitarem o refrescado site perguntasempre.com podem ver que é é ainda mais fácil subscrever o partilhar.
0:50
O programa obrigado por isso.
Hoje é dia de falar de marketing social.
1:06
Há várias maneiras de convencer as pessoas a fazerem determinadas coisas.
Podemos usar estímulos positivos ou estímulos negativos, e a comunicação é ferramenta usada frequentemente para criar muitos destes estímulos a ter esta uma disciplina do marketing que se dedica a estudar e a desenvolver estratégias para aplicar no ambiente social isto marketing social.
1:29
Ao contrário do chamado Martim comercial, quer que os cidadãos tomem decisões conscientes que os beneficiam a si ou à comunidade.
No fundo é, ao invés de estimular a compra de bens ou serviços, o marketing social pode ajudar em temas como os da proteção da saúde, o aumento do bem-estar nestes tempos todos já fomos expostos ao medo para modular o nosso comportamento, o medo do vírus, mas também a sensação de estar a contribuir para a proteção dos outros, usando, por exemplo, uma simples máscara.
2:00
Convidada desta semana é Beatriz casais, professor de marketing na escola de economia e gestão da universidade do Minho.
Olhando para os números da COVID-19 para o calendário, antecipou que os marketing, comercial, social e da saúde pública se vão conjugar fortemente nas próximas semanas com o Natal.
2:20
Ou em suspenso Beatriz, nós temos que ter sempre Natal.
Depende da nossa forma de encarar o Natal.
Quer estejamos confinada, 12 quer estejamos com numa nova normalidade, que é isso que é nova normalidade.
Obriga a ter 11 forma de encarar uma forma diferente de encarar a realidade ou é naquilo que era o regresso da da normalidade antiga?
2:44
Nós temos sempre que ter Natal é pela forma como encaramos, seja de forma mais é restritiva ou menos restritiva.
O Natal estava entrando nós e na forma como nós nos damos aos outros, nós que somos da comunicação é, estamos a lidar com uma coisa, um ano e meio, quase 2 anos, a lidar com uma coisa chamada expectativa, que é, nós acreditamos que Agora É Que É depois desta onda.
3:09
Já nunca mais pensamos na COVID-19 agora, com a vacinação é que é Agora É Que É EE voltamos sempre parece que um bocadinho atrás em termos de comunicação, isto é difícil de gerir ou não, e a gestão das expectativas, que é precisamente um paradoxo, o paradoxo da gestão das expectativas.
3:27
É que quando nós não temos uma realidade que vai ao encontro daquilo que nós esperamos ser o desejável, vamos estar sempre insatisfeitos e, portanto, é a forma de gestão das expectativas.
Tem que ser é de acordo com aquilo que é mais razoável e mais provável de acontecer.
3:46
Se nós temos umas expectativas mais próximas daquilo que vai ser a realidade e príncipe, as pessoas vão ficar satisfeitas e até superar as expectativas ao ponto de dizer se ela, afinal, até nem foi tão mal assim.
Penso que viria a expectativas de nós regressarmos ao normal antigo após a vacinação e temos que perceber que estamos numa realidade um pouco diferente, que é do novo normal, em que as máscaras têm que continuar em que os cuidados de distanciamento também tem que se manter e temos que nos adaptar ao ao e esse novo normal para que possamos ficar satisfeitos e precisamos viver a nossa vida de uma forma mais normal possível.
4:31
Com uma promessa e foram criadas expectativas do facto com a promessa de do dia da Liberdade ao gordão em outubro e vamos voltar a vamos regressar à normalidade.
O antigamente parece que agora que as expectativas estão aceitos, frota da se, portanto, que parece que, afinal, tudo aquilo que foi feito não foi suficiente.
4:55
Eu penso que está em termos de comunicação e nós somos da da da comunicação, precisamente.
É muito importante é perceber, é.
Quando se procura trabalhar a comunicação para um efeito Martins e ao que é da da da vacinação, cremos adesão da população para a vacinação é dada uma promessa que é é vacinação vai ser a solução desta, desta pandemia.
5:17
A vacinação vai ser a solução para todas as restrições que que temos quando na verdade percebemos que agora vamos ter que cantar constantemente, fazer reforços da da nossa capacidade imunitária com é diferentes doses de de e contínuas doses de de vacinação.
5:33
E tu achas que isso foi uma?
Fomos nós que quisemos acreditar nisso, disseram nos isso ou ou é um processo inevitável.
No fundo, nós, quando percepcionamos que há uma Esperança de regresso à normalidade de nos livrarmos deste estresse com que vivemos, presta atenção que vemos no nos no último ano e meio.
