Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • Cláudia Lucas Chéu | O que é uma boa história?
    Escritora, cronista, dramaturga, poeta, actriz.
    Trabalha com as palavras ditas e escritas para dizer.
    Ou escritas para nos inquietar.
    Cláudia Lucas Chéu tem como trabalho escrever.
    Escreve para atores no palco ou na televisão.
    Escreve também regulamente crónicas para a imprensa onde dá voz às suas próprias inquietações e problemas.
    Sobre tudo os isto o programa de hoje.
    Com algumas curiosidades: como se escreve uma telenovela?
    Ou uma peça de teatro.
    Escrever para vários formatos é um trabalho intenso.
    Muitas vezes sem um plano escrito à partida.
    Esta edição é sobre como criar emoções e interrogações na cabeça dos leitores e espectadores.
    O mais divertido é que entre guiões e roteiros, Claudia Lucas Chéu não usa nenhum mapa de caminhos para viver.
    É andar, comunicar e viver.
    47 min
  • José Pedro Teixeira Fernandes | Como parar a guerra?
    Os dias passam e a guerra continua.
    Está a acontecer o que sempre nos acontece: cansado-nos da repetição das notícias.
    Aconteceu com a COVID-19, acontece com a Ucrânia.
    Os picos de atenção e reação descem com o tempo.
    Até poderia ser uma coisa boa, se a guerra estivesse a um passo da paz.
    Todas as guerras terminam em paz.
    Releio a frase e, se fosse completamente rigoroso, diria: todas as guerras passadas terminaram num acordo de paz.
    Olhando a história as guerras extinguiam-se ou, porque uma das partes capitulava, ou de alguma maneira o agressor desistia.
    Na maneira mais clássica a guerra começava precisamente por uma declaração de guerra de um país a outro.
    E terminava num armistício.
    Contudo, esta guerra tem grandes diferenças e múltiplas incertezas.
    Em primeiro lugar ninguém declarou a guerra.
    A retórica do lado de Putin informa-nos que é uma operação militar.
    A segunda diferença é que ao contrário de todas as previsões iniciais o lado mais forte não está a ganhar facilmente.
    O que significa o arrastar do conflito. Com mais destruição. Mais vítimas. Mais sofrimento.
    Busco em José Pedro Teixeira Fernandes, Professor e especialista em Ciência Política e Relações Internacionais pistas para encontrar uma saída para a guerra.
    Esta conversa fala de combates, de palavras, de energia e de recursos.
    E a pergunta de sempre: como se pára isto?
    Olhando os movimentos geopolíticos em confronto na Ucrânia é mais ou menos óbvio que o tabuleiro é muito mais largo.
    Os valores da liberdade, democracia e modo de viver estão em choque.
    Mas a energia, com a transição energética e as energias limpas e renováveis versus o petróleo, carvão e gás estão também na mesa.
    E longe, mas perto, os gigantes Estados Unidos e China estarão a desenhar os planos de controlo geoestratégico do planeta nas próximas décadas.
    54 min
  • José Manuel Rosendo | Como se conta uma guerra?
    Fazer reportagem de guerra é uma arte jornalística que exige coragem, sangue-frio e bom senso.
    Diariamente há que enfrentar um dilema complexo: o que se mostra e o que se evita. O que se relata e o que se guarda só para nós?
    As grandes histórias do jornalismo tem um sinal em comum: o drama da condição humana.
    As histórias de vida e de morte, de desgraça e de superação são as que mais impacto tem na nossa mente.
    Conta-se, quase como mantra dos repórteres de guerra, que os jornalistas são aqueles que correm para um sítio de onde todos querem fugir.
    Vemos a guerra pelos olhos de quem é testemunha profissional.
    Sobram as perguntas.
    Como se conta uma guerra?
    Como se chega lá?
    Como se sobrevive?
    Como se descreve?
    O que sobra na ressaca da volta a casa?
    Nos últimos meses vários jornalistas portugueses percorreram a Ucrânia para nos contarem a guerra com a nossa maneira de ver o mundo.
    É isso que os jornalistas fazem num conflito militar como este.
    Vamos à Ucrânia com o repórter José Manuel Rosendo, jornalista da Antena 1 e da RTP.
    Um veterano de várias guerras e conflitos.
    Do médio oriente, ao norte de África e à Europa.
    Iraque, Egipto, Turquia, Líbia, Faixa de Gaza e agora Ucrânia.
    Esta conversa tem segredos revelados: como se movimenta um repórter na guerra? Onde se pode ir? Quem nos ajuda?
    E depois? Importa saber o que se traz na mala.
    (Foto tirada no Iraque em 2004 por Francisco J. Gonçalves)
    40 min
  • Pedro Brinca | Ficamos mais ricos ou mais pobres?
    Vamos ficar mais ricos ou mais pobres?
    Suspeito que a resposta não seja fácil de dar.
    Talvez seja mesmo impossível.
    Por mais que os economistas saibam, por melhores computadores e dados que tenhamos, a economia depende de algo incontrolável: a expectativa.
    E a comunicação, em particular a perceção, joga um papel-chave.
