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“É quase como voltar para casa”, um livro avassalador sobre o peso das ausências, é o primeiro romance da escritora Janaina Abílio publicado pela Companhia das Letras.
Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela. Janaina conta sobre seu processo de escrita – que é “ancorado” em seu corpo, considerado por ela “um canal para o texto acontecer". Ela também reflete sobre os motivos que a levam à escrita e responde a perguntas rápidas que revelam sobre sua personalidade a partir de referências literárias.
Confira os livros mencionados neste episódio:
Amada – Toni Morrison
É quase como voltar para casa – Janaina Abílio
Mamãe & eu & mamãe – Maya Angelou
O caderno rosa de Lori Lamby – Hilda Hilst
O que se herda e o que se transforma quando o assunto é família? Essa pergunta é o ponto de partida deste episódio da Rádio Companhia. O podcast recebe duas romancistas contemporâneas, que escrevem sobre as relações entre família, memória e pertencimento.
Eliana Alves Cruz é autora de “Meridiana” – livro sobre uma família negra que ascende socialmente e descobre que subir também pode significar se adaptar, se enquadrar e negociar quem se é.
Juliana Leite é autora de “Humanos exemplares” – obra que conta a história de uma mulher centenária que vive sozinha. É um romance sobre gerações familiares, deslocamentos, envelhecimento e, sobretudo, amor.
A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
Amigo e amiga: curso de silêncio de 2004 – Maria Gabriela Llansol
Coisa de gente branca – Langston Hughes
Espírito da intimidade – Sobonfu Somé
Humanos exemplares – Juliana Leite
Identidade – Nella Larsen
Iniciantes – Raymond Carver
Irmãs do Atlântico – Ynaê Lopes dos Santos
Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade – Conceição Evaristo
Meridiana – Eliana Alves Cruz
Minha história – Michelle Obama
Por que amamos – Renato Noguera
Recitatif – Toni Morrison
Solitária – Eliana Alves Cruz
Sustentar a nota – David Remnick
“A linguagem dos desastres”, lançado em abril pela Alfaguara, é o terceiro romance de Fabiane Guimarães publicado pelo grupo Companhia das Letras. A autora de “Apague a luz se for chorar” e “Como se fosse um monstro” conta, agora, a história de Catarina – que, em meio ao colapso ambiental, a laços familiares frágeis e a uma amizade perigosa, tenta decifrar as ruínas e encontrar sentido usando o tarô como uma forma de linguagem.
Neste episódio mais curto do podcast, Fabiane conta sobre o processo de escrita do romance e participa de um jogo rápido de perguntas e respostas sobre suas referências literárias.
Confira os livros e as obras mencionados neste episódio:
Adriana Lisboa (obra)
Alice Munro (obra)
Alice Ruiz (poema)
Ana Maria Gonçalves (obra)
Apague a luz se for chorar – Fabiane Guimarães
Como se fosse um monstro – Fabiane Guimarães
Esaú e Jacó – Machado de Assis
Harry Potter – J.K. Rowling
Isabel Allende (obra)
Jennifer Egan (obra)
A linguagem dos desastres – Fabiane Guimarães
Machado de Assis (obra)
Memorial de Aires – Machado de Assis
Orgulho e preconceito – Jane Austen
Sally Rooney (obra)
Viva o povo brasileiro – João Ubaldo Ribeiro
Como um leitor torna-se escritor? Ler é o começo de tudo, mas escrever nos coloca em outra posição. Para o tradutor, jornalista e escritor Roberto Taddei, “se narramos e escrevemos pouco, não vivemos à altura das nossas experiências”. Já a poeta e tradutora Marília Garcia fala que “escrever é olhar com as mãos” – um processo de criação que pode misturar sentidos e se inspirar em outras formas de arte.
Neste episódio, Stéphanie Roque recebe os dois escritores – que também são professores – para uma conversa sobre esse ofício. Marília é autora do recente “Pensar com as mãos”, livro de ensaios sobre a escrita poética. Roberto é autor de “Ser Escritor”, lançado em abril pela Companhia das Letras.
