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  • Revista de Imprensa - Sri Lanka: terrorismo contra cristãos asiáticos
    O rescaldo dos ataques terroristas no Sri Lanka que mataram cerca de trezentas pessoas, a vitória de Volodymyr Zelensky na eleição presidencial ucraniana, a batalha pelas autárquicas em Paris com a direita francesa em ordem dispersa , Emmanuel Macron anunciar que os franceses devem trabalhar mais, o executivo francês acusado de pôr em causa a liberdade de imprensa no âmbito da cobertura do movimento dos coletes amarelos, a Europa e a luta contra o aquecimento climático, a capnaha para as eleições europeias em França. Eis alguns focos de actualidade, nos jornais de terça-feira.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Atentados mortíferos de grupo terrorista islâmico no Sri Lanka
    Segunda-feira de Páscoa, feriado em França, hoje não houve jornais nas bancas. Mas em contrapartida tivemos a versões online da imprensa francesa. 
    O jornal católico, LA CROIX, titula, na sua versão on-line, Sri Lanka, um atentado islamita totalmente inédito. Regularmente vítimas de violência por parte da maioria budista, os muçulmanos locais sempre se mantiveram à margem do conflito entre os cingaleses e os tamules.
    Esta comunidade evoluiu no entanto desde a partida em massa de cidadãos muçulmanos do Sri Lanka para trabalharem nos países  do Golfo, donde muitos regressam com uma maior prática da sua religião.
    Estes atentados contra igrejas e hotéis no Sri lanka, no domingo de Páscoa, são difíceis de analisar. O “modus operandi” não corresponde aos budistas extremistas que atacam no país. Se a pista islamita avançada pelo governo for confirmada, tal seria “totalmente inédita", nota, LA CROIX.
    Por seu lado LIBÉRATION, titula Sri Lanka, um movimento radical islâmico local na origem dos atentados. Foram ataques levados a cabo durante missas de Páscoa na capital e em diversas cidades da ilha, fazendo 290 mortos e 500 feridos. Não houve reivindicação, mas os ataques terão sido perpetrados por um movimento radical islâmico segundo o governo. As autoridades decretaram recolher obrigatório em toda a ilha e bloquearam temporariamente as redes sociais.
    Também LE MONDE, dá relevo, aos atentados no Sri lanka, onde as autoridades acusam um movimento radical islâmico local. 24 horas depois da série de atentados suicidas deste domingo de Páscoa, o porta-voz governamental Rajiotha Senaratne, anunciou que o movimento National Thowheeth Jama’ath, estava na origem dos ataques suicidas.
    As autoridades anunciaram a prisão de 24 pessoas sem dar pormenores sobre os atentados. Os ataques ainda não foram reivindicados e o balanço vai em 290 mortos, dos quais 390 estrangeiros e 500 feridos, nomeadamente 28 turistas estrangeiros, acrescenta LE MONDE.
    Sri Lanka, em pleno desenvolvimento, o turismo é duramente atacado, replica em título, LE FIGARO. Os ataques terroristas foram levados a cabo contra igrejas e hotéis internacionais ontem e correm o risco de pôr um entrave à dinâmica turística, sector económico em forte crescimento. Um cidadão francês figura entre os 290 mortos enquanto as autoridades apelam os estrangeiros à prudência, mantêm o recolher obrigatório e decretam estado de emergência a partir da meia noite, acrescenta, LE FIGARO. 
    Ainda no internacional, L’HUMANITÉ, destaca, 3 rupturas para salvar a Europa. Com as eleições europeias marcadas para 26 de maio, o jornal entrevista o cabeça de lista do Partido comunista francês, Ian Brossat, uma das três rupturas, que há 3 meses vem percorrendo toda a França.
    Mas ficou a ser reconhecido no debate de 4 de abril na Televisão France 2, com 11 outros candidatos de diferentes partidos. Com um discurso claro, preciso e concreto ele conseguiu impor-se, com as suas propostas, na cena  política francesa, nota L’HUMANITÉ.
    Mudando de assunto, em relação à África, LE MONDE, destacava esta tarde, Egipto, um referendo com tiques de voto de confiança a Abdel Fattah Al-Sissi. Apoiantes e opositores estão de acordo numa questão: depois de três dias de escrutínio que hoje termina a vitória do SIM parece estar garantida !
