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As cidades estão em constante evolução e as inovações tecnológicas têm desempenhado um papel importante nesse processo. As chamadas “cidades inteligentes” têm sido um tema bastante discutido nos últimos anos, mas afinal, o que isso significa? Como a tecnologia pode contribuir para uma melhor gestão urbana? E como podemos garantir que essas novas possibilidades não aprofundem ainda mais as desigualdades sociais? Essas são algumas abordadas neste episódio do Arquicast.
Contamos com a presença de duas especialistas no assunto para nos ajudar a desvendar essas questões e entender melhor como a tecnologia pode ser usada em benefício das cidades e de seus habitantes. Ágatha Depiné e Luciana Fonseca, ambas com vasta experiência em projetos que envolvem cidades, inovação e sustentabilidade, vão nos trazer suas visões sobre o assunto. Ágatha é pesquisadora, doutoranda e mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina. Luciana é sócia fundadora e diretora do Instituto Cidades Responsivas, além de fundadora da Escola Livre de Arquitetura – ELA, doutora e mestre em planejamento urbano e regional pelo PROPUR/UFRGS.
A coleta e análise de dados é um aspecto fundamental nesse novo paradigma. Esses dados podem ser utilizados para orientar o planejamento e a tomada de decisões, bem como para monitorar a efetividade das políticas implementadas. No entanto, ainda há algumas resistências e preocupações em relação à substituição do planejamento urbano tradicional pelas tecnologias responsivas. A privacidade de dados e a utilização dessas informações sem um filtro validado pela participação cidadã são alguns dos pontos da crítica, além da dificuldade da operacionalização e instrumentalização de novos procedimentos de gestão urbana assistida.
É urgente que haja uma maior discussão e colaboração entre as diferentes esferas da administração pública, além da participação ativa da sociedade civil, para garantir que, em um novo cenário de manipulação de dados, a qualidade de vida para todos continue sendo o principal objetivo da gestão urbana.
O assunto é muito extenso e merece mais episódios sobre ele. Quer saber mais? E que tal sugerir desdobramentos para o tema? Não deixe de ouvir o episódio nas principais plataformas de streaming e comentar nas redes sociais do Arquicast. Até a próxima!
Hoje vamos conversar sobre a importância que as premiações têm no mundo da arquitetura e do urbanismo. Seu significado vai além de simplesmente identificar excelência. Ela também é resultado de várias discussões que permeiam o que é fazer arquitetura e o que é considerado importante no contexto social e cultural. As premiações são diversas nas suas formas de seleção e nos seus júris, e cada uma delas define qual a melhor maneira de selecionar os trabalhos e atores responsáveis pelas produções. E, sem dúvida, o mundo de hoje demanda outros olhares, como a inclusão, a representatividade e as distintas identidades.
É nessa discussão que o Prêmio Instituto Tomie Ohtake Akzonobel se apresenta, em sua nona edição, com o desafio de catalisar ideias, procurando refletir sobre os que é premiar, e de que forma fazer isso da melhor maneira possível. Para conversar com o Arquicast, convidamos: Sabrina Fontenele, arquiteta e urbanista pela Universidade Federal do Ceará, doutora pela FAU USP; Professora da Escola da Cidade e coordenadora dos Prêmios do Instituto Tomie Ohtake desde julho de 2022; e também Diego Mauro, arquiteto e urbanista pela Universidade Federal da Bahia e mestre pela FAU USP, curador assistente do Instituto Tomie Ohtake e membro do júri da 7a. 8a edições do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzonobel.
Bom cast!
Comemorando sua ducentésima edição, o Arquicast entrevista três ouvintes do programa. A seleção foi feita ao longo dos meses de janeiro e fevereiro e o resultado você pode conferir ouvindo o programa. São histórias que refletem um pouco da paixão que temos pelo nosso trabalho e como ele reverbera quando boas práticas e intenções se conectam de forma livre e espontânea.
Anos atrás, o centésimo episódio foi gravado com uma série de depoimentos da audiência sobre o conteúdo que desenvolvemos no Arquicast. É ainda um episódio muito forte em nossa memória, e sempre quando ouvimos nos enchemos de emoções e disposição para continuar essa jornada. Nesse episódio, porém, decidimos por inverter a posição do microfone, e assim, reverberar algumas histórias da nossa audiência, de quem esteve sempre do lado de lá da nuvem.