Confira os livros e obras citados no episódio:
A geração que esbanjou seus poetas – Roman Jakobson
A história do amor – Nicole Krauss
A música do mundo – Tarso de Melo
A praia dos tasabis [diários da paternidade, 2018 - 2021] – Aníbal Cristobo
A segunda morte – Roberto Taddei
Câmera lenta – Marília Garcia
Coworking e outros poemas – Heitor Ferraz Mello
Expedição: nebulosa – Marília Garcia
László Krasznahorkai (obra)
Léxico familiar – Natalia Ginzburg
Pensar com as mãos – Marília Garcia
Ser escritor – Roberto Taddei
Um Exu em Nova York – Cidinha da Silva
“Vida doçura” é o novo romance de Natércia Pontes, lançado em março pela Companhia das Letras. Autora de outros dois livros publicados pela editora, “Os tais caquinhos” e “Copacabana dreams”, ela agora escreve uma história de suspense em torno de duas personagens antagônicas, que se cruzam em uma trama comovente e tragicômica sobre luto, infância, memória e solidão.
Natércia também conta sobre o processo rápido e doloroso de escrita de “Vida doçura", que envolveu a elaboração do luto de sua mãe após mais de três décadas. Além disso, ela fala sobre referências literárias marcantes da sua trajetória a partir de um jogo rápido de perguntas e respostas.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A empregada – Freida McFadden
Arquivo das crianças perdidas – Valeria Luiselli
Beginning middle end – Valeria Luiselli
Copacabana dreams – Natércia Pontes
Ilhas suspensas – Fabiane Secches
Meu ano de descanso e relaxamento – Ottessa Moshfegh
Noite devorada – Mar Becker
Oblómov – Ivan Gontcharóv
Oração para desaparecer – Socorro Acioli
Os tais caquinhos – Natércia Pontes
Toda caixa preta é laranja – Jeovanna Vieira
Vida doçura – Natércia Pontes
Em 2025, a edição da Penguin do livro “Noites brancas", escrito por Fiódor Dostoiévski em 1848, teve um aumento de vendas de 168% em relação ao ano anterior – um efeito da viralização da obra no TikTok. Na rede social, a fama de difícil do escritor russo não impediu que jovens fizessem resenhas, performances e leituras dramáticas da obra.
Dostoiévski, autor de clássicos como “Crime e castigo” e “Os irmãos Karamázov”, é conhecido por abordar contradições humanas profundas, com uma complexidade filosófica e psicológica ímpar.
Para entender como suas obras se reinventam conforme o tempo passa, a Rádio Companhia recebe Cecília Rosas, tradutora do russo, professora e pesquisadora, e Raquel Toledo, gerente editorial da Cosac, mestre em literatura russa, editora e crítica literária. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
A dócil – Fiódor Dostoiévski
A queda do céu – Bruce Albert e Davi Kopenawa
A sociedade da neve – Pablo Vierci
Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski escrevia mal? – Fátima Bianchi
Ferida – Oksana Vassiákina
Mandíbula – Mónica Ojeda
Memórias de subsolo – Fiódor Dostoiévski
No mar – Toine Heijmans
Noites brancas – Fiódor Dostoiévski
O adversário – Emmanuel Carrère
O crocodilo – Fiódor Dostoiévski
O diabo – Marina Tsvetáieva
O duplo – Fiódor Dostoiévski
O idiota – Fiódor Dostoiévski
O sonho de um homem ridículo – Fiódor Dostoiévski
Os demônios – Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski
Voladoras – Mónica Ojeda
Xamãs elétricos na festa do sol – Mónica Ojeda
“Ilhas suspensas” é o romance de estreia da tradutora, pesquisadora e escritora Fabiane Secches. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela, que conta sobre esse lançamento da Companhia das Letras – um livro sobre lutos e recomeços, que mistura ensaio e ficção.