5:53
É inevitável que, mesmo que não nos digam isso que nós temos aquelas secretas pressa, que Agora É Que É ou pelo contrário, a condução da comunicação como ela.
Está a ser feita Como Ela É feita, atende exatamente a criarmos essa essa cenoura, essa.
6:09
Essa Esperança é importante.
Depois ficamos todos.
Oh, era isto?
Bom é.
Nós temos que perceber que nesta situação da pandemia há aqui um elemento que nenhuma das partes controle antigo aqui, em nenhuma das partes, ou seja, nem o público alvo alvo.
Os setores da comunicação, nem os emissores.
6:26
As entidades de saúde e os comunicadores que estão envolvidos Na Na comunicação de saúde pública.
E esse aumento é uma constante incerteza em uma grande incerteza, soja.
É nós então, no início da pandemia e ao longo deste processo, nós havia muito mais é OA quantidade de informação em falta é muito maior que a quantidade de informação que todos nós dispúnhamos e por isso mesmo estamos aqui a lidar com é é fazer comunicação com base na incerteza, quando nos fazem um conjunto de promessas que criam naturalmente uma expectativa de que se nós tivermos um conjunto de ações e medidas, é a pandemia, vai acabar e tudo vai vai correr bem.
7:07
E vai acabar tudo bem.
É naturalmente que essa abordagem é necessária para conseguir adesão do do cidadão.
Se esse conjunto de medidas, o acreditar que essas medidas são eficazes, a percepção de eficácia é absolutamente essencial para qualquer processo de de comunicação de Martin social, pois não acreditarem que vale apenas pessoas, não, não, não, não fariam aquilo que supostamente tem que fazer.
7:34
Se elas não, se elas não tiverem um mínimo de fé, de que um processo de vacinação ou de uso de máscara ou outro qualquer.
De que aquilo pode ser um caminho, as pessoas vão dizer a escalar, não faço isto naturalmente é a mesma coisa.
Quando nós estamos a dizer que o fumar tem efeitos prejudiciais na saúde e provoca o cancro de pulmão.
7:53
Certamente que há muitas pessoas que desenvolvem cancro do pulmão que nunca fumaram e muitas pessoas que fumam e que não desenvolvem é quem que não no do pulmão é, mas é, é a comunicação tem que ser suficientemente evidente e tem que haver evidência também científica, de que a probabilidade é muito significativa que justifique.
8:11
Que haja ali 11 certo sacrifício e na nas quando estamos a falar de Martin social, estamos a falar de uma relação e entre um custo, um sacrifício que fazemos.
Tem que seja uma mudança as nossas vidas que fazemos é em troca de uma promessa de bem-estar social, bem-estar individual EE social e, portanto, quando a pessoa usa máscara, usa naturalmente com sacrifício, porque impede nos de de respirar corretamente, porque faz calor, porque é incomodativa aqui um sacrifício muito grande.
8:43
Y só tem se conseguir perceber do outro lado, que há uma evidência é de benefício individual e coletivo, embora saibamos que exista uma porcentagem de probabilidade de não ser totalmente eficaz.
Mas aqui, por sessão de eficácia é muito grande.
9:00
Aqui nós, você, nós temos que tenho, isso é, é a pessoa tem que se manter a comunicação do que a vacinação é efetivamente eficaz na prevenção da doença é grave, apesar de podermos não ter o Natal que desejaríamos e temos que nos adaptar.
9:16
Ao novo normal entender essa percepção da eficácia é, é muito importante, é embora também.
Devo dizer que quando nós temos a trabalhar em termos de marketing social, é nem todas as ações que nós procuramos dos cidadãos não tenham que ser necessariamente voluntárias ou soja.
9:35
É aqui o efeito de criar uma medida obrigatória que escute, escute muito nas Na Na em relação a ao uso de máscaras, né?
É é conseguir que as pessoas tenham terminado comportamentos já do.
Não, porque efetivamente consideram o que é adequado ou porque fazem de do livre espontânea vontade por resultado das ações de comunicação, mas por a instituição de uma legislação em que o torna obrigatório determinado comportamento é sob pena de pessoa ter 11 multa, ter uma pena ou de ser é penalizada.
10:11
Isso também pode ajudar, obviamente, a convencer as pessoas, mas que não seja pelo medo.
Estímulos positivos, estímulos.
É negativos, é, é a tua receita, vai mais pra onde?
Como é que, como é que é o marketing social?
É, poderia ajudar-nos a resolver esta crise é vale mais dizer, veja lá, usa máscara ou é ou usa máscara ou vanil polícia EE leva uma multa.
