Bom dia, Obvious

Bom dia, Obvious

By Marcela CeribelliSociety & Culture
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Bom dia, Obvious episodes

  • #114/ tá todo mundo exausto, com Patrick Hanser e Andrea Giusti
    Para o coreano Byung-chul Han, excesso de positividade e produtividade são causas para o cansaço geral da população. Em seu livro A Sociedade do Cansaço, ele explora como nesse cenário estamos sempre fadadas a estar em falta. Se não for com a família, com o trabalho. Se não for com projetos pessoais, com os relacionamentos. Na tentativa de equilibrar esses pratos enquanto caímos nas falácias de produtividade tóxica, transformamos as 24h no dia em momentos possíveis de monetização, nos proibindo de tempos que poderiam ser considerados como inúteis. O caminho do trabalho precisa ser para aprender algo novo, o almoço precisa ser junto a responder emails e, para aqueles que caíram na violência da crença de "trabalhe enquanto eles dormem", até as necessidades básicas entraram em jogo. Mas no final do dia, estamos otimizando o tempo para o que? O que fazemos com o tempo que sobra? Sobra algum tempo? O ócio, o tédio, a solidão e a contemplação se tornaram crimes. O descanso, que deveria ser direito, uma recompensa. Será que realmente não dá tempo de fazer tudo ou esse "tudo" que você quer cumprir apenas não cabe nas horas disponíveis em um dia? Talvez o problema não seja a falta de tempo, e sim, a dinâmica de autoexploração e performance. Você também está exausta? Acho que todo mundo está exausto. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a equipe do documentário A Sociedade do Cansaço: o diretor Patrick Hanser e a produtora Andrea Giusti.
    43 min
  • #113/ burnout empático: o que é meu e o que é do outro? Com Carolina Nalon
    Você acorda e, com o olho ainda semiaberto, olha palavras que formam frases no Twitter. É inacreditável que isso esteja acontecendo. Tem gente que realmente não vai se vacinar???? Talvez as notícias ocupem a tela enquanto você toma o café da manhã, ou talvez o feed do instagram sirva como seu despertador. Na sequência, o café é digerido junto com sua central de problemas particular. Afinal, como não ser a amiga que está sempre disponível, a filha que está sempre disposta, a parceira que nunca nega ajuda? A recompensa vem ao ouvir que você é generosa, que está sempre por perto, que tem o melhor dos ombros. Caramba, como ela sabe se colocar no lugar dos outros. Caramba, não são nem 9 da manhã, você já está emocionalmente exausta e lá no fundo se pergunta se uma soneca resolveria essa sensação. Sem dúvida, a empatia é das qualidades mais admiráveis e é essencial para relações saudáveis. Porém se cada um de nós carrega uma mochila emocional, cada problema do outro que se torna seu ocupa um espaço e, eventualmente, essa bagagem pode passar do limite permitido pelo corpo. Você sabe dizer qual é seu o limite? Será que já passou dele? Bom dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa sobre burnout empático com a especialista em Comunicação Não Violenta Carolina Nalon.// link para o podcast: Fala, Emancipade
    44 min
  • #112/ saudável online, doente offline? com Jojoca
    Afirmar que a nossa saúde mental está sendo diretamente prejudicada pela relação com as redes chega a ser tão óbvio e batido que como bons brasileiros que somos já transformamos em meme. Fora dos stories ninguém está tão bem mesmo, mas não é sobre isso. Pelo menos não apenas sobre isso que vamos debater hoje. Quando falamos sobre vida ativa, saudável, fitness, como você preferir chamar, existe um enorme abismo entre o que é apresentado nas redes versus aquilo que verdadeiramente importa fora delas. E antes que pareça aqui uma revolta pessoal com as influenciadoras fitness, apesar de que poderia também ser, te trago dados da Universidade de Glasgow. Após analisar perfis com foco em dieta e condicionamento físico populares no Reino Unido, concluiu-se que oito em cada nove deles dão maus conselhos a seus seguidores. Os critérios de avaliação eram se as informações passadas por cada um deles eram transparentes, confiáveis, nutricionalmente sólidas e se possuíam referências baseadas em evidências. Fake news low carb, poderíamos dizer. Mas a consequência disso não tem nada de "low": entramos em um efeito paradoxal em que apesar de vivermos a ilusão de termos muitas escolhas, a corrida pela relevância e um algoritmo que aparenta ter uma agenda própri nos deixam com poucas opções viáveis do que acreditar. Entre jejuns de comida, detox das telas e publi shows, quem está verdadeiramente bem nos stories e fora deles? Bom Dia, Obvious! Hoje, @marcelaceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a criadora de conteúdo @jojoca ❤ Link para o podcast: Prazer, Renata
    44 min
  • #111/ o vazio de um ghosting, com Natalia Timerman