    Aprendi nesta conversa que em economia o futuro interfere com o passado. Parece estranho. Mas de facto se cada um de nós souber ou entender que vai faltar pão — mesmo que isso seja falso — logo vamos reagir e comprar pão. E talvez comprar mais pão do que precisamos. Com esse simples movimento coletivo de açambarcamento o pão pode mesmo faltar. Não porque haja escassez, mas, porque o nosso medo esgotou o que havia nas prateleiras.
    Por estes tempos aparecem na minha cabeça, expressões que me lembro de quando era criança.
    Por exemplo, a carestia de vida. O efeito da inflação. O preço da gasolina. E de tudo o resto. Sempre a subir.
    Dos salários que pareciam que subiam muito em percentagem, mas menos que o aumento dos preços.
    Estaremos de novo aí?
    Está conversa é sobre economia. Como o Professor de Macroeconomia da Universidade Nova Pedro Brinca.
    Para mim a economia é uma espécie de ciência oculta. Mas uma ciência oculta que me fascina.
    Mas a pergunta é óbvia: vamos ficar mais ricos ou mais pobres?
    Quando economia fica mais turbulenta há que poupar e investir melhor.
    Embora este conselho possa provar desde já a minha incompetência a falar sobre economia.
    É que os maiores danos da subida dos preços é para as pessoas mais pobres.
    Quem tem menos recursos pode deixar de conseguir até comprar os bens mais básicos. Estou a falar de comida.
    Mas o efeito estende-se de forma contagiosa a todas as pessoas.
    Fecho com uma ideia que me deixa perplexo mostra porque nunca serei rico. Que raio de sociedade reduz cada vez mais o rendimento de quem produz batatas ou leite e pag -a mais a quem faz programas de computador ou telemóvel.
    Sim, eu sei, digam comigo:
    “É a economia, estúpido”
    55 min
  • Joaquim Furtado | Como se diz Liberdade?
    Viva a Liberdade!Viva o 25 de Abril!Não tarda nada e comemoramos os 50 anos da revolução.Hoje é dia de falar do papel da comunicação e do seu contributo para a Liberdade.Sim, é dia de falar de liberdade de expressão, de jornalismo e de mensagens que marcaram o 25 de abril de 1974.
    Com a “voz” do 25 de abril.Às 4 da madrugada do dia 25 de abril de 1974, esta voz anunciou a revolução,Portugal celebra já hoje mais dias a viver em democracia e liberdade do que os dias que vivemos em ditadura.Em poucos dias celebramos mais um aniversário do dia inaugural que Sophia de Melo Breyner desenhou em 4 versos imortais
    “Esta é a madrugada que eu esperavaO dia inicial inteiro e limpoOnde emergimos da noite e do silêncioE livres habitamos a substância do tempo”
    A mensagem poética cruzada com o sincopado da mensagem militar.A revolução foi teve três D's: Democracia, Descolonização e Desenvolvimento.Os 13 anos de guerra colonial foram um dos principais motivadores do movimento dos capitães de abril.Esta conversa com Joaquim Furtado corre o tempo da Guerra Colonial, inscrita na série feita para a RTP, espreita o tempo do jornalismo atual e começa no momento zero: A madrugada da revolução dos cravos.
    1 hr
  • Como sobreviver à guerra? | Vítor Cotovio
    A inquietação.
    A inquietação que nos desassossega.
    Pode ser ansiedade. Pode ser medo. Pode ser até depressão.
    Não sei se vos está a acontecer, mas as notícias da guerra, em filme contínuo, provoca-me uma tensão na cabeça.
    Primeiro a surpresa do início da invasão à Ucrânia.
    A estupefação de ver um país invadir outro. Da ideia de guerra na Europa sair de qualquer possibilidade sensata.
    Os dias passam. As notícias de coisas terríveis invadem-nos constantemente. Sempre na rádio e televisões. Ao segundo nas redes sociais. Entre a verdade e a propaganda.
    E a nossa cabeça à roda.
    Entre a necessidade de parar de ver e o medo de perder algo importante.
    O acumular de tudo isto gera ansiedade. Gera esse desassossego que faz estragos no nosso espírito, na nossa mente.
    Convidei para esta conversa o médico psiquiatra e psicoterapeuta Vitor Cotovio em busca de chaves para despressurizar.
    Da guerra que sucede a uma pandemia.
    Como é que acontecimentos como a guerra e a pandemia de COVID-19 nos afectam a cabeça e como nos podemos defender melhor a nossa saúde mental?
    Numa conversa sobre a nossa mente na sociedade dos 5V e dos 5C.
    A saber, os 5V: volume (muito), velocidade, volatilidade, voracidade e vacuidade. Numa sociedade que vive os 5C: consumo (muito), competição, concorrência, cosmética e caos.
    O resultado não pode ser bom para a nossa cabeça.
    53 min
  • Maria de Belém Roseira | Como desenhar o futuro da Saúde?
    Estamos na semana da saúde.
    Dia 7 de abril é o Dia Mundial da Saúde.
    Não precisávamos de uma pandemia para nos lembrarmos quão importante é a nossa saúde.