10:34
Bom, eu sou da área da da gestão e por isso mesmo não posso ter receitas, é minha resposta é, não existe uma receita, vai depender do forno e vai depender do tipo de de ingredientes que vou usar.
Vou deixar mais tempo no forno ou menos do tempo no forno que eu quero dizer é que eu tenho que ter uma capacidade de análise do contexto, de perceber o que é que estamos a falar que tivemos a falar de prevenção.
11:00
Rodoviária é diferente, estamos a falar de questões ambientais ou de estarmos a falar de diferentes causas de saúde pública e dentro da da saúde pública.
Diferentes assuntos também que que merecem uma atuação diferenciada.
Ou seja, eu tenho que ser capaz de perceber qual é a mensagem que quero passar e qual é o público alvo.
11:19
Para quem é vou, vou falar em termos de ficar, se tanto isso para dizer que não há uma receita e.
Vista humano, se vá havia nao isso diagnóstico do que que funciona melhor ou pior, mas de fato já evidências de que é no curto prazo é muito mais eficaz uma comunicação negativa.
11:38
Dia pior, os de medo, de sentimentos, de culpa que traz o choque.
Associados é em fato isso.
Para o isso as pessoas e tem um efeito muito grande, né?
No comportamento preventivo em relação ao terminado, é, é assunto, por exemplo, no caso da da saúde pública, que contém, imagino, que alguns efeitos colaterais, como por exemplo o medo pode conduzir aqui nós não só no exemplo que estamos a falar agora, não precisamos usar uma máscara porque temos medo, mas ao mesmo tempo se temos medo.
12:11
Por exemplo, podemos já não ir ao restaurante, podemos já não ir consumir alguma coisa.
Este impacto, não.
Essas gotas exclusivamente no ato da máscara ou nato da da proteção da kovi, tem depois 11 aulo.
A volta de estudo sim, em termos comportamentais, né?
É incerteza.
12:27
Um maior é as pessoas que são mais avessas ao risco, mais avessos à incerteza tendem geralmente até as pessoas mais de idade tendem a ter 11 e ia se ia responder mais favoravelmente a estes impulsos mais negativos de medo.
12:42
EE de choque.
O que que acontece é com o passar do tempo, as pessoas, se existe 11 efeito de saturação e esse efeito saturação nas na comunicação sabemos que temos.
Tem um efeito bumerangue, tem um efeito exatamente contrário àquilo que era Oo expectável inicialmente, e por isso, AA partir de algum tempo estas estas sensações, estes sistemas de medo e de de choque, deixam de funcionar.
13:07
Eu vou dar um exemplo da do master vácuo que tem as imagens chocantes dos efeitos negativos do do consumo de tabaco que o que acontece é que os fumadores é compram uma carteira onde colocam umas tabaco.
Evitam onde olhar para a imagem.
13:24
Está tudo bem, portanto, tendem a desenvolver um controle desse.
Foi tu, se e desses estímulos de medo para si, de como autodefesa, tanto no longo prazo e estes estímulos negativos, estes estímulos de medo deixam de de funcionar.
13:39
É e portanto, quando nós estamos a trabalhar num, num, num domínio do longo prazo, enquanto que Na Na prevenção Rodoviária nós queremos, naquele momento, a pessoa tenha noção de conhece uma pessoa que teve um acidente que ficou gravemente ferida.
É EEO, que que é?
A estrada é particularmente perigosa que tem tido x mortes na no último ano.
13:58
Isto funciona, mas depois, para AO longo prazo, nós queremos é gerar hábitos de vida.
Se os de vida que sejam consistentes e portanto para serem consistentes, nós temos que usar os apelos positivos que apelamos.
14:15
AA como é que um determinado comportamento e forma de estar pode-se é, pode ter como consequência um a qualidade de vida ou soja?
Como é que é a desabituação da base que pode gerar mais qualidade de vida?
Como é que é possível é estar num ter uma vida mais saudável, é fazendo mais desporto prevents determinada determinado ciumentos na sua alimentação, ou seja, mostrar o lado bom do comportamento desejado para que eu possa ser sustentado e se enquadra naquilo que é, abre um hábito e um estilo de de vida das pessoas mais propensas ao risco.
14:54
É este.
Este tipo de apelos vai vai funcionar melhor tanto quando estamos a falar de um confinamento em que se mostram um conjunto de restrições as pessoas que são mais propensas ao risco às vezes tendem a diferença, mas eu até posso sair aí eu até posso fazer isso.
Quando OOA comunicação até deve ser.
15:12
Olha, posso ficar em casa e pode desenvolver um conjunto de outras atividades.