    Durante este referendo para reformar a Constituição, houve um forte dispositivo militar e policial que deu confiança às pessoas que votavam num ambiente de festa nas assembleias de voto no Cairo.
    No frontão duma escola de raparigas do centro da capital, havia bandeirinhas nacionais com as cores preta, branca e vermelha, exibindo o slogan: “participa, dá a tua opinião”, incitando os 61 milhões de egípcios a votarem neste referendo sobre uma reforma controversa da constituição, nomeadamente, no seu artigo central, que permitirá ao Presidente Al Sissi, permanecer no poder até 2030, nota, LE MONDE.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Como reconstruir Notre-Dame de Paris ?
    Credibilidade de Emmanuel Macron está em jogo depois do grande debate nacional. Debate sobre a restauração da catedral Notre-Dame de Paris. O Brexit de Londres começa a cansar os eurodeputados. Donald Trump poupado, mas não é inocente no âmbito do chamado Russiagate. A eleição presidencial na Ucrânia e o candidato que não faz rir os russos. Eis alguns focos de actualidade, nas edições diárias de sexta-feira.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Contrariado plano de saída da crise do Presidente francês
    As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por questões de sociedade em França. 
    Grande debate: o plano de saída da crise de Macron contrariado, titula, LE MONDE. Fugas veiculadas pelos meios de comunicação social do discurso que o chefe de Estado deve fazer em breve na rádio e televisão sobre a crise social colocaram Macron em maus lençóis.
    O Eliseu antes de contra-atacar, prefere acompanhar ainda durante alguns dias a emoção de toda a nação, após o incêndio de Notre-Dame.
    Está fora de questão que o presidente retome o discurso adiado e aliás já pediu ao seu governo para lhe submeter novas propostas.
    Algumas medidas parecem ser aceites sobre a revalorização das pensões de reforma inferiores a 2000 euros, o que vai custar aos cofres do estado, 1,400 milhões por ano. A ala esquerda da maioria mostra-se no entanto alarmada com a ausência de medidas sobre a transição ecológica vista como uma prioridade, acrescenta, LE MONDE.
    A bagunça das pensões alimentares, replica, LA CROIX. O presidente da República deverá anunciar medidas permitindo ao Estado ser garante de um melhor pagamento das pensões.
    Crise dos coletes amarelos: Escola nacional de Administração no banco dos réus, titula, LE FIGARO. Apontada com o dedo em numerosas propostas apresentadas na plataforma de Internet do grande debate, a Escola nacional de Administração poderia ser suprimida ou completamente modificada.
    “Estamos fartos da ENA. Acabem com essa coisa!” Os franceses adoram detestar as suas elites. Uma repulsão reflectida por centenas de propostas da supressão da Escola Nacional de Administração, tida como o santuário da formação das elites político-administrativas, nota LE FIGARO.
    Dinheiro dos ricos entra no debate da restauração de Notre-Dame, titula, L’HUMANITÉ. A mobilização relâmpago de grandes fortunas é gratuita ou vão beneficiar de novas prebendas fiscais?
    Requiem em homenagem à Escola nacional de Administração, replica, LIBÉRATION. Segundo o discurso de Macron esperado para segunda-feira, a Grande Escola, símbolo do clã tecnocrático das elites, deverá ser suprimida. Uma concessão aos coletes amarelos que põe em pânico altas esferas do poder. 
    Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE MONDE, destaca Nicarágua, um ano depois da revolta, o país está num beco sem saída.
    Gritando "Liberdade e Justiça", milhares de nicaraguenses, denunciaram, ontem em Manágua a proibição de manifestar a comemoração do primeiro aniversário do começo de uma revolta popular inédita contra o Presidente Daniel Ortega, reprimida no sangue.
    Ortega, apelou à paz e ao diálogo, enviando ao mesmo tempo as suas forças policiais contra os manifestantes, nota, LE MONDE.
    A terminar uma página literária com L’HUMANITÉ, dois escritores lusófonos, António Lobo Antunes e José Água Lusa, este último com o seu livro a “Sociedade dos Sonhadores Involuntários”, profundamente mergulhado na ralidade histórica angolana; é o mundo onírico de Água Lusa na realidade rugosa de Angola.
    Sobre Lobo Antunes, o jornal destaca a sua obra, "Até que as pedras se tornem mais leves que a água", numa prosa que destabiliza tudo. O grande romance ausculta sem medo sequelas da guerra de Portugal em África. Uma obra no coração das trevas do passado colonial de Portugal, acrescenta, L’HUMANITÉ.