    E agradecer o facto de vivermos num país com um dos sistemas de saúde mais avançados do mundo.
    Sim, estamos sempre a reclamar.
    Sim, aborrece-nos que nem todas as pessoas tenham médico de família.
    Ou que a consulta do especialista demore mais do que esperávamos.
    Mas o SNS, os hospitais privados, as farmácias, os convencionados e o sector social oferecem uma rede redundante de cuidados de saúde que responde de forma adequada ao que precisamos.
    E depois há as exceções. As coisas que tem de correr melhor. Mas são infinitamente mais pequenas que os benefícios de ter uma saúde pública, universal, e quase gratuita quando precisamos de ajuda.
    Gratuita é uma palavra curiosa. Porque, a verdade é que a saúde é paga pelos cidadãos - contribuintes.
    É portanto paga antecipadamente.
    Com um princípio de que gosto muito: para o SNS cada um paga conforme o que pode e recebe cuidados conforme precisa.
    São os princípios que nos dão uma bússola e um mapa para navegar.
    No caso dos países democráticos liberais, como o nosso, há leis e regras universais a que todos estamos igualmente sujeitos.
    E essas regras são vitais.
    Esta conversa com Maria de Belém Roseira, jurista, humanista, duas vezes ministra e pessoa muito atenta aos direitos, liberdades e garantias era para ser sobre saúde. E tudo o resto.
    Mas o não respeito pelo direito internacional no caso da guerra em curso obrigou a começar por aqui.
    56 min
  • Nélson Olim | Como curar as feridas da guerra?
    O olhar de um cirurgião de guerra português sobre o trabalho dos médicos em situação de catástrofe como as guerras e conflitos, mundo fora.
    A guerra na Ucrânia é apenas mais uma para Nelson Olim.
    Médico-cirugião português com passagens pela Cruz Vermelha Internacional e agora Organização Mundial da Saúde.
    Ele, como ninguém, aprendeu que o bisturi consegue reparar alguns feridos, mas nunca todos.
    Como cirurgião de guerra responde no meio do caos. Ordenado por um método escrito num livro sem palavras onde lhe cabe escolher que ferido deve ser operado primeiro.
    Também que muitos dos não escolhidos vão morrer.
    Por os ferimentos serem extensos.
    Porque as equipas médicas não chegam.
    Porque as balas, granadas, mísseis, obuses e outros engenhos foram feitos para matar.
    E nem os deuses conseguem parar esta carnificina.
    As Ucrânia é só mais uma história na vida das guerras dos humanos.
    Nelson Olim perdeu a conta às missões.
    Esteve, por exemplo, no Iémen, Sudão do Sul, Nigéria ou Afeganistão.
    Nesta conversa recolho o seu olhar sobre as imagens que nos chegam da guerra na Ucrânia.
    Sobre a maneira como as equipas médicas respondem. Como comunicam entre si.
    Como sobrevivem e ajudam a sobreviver.
    55 min
  • Rui Mergulhão Mendes | Como ler uma pessoa?
    Hoje é dia de tirar-vos a "pinta".
    Conhecem a expressão: tirar a "pinta"?
    Ou, de forma mais descritiva, é um programa que explica alguns dos mistérios da avaliação quase relâmpago que fazemos das outras pessoas.
    Quando comunicamos somos imediatamente avaliados pela nossa audiência.
    Seja uma plateia gigante ou simplesmente um só interlocutor.
    Comunicar não é um simples momento em que debitamos palavras. Ou em que pensamos, falámos e escutamos à vez.
    Não, comunicar é muito mais vasto do que isso.
    Grande parte da comunicação é não verbal.
    Os nossos gestos, a postura, a maneira como olhamos e somos olhados.
    O timbre de voz, o movimento dos olhos, da boca ou das sobrancelhas.
    Tudo em simultâneo.
    E nessa dança há micro expressões que reforçam a verdade das nossas palavras ou denunciam mentiras mais ou menos dissimuladas.
    Há toda uma ciência à volta da interpretação destes sinais.
    Muito úteis, por exemplo, para uma investigação criminal ou validação da credibilidade de uma testemunha num tribunal.
    Ciência ou arte?
    1 hr 5 min
  • Mónica Dias | Como fazer as pazes?
    É preciso dar espaço à Paz.
    Levamos 19 dias de guerra na Ucrânia.
    Com incontáveis vítimas.
    Mortos, feridos.
    Militares e civis.
    Com imagens chocantes em todo o lado.
    Somos diariamente encharcados com histórias, relatos, visões do horror.
    Para fugir à guerra centenas de milhares formam uma coluna de refugiados para dentro das fronteiras da União Europeia.
    A guerra é feia.
    Nesta edição procuramos com Mónica Dias perceber o tabuleiro da guerra.
    As motivações. As decisões e as consequências. E uma inquietante imprevisibilidade.
    Ela é professora na Universidade Católica.
    Mónica Dias é uma estudiosa da Paz. Nem que seja da paz imperfeita como escreve nas primeiras palavras do título do seu doutoramento.
    Mas todo o saber do mundo não a impede de ficar apreensiva com esta Guerra
    1 hr 9 min

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