Foram escolhidas as histórias da Liz, do João e do Daivisson, que vocês poderão conhecer ao ouvir o episódio. Agradecemos imensamente as outras histórias que chegaram até nós, e nos estimulou a queremos fazer outros episódios como esse em outras oportunidades. Cada bloco foi dedicado às histórias, de grandes mudanças na sala de aula, passando pela paixão por caminhões e pela estrada, culminando em ciclos ainda não fechados que, anos depois, foram retomados para que a felicidade fosse encontrada.
Alguns trechos dos depoimentos que recebemos:
“Eu lembro de um episódio sobre modelo de ateliês para ensino de projeto que me marcou pois estava justamente refletindo sobre isso e procurando caminhos para implementar esse formato aqui na instituição onde lecionamos (…) O final é feliz pois a faculdade comprou a ideia e esse semestre inaugurou o espaço em que hoje leciono as disciplinas de projeto.”
Liz Valente
“Tenho 39 anos e com as mudanças da pandemia, fui resgatar um objetivo antigo de terminar a faculdade de arquitetura. Havia parado há aproximadamente 15 anos por uma série de fatores, o maior deles era a descrença na profissão do arquiteto e com o curso em si (…) O podcast, hoje é meu remédio, pra lembrar que existe sim romantismo na arquitetura.”
João Schmitt
“Antes de entrar na faculdade eu era caminhoneiro. Me mantive nessa profissão mesmo depois da faculdade (…), foram longos anos de estrada. Tive a oportunidade de conhecer incontáveis cidades desse Brasil e suas histórias, seu povo e cultura (…), esse olhar foi deixando de ser contemplativo e aos poucos foi passando para um olhar analítico.”
Davisson Daniel
Esperamos que cada uma dessas histórias toque vocês e seja, de alguma forma, combustível para que continuem em frente. Bom episódio!
Em mais um episódio sobre história da Arquitetura, o Arquicast conversa sobre o “Brutalismo”, movimento arquitetônico que surgiu na década de 1950 e se difundiu nas décadas seguintes em diversos continentes. A conversa busca conectar, para além dos aspectos da historiografia, o legado dessa forma de produção de espacialidades e de edifícios icônicos.
O termo “Brutalismo” vem da palavra francesa “béton brut”, que significa “concreto bruto”, caracterizado pelo uso do concreto aparente como material principal, pela forma expressiva e escultural das construções, e pela ênfase na funcionalidade e na simplicidade. Mas existem também outras variações dessa definição, no entanto todas elas convergindo para construções com aparência imponente e monolítica, com fachadas que parecem esculpidas em pedra, ou mesmo com grandes subtrações e vazios, conciliando plasticidade e adequação ambiental.
Os edifícios com essa características são muitas vezes associados a uma estética austera, refletindo uma preocupação com a eficiência e a praticidade. O “Brutalismo” foi muito popular entre os arquitetos e urbanistas que estavam interessados em criar uma nova linguagem arquitetônica que pudesse se adaptar aos desafios da era moderna, ramificando o legado de Le Corbusier e incluindo uma releitura vernacular das formas e superfícies. Eles viam o concreto como um material versátil e durável, capaz de resistir ao desgaste do tempo e das intempéries, e acreditavam que a forma expressiva das construções poderia contribuir para uma melhor integração da arquitetura na paisagem urbana.
Frequentemente criticado por ser austero demais, por não levar em conta a experiência humana e por criar construções que parecem desprovidas de vida e personalidade, o “Brutalismo” continua influente e fascinante. Se você quiser saber mais sobre essa conversa, não deixe de ouvir no site do Arquicast, nos principais agregadores e conferir no Youtube o episódio ilustrado. Até a proxima!
Em mais um episódio de entrevistas, o Arquicast conversa com Gustavo Utrabo, arquiteto brasileiro cujo trabalho se destaca por sua capacidade de experimentação e pesquisa contínua, além de ser formado no Paraná, ele tem experiências em Harvard, MIT, Hong Kong e Escola da Cidade. Foram abordados no episódio sua experiência em comunicação no podcast “Entre Mundos”, as dificuldades iniciais da carreira autoral, a dinâmica e estrutura de seu trabalho atual, seus projetos notáveis, como as Moradias Infantis Canuanã, além de sua visão sobre o futuro da profissão e ainda um debate sobre as redes sociais.
