Pergunta Simples

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Pergunta Simples episodes

  • Como fazer um podcast?
    Esta edição é sobre ‘podcasts’.
    Sobre como fazer. Como pensar e realizar um ‘podcast’ pessoal e intransmissível.
    Para quem está mais longe deste universo dos podcasts do que estamos a falar é de uma espécie de programa de rádio, com algumas e importantes diferenças, que está disponível para ser ouvido em qualquer lugar e a qualquer hora.
    Está na internet. E cada ouvinte pode escolher onde e como quer ouvir.
    Essa é uma diferença importante em relação à telefonia.
    Um ‘podcast’ é igualmente um conteúdo de nicho. Normalmente fala de um tema e com isso vai agregando mais pessoas para a comunidade. E há ‘podcasts’ sobre tudo e mais alguma coisa.
    Que exploram os novos territórios do podcast. Os podcasts podem ser um vislumbre do futuro da comunicação digital. Pelo menos uma nova forma de comunicação já são.
    Quem gosta do tema, fica para ouvir, comenta e partilha.
    Ora precisamente para falar de ‘podcasts’ e em particular da minha experiência neste tipo de formato, fui convidado para uma partilha com estudantes finalistas da Escola de Comunicação Social em Lisboa.
    Os sortudos têm com professor um dos meus mestres, Francisco Sena Santos.
    Por isso foi um duplo prazer esta partilha e este diálogo com alguns dos mais talentosos jovens jornalistas que chegam agora ao mercado de trabalho
    E posso dizer-vos, é gente com talento, curiosidade e generosidade.
    1 hr 56 min
  • Rosário Carmona e Costa | Como usar a caixa de ferramentas emocional?
    Rosário Carmona e Costa é psicóloga e psicoterapeuta.
    Dedica-se a estudar aquilo a que podemos chamar inteligência emocional.
    Dentro dessa imensa caixa estão temas tão abrangentes como a autoconsciência, as formas de autorregulação ou a prática da empatia.
    Também a nossa habilidade social, como nos motivamos e até onde chega a nossa resiliência.
    Rosário Carmona e Costa não se limitou a pensar teoricamente sobre estes temas.
    Usando estas ferramentas nas suas consultas ou como inspiração para as atividades de férias de grupos de crianças.
    Ela teve de usar essa mesma caixa de ferramentas e todas as outras de que dispõe para resistir a uma grave infeção colocou a sua vida em risco.
    Ela conta a sua experiência no livro Salva Vidas
    51 min
  • Rui Garcia | Como falar com pronúncia?
    Uma das coisas mais interessantes e belas de qualquer língua são as pronúncias locais.
    O sotaque do Porto, dos Açores ou do Alentejo são por demais bem conhecidos.
    Nesta edição conhecemos uma pronúncia que às vezes mais parece um dialeto.
    É de Setúbal.
    Carregar nos R´s é uma das marcas da maneira de falar setubalense.
    Marca mais pronunciada nas gerações mais velhas e das comunidades piscatórias locais.
    Há mais de 10 anos surgiu na cidade o projeto “Charroque da Profundura”.
    Um projeto de divulgação desta forma de falar que usa o Charroco, um peixe, também conhecido como Peixe-Sapo.
    O Charroque da Profundura é uma forma de recolha informal da tradição oral da cidade de Setúbal.
    O "Charroque" é o alter ego de Rui Garcia.
    Há mais de uma década que reúne em frases e ditos, impresso em T-shirts e outras peças de quem quer celebrar os ditos que cruzam o falar dos pescadores com os franceses que investiram na indústria conserveira de Setúbal.
    38 min
  • Ágata Roquette | Como perder peso?
    Estamos no verão.
    Já em pleno mês de férias. E metade do país está a pensar "como perder peso?"
    Calor, sol, e corpos esbeltos espalhados pelos areais.
    Ou então não.
    Metade dos ouvintes acaba de correr para o espelho para confirmar que o inverno, a pandemia e a vida sedentária passou fatura e acrescentou uns quilos à balança.
    Sem pânico.
    A única dieta que vos posso prescrever é ouvir este podcast. Que como sabemos é baixo em calorias e rico em boas conversas.
    58 min
  • Rogério Alves | Como falar bem?
    É um comunicador nato e explica como o faz todos os dias.
    Tribunais, aulas ou televisão são os seus palcos naturais.
    E partilha alguns dos seus truques principais para manter a audiência interessada.
    Hoje falamos de quem nasceu para falar.
    Todos conhecemos pessoas que falam bem.
    Que falam muito bem mesmo.
    Será que nasceram assim?
    Será que treinaram arduamente para chegar a um nível superior?
    Exploramos estas pistas no episódio de hoje.
    Tenho sempre uma lista atualizada das pessoas que me apetece ouvir falar.
    Pessoas que seriam, potencialmente bons conversadores para partilhar com a audiência.
    Mas a minha lista não uma simples sequência de nome e papéis.