    O Desejo nasce do vazio, nós precisamos de algo não correspondido, algo não preenchido, algo não garantido, para conseguir se manter desejante, para conseguir sustentar esse lugar. Desejo realizado é desejo morto. Precisamos do vazio pra reinaugurar desejos e isso faz a gente pulsar, faz a gente se movimentar. Muitas relações que nós vivemos, tem adrenalina, né? O jogo, o liga, não liga, meu Deus! Quando você percebe, já tá sonhando algo com aquela pessoa....mas e se você chegar no lugar do amor tranquilo, você sustenta? ou você fica entediada? nós sabemos que todo o fim é um tipo de luto, mas a fossa de um amor não vivido, é maior do que aquele que assistimos aos poucos chegando ao fim. Bom dia, obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa da obvious, conversa com a psicanalista e autora do primeiro livro do clube do livro da obvious, Copo Vazio.
    48 min
  • #110/ amor ou dependência emocional, com Dandara Pagu
    Se a simples ideia de uma vida sem o outro faz parar o coração e sente que todas suas necessidades emocionais dependem dos esforços desse par, estamos encarando sintomas de dependência emocional. Há quem diga inclusive que o maior problema dos relacionamentos é que não podemos ser vulneráveis e realmente nós mesmas até que esse medo de perder o outro tenha desaparecido. Claro, a ideia de um término pode sim vir acompanhada de tristeza, mas o que estamos falando aqui é a visão de que se o outro deixar de existir, a sua vida deixará de fazer sentido. A dependência emocional é também um prato cheio para cair em chantagens emocionais que podem nos fazer acreditar que nunca mais seremos amadas. O fantasma da solidão assombra tanto que podemos até esquecer que existia uma vida antes daquela relação. Como disse a gigante Nina Simone, "você tem de aprender a sair da mesa quando o amor já não está sendo servido". Mas como perceber que o amor migrou de um lugar saudável para um formato de dependência? O medo do abandono é um dos grandes fatores aqui? Como se libertar e, uma vez liberta, como tomar coragem e ter esperança para ter uma nova relação saudável? Aprender a encontrar forças para nos mantermos em pé sozinhas, bem como a plenitude dentro de nós, independente de uma outra pessoa, é um dos atos mais importantes e corajosos que podemos fazer por nós mesmas. Talvez o grande passo que devemos dar aqui seja nos tornarmos a pessoa que desejamos que o outro seja para nós. Bom Dia, Obvious, eu sou Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, e hoje converso com a comunicadora Dandara Pagu.
    43 min
  • #109/ masturbação: o último tabú? com Lasciva Lua
    Você já ouviu o absurdo de que se você se masturbar, vai crescer cabelo nas palmas das mãos? Ou que vai dar espinhas, e até cegueira? Desde muito novas, muitas de nós somos ensinadas a não nos tocarmos. "Tira a mão daí, menina!". Existe ainda muita vergonha e culpa associada a conhecer o próprio corpo, seja por questões religiosas ou por repressões sociais. Mas essa mesma sociedade trata a masturbação masculina com naturalidade: desde educação formal, pela mídia e até pela cultura pop. Inclusive, pode ter até tom cômico quando entra uma torta americana em cena. Enquanto isso, o prazer feminino raramente é reconhecido e representado fora uma possível atração hipersexualizada voltada para olhares masculinos. Afinal, a masturbação feminina é um dos últimos tabus reais em nossa sociedade? Mesmo aquelas que já se sentem confortáveis, podem encontrar obstáculos no meio do caminho: se masturbar estando em uma relação, é traição? Se eu comprar um vibrador, vou mexer com a autoestima do meu parceiro ou parceira? Vamos combinar que beira o irracional pensar que o outro seria um mágico capaz de satisfazer absolutamente todas as nossas necessidades sexuais em todos os momentos da vida. Se tocar, além de ser um desejo natural, é uma bela maneira de amar e de honrar a si mesma. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a Terapeuta sexual Lua Menezes
    34 min
  • #108/ o que a procrastinação diz sobre a sua insegurança, com Catharine Rosas
    Procrastinação não é preguiça, é medo. Chame pelo nome certo e se perdoe de uma vez por todas. A frase da escritora Julia Cameron é firme e decisiva se queremos entender por que tantas vezes trocamos resolver tarefas importantes por passar horas no tik tok, vendo vídeos no youtube e até arrumando a geladeira enquanto os prazos se tornam mais apertados. Também explica a dor agoniante de conseguir dar o pontapé inicial de uma tarefa que no fundo mexe com a nossa insegurança: e se der errado? E se eu não for a pessoa certa pra essa função? O 'deixar pra depois' muitas vezes tem menos a ver com organização de tempo e mais sobre gerenciamento de emoções. Quando procrastinamos, evitamos os sentimentos desagradáveis ​​que acompanham a tarefa em mãos. A procrastinação está enraizada no medo - do fracasso, do sucesso ou de não ser perfeito - e o medo, como sabemos bem, é uma emoção poderosa. Mas como controlar a ansiedade quando somos pressionados a fazer coisas que nos deixam desconfortáveis? Como enfrentar nossas emoções e abandonar soluções temporárias que acabam nos atrapalhando no longo prazo? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a psicóloga Catherine Rosas.
    41 min