Pode mostrar o lado bom daquilo que o comportamento é desejado e, portanto, é.
Não há uma receita, nós temos que olhar.
Cara, o assunto para Oo tema que queremos abordar, perceber se há um efeito mais do longo prazo ou de um efeito de curto prazo para quem é que estamos a falar.
15:35
São pessoas mais avessas ao risco ou mais propensas a tomar riscos e também ao contexto da situação em causa.
Ou seja, se nós temos numa situação epidemiológica muito severa, é naturalmente que 111 imagem de choque terá mais efeito quando a pessoa, no caso, No No contexto que vivemos agora.
15:57
Tenham de comunicar a prevenção a covide com vacinação ou sem vacinação é efetivamente diferente.
É porque, porque não são de risco, é diferente.
EE lá está, temos que olhar para uma comunicação de restrições pandémicas numa situação sem vacinação e com vacinação.
16:16
Em temos que enquadrar AA vida num novo normal e, portanto, temos que olhar também para a situação epidemiológica, sob pena de estarmos é propor uma comunicação muito chocante, muito do medo.
Quando as pessoas poderão reagir de forma contrária, dizemos, afinal, a situação não é assim tão tão grave.
16:32
Então e como é que se pode estabelecer uma estratégia para convencer?
É aquilo que eu poderia chamar, os que são do contra, os que são negacionistas, os que recusam até o vírus até a vacina, até medidas de proteção é e que consistentemente o fazem, é aparentemente é comunicação.
16:53
Aqui não tem tanta eficácia.
Ou tu achas que é normal?
Que exista sempre um grupo de pessoas que, exatamente por causa do seu contexto, tem uma ideia muito própria sobre o tema.
E por que este tema ou outro qualquer e dizem eu sobre isso?
17:08
Não quero fazer aquilo que supostamente o bem comum é que me proteger a mim e que protegia a sociedade, não é?
Quando nós temos a falar de negacionistas, temos a falar de pessoas que negam Oh partida, qualquer estímulo de comunicação, sobrevivência e, portanto, que se se associam num subgrupo é que é por si só.
17:28
É de de negação.
Aqui o que é o status quo?
E tanto é isso, é o trabalho de comunicação a uma pessoa que se associa essa forma de pensar.
Torna-se bastante difícil.
Eu gostaria de de refletir mais sobre as pessoas que efetivamente se problematizam sobre esta situação.
17:49
Mas então, mas já estamos vacinados ou maioria da população já está vacinada?
E aqui que ver diferentes contextos, Portugal está numa situação bastante privilegiada, relativamente a outros países da Europa.
Tendo em conta os índices de de vacinação e precisa de estratégias, Martin social tem também de comunicação.
18:05
Tem que ser diferente de outros países em que o objetivo é é é promover AA vacinação?
É, mas é.
Eu queria salientar que para isso é não basta só trabalharmos em termos de comunicação e com e com estímulos de comunicação.
18:21
Ou seja, não basta simplesmente trabalharmos a sensibilização das pessoas.
O Martin social é precisamente é mais do que simples.
Se a civilização e é mais do que simples.
Comunicação de de um determinado tempo.
É, então é o cara.
O equilíbrio é o equilíbrio entre uma relação de benefício e de relação de custo.
18:42
Aliás, esta é base teoria base do Martin esta relação de troca.
A pessoa comprou um hã, patos é e para comprar esse sapato está disponível pra dar 70, EUR, consoante, valoriza mais ou valoriza menos o benefício desse chapati quer tenha ou não os 70 EUR e portanto é nesta relação de custo benefício a pessoa, dizem estes sapatos vão em 70 EUR e os outros?
19:03
Essa pátria não valem 70 EUR.
Então tem nesta relação do peso, da balança, do equilíbrio do do, do, do custo, do sacrifício compensar o benefício ou não.
E quando nós estamos a falar aqui na, no ambiente social, a pessoa tem que pensar também no tanto no individual, como no coletivo.
19:20
Ser determinado custo.
Ou seja, se determinado sacrifício se é a mudança de um comportamento, é só por si, um custo, um custo psicológico.
Mudar é preciso deixar de fumar.
É um custo psicológico de mudança.
Sua anta, Sasha, 6 da manhã para ir fazer exercício físico antes de de ir trabalhar.
19:39
É um custo, é um sacrifício e, portanto, nós só conseguimos a obtenção de um determinado comportamento desejado se passou a considerar que o benefício compensa o custo hora se sensação de benefício não for bem comunicada ou se não for bem percebida ou se não houver até a eficácia percebida no caso da vacinação.