    Além do nome e da função social ou motivo para a conversa escrevo uma pequena descrição e logo a seguir a pergunta inicial, a curiosidade inicial que me fez pensar que aquela pessoa deve ser convidada.
    Neste caso particular podia ter escrito:
    Rogério Alves, advogado.
    Mas não escrevi.
    Porque me interessava falar com ele sobre comunicação pura.
    Em particular sobre comunicação oral.
    Sobre a arte da oratória.
    Por isso escrevi no meu caderninho:
    "Rogério Alves, um homem que sabe falar"
    E parti em busca de saber como é que ele se organiza mentalmente para que depois apenas nos sirva palavras ordenadas, simples, rápidas e facilmente percebidas.
    Claro que a conversa não fica só numa reflexão sobre a arte de comunicar.
    Seria impossível ficar só aqui.
    E lá fomos nós desfiando palavras e pensamentos sobre a ética, a governação do mundo e a maneira de se ser humano.
    O talento natural para falar é uma bênção.
    E o treino dá uma boa ajuda.
    Quem nasceu com o dom da comunicação pode atingir mais rapidamente a excelência. Quem for menos dotado tem de aprender e repetir mais vezes para chegar à mesma bitola.
    Mas nada dispensa o saber da matéria sobre a qual se fala.
    É que falar sem conteúdo é propaganda vazia.
    Comunicar mal um bom conteúdo é uma perda de tempo.
    Esta edição tem múltiplas dicas de como bem comunicar.
    A mais relevante de todas: a audiência é quem manda.
    O comunicador está ao serviço da audiência e não de si próprio.
    Quem não seguir esta regra arrisca fazer monólogos para o seu espelho. E isso não é comunicar. É autoestimulação do ego.
    1 hr 3 min
  • Sónia Marques | Como ler os sinais?
    Com a pandemia mudamos hábitos e pontos de vista.
    Com a ajuda da semiótica vamos em busca de sinais e sintomas dessa mudança.
    O vírus não mudou só o panorama da saúde. Teve igualmente um impacto importante na linguagem, nos significados e na razão das coisas.
    Signos, sinais, significados, tabuletas, etiquetas, expressões. Tudo isto mudou. Criaram-se neologismos, modificaram-se significados e adaptaram-se expressões.A ideia do tóxico. A de que o outro podia ser uma ameaça. Nos podia pegar o bicho.
    O medo da Covid-19, a esperança na vacina, a fé na proteção da máscara cirúrgica azul, a branca espacial FP2 ou as de pano de mil cores.
    Mas sempre, ou quase sempre a dois metros.
    Com beijos e abraços cancelados. Congelados. Amedrontados. Depois envergonhados.
    Como se tudo fosse um pecado lesa-saúde.E depois os jovens, fartos de tudo isto, que mandaram às urtigas todas as regras e atiraram-se de cabeça para viver de novo. Porque precisamos de viver.Todos nós seguimos esse caminho. E com isso os números voltaram a subir. É sobre este iô-iô de comportamentos e linguagem que resolvi realizar este programa.
    Pode ser que nas palavras e frases encontre o sentido das coisas.
    Uma edição com a especialista em semiótica Sónia Marques. Para nos ajudar a ler os sinais.
    45 min
  • Conceição Gomes | Como se faz justiça?
    Hoje é dia de falarmos sobre a justiça. Sobre como comunica a justiça connosco.
    O que nos diz. O que percebemos.
    Quem entende uma sentença de um tribunal?
    Sim, calma, sim, eu já aprendi que de chama habitual acórdão. Porque normalmente há mais do que um juiz. Mas isto é um podcast sobre comunicação e a mim, interessa-me particularmente como se comunica. Neste caso como comunica o sistema judicial com os cidadãos.
    Por isso falo das longas, palavrosas, complexas, cheias de referências cruzadas, e encriptadas decisões judiciais. Sendo que o tribunal é aquele sitio mágico onde os cidadãos vão reclamar que se garantam os seus direitos à luz da lei. Não posso deixar de partilhar a minha experiência pessoal, como testemunha, num par de processos.
    Senti-me pequenino, quase intimidado, e profundamente desconfortável. Nem sei bem porquê. Seria da mise-en-scène? O peso do formalismo? Da linguagem? Das vestes? Da luz? Dos juízes ocuparem um dois degraus acima de mim, do ministério público e advogados estarem um degrau acima.
    E eu, cá em baixo, a muitos metros de distância de quem decide. Isto também é comunicação. Quis discutir o tema com Conceição Gomes do Observatório da Justiça. Será que a nossa justiça é justa connosco, cidadãos? Em todos os sentidos da palavra As fronteiras da lei são formalmente claras.
    Mas a sua interpretação depende e muito de pessoas com convicções e olhares distintos. Tudo depende da função social e do contexto. A justiça tem uma tarefa difícil.
    Tem de decidir entre o devido e o dano. Entre o direito e o dever. Mas como tantas vezes acontece em sistemas complexos o cidadão é mais objecto do que beneficiário.