Fabiane também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os motivos que a levaram a escrever “Ilhas suspensas”. E, por fim, ela participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A corneta – Leonora Carrington
A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr
Annie Ernaux (obra)
Ilhas suspensas – Fabiane Secches
Madame Bovary – Gustave Flaubert
Monstros – Claire Dederer
O livro das semelhanças – Ana Martins Marques
Ao longo de uma década, Patti Smith dedicou-se a escrever sobre as oito que já viveu.
Em “Pão dos Anjos”, lançado em março pela Companhia das Letras, a escritora, compositora e cantora fala sobre sua infância humilde, saúde frágil e natureza imaginativa. Ela também conta dos seus primeiros contatos com a arte e da trajetória que a levou à consagração artística.
No livro mais pessoal que já escreveu, Patti Smith descreve momentos de vulnerabilidade, relata os anos que passou longe dos holofotes com a família e fala sobre o luto que sucedeu diversas perdas, como a do marido, Fred “Sonic” Smith.
Nesta homenagem à artista, a Rádio Companhia recebe a escritora Aline Bei e o jornalista, músico, editor e escritor Cadão Volpato. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg
À sombra dos viadutos em flor – Cadão Volpato
As vozes da noite – Natalia Ginzburg
Caro Michele – Natalia Ginzburg
Devoção – Patti Smith
Enterrem seus mortos – Ana Paula Maia
Lázár – Nelio Biedermann
Linha M – Patti Smith
Manoel de Barros (obra)
Notícias do trânsito – Cadão Volpato
O peso do pássaro morto – Aline Bei
Pão dos anjos – Patti Smith
Pequena coreografia do adeus – Aline Bei
Só garotos – Patti Smith
Space invaders – Nona Fernández
Sustentar a nota – David Remnick
Uma delicada coleção de ausências – Aline Bei
“A solidão das aranhas” é o primeiro livro escrito pelo jornalista e escritor Diogo Bercito lançado pela Companhia das Letras. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre esse romance sensível e sutil sobre perdas.
Bercito também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os porquês que o levam a escrever. E, por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A solidão das aranhas – Diogo Bercito
Chiquinha Gonzaga: Uma história de vida – Edinha Diniz
À procura do tempo perdido – Marcel Proust
Me chame pelo seu nome – André Aciman
O problema dos três corpos – Cixin Liu
O Senhor dos Anéis (trilogia) – J. R. R. Tolkien
Na França, Gisèle Pelicot mostrou que “a vergonha precisa mudar de lado” ao escrever a autobiografia “Um Hino à Vida”, na qual narra a descoberta dos abusos sistemáticos aos quais foi submetida pelo marido e mais de 50 outros homens durante uma década. Já os Estados Unidos é o cenário de “Garota de Ninguém”, a autobiografia de Virginia Roberts Giuffre – uma das principais mulheres a denunciar o esquema de abuso sexual infantil e tráfico humano operado pelo financista americano Jeffrey Epstein. Na Noruega, o romance “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreeas, é narrado por uma mulher que resolve contar do relacionamento conturbado que viveu com seu professor aos 17 anos.
Os três lançamentos da Companhia das Letras têm o corpo feminino como centro: um corpo que é violado e objetificado, mas do qual as mulheres se reapropriam ao contar suas histórias e nomear seus algozes. O episódio discute o tema e faz pontes com a realidade brasileira com a jornalista Cristina Fibe e a socióloga Flavia Rios. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
As estruturas elementares da violência - Rita Segato
Estela sem Deus - Jeferson Tenório
Eu nunca mais vou te chamar de pai - Caroline Darian
Garota de ninguém - Virginia Roberts Giuffre
João de Deus: O abuso da fé - Cristina Fibe
Mata doce - Luciany Aparecida
Missoula - Jon Krakauer
Nada nasce ao luar - Torborg Nedreaas
Pela bandeira do paraíso - Jon Krakauer
Por um feminismo afro-latino americano - Lélia González (org. Flávia Rios e Márcia Lima)
Triste tigre - Neige Sinno
Trilogia de Copenhagen - Tove Ditlevsen
Um hino à vida - Gisèle Pelicot
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