    3 min
  • Revista de Imprensa - Emoção e solidariedade após incêndio de Notre-Dame de Paris
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções ao incêndio da Catedral Notre-Dame de Paris.
    LE MONDE, titula, reconstrução de Notre-Dame. O Chefe de estado dirigiu-se ontem à Nação e prometeu que a Catedral será reconstituída dentro de 5 anos. Grande fortunas, empresas e particulares estão a contribuir financeiramente para a reconstrução de Notre-Dame.
    Os católicos interrogam-se sobre o sentido da emoção colectiva suscitado pelo drama de Notre-Dame. Certos actores do património denunciam os fracos meios alocados pelas políticas públicas e a falta de respeito pelos alertas dados antes do incêndio, nota, LE MONDE.
    Reconstruir, titula o jornal católico, LA CROIX. Após o violento incêndio que danificou Notre-Dame de Paris na segunda-feira a hora é de recolhimento, solidariedade e de esperança à reconstrução da catedral.
    Nos dias que correm em França é tão raro sentir uma emoção unanimemente partilhada, escreve LA CROIX, no seu editorial. Vendo cair a flecha central da catedral, os franceses de todas as convicções sentiram vibrar no fundo deles a corda única vinda de paragens longínquas da nossa história, nota, LA CROIX.
    Notre-Dame do Povo, replica, em titula, LIBÉRATION. O ímpeto nacional e internacional pela reconstrução da catedral testemunha o seu lugar no imaginário colectivo.
    Reconstruir, titula, L’HUMANITÉ. A cadetral de pedra no coração de Paris na ilha da Cité parecia eterna. Nem as guerras, nem os incêndios a tinham atingido. Para lá dos católicos, ela simboliza Paris aos olhos da França e do mundo, como um testemunho da nossa história, da sua resistência à usura do tempo.
    As catedrais ultrapassam as afrontas porque pertencem ao legado preciso dos séculos,  escreve, L’HUMANITÉ, no seu editorial.
    Notre-Dame renascerá, replica, LE FIGARO. Ainda com a emoção à flor da pele, um vasto movimento de generosidade foi criado a favor da restauração da catedral de Paris. A emoção é imensa, intensa. Ela transcende as fronteiras. Da  História, da Geografia, da Cultura, da Religião.
    Catedral de Notre Dame alma duma civilização, nota, LE FIGARO, no seu editorial.
    Mudando de assunto, no internacional, LE MONDE? destaca, Brexit: pânico dos agricultores e pastores irlandeses. O adiamento da saída do Reino Unido para 31 de outubro não dá garantias aos agricultores preocupados com o regresso duma fronteira.
    No Reino Unido é o regresso da extrema direita nas próximas eleições europeias que está a preocupar os políticos tradicionais.
    Enfim, o mesmo vespertino, destaca Moçambique, dívidas ocultas, Privinvest contra-ataca.  A melhor defesa é o ataque. Apontada com o dedo no escândalo das dívidas ocultas moçambicanas, o grupo de construção naval Privinvest, do bilionário franco-libanês,  Iskandar Safar reclamou centenas de milhões de dólares de reparações .
    Entre 2013 e 2014 o grupo vendeu a Maputo um programa de protecção costeira o grupo de 1,800 milhões de euros.
    4 min
  • Revista de Imprensa - França:Emmanuel Macron perante o pós-debate nacional
    Após o grande debate nacional convocado pelo Presidente Macron os franceses aguardam as respostas aos seus problemas. Questões sobre a União Europeia do futuro. No Sudão as populações desejam virar a página dos governos militares. A situação na Líbia, com em pano de fundo o abrandamento da ofensiva de Haftar.Eis alguns dos focos nas edições de segunda-feira.
    5 min
  • Revista de Imprensa - Golpe militar contra ditador do Sudão e incertezas sobre futuro
    As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo golpe militar contra o presidente ditador, Al-Bashir. 
    LE MONDE, titula, Sudão: exército confisca a revolta contra Bashir. Após o golpe de Estado que depos o presidente Omar Al Bashir ontem, um conselho militar dirigido  pelo general Ibn Auf reivindica o poder. O antigo ministro da Defesa de Bashir e pilar do aparelho repressivo do país anunciou abrir um período de transição de dois anos.