19:58
Acho que isso é muito importante, a pessoa perceber que aí a eficácia nesse nesse benefício.
Não vai estar disponível a tira o custo, nem que o custo seja unicamente se deslocar para um centro de vacinação.
Portanto, o que nós temos que fazer, temos que comunicar sim, mas temos que trabalhar.
20:15
Esta relação da balança e entre o benefício, o benefício que não é só individual, mas o benefício comum e o custo, e para isso é um conjunto de técnicas, por exemplo, é incrementar incentivos individuais para que a pessoa perceba melhor o benefício.
20:32
Vou dar um exemplo.
Nós andamos durante anos e anos já fazendo uma comunicação Ministério das finanças, sendo durante muitos anos.
Para fazer uma comunicação para promover é, é, é.
As faturas para que o consumidor, em qualquer estabelecimento pedir fatura com número de contribuinte e havia mensagens do gênero é peça fatura com número, contribuindo para evitar a evasão fiscal.
20:54
Quando todos pagam, todos pagam menos e havia unicamente anúncios publicitários.
Com isto e a evasão fiscal só foi efetivamente trabalhada numa perspectiva um cadinho mais abrangente.
Quando se montou um esquema, é um programa de Martins social integrado, onde?
21:13
Se dá em se aumentou o nif, icio coletivo e a sensação de benefício que não é simplesmente eu estou a contribuir para a evasão fiscal ou pedir fatura, não é?
Tenho.
E eu estou a dar uma coisa, mas torcer, virar alguma coisa em troca.
Isso é e era uma coisa importante.
O IVA walcher, por exemplo, pode pode ser um problema que entra exatamente nesse templo, é fatura, é OOO concurso.
21:36
Inicialmente era um carro, pois são certificados de aforro, portanto, o fato de haver uma autoria associada dever é deduções fiscais.
Automática, sem que eu não tenho que fazer nada para depois poder ter é, é dedução na no, no irs, Ed.
21:52
Temos que um sistema integrado e automático de deduções e de incentivos fiscais, e isto está a aumentar o benefício, consoante o custo e o custo que que é é ter perder mais tempo no estabelecimento comercial, a dar o meu número de contribuinte e até uma certo custo de de de testar a dar informações pessoais de onde é que a pessoa compra, onde está e quando compra e o que compra naturalmente aqui sempre.
22:17
Preocupa ter essa partilha de informação é pessoal, exatamente saber que tu fosse tão determinado sítio e comprar os tais sapatos por 70 EUR na loja da esquina.
E essa informação é circular, por exemplo, pela autoridade fiscal.
Esta preocupação é pode ser maior ou menor, consoante o tipo de de de consumidor é, nomeadamente, estivemos a falar de consumidores, é que cuja é.
22:45
É comunicação externa de sinais Exteriores de Riqueza.
Esse possa ser um problema, possa isso poderá ser bem mais problemático, embora é o consumidor tenha noção que há um conjunto de de informações que ficam confidenciais, mas aqui dá alguma forma uma big Brother ização da do do consumo.
23:07
Agora, automaticamente, o consumidor que está disponível a dar o seu número de contribuinte está nesta relação, nesta balança.
E o equilíbrio da balança que eu a pouco dizia é?
Privilegiar o benefício que daí retira, que muitas vezes nós podemos associar que não é um benefício coletivo da evasão fiscal, mas é o benefício individual do poder.
23:29
É candidatar-se ao ao concurso a roleta dos certificados de aforro ou de conseguir ter o benefício fiscal.
Dedução automática No No irs por outro lado, também há técnicas que se podem fazer no outro lado da balança, que é não só portanto, incrementar incentivos individuais, mas também.
23:50
Minimizar ou reduzir as Barreiras para um determinado comportamento é desejado.
Eu posso ser alvo, explicar pouco.
Falavas da importância da comunicação e de se sensibilizar para a comunicação.
É, eu posso estar muito sensibilizada sobre os é os danos para a saúde de um determinado é de uma terminada.
24:12
É estilo de alimentação muito calórica ou de alimentação muito processada.
Mas tu no meu carro, trabalho e.
Faça uma pausa e no art.
Fechado, e a única forma de que eu tenho de ceder a qualquer alimento é uma venda em uma China onde há croissant joáo se produtos que não são saudáveis.
24:31
Por mais sensibilizada que eu esteja, por mais eficaz que seja a comunicação do Martin social ao nível da alimentação saudável, de nada me vale porque não tenho acesso aí, ó e portanto do outro lado, nós também temos que reduzir todas as Barreiras para o comportamento desejado é e aumentar também as Barreiras pró comportamento indesejado.