  • #107/ por que as dietas não funcionam, com Sophie Deram
    Dieta, no significado original da palavra, tem origem do grego "díaite", que significa "modo de vida". Mas ao longo dos anos o que deveria ser um estilo de vida, virou sinônimo de restrição e para muitas também de frustração. Primeiro porque não raras vezes o desejo de mudar algo no corpo é o início de uma longa batalha contra ele e de quedas nas armadilhas pesadas da cultura da dieta. Segundo porque, apesar de promover resultados a curto prazo, está comprovado que 95% das pessoas voltam ao peso anterior ou superior em um período de até cinco anos e, para piorar, mesmo entre aqueles que foram bem-sucedidos porque não recuperaram o peso, muitos desenvolvem transtorno alimentar. O terrorismo nutricional e a obsessão com a magreza esconde que o equilíbrio do corpo vai muito além de calorias ou IMC. É sobre fazer as pazes com a comida, com o corpo e não permitir que a vida gire em torno do que vamos comer. Dividindo a provocação que a minha convidada traz no livro, "Os 7 Pilares da Saúde Alimentar", quem você acha que tem a saúde em equilíbrio: uma pessoa com diabetes controlada que sai com os amigos, convive em família, namora, trabalha ou aquela que não tem nenhuma patologia mas deixa de viver momentos importantes como aniversários, jantares, porque está obcecada por "comer saudável"? Mas se mesmo consciente de tudo isso, você deseja estar mais magra, existe um caminho realmente saudável? Bom Dia, Obvious. Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, recebe Dr Sophie Deram, nutricionista e autora do best seller "O Peso das Dietas".
    52 min
  • #106/ virei adulta? com Yedda Affini
    Pode ser cheirando produto de limpeza no supermercado, pagando seus boletos ou assinando o contrato de aluguel. A primeira voz interna "virei adulta?" a gente nunca esquece. O questionamento ao final da frase provavelmente é resultado da crença de que conquistas específicas estariam atreladas a essa fase da vida: casar, ter filhos, conquistar sua casa própria, tudo antes dos 30, que é quando também nos ensinaram que já estaríamos "velhas" para tantas outras coisas. "Porque na sua idade eu já tinha filhos, meu apartamento e uma vida estável", a frase clássica das gerações mais velhas para destruir nossa auto estima ou apenas alimentar com violência nossa ansiedade. Mas será que estamos vivendo uma síndrome do peter pan coletiva ou os marcos da vida adulta apenas não são mais desejos universais? Se vivemos tantos ciclos diferentes, como vamos respeitá-los se os tempos da vida ficaram categorizados de maneira tão simplista quanto "criança - adolescente - adulto - velho"? Será que não podemos apenas deixar de lado esses números que identificam os tempos e apenas viver o agora em paz? Bom Dia, Obvious, eu sou Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious e hoje converso com a artista e comunicadora Yedda Affini.
    42 min
  • #105/ o ódio às mulheres de sucesso, com Clara Fagundes
    Se o português do Brasil é ouro em criar gírias e memes, o inglês é prata na criação de termos que resumem aquilo que precisamos de várias palavras para explicar. Trainwreck, termo que vem sendo utilizado para definir mulheres como Whitney Houston, Amy Winehouse e até Britney Spears, é um desses. Por definição, trainwreck é o trem que sai dos trilhos, causando um desastre que exerce um fascínio peculiar para os observadores. Nessa analogia, é sobre as mulheres que saíram dos trilhos que a sociedade impôs a elas e o desastre é a punição pública por isso, deixando claro qual jogo estamos jogando e quais são as regras. Anitta, te colocamos nos trilhos de gostosa, como ousa ser inteligente? Juliette, te colocamos nos trilhos de vítima, como ousa ser uma cantora de sucesso? Se observarmos algumas das mulheres consideradas mais complicadas e consequentemente mais injustiçadas da história, veremos que elas foram consideradas pouco merecedoras, muito ofensivas, muito sexuais, muito emocionais, muito metidas ou simplesmente malucas. Vivemos em uma sociedade em que não odiamos ‘mulheres de sucesso’. Odiamos mulheres, ponto final - só que, quanto mais visível uma mulher se torna, mais atraente ela se torna como um potencial alvo de agressão. Por isso não são só esses nomes gigantes que passam por isso: são todas aquelas que atingem algum nível de visibilidade no seu campo de atuação. Então, uma vez ciente disso, como manter saudável a balança da autocrítica versus "não me importo com o que os outros pensam"? Como separar opiniões externas de discurso de ódio para que o segundo não destrua a nossa espontaneidade? Posso abraçar a Luísa Sonza? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a futurologista, criadora e comunicóloga Clara Fagundes.
    47 min

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Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa da Obvious, recebe convidadas para conversas abertas sobre assuntos atuais do universo feminino: saúde mental, autocuidado, carreira, autoestima,…

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