Utrabo destaca as dificuldades iniciais enfrentadas, como a busca por concursos e editais em trabalhos artísticos, que ajudaram a construir a identidade de seu trabalho atual. O arquiteto destaca a importância da pesquisa e do trabalho colaborativo, sem deixar a responsabilidade da arquitetura como um tema central, especialmente em projetos de demandam uma capacidade de escuta apurada com uma equipe diversa, como as Moradias Infantis Canuanã em Tocantins, projeto em coautoria com Marcelo Rosembaum ainda quando fazia parte do escritório Aleph Zero.
Sobre um dos mais recentes trabalhos, o edifício TERRA CÉU da IdeaZarvos, Gustavo conta como foi a conciliação entre os pragmatismos do mercado imobiliário e a profundidade conceitual e os procedimentos artísticos de seu trabalho. Nesse sentido, ele destaca a importância da experimentação e da capacidade de inovar em sua abordagem.
Sobre a utilização das redes sociais para a divulgação de seu trabalho, algumas ressalvas foram debatidas, como excesso de exposição e o gasto de energia necessários para produção de informação que duram muito pouco na superfície. De fato, esse não é um veículo que o arquiteto define como primordial na sua jornada, além disso, aponta que as diferentes gerações devem encontrar ferramentas especificas para seus questionamentos e visão de mundo.
Utrabo ainda destaca a necessidade de desenvolvermos novas habilidades em áreas como tecnologia, sustentabilidade e engajamento com a comunidade, para enfrentarmos os desafios do futuro. A importância da interdisciplinaridade e da inovação com um olhar sensível é uma das principais características do seu trabalho, o que faz de sua trajetória um exemplo inspirador para uma nova geração de profissionais da arquitetura brasileira. Se você quiser saber mais sobre essa conversa, não deixe de ouvir no site do Arquicast, nos principais agregadores e conferir no Youtube o episódio ilustrado.
Até aproxima!
Em mais um episódio sobre temas de projeto, o Arquicast conversa sobre uma tipologia arquitetônica que praticamente conduziu a discussão sobre as cidades ao longo do século XX, e até hoje provoca o interesse pelos atores e agentes que produzem o espaço urbano. As torres comerciais pautam temas das mais variadas origens, dos seus aspectos simbólicos e tectônicos à suas influências no valor da terra e demais desafios do planejamento de uso e ocupação do solo.
Participam da conversa Bruno Sarmento, arquiteto e sócio da Lourenço Sarmento Arquitetos, empresa com mais de 20 anos de atuação no ramo, e Carlos Eduardo Mattos, mestre em habitação pelo IPT/São Paulo e professor de projeto arquitetônico. Há um consenso inicial de que o projeto de torres comerciais demanda um acompanhamento integrado das questões arquiteturais com as diversas informações necessárias às tomadas de decisão financeiras, sobretudo as que tangem os aspectos legais e os desafios da sustentabilidade. Pelo alto investimento, os projetos devem passar por um longo processo de estudo, que inclui também a investigação dos elementos culturais de uma localidade.
As torres, ou melhor, os edifícios verticalizados, tiveram ao longo do tempo seu destino e técnica completamente transformados pela evolução dos sistemas construtivos, das alvenarias autoportantes até o advento da estrutura metálica e do surgimento dos elevadores como possibilidade de multiplicar o solo. Foi também através dessas torres que as silhuetas dos grandes centros e cidades icônicas foram desenhados, difundidos e assumidos como uma identidade de uma comunidade.
Durante a conversa também foram levantados quais são os principais desafios que o mundo pós-pandemia trouxe com as mudanças dos ambientes de trabalho, dos modos de vida e dos meios de produção. Um empreendimento dessa natureza pode transformar de forma muito abrupta a ambiência de uma localidade e, em alguns casos, contribuir para uma renovação urbana ou o seu reverso.
Esse tema de projeto ainda é recorrente nas escolas de arquitetura, como resultado de uma época em que o desenvolvimento está associado à ideia de crescimento. As plataformas disponíveis de desenvolvimento BIM é mais uma das peças indispensáveis dessa tipologia. Quer saber um pouco mais sobre o tema? Não deixe de ouvir, compartilhar e comentar o episódio.
Até a próxima!
As estações de metrô, os viadutos e os terminais intermodais são fundamentais não só para a mobilidade, mas também para outras funções urbanas, trazendo maior complexidade no uso, ocupação e desenvolvimento das cidades, assim como as escadarias, os elevadores, as calçadas, as ciclovias entre outros dispositivos de mobilidade ativa. Todos esses aparatos são conhecidos como “Arquiteturas da Mobilidade”.