24:50
Quando se retira o tabaco do livro serviço, entanto de qualquer loja de qualquer tabacaria em que a pessoa não pode comprar automaticamente o tabaco.
Mas tem que verbalizar ao funcionário ou pedir para para ligar a máquina e ter criar Barreiras para comportamento indesejado, para dizer nada vao nós unicamente de termos uma comunicação é muito assertiva e muito.
25:13
É incidente para a prática de exercício físico.
Se nós, nas cidades não tivermos, é passadiços parques e equipamentos.
Que promovam esse exercício físico, para do ou do outro lado da da balança.
Temos que li minuir o custo diminuir as Barreiras para as pessoas terem um comportamento é desejado.
25:33
Um Beatriz, tu é investiga.
Se uma das 2 linhas de investigação é sobre é, é aquele que se chama o comportamento de consumo ético.
Oo consumir de uma forma ética EE, numa recente investigação que que publicas tem a ver com é a lacuna entre a vontade e intenção é essa.
25:52
Ética de de fazer EE depois de lá estar esse sacrifício, esse.
Esse de desse desejo.
Eu até queria comprar aqui este estes alimentos que até me fazem melhor, mas depois, mas aqueles são mais apelativos, aquilo eu, de facto, a primeira comer outra coisa, como com afinal, nós não somos, somos racionais, mas na realidade depois somos muito.
26:16
Temos contradições e emocionais.
É que nos sabotam AO nosso mundo ideal de viver.
É nisto, tá tudo muito a questão da comunidade e fazendo a ligação daqui a pouco falava de fato quando a pessoa acordar num num sábado manhã acordar cedo, pra fazer exercício físico.
26:35
Estão um sacrifício, mas se isso se se tornar menos difícil, por exemplo, tendo um parque perto perto de casa tendo é equipamentos de desporto perto de casa o sacrifício é menor, mesma coisa quando nós estamos num ponto de venda, nós pensamos, tem uma intenção de fazer um comportamento e ter um comportamento de compra, porque tinha mais ético, por exemplo.
26:58
De comprar marcas é que respeitam a cadeia de de valor que respeitam.
É também é o é é que não utilizam ingredientes processados que têm 11 prática de comércio justo.
É, não entendi, mesmo que elas sejam mais caros.
27:15
E aí que eu ia falar é que um dos custos é o preço e, portanto, eu posso ter esta intenção, mas o preço será que uma Barreira e, portanto, nós temos que procurar, democratizar?
Vários tipos de produtos para que essa Barreira preço deixa de existir é uma outra Barreira.
27:34
É também a questão do acesso.
É que para comprar determinados produtos considerados éticos ou que cumpram as suas normas éticas, é por vezes nós temos que nos deslocar.
É roteiristas específicos e especializados que não são tão convenientes, não são tão próximos da nossa área de residência.
27:54
Temos que nos deslocar propositadamente aí açucar.
Ora, se nós temos num grande supermercado, numa grande superfície, onde é os produtos que temos, são produtos mais Massificados, é conveniência.
Aqui isso propõe-se a nossa intenção de compra ética, tanto que nós temos que fazer por um lado, promover uma maior distribuição de destes produtos, tornando os até mais Massificados, utilizando aquilo que são os princípios da do, da, da produção e do produto ético, produto sustentável e também reduzindo aqui o preço, porque atualmente é o produto ético.
28:32
Estás a tornar o novo?
Curso com uma AK 11 até 111, ideia que se costuma dizer que o green é o novo luxo.
Tudo que é ver tudo que esses tentável, tudo o que é ético é o novo luxo, precisamente porque estes produtos éticos tendem a ser mais caros.
28:48
Ia ser valorizados por um criminal do segmento de mercado que está disponível para pagar mais, para, para cumprir aquilo que é sua necessidade de se sentir.
É com um contribuinte de uma, de uma sociedade mais justa, de uma cidade mais limpa, um ambiente mais.
29:04
É mais green e, portanto, temos que garantir uma maior democratização de acesso e de 11 maior tamanho democratização No No preço é que se olhamos para os consumidores, aquelas que podem ler no rótulo não só as calorias e os ex, qualquer coisa para escolher o seu produto, mas temos no outro lado, olhando para as gerações mais e mais novas.
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Fenômeno Greta thunberg é seguramente um fenômeno, mas o que está a acontecer agora nas empresas quando vão ao mercado de trabalho em busca dos jovens mais qualificados, com maior potencial e que, subitamente?
O salário é importante, sim ou não, é as horas de trabalho são importantes?
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Sim ou não?
A mobilidade é importante.
Trabalhar aqui ou noutro sítio do país ou do mundo pode ser importante.