    A população, que manifesta há mais de 100 dias e os partidos de oposição receiam uma vontade de amordaçar a ira e salvar o regime. Omar Al Bashir, dirigiu o Sudão durante 30 anos e terá sido a figura de proa do islamo-militarismo, acrescenta, LE MONDE.
    No Sudão, o exército provoca a queda de Omar Al Bashir, replica, LA CROIX. “Estou muito, muito contente. Que alívio ! Esperávamos por um tal acontecimento há muito tempo. Ver para crer. Os militares devem falar à nação. Mas quem substituirá Al Bashir ? Temos que avançar depressa, porque o povo tem fome num país potencialmente rico”, são algumas das reacções do homem da rua, ao golpe militar. O certo é que foram 30 anos de um poder sangrento, sublinha, LA CROIX.
    Argélia, Sudão, Primavera árabe, segunda temporada, titula, por sua vez, LIBÉRATION. Depois de Bouteflika é o ditador sudanês Al Bashir, que deixa o poder sob pressão popular. Mas o exército continua a dirigir o país. Bouteflika e Al Bashir, são apenas a ponta do iceberg, afirma, porém, o professor de relações internacionais e política, Gilbert Achcar, que teme que as duas transições  tenham o desfecho que tiveram o Egipto e a Líbia, acrescenta, LIBÉRATION.
    Por seu lado, LE FIGARO, dá relevo à Líbia e o marechal Haftar, o homem que quer conquistar a capital Tripoli.
    Mudando de assunto,  por cá, LE FIGARO, titula, privatização dos Aeroportos de Paris vira um quebra cabeças político. A lei autorizando a venda pelo Estado dos aeroportos parisienses foi ontem votada. Mas esta operação, que suscita uma forte oposição tanto à direita como à esquerda, apresenta-se muito sensível.
    Facto inédito, 248 parlamentares da esquerda e da direita estão unidos para lançar um pedido de referendo de iniciativa partilhada contra a venda dos Aeroportos de Paris. Mesmo sabendo ser quase impossível mas vai servir para parasitar politicamente esta privatização  que provavelmente só acontecerá dentro de 18 meses, nota LE FIGARO.
    Luto e o tempo necessário, titula, LA CROIX, para se referir ao debate que começou hoje no Senado. 53% por cento dos franceses acreditam que o luto não tem fim, 26% considera que um dia terminará e 20% abstêm-se. O mais certo é que o  luto dura no tempo, um luto que significa dor, sem que se sofra toda a sua vida,  acrescenta, LA CROIX
    No internacional, L’HUMANITÉ, titula, como a União Europeia entra pela sua porta dentro. As decisões autoritárias de austeridade da União tornam a vida das pessoas num inferno com consequências inimagináveis.
    Poder de compra não compagina com os magros salários, alimentação é perigo do salmão transgénico ou carne de vaca com hormonas, tudo ao serviço do comércio livre, partir para a reforma cada vez mais longíncua, enfim, serviços públicos como escolas e maternidades em perigo, acrescenta, L’HUMANITÉ.
    Brexit na cabeça dos britânicos, merece relevo do vespertino LE MONDE. O prazo concedido pela União Europeia ao Reino Unidos prolonga uma increteza mas também uma forma de introspecção colectiva do outro lado da Mancha. Os intelectuais vêm por trás do eurocepticismo o mito duma identidade insular secular, nota LE MONDE.
    Enfim o mesmo vespertino, refere-se a Wikileaks, Julian Assange foi preso, após 7 anos de asilo na embaixada do Equador em Londres. A sua prisão relança um debate jurídico internacional. O australiano que se aproximou da Rússia é um pirata, como afirma a justiça americana ou é sancionado por um trabalho de investigação jornalística ? pergunta, LE MONDE.
    5 min
  • Revista de Imprensa - “Brexit de Halloween”
    O jornal Le Monde escreve, na primeira página, que a União Europeia aceitou um adiamento do Brexit de seis meses, até 31 de Outubro, no que é descrito como “um Brexit de Halloween”. A privatização dos Aeroportos de Paris, o golpe de Estado contra o presidente sudanês Omar Al-Bachir, as presidenciais argelinas, a descoberta do “Homo Luzonensis” e a primeira imagem de um buraco negro são outros destaques.
    5 min

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