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#008 – Como aprimorar o diálogo em um romance? Uma obra publicada de forma independente pode ser assimilada em seguida por uma grande editora? O mercado dos livros vai desaparecer depois da pandemia? Quanto se deve investir para publicar um livro? Como se livrar do teor acadêmico nas obras de ficção?
Foram muitas as perguntas enviadas essa semana e o Tiago Novaes compartilha parte de sua experiência para respondê-las. Neste episódio especial de Prelo, abrimos o microfone para o debate vivo sobre a escrita e a publicação.
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#007 – Hemingway, em Paris é uma festa, afirma que o escritor deve buscar a sentença verdadeira. A todo custo. Nada além disso merece atenção. Na literatura de não-ficção – biografia, ensaio, jornalismo literário – o autor se vale de recursos literários para transmitir uma verdade, ou um recorte desta verdade.
A pergunta que podemos fazer é: mas qual verdade?
A verdade já não é mais a mesma. Nunca foi. A verdade tem uma história – e já se contaram muitas vezes as suas versões.
No começo do século XX, as pretensões positivistas de conhecer a verdade se mostraram insuficientes diante dos impulsos autoritários das grandes potências, que precisavam cavar um lugar na dinâmica do mundo pós-industrial. Nesse mundo, controlar narrativas de poder e domínio era uma condição para avançar na política.
Desde então, passamos por outras revoluções que colocaram em crise as nossas verdades, no plural. O mundo está dinamizado, e agora os discursos de poder penetram a nossa intimidade, os nossos sonhos, e cada um de nós precisa encarar um microcosmo próprio onde essas narrativas se infiltram.
O filósofo Michel Foucault (1926-1984) inaugura a crítica da verdade. A relação entre sujeito e objeto, antes tidos como unidades universais e necessárias, é subvertida. Assim, as formações discursivas se modificam para observar o poder sob nova luz: não como objeto, mas como prática social, capilarizada, espalhada em todos os tipos de relações.
Em uma sociedade saturada de controle e urgências, Prelo convida você a refletir sobre um novo movimento de escrita e pensamento, fruto da irrupção de verdades conflitantes pelo qual passamos coletivamente.
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006# – No episódio do Prelo dessa semana, vamos explorar o mundo do mercado editorial em uma conversa com a agente literária Valéria Martins. Para quem está começando a trilhar o caminho da escrita, ou pensa em escrever, o meio literário pode parecer fechado e misterioso, e é natural se sentir de fora.
Com a expertise de Valéria e anos de experiência no trabalho com editoras e atuação com leitura crítica, Prelo apresenta você aos meandros da literatura no país e dicas para publicar e ser bem sucedido.
São muitas as maneiras de colocar o seu livro no mundo, o bastante para despertar incertezas: auto-publicação, editoras independentes, prêmios literários. Esta semana, você tem a chance de acalmar algumas inquietudes próprias de quem quer escrever.
Valéria Martins é jornalista formada pela Puc-Rio. Trabalhou para diversas revistas das editoras Bloch, Globo e Abril, e para os jornais O Dia e Valor Econômico. Em 2004 migrou para o mercado editorial, atuando nas editoras Elsevier e Grupo Editorial Record. Em 2008 fundou a agência literária Oasys Cultural, da qual é diretora. Autora de vários livros de ficção e não ficção, entre eles, A revolução da longevidade - Prepare-se para a segunda metade da sua vida com prazer e sabedoria (no prelo, Alaúde, 2020) Encontros com Deus – 21 personalidades narram sua busca espiritual (entrevistas, Mauad, 1997), A Pausa do Tempo (crônicas, Jaguatirica, 2013), Sara anda mais bonita (conto, Megamini, 7Letras, 2016).
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Oasys Cultural - Aqui você encontra mais informações sobre os serviços de agenciamento e divulgação de literatura na agência da qual Valéria faz parte.
Se você quer mais dicas sobre publicação, acesse o canal no youtube do Oasys, onde você encontra conteúdo sobre o meio literário com a participação da Valéria.
005# – A literatura é feita de vozes, ruídos e dissonâncias. Você toma fôlego, escreve, e volta aos afazeres do dia, às últimas notícias, aos prazos que estão logo ali.
No momento em que circunstâncias que ninguém pode controlar nos arrastaram para dentro de casa, Prelo convida você a refletir sobre o silêncio. Calar para deixar que falem outras vozes, alheias aos ruídos cotidianos, urgências urbanas, desassossegos.
Por isso, esta semana, Tiago Novaes, escritor e professor de criação literária, convida a uma reflexão sobre o ato da quietude. Vamos conversar sobre três formas de silêncio que fazem parte do processo de criação e como eles podem nos deixar mais presentes e atentos ao que estamos produzindo.