    Cabem-lhe poucas perguntas com muitas respostas codificadas. Nestes momentos penso num livro do escritor Franz Kafka, chamado “O processo”. Nele o personagem Josef K. é acusado num longo e incompreensível processo por um crime não especificado. É uma boa leitura para refletir sobre o tema da justiça e do seu relacionamento com o cidadão. Mas isso é coisa da fantasia dos livros. Nunca da vida real.
    55 min
  • Daniel Rijo | Estamos a ficar mais violentos?
    Hoje falamos de violência.
    Violência na linguagem.
    Violência psicológica.
    Violência física.
    Em particular no seu efeito nos mais jovens.
    Neste programa falaremos da maneira como estamos ouvir o som, a filtrar as imagens e a construir perceções sobre o tema da violência.
    Em particular a violência e a delinquência juvenil.
    Pensei que esta ideia do incremento da violência juvenil era uma coisa da minha cabeça. Da minha perceção da realidade.
    A final não. O relatório de segurança interna mostra um aumento da delinquência juvenil. Seja em número, seja em gravidade.
    Há mais casos. E há mais gravidade nos casos.
    Nomeadamente no uso de armas com capacidade de matar pessoas.
    O aumento e a visibilidade dos casos de violência juvenil em miúdos dos 12 aos 16 anos disparou todos os alarmes e o governo acaba de criar uma comissão para estudar o tema.
    Um dos investigadores com mais trabalho feito junto de jovens delinquentes que estão em centros eucativos e prisões é o Psicólogo Daniel Rijo, da Universidade de Coimbra.
    Tentei perceber se a exposição à violência, por via da comunicação mediática, pode ter alguma influência no comportamento mais violento dos jovens.
    A violência causa sempre um impacto na nossa mente.
    Do caso extremo das vítimas da guerra aos casos mais próximos da violência criminal.
    Seja em adultos sejam em mais jovens.
    O que aprendemos dos estudos é que a violência deixa sequelas e no caso da delinquência juvenil a maioria dos autores destes crimes sofrem de algum tipo de perturbação mental.
    A violência juvenil tem muitas vezes raízes em famílias disfuncionais.
    Estes jovens agora violentos foram muitas vezes vítimas de várias violências.
    De alguma maneira a violência é a sua forma de expressão.
    Provavelmente ninguém os ouviu antes.
    Daniel Rijo é Psicólogo clínico, doutorado em Psicologia Clínica e Professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC). Investigador do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo Comportamental (CINEICC) da Universidade de Coimbra na área das perturbações da personalidade e do comportamento antissocial
    52 min
  • Rui Caria | Como fotografar uma guerra?
    Nesta edição fotografamos o horror da guerra.
    Como se fotografa uma guerra?
    Esta era a minha pergunta iniciática para esta edição.
    Vários repórteres portugueses foram reportar a guerra da Ucrânia.
    Todos nos mostram o que viram.
    O que captaram com as suas câmaras e sensibilidade pessoal.
    Escolhi o jornalista, fotojornalista e repórter Rui Caria para viajar até à mais quente zona de conflito da Ucrânia: até ao Dombass. A região russófila que a Rússia reclama querer proteger.
    E em particular a cidade-chave de Severodonetsk.
    É o palco principal dos combates entre as tropas ucranianas e russas.
    Provavelmente a segunda cidade mártir depois de Mariupol.
    Rui Caria esteve nesta cidade. Viveu, comeu, dormiu e fotografou.
    Fotos que mereceram de resto a partilha do Presidente Zelensky.
    A atração pela guerra é histórica na vida dos grandes repórteres mundiais.
    Ir ver a humanidade no seu extremo.
    Na confluência entre a vida e a morte.
    Tudo isso está expresso nas fotografias e reportagens de Rui Caria, um dos olhares portugueses sobre o regresso da guerra à Europa.
    47 min
  • Miguel Castanho | Como comunicar ciência?
    Hoje fazemos a prova científica dos factos.
    A pergunta inicial ou a hipótese em cima da mesa é:
    O que a ciência provou como verdadeiro é tábua de lei?
    A resposta simples é: depende.
    E o programa de hoje é sobre as certezas certas da ciência em confronto com as certezas flutuantes dos decisores e a opinião pública que adora contradizer-se.
    Deixem-me ser claro: os cientistas têm mais voz que nunca nos jornais, rádios e televisões.
    O que é uma boa notícia.
    Os jornalistas descobriram com a pandemia que existem bolsas de pessoas cuja função social é investigar e saber profundamente sobre um tema.
    É essa a vida delas.
    Podem ser cientistas, médicos, psicólogos, engenheiros ou militares.
    A descoberta dessas bolsas de saber e a vontade destas pessoas finalmente ocuparem o seu espaço, resultou numa discussão pública dos temas mais importantes, com mais inteligência.
    O que significa também menos recurso aos chamados “eu falo sobre tudo, mesmo que de nada saiba”
    Mas isso é só metade do trabalho.
    É que nem sempre algo provado acabou por ser a base da decisão política, social e administrativa.
    E a opinião pública muda de sentimento a quase diariamente.
    55 min

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