Em mais um episódio da série sobre mobilidade urbana, o Arquicast conversa com Luísa Gonçalves, doutora pela FAU/USP e Renata Goretti, arquiteta com mestrado profissional em gestão urbana pela Universidade Técnica de Berlim. Entusiastas e com experiências na área, a conversa abordou uma série de exemplos no Brasil e no mundo sobre como as estruturas de mobilidade foram se transformando ao longo do tempo, sobretudo, a partir de mudanças significativas nos paradigmas da circulação urbana.
Historicamente, a circulação urbana foi tratada de forma setorial nos estudos e proposições para a cidade industrial, grandes planos eram essencialmente baseados nas grandes infraestruturas urbanas, consequentemente, nos grandes eixos de circulação. O mundo contemporâneo, dado às preocupações da sustentabilidade, bem como os novos meios de produção e modos de vida, revelou a complexidade do tema, organicamente relacionado com a economia urbana e demais temas da cultura, dentre eles, a supremacia dos automóveis ainda prevalecente na comunidade urbana.
Hoje em dia, a preocupação com a qualidade de vida está conectada diretamente com o assunto mobilidade, oportunamente quando as infraestruturas da paisagem podem ser alteradas por soluções que contemplem a interdependência entre grandes sistemas de transporte e a qualidade da pavimentação de uma calçada, por exemplo, ou mesmo a preocupação com acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos espaços públicos.
Durante a conversa foi ponderado que estamos entre dois cenários com relação às arquiteturas da mobilidade, um deles refere-se à obsolescência das infraestruturas, como por exemplo casos clássicos de antigos viadutos em Berlim, Barcelona e Nova Iorque, que se transformaram em novos equipamentos coletivos. De outro lado, em especial, nos países em desenvolvimento, a constatada ineficiência e carência dos dispositivos de mobilidade.
Esse tema aponta para uma nova perspectiva para se observar os fenômenos dinâmicos das cidades. As arquiteturas, as infraestruturas e os pequenos dispositivos podem agora trabalhar em sinergia para a construção de uma cidade verdadeiramente orgânica. No entanto, as principais estruturas que precisam ser alteradas, nesse momento, são as estruturas das mentalidades gestoras. Quer saber mais sobre o tema?
Não deixe de ouvir e contribuir nas discussões!
Qual a mais antiga forma de representação física na arquitetura? Não resta dúvida que são as maquetes. No primeiro episódio do ano, o Arquicast conversa sobre esse tema ainda pouco explorado nas publicações e discussões sobre a formação de novos profissionais. Afinal, as maquetes estão presentes em quase todas os lugares, nas exposições de arquitetura, muitas vezes feitas exclusivamente para elas, nos museus, como parte da exposição, e nos escritórios de arquitetura, na maioria das vezes finalizada para o grande dia da apresentação.
Esses são alguns exemplos das maquetes no mundo da arquitetura e urbanismo, no entanto, o que todo profissional gosta de ver mesmo são aquelas maquetes desenvolvidas ao longo do processo, ou melhor, aquelas maquetes que revelam a evolução de uma ideia, como os casos do escritório Bjarke Ingels e Frank Ghery, talvez os mais conhecidos de uma nova geração.
Participam do episódio duas professoras especialistas na área, Aline Calazans e Aline Pimenta, ambas com experiência em sala e aula e no mercado profissional. Um grande consenso prevalece quando o assunto é a representação física da arquitetura: a necessidade de planejamento e muita paciência, além da consciência corporal. Pode parecer estranho, mas lidar com materiais de diferentes características e propriedades é como lidar com diferentes materiais da construção, sendo necessário planejamento e verificação das compatibilidades entre eles, assim como trabalhar com bastante cuidado para não se ferir.
Outro aspecto comentado diz respeito à paciência necessária para realizar os cortes, as medições e as conferências, assim como planejar a montagem final e o transporte das peças. Talvez sejam essas preocupações que colocam a maquete física como um importante produto dentro do processo de projeto, em especial, quando se faz necessária a exposição para o público leigo, como por exemplo os empreendimentos imobiliários.
As maquetes físicas ainda são um meio importante para auxílio no projeto, por isso ainda sobrevivem como um recurso importante, mesmo com o advento dos processos digitais de representação. Elas ainda são úteis nas testagens de resistência, pontos de pressão, entre outros, nos ensaios em túneis de vento. Renzo Piano foi outro arquiteto lembrado na conversa, dado às maquetes físicas associadas às seções em projetos executivos, quase como quadros expositivos.