Mas subitamente, estes jovens agora começaram primeiro, implicitamente e agora, explicitamente.
No fundo a contratar ou despedir as suas empresas em função dos seus princípios, do que é que estão a fazer do valor social que estão entregar, e não só o valor econômico, rentabilidade que estão a gerar, o que que está a acontecer?
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O Jorge é o que está a acontecer, é que nós temos uma geração extraordinária que está a emergir agora na idade.
Adulta e que é muito crítica, muito exigente e também muito informada.
Isso é decorrente de todas as as condições que as gerações anteriores foram proporcionando em termos de educação.
30:25
É de muito privilegiada em termos de acesso à informação e que faz desta nossa nova geração uma geração.
É extraordinariamente interessante para mudar o mundo e nós precisamos desta nova geração para mudar o mundo.
Esta nova geração que vai mudar o mundo.
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Vai ser é muito exigente em termos do do mercado de trabalho, da sustentabilidade, pessoas em que as empresas onde querem é trabalhar é vão ter que seguir é basta, como tu dizes, é despedir a empresa por não seguir aqui o que quer.
É recomendável não não ter uma política de responsabilidade social.
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É é aceitar.
No fundo, eles inverteram uma coisa, isto é, eles, eles agora não aceitam ser contratados pelos recursos humanos, eles a aceitam contratar aquela empresa para trabalhar lá.
Já que é um livro, são do aqui, da da fórmula, sim, já é nas grandes tecnológicas também já utilizavam a uma técnica.
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Não era tanto ao nível da sustentabilidade, mas sim do bem-estar na qualidade do trabalho.
Ter o ginásio, ter é fruta.
O pequeno almoço é cível para para todos os funcionários ter atividades desportivas.
Portanto, a qualidade viva começou por ser um assunto que cria valor e que é consegue com isso.
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É trair os recursos humanos, chama-se isso employment pohang fazer é uma trabalhar a marca da corporativa para conseguir atrair os melhores talentos.
E hoje em dia já começa a ser a sustentabilidade também uma proposta de de valor para esta para esta nova geração.
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É o que eu gostaria de de acrescentar relativamente a esta nova geração é que será uma geração que, por força destas imposições, desta preocupação com a sustentabilidade, é é uma geração que tem um estilo de vida.
É diferente e também como consumidores, e isso é um grande desafio no Martin, é?
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É saber conseguir antecipar como é que vão ser os esta nova geração que está agora.
Entraremos na idade adulta, como é que eles vão ser enquanto consumidores, para que as marcas possam ter os produtos certos, é e vender os produtos certos para esta, para exigir para as exigências destes consumidores e facto são suas, que é precisamente por causa das críticas é que têm sido feitas ao estilo de vida, muito material.
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Que também tem sido muito promovido pela pelas marcas da fast fashion, de de de de marcas com produtos com ciclos de vida muito curto.
Onde comprar novo é mais barato do que recuperar esta nova geração.
Vai imprimir aqui um outro 111?
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Outra rapidez neste caso, que será é 11, velocidade bastante mais violenta da vida.
Será o back tu países, ou sejam, voltar às origens, a pandemia.
Também ajudou um pouco, é a perfeição daqui.
O que é o valor da do, do, de um estilo de vida mais é mais lento, é que, se bem que se dá mais valor a determinados ações simples, os os nórdicos têm 11 palavra muito interessante para caracterizar estilo de vida.
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Eu chamam-lhe o yogue, é o prazer das coisas simples da da vida e, portanto, as atividades da outdoor.
OOA tá emergindo, por exemplo, só o turismo é essas pessoas e veja o que fazer em uma viagem para verem 4 ou 5 países ao mesmo tempo.
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É de estarem simplesmente numa cidade, a desfrutar de de uma caminhada na Montanha ou do andar de bicicleta na numa cidade.
Portanto, estas atividades é mais simples, começam a ganhar adeptos e esta nova geração vai trazer um cadinho este novo estilo de vida de de de de revivalismo das coisas, das coisas simples.
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E o que que pode acontecer?
As empresas, cuja proposta de valor não incluam isto e que os jovens talentos comecem a perceber de que aquela não é a empresa certa para estar essas marcas vão ter que se adaptar naturalmente, vão ter que se adaptar é porque não só a esta estas implicações ao nível do do mercado de trabalho em que os jovens vão escolher as as empresas e vão ser exigentes como vão com o mercado de trabalho.
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Mas também vão surgir em posições vogais.
A tarifa a tarifa verde no fundo é vai vai começar a ser 11 realidade.