Afinal, o silêncio não é só constituídos de vazios. A curiosidade e a imaginação também são formas de silêncio, e o presente é sempre um bom momento para perceber o contraste entre a serenidade e a agitação. Podemos recuar e prestar atenção ao que se elabora longe das vistas e privado de atenções.
Entre muitas outras coisas, a escrita é também um exercício de paciência. O tempo da escrita é valioso e, nesse sentido, estar em silêncio significa criar ocasiões para deixar fluir aspectos importantes da sua criação.
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004# – Falar sobre a entrega a uma paixão implica em falar no uso do tempo. E falar sobre o tempo na criação literária é enveredar por uma seara de mil caminhos.
Quanto tempo é o tempo da criação? Quando estamos criando, quando não estamos? O inconsciente trabalha por conta própria? Devemos cobrar pelo tempo de trabalho durante o sono? Devemos cobrar pela paixão, pela dedicação a um projeto alheio que tomamos como próprio?
Em quanto tempo se escreve um livro de 30 mil palavras? Em quanto tempo alguém passa a escrever como compõe Miles Davis?
A melhor obra é a que leva vinte anos? Ou a que leva uma madrugada?
Se levo uma hora para ler trinta páginas de um romance, quanto tempo me toma a leitura de Tabacaria, de Fernando Pessoa?
Inscreva-se no programa e deixe a sua avaliação. Ela é muito importante para que esta conversa sobre escrita e literatura possa chegar a mais pessoas.
Inscreva-se agora na Semana da Criação Literária, um evento online e gratuito entre os dias 25 e 31 de janeiro:
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003# – O roteiro não é uma atividade que se faz na solidão, é o que afirma nosso convidado da semana. Ele é Marcelo Montenegro, que além de ser um dos nomes efervescentes da poesia contemporânea e estar envolvido em projetos musicais e teatrais, é roteirista de TV e cinema. Seu último livro de poesia, “Forte Apache”, foi publicado pela Companhia das Letras, mas você pode encontrá-lo também nas fichas técnicas de séries da Netflix e da finada MTV Brasil, entre outras.
Marcelo tem no currículo roteiros para produções como “3%”, primeira aposta brasileira da Netflix, e “Lili, a ex”, que levou os personagens dos quadrinhos de Caco Galhardo para as audiências do GNT.
Se o cinema é o meio do diretor, Montenegro garante que a televisão é onde os roteiristas prosperam. E que época para ser roteirista! O mercado brasileiro vem ganhando investimentos de produções dos serviços de streaming, e pega carona na era de ouro da televisão. Desde o começo dos anos 2000, programas de alta qualidade são servidos para um público que cresce a olhos vistos e, de repente, as séries viraram nossas companheiras fiéis durante feriados prolongados e finais de semana tediosos.
Apesar da onda de insegurança que espreita o audiovisual brasileiro, o nosso papo de hoje mostra que há motivos para manter o otimismo. Para isso, Marcelo nos guia por um ambiente pouco conhecido dos espectadores: as salas de roteiristas, onde um time de escritores se reúne para confabular os rumos dos personagens que amamos.
O Prelo de hoje promete dicas, ferramentas, referências bibliográficas, e muitas indicações de séries para quem quer começar a escrever roteiros.
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002# – Para Julián Fuks, a escrita literária não pode ser gratuita. Em sua recente experiência de trocas literárias com Mia Couto, com quem esteve em Moçambique integrando um projeto patrocinado pela Rolex, Julián descobriu que havia ainda muita liberdade para investir em sua escrita.
Na nossa conversa da semana, o autor conta sobre o processo de escrever seu novo livro, “A Ocupação”, que complementa o trabalho de imiscuir a experiência pessoal à ficção, projeto que que vem desenvolvendo desde “Procura do romance”, premiado romance onde apresenta seu alter-ego Sebástian.
Aqui no Prelo, Fuks discorre sobre os convites e aproximações que levaram à “Ocupação”, e garante que a literatura não é um projeto que se constrói só. A necessidade de escrever o livro veio de sua experiência durante uma residência artística na ocupação do Hotel Cambridge, onde ele teve a chance de incorporar histórias que não caberiam em seus trabalhos anteriores, focados na subjetividade do âmbito familiar. A política sempre permeou a intimidade, ao escavar a história de sua família em “A Resistência”. Na continuidade de sua obra, Julián não tem pretensões de abandonar a política, e as histórias dos outros, plurais e heterogêneas, complementam a entoação: ocupar e resistir.
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#001 – Começamos! Neste episódio inaugural de "Prelo", podcast semanal do canal Escrita Criativa, apresentamos as nossas intenções. Vamos falar sobre o projeto do programa, uma breve apresentação de Tiago Novaes e o que vem por aí. Ao final, convidamos você a um pequeno exercício mental - dois cenários possíveis como escritora ou escritor.
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