Se você se interessa pelo assunto e quiser saber mais sobre essa discussão, não deixe de ouvir o episódio e participar nos comentários.
Bom divertimento!
O Arquicast apresenta mais um episódio da série livros clássicos. O autor dessa obra nasceu em Copenhague em 1974, e começou a estudar arquitetura na Royal Academy em 1993. Interessado em se tornar cartunista, se inscreveu na escola de arquitetura com a ideia de amplificar suas habilidades de desenho, mas com o passar dos anos resolveu continuar seus estudos em Barcelona. Bjarke Ingels trabalhou três anos no OMA em Roterdã e logo em seguida co-fundou o PLOT Architects. Em 2005 funda seu atual escritório, o Bjarke Ingels Group (BIG) e, quatro anos depois, lança seu “manifesto”: o livro intitulado “Yes is More”.
O episódio propõe discutir o livro à luz da sua influência e linguagem. Não necessariamente um clássico, “Yes is More” é, no entanto, uma obra relevante para os caminhos da arquitetura no século XXI. Nele, após um preâmbulo digno de uma peça publicitária, são apresentados 30 projetos do escritório em formato de história em quadrinhos. Bjarke Ingels marca de forma contundente, com sua estratégia de comunicação, um lugar na história da arquitetura contemporânea, além de amplificar sua presença no mercado global de arquitetura.
Durante a conversa, o convidado Bernardo Vieira, arquiteto professor da UERJ e fã de quadrinhos, indica que as narrativas são construídas, especialmente na descrição dos projetos, possuem o intuito de relevar o árduo trabalho de bastidores, muitas vezes oculto do público que se interessa pelo assunto. Cadu Rocha, arquiteto especialista em pesquisa sobre linguagem e novas mídias, reforça o caráter heterogêneo da obra, com elementos dos quadrinhos, mas também de magazine, dado às escolhas gráficas, tipográficas e de formatos.
É nítida a filiação “estilística” comunicativa com Rem Koolhaas, no que pode ser entendido como uma fase pós-crítica da arquitetura, onde os elementos ordinários, as notícias e a amplitude das influências do campo econômico e político nos projetos assumem protagonismo nas escolhas que os projetistas precisam realizar, bem como os elementos culturais que muitas vezes são fortemente incorporados ao projeto.
Dentre os diversos projetos citados na conversa, destaca-se especialmente o primeiro da lista, que indica a ideia de um ecossistema de possibilidades aplicadas ao processo. Um elemento tipológico que é transportado de contexto e escala a fim de atender uma demanda cultural e icônica no “People Building”. Analisar a obra sem considerar o atual momento em que as imagens instantâneas e o apreço por narrativas fantásticas impulsionam a produção artística, seria desconsiderar o real significado da publicação.
Quer participar dessa discussão com a gente? Escute o episódio, comente em nosso site e redes sociais o que você acha dessa obra para o campo da crítica em arquitetura.
O episódio da semana é sobre os espaços de lazer externos. Estar em um local livre, iluminado, arejado e com a presença do sol, traz sensações agradáveis estimulam sentimentos de liberdade e calmaria. Cada vez mais valorizados nos projetos arquitetônicos, esses espaços possibilitam a socialização de diversas formas, especialmente nos apartamentos que estão ficando cada vez menores.
Pra falar dessa áreas, sejam elas de casas, condomínios, sítios entre outros mais, participam dois convidados que entendem do assunto. LIZ NAKAHARA, arquiteta e urbanista formada pela UNESP, especialista em iluminação e pós-graduanda em gestão de vendas pela USP. É gestora de clientes do GRUPO COSENTINO e atua há mais de 8 anos no canal comercial da construção civil tendo trabalhado nas principais indústrias de acabamento cerâmico do país. PHILIPE COSTA, arquiteto e urbanista formado pela faculdade UNIPLAC, especializado em arquitetura residencial e comercial, gerencia o escritório que leva seu próprio nome: Studio Philipe Costa.
Bom cast!
Oferecimento:
via:
Dicas no episódio:
Acesse o site do podcast do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU-BR): https://open.spotify.com/show/4CbdaJxI54SwsHyV0uU02B?si=8eaebbbbbf454e5a
Parceiro de mídia: https://premioarquitetura.institutotomieohtake.org.br/
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