Tantas marcas é vão ter que se adaptar a uma produção que tenho mais ética, um cadinho mais verde.
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EE também com.
É.
É uma necessidade de promoção de qualidade de vida dos dos seus recursos humanos, tanto é que é uma questão de oferta e de procura.
É.
E esta nesta questão de de oferta e de procura, as empresas vão mesmo ter que se adaptar?
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Eu eu lembro-me que nos anos 90 era uma discussão se as empresas deveriam ou não ter programas de responsabilidade social, em que muitos dos empresários diziam isso.
É muito bonito para as grandes empresas que têm financiamento, tem forma de poderem desenvolver ações de responsabilidade social e hoje isto é uma.
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Que é uma idade em que nós percebemos que qualquer empresa tem que ter denúncia.
O relatório da da atividades e contas, ações de de responsabilidade social é ações de mecenato.
Inclusivamente porque é faz parte do sistema de recuperação de benefícios fiscais e preciso.
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Todas estas preocupações vão naturalmente entrar no sistema da engrenagem do próprio.
É negócio.
Soja para a captação de de de funcionários de todo recurso humanos, seja como uma proposta de valor.
É cinequanon para atrair consumidores que também são réus.
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Muito mais é exigentes e, portanto, se nós temos consumidores mais exigentes, por um lado, são os consumidores que vão exigir às empresas uma adaptação estas realidades, mas também as próprias empresas que se adaptaram vão conduzir os consumidores e novos hábitos.
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E esses consumidores que são conduzidos para novos hábitos vão é obrigar as demais empresas.
É, é adaptarem se é também, isso não permite usar.
Só que 11 exemplo relativamente a ao consumo ético, a produção dos ovos, a produção dos ovos em em gaiola.
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Aqui há uns anos, é praticamente todas as marcas de ovos.
É comerciais, é produziam ovos com pintainhos em em gaiola.
Entretanto, isso começou a ser um assunto bastante debatido e que punha em causa o bem-estar animal, mas também a saúde e dos consumidores.
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Que acontecia que os consumidores em geral não estavam muito sensíveis, até porque nem ir ao mercado e compraram os ovos mais baratos do mercado escolhem a marca é ter marca do retalhista, é ao preço, é mais baixo, é é que o que aconteceu é que tem vindo a ser os os próprios retalhistas.
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Tem marcas próprias que tem vindo a impor aos consumidores.
Aí, desculpa é, tem impor aos produtores AA mudança de produção dos ovos para.
Os ovos de sol, os ovos de galinhas criadas ao ar livre e os consumidores lentamente começam a se ter menos opções no mercado de novos.
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É produzidos em em em gaiola.
Ora, muitas das marcas nesto é já veio anunciar que até 2025, que é todos os produtos com que sejam produzidos com ovos, é considerados mais éticos.
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Ovos de sol ou os ovos?
É?
De galinhas ao ar livre, ou seja, se nós temos é grande, os distribuidores e a indústria transformadora a assumir um papel para com os seus consumidores.
Isto é, Martin é proposta de valor para o consumidor.
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É dizer que só vai produzir nenhuma terminada forma os retalhistas ruído ou intermarché, que já tem feito este statements e agora só no nosso supermercado só se vende parte deste ovos, os produtores que nós estávamos minimamente sensibilizados para isto começam a pensar assim.
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Eu agora, ou produzo ao ar livre, com ganhos de sol, ou então não tem quem compra os ovos e precisa de quem empurra quem isto pode variar, pode ser o consumidor a empurrar.
Podem ser os produtores, é desenvolver juntos consumidores, mudanças de hábitos ou tem pode ser quem está no meio da indústria transformadora e os retalhistas.
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Portanto, a própria engrenagem da sociedade vai levar esta mudança.
Os ovos sejam os dos bolos para o Natal ou até os ovos da Páscoa.
Há um velho dito na comunicação política que diz que os portugueses não gostam de pôr os ovos todos no mesmo cesto.
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Até a servir para justificar a razão pela qual os mesmos eleitores escolheriam linhas políticas diferentes em pouco tempo.
Para ele, gerou um governo de uma cor e um presidente da cor oposta.
Seja como for, o importante é que haja ovos com Fartura.
É que esquecer sempre gerou ruído.
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Uma coisa, sabemos, os consumidores começaram a gostar mais galinhas ao comprarmos ovos de galinha que vivem o ar livre ao invés de galinhas que vivem em gaiolas.
Pelo menos já melhoramos a qualidade de vida das galinhas delas próprias.
E isto é claramente bom.
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Marketing será que as galinhas estão a aprender e andam a ler o livro?
O triunfo